5 motivos explicam sucesso do setor de equipamentos e máquinas agrícolas

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira 2016/2017 de grãos deve chegar a 215,3 milhões de toneladas. Este volume é 15,3% maior do que o da colheita anterior e corresponde a um acréscimo de 28,6 milhões de toneladas, segundo a estatal. A soja é um dos carros-chefes dessa projeção positiva, que é benéfica para o mercado agrícola, para a economia brasileira e também para outros setores que dependem da agricultura, como o de máquinas agrícolas.

Neste último ano, o segmento teve um resultado positivo, mas, com a economia brasileira em crise, como se justifica o sucesso de equipamentos e máquinas agrícolas? Leia, a seguir, cinco fenômenos que levam para esses resultados. Confira!

1. Capitalização da agricultura

O setor de máquinas agrícolas, ao perceber que a agricultura está capitalizada, já prenuncia, também, um ano positivo em suas vendas, com uma previsão de aumento de 15% no faturamento, considerado para o setor um volume normal depois de um período de queda, como explica o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão Bastos de Oliveira. “Os anos de 2014 e 2015 foram muito ruins, somente no segundo semestre de 2016, quando acabou o impeachment, é que o setor voltou a ter investimento. Conseguimos fechar o ano 12% acima de 2015, com um faturamento em torno de R$ 11 bilhões”, diz.

2. Maior produtividade para o agricultor

Com o aumento da área plantada no Brasil de 2,5% ao ano, o setor de máquinas agrícolas é muito beneficiado. O agricultor precisa delas para realizar todos os processos, desde adubar e plantar até colher. Tratores e colheitadeiras trabalham em operações de preparo do solo, semeadura, plantio, tratos culturais e colheita, transporte, elevação, manuseio e para o processamento. As máquinas direcionadas para culturas, como soja, milho e cana, representam 70% das vendas e são elas que ajudam, também, a alavancar o setor.

Com as máquinas agrícolas, o produtor ganha em tempo e em custo x benefício, obtendo bons resultados com as safras recordes que são observadas nos últimos anos.

3. Busca por máquinas agrícolas mais modernas

De acordo com o presidente da Câmara, a vida útil desses equipamentos varia entre 7 a 10 anos e como com o bom momento da agricultura, os agricultores estão capitalizados e precisando investir em recursos de qualidade para efetivamente colher uma boa safra, a movimentação do setor é inevitável.

“As máquinas se desgastam, então é obrigatória a troca. No Centro-Oeste se usam mais as máquinas, pois as propriedades são maiores, logo, o tempo de vida útil é de sete anos. Já no Sul são menos hectares, as propriedades são menores e, por isso, aumenta para 10 anos o período para a troca dos equipamentos”, comenta Oliveira.

Por esse motivo, é importante que as empresas do setor de máquinas agrícolas continuem investindo, já que, apesar da crise, o maquinário continua sendo demandado.

4. Incentivos do governo

No Plano Safra, lançado pelo Governo Federal anualmente, está prevista uma verba para financiamento de maquinário. O orçamento 2016/2017 previa para o ano R$ 5 bilhões, que em seis meses já foram completamente utilizados. Então, o governo está realocando, dentro do plano, outros R$ 2,5 bilhões, mas não se descarta que o valor para financiamentos até junho de 2017 possa chegar a R$ 10 bilhões. O governo disponibiliza, ainda, o Moderfrota, linha de financiamento voltada ao crédito para a compra de máquinas agrícolas.

5. Importância das máquinas para o trabalho do agricultor

As máquinas agrícolas se tornaram essenciais na vida do produtor, tendo em vista que tratores estão mais precisos, e as colheitadeiras, além da precisão, ganham em produtividade.

A evolução da mecanização veio da necessidade do aumento da capacidade de trabalho no campo. Para Oliveira, o setor precisa continuar investindo, pois as máquinas são participantes diretas desse processo de bons resultados agrícolas. “Se não tiver um bom plantio, não terá um bom trabalho”, conclui.

O setor de máquinas agrícolas é um segmento que permanece estável, mesmo diante de crise, e faz parte dos influenciadores que levam o agronegócio a responder por 23% do PIB brasileiro. Há incentivos do governo, demanda por modernização do maquinário e melhorias no processo produtivo que favorecem a sustentabilidade do setor.

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