COBOTS: Robôs Colaborativos Industriais

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Histórico

A nova geração de robôs de vários fabricantes ficará registrada no cenário da automação industrial brasileira como aquela em que os robôs colaborativos “desembarcaram” em definitivo no país no ano de 2014, ou seja, os COBOTS. Esta nova categoria de robô industrial chega revolucionando o mercado por criar inúmeras novas oportunidades de aplicação devido a suas características inovadoras.

Robôs Colaborativos, chamados de “COBOTS”, foram desenvolvidos para trabalhar lado a lado com humanos de forma segura. Com isso, sua instalação nas fábricas se dá de uma forma muito mais simples e rápida do que no caso de robôs industriais convencionais, que precisam ser completamente isolados do convívio com humanos por meio de um aparato enorme de normas e dispositivos de segurança; o que torna a instalação mais complexa e cara, além de requerer mais espaço físico no chão de fábrica, muitas vezes indisponível.

A expectativa é de que o uso de robôs colaborativos cresça de forma exponencial nos próximos anos, em todos os segmentos industriais e em fábricas de todos os portes. O início é muito promissor, com interesse elevado da indústria neste tipo de tecnologia em um momento em que precisamos aumentar de forma radical a produtividade de nossa manufatura e a competitividade das empresas brasileiras para garantir a inserção do Brasil na Indústria 4.0. Entre os principais fabricantes de COBOTS se destacam: ABB (Suíça), KUKA (Alemanha), FANUC (Japão), MOTOMAN (Japão), COMAU (Itália) e a líder no mercado UNIVERSAL ROBOTS (Dinamarca), que foi comprada em 2015 pela norte-americana TERADYNE por 285 milhões de dólares.

Projeto e Conceito

COBOTS: São robôs desenvolvidos para interação direta com humanos dentro de uma área de trabalho colaborativa definida.

ÁREA DE TRABALHO COLABORAIVA: É um espaço seguro, onde o robô e um humano desenvolvem tarefas isoladas e conjuntas simultâneas, durante o ciclo produtivo.

OPERAÇÃO CALABORATIVA: Evento nos quais robôs propositadamente desenvolvidos para trabalhar em direta cooperação/interação com humanos dentro de uma área de trabalho definida.

O mercado global de COBOTS deve crescer ante os 116 milhões de dólares do ano passado de 2016, para 11,5 bilhões de dólares até 2025, estimam analistas de bens de capital do Barclays. Isto seria, aproximadamente, o equivalente ao tamanho de todo o setor robótico hoje. “Até 2020, isso será um divisor de águas”, disse o líder da divisão de produtos robóticos da alemã KUKA, Stefen Lampa, durante um painel de discussões organizado pela Federação Internacional de Robótica (IFR, em inglês), na feira Automática 2016, em Munique.

 

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