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De eletrodo revestido a MIG/MAG: veja como escolher o tipo de soldagem mais adequado

A soldagem atinge diversos mercados do setor produtivo brasileiro (automobilístico, óleo e gás, fabricação e recuperação de peças, equipamentos e estruturas) e, por isso, pode ser aplicada das mais variadas formas, cabendo aos profissionais técnicos responsáveis pelo trabalho a escolha do tipo mais adequado para cada caso.

A seguir, separamos os três tipos de soldagem mais comuns e suas aplicações. Confira e tire suas dúvidas.

1. Soldagem com eletrodo revestido (MMA/SMAW)

Entre os tipos de soldagem, esse é o mais comumente utilizado, em função de sua versatilidade. Ele é indicado, principalmente, para a soldagem de aço.

“O eletrodo revestido é utilizado na soldagem de estruturas metálicas e na montagem de diversos equipamentos, tanto na oficina quanto no campo, e até mesmo de baixo d’água para materiais de espessuras entre 1,5 mm a 50 mm, em qualquer posição. É um processo predominantemente manual, porém, pode admitir alguma variação mecanizada. Os materiais soldados por esse processo são variados, entre eles estão o aço carbono, aço de baixa liga, média e alta ligas, aços inoxidáveis, ferros fundidos, alumínio, cobre, níquel e ligas desses materiais”, explica Lobato Peixoto, professor de Mecânica do Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia do Pará (IFPA-Belém).

2. Soldagem TIG

O tipo de soldagem TIG –  sigla proveniente do inglês Tungsten Inert Gas –  é a denominação dada ao processo que utiliza eletrodos de tungstênio em atmosfera de gás inerte. O processo pode ser empregado com e sem metal de adição. A proteção da região da poça de fusão é feita por gases inertes, como Hélio, Argônio ou a mistura de ambos (dependendo do metal a ser soldado).

Em boa parte dos casos, o processo é manual, no entanto, também pode ser semiautomático ou totalmente automatizado, embora essas opções não sejam as mais comuns. Por isso, o TIG é especialmente indicado para alumínio, magnésio e suas respectivas ligas, aço inoxidável e para metais especiais, como titânio e molibdênio, pois o arco elétrico TIG é bastante estável, suave e produz soldas com boa aparência e acabamento, exigindo pouca ou nenhuma limpeza após a operação.

Entre os tipos de soldagem, essa é utilizada, também, para aços comuns e ligados, sobretudo para espessuras pequenas e médias. Com a utilização de metal de adição, pode-se soldar chapas espessas, principalmente em ligas leves e aços inoxidáveis.

Outra característica típica da soldagem TIG é a possibilidade de usar o próprio metal de base como metal de adição, quando esse não estiver disponível no mercado (solda manual).

3. MIG/MAG

“MIG/MAG é um processo de soldagem a arco voltaico, que utiliza um arco elétrico entre um arame alimentado continuamente e a poça de fusão. Esse processo usa uma fonte externa de gás como proteção para a poça de soldagem, contra a contaminação do ar externo”, explica o professor.

Não é possível executar soldagens autógenas com o MIG/MAG em razão de a alimentação do metal de adição ser realizada automática e continuamente. A corrente de soldagem, o comprimento do arco e a velocidade de alimentação do eletrodo são controlados pela fonte de potência, de modo que, uma vez ajustados para um dado procedimento de soldagem, um novo ajuste não é mais necessário, dando um caráter semiautomático ao processo, no chamado MIG/MAG “manual”. A soldagem MIG é comumente utilizada em materiais não-ferrosos. A soldagem MAG é usada em materiais ferrosos, como o aço.

Quais tipos de soldagem você costuma usar na sua indústria? Deixe seu comentário no campo abaixo e continue acompanhando o nosso canal de conteúdo. 

 

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