Entenda como softwares podem facilitar seu trabalho na indústria 4.0

A indústria 4.0 – também chamada de smart factory e manufatura avançada – está avançando rapidamente pelas fábricas do mundo. Máquinas que conversam entre si e interagem com funcionários humanos, já são realidade. Mas para que isso aconteça é necessário que engenheiros, desenvolvedores e profissionais de tecnologia da informação atuem nos “bastidores” criando softwares que integram as informações que fazem o “chão da fábrica” funcionar.

Esse é o grande desafio da manufatura avançada e também uma nova fronteira dentro das empresas, de acordo com o diretor da Totvs, Carlos Vale, pois extrapola o atual sistema de gestão de informação das empresas. “Tudo o que era inerte hoje tem informação que pode ser puxada pelo software e muito rápido”. Assim, atualmente já não se espera dias ou meses para receber um relatório mostrando que foi produzido menos do que o planejado. Em tempo real, sabemos a velocidade das máquinas, temperatura e demais informações e intervir rapidamente.

E em setores industriais altamente regulados, como o farmacêutico, automobilístico e de alimentos e bebidas, responder ao problema quando ele aparece é um dos diferenciais para o bom funcionamento da cadeia produtiva e consequente sucesso empresarial. Na opinião do CEO da SoftExpert Software, Ricardo Lepper, “tornou-se impraticável e insustentável a integração dos processos críticos em toda a cadeia produtiva sem o uso da tecnologia da informação”.

Com esse avanço tecnológico constante já não é mais possível manter as partes integrantes da espinha dorsal do processo de fornecimento, produtos, processos, qualidade, manufatura e assistência técnica, sem que as informações, especificações e controles gerados em cada uma destas áreas estejam devidamente compartilhados e sincronizados com as demais áreas, por meio de sistemas integrados de gestão em substituição de planilhas isoladas, assegurando assim uma única visão consistente e zero-defeito em todos os elos da corrente.

O conceito de “zero-defeito” na cadeia produtiva pode ser obtido com softwares. Especialmente aqueles que oferecem a virtualização dos produtos e em programas que mostrem a relação “ocorrência/soluções”, em que exemplos que situações passadas que estejam acontecendo novamente tenham sido solucionadas de determinada forma. Trata-se de “empoderar” as pessoas com ferramentas de análise e informações que favoreçam a tomada de decisões, segundo o diretor do Centro de Produção Cooperada da Fundação Certi, Carlos Alberto Abdul.

Na opinião do especialista, tais dados fazem com que empresas “parem de apagar incêndios” e planejem seus resultados, detectando problemas e testando os produtos ainda em ambientes virtuais “à custo zero”, já observando qual o retorno financeiro trazido por aquele produto. E para quem se preocupa com investimentos em novas máquinas, Abdul avisa que uma das vantagens desses softwares é identificar o quanto mais é possível produzir usando os mesmos equipamentos.

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