Gestão

Aprenda a calcular a capacidade produtiva de uma indústria metalmecânica

Como profissional da indústria metalmecânica, você, provavelmente, já deve ter ouvido falar em capacidade produtiva. O termo pode ser definido como a capacidade máxima que uma empresa tem de produzir em um determinado espaço de tempo, a partir da utilização dos recursos disponíveis.

Portanto, saber desvendá-lo é fundamental para descobrir se a produção industrial está ocorrendo em excesso ou abaixo do esperado e, a partir daí, realizar a análise geral dos níveis de produtividade que servirão como base para a tomada de decisões mais segura.

“Quando não se mede a capacidade produtiva, não se gerencia nada”, sentencia Silvio Eugênio, especialista em manufatura enxuta do SENAI e responsável pela organização da operação em São Paulo do “Programa Brasil mais Produtivo”. Mas como fazer a medição correta da capacidade produtiva das empresas? Confira algumas dicas a seguir:

Identificando a produtividade da empresa

Para melhorar os índices de produtividade de uma indústria do setor metalmecânico, enxergar e reduzir e/ou eliminar os desperdícios envolvidos nas etapas do processo produtivo são medidas fundamentais. Confira, abaixo, os mais comuns:

  • Excesso de produção;
  • Excesso de etapas de processo;
  • Estoques intermediários e final;
  • Excesso de movimentos do operador;
  • Excesso de transportes internos;
  • Esperas;
  • Produção defeituosa;
  • Não utilizar a capacidade intelectual da equipe do piso de fábrica.

Como calcular a capacidade produtiva?

Para calcular a capacidade produtiva de uma indústria, o gestor deve levar em conta alguns fatores importantes. Vamos falar sobre cada um deles separadamente.

1. Produção por tempo

Pode ser vista como o primeiro passo do processo produtivo. Ela corresponde à necessidade de quantificar o número de unidades que saem da linha de produção em determinado período de tempo, seja por minuto ou por hora.

2. Tempo produtivo

É o resultado da multiplicação do processo anterior (produção por tempo) pelo tempo de trabalho em si (carga horária necessária para a produção). O ideal é que seja calculado o dia de produção, que, geralmente, é de 8 horas, mas o número vai depender do período trabalhado, levando em consideração os turnos.

Por exemplo: se a produção por tempo corresponder a 100 unidades por hora, o tempo produtivo será de 800 unidades/dia (100 x 8 horas trabalhadas = 800).

Este é o número de unidades produzidas, sem levar em consideração as interrupções da produção, como o almoço dos funcionários e os problemas no maquinário, por exemplo.

3. Interrupções da produção

Como é praticamente impossível manter um dia inteiro de trabalho a pleno vapor, medir o quanto do tempo de trabalho diário não é revertido em produtividade é fundamental.

Para isso, considere, primeiro, as perdas já calculadas, como intervalos para os funcionários e as manutenções agendadas. Isso vai compor a produtividade efetiva da empresa. Em seguida, acompanhe as perdas não calculadas, como funcionários ausentes, paradas por falta de matéria-prima e defeitos inesperados no maquinário. Tire uma média e use-a para calcular a capacidade produtiva total.

4. Cálculo da eficiência

Serve para descobrir o quão eficiente está a produção industrial em questão. Para chegar a um resultado, você deve dividir a produção por tempo pelo tempo produtivo. Veja um exemplo para ficar mais claro:
Digamos que o resultado da produção por tempo de uma empresa seja 100 unidades/hora. Este número deve ser multiplicado por 8 horas por dia (tempo produtivo). Dessa forma: 100 x 8 = 800 => o tempo produtivo.

Já as perdas planejadas correspondem a 2 horas por dia (tempo de almoço dos funcionários, por exemplo) – um período que poderia ser usado para produzir mais 200 unidades. Portanto: 800 – 200 = 600 => a produção planejada.

Logo em seguida, deve-se acrescentar a média das perdas não calculadas. Digamos que os problemas comuns levem 1 hora para ser resolvidos: 600 – 100 = 500 => número equivalente à produção efetiva.

E para chegar ao cálculo da eficiência total, basta dividir os resultados: 500/600 = 0,83.
Com este cálculo, você encontra a capacidade produtiva da empresa, em determinado período, considerando todos os recursos disponíveis, podendo perceber se a indústria está realmente trabalhando de acordo com o seu potencial.

 

Você já conhecia o método de cálculo da capacidade produtiva? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e fique por dentro de outras facilidades do setor metalmecânico. 

 

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