Especialista dá orientações para fazer a gestão de estoque de forma mais eficiente

O dimensionamento do estoque é uma das tarefas mais complicadas à indústria. Se falta, corre-se o risco de perder uma venda. Mas, quando sobra há desperdício de investimento e comprometimento do capital de giro. Criar uma estratégia eficiente de gerenciar essa área, assim, é uma premissa da saúde financeira da companhia.

Por onde começar o trabalho de melhoria? “Primeiramente, o gestor deve conhecer seu público. Informações como demografia, comportamento, frequência de compra, ticket médio são pontos básicos para analisar o quanto deve comprar”, orienta Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae.  “Outras questões importante a serem consideradas são em relação à sazonalidade, fatores econômicos, fatores climáticos ou imprevistos.”

“O gestor deve conhecer o público. Informações como comportamento e frequência são pontos básicos para análise de quanto devo produzir”
Há, ainda, na avaliação de Nagamatsu, a necessidade de entender as demandas por períodos para cada produto. Se tiver um histórico, o planejamento será facilitado. “Caso contrário, deve-se buscar médias de mercado para programação.” Para correr menos riscos, o consultor do Sebrae recomenda a utilização do seguinte cálculo: giro de estoque = total de vendas / volume médio armazenado.

Nagamatsu faz três recomendações para otimizar a gestão e evitar problemas com estoque. “Diversificar, quando possível a linha de produtos, agregar valor à marca e realizar atendimento diferenciado. Facilitar a comunicação junto aos canais de distribuição e entrega também é um diferencial”, finaliza o consultor.

Além disso, outras práticas podem auxiliar a administração do estoque:

•    Estabelecer indicadores de desempenho (giro de estoque, desempenho de produção e entrega etc.)
•    Documentar o controle e saída dos artigos produzidos
•    Realizar inventários periódicos
•    Utilizar um sistema de gestão informatizado que unifique as informações entre produção e demais departamentos
•    Capacitação e conscientização da mão de obra sobre a importância de um controle eficiente e utilização das ferramentas disponíveis

Analisando o processo produtivo e os mecanismos de gestão, a indústria ganha tempo de fabricação, reduz a perda de insumos não utilizados, favorece o fluxo de caixa, consegue realizar um melhor planejamento das vendas e continuidades das operações com economia e, como resultado final, torna-se mais preparada para garantir a satisfação ao cliente ao cumprir o prazo de entrega de um produto de qualidade.

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