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A importância da academia para a Manufatura Avançada

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Crédito da foto: Instituto Mauá de Tecnologia

A indústria de manufatura vive o momento de aplicar em suas linhas de produção os benefícios dos desenvolvimentos tecnológicos proporcionados pela 4ª Revolução Industrial. Avanços admiráveis na tecnologia da informação e conectividade, nos novos materiais e elementos de máquinas, nas máquinas-ferramenta multitarefas, na robótica e nas ferramentas de corte de alto rendimento determinaram a criação da Manufatura Avançada, com base nos conceitos da Indústria 4.0.

Para atender às necessidades, tanto das grandes empresas, onde a maioria já utiliza estes modernos conceitos de produção, como das pequenas e médias, principalmente, daquelas que planejam mudar os seus antigos métodos convencionais de produção para as novas técnicas de manufatura, se faz necessário preparar a sua força de trabalho, voltada para as características de produção de cada empresa.

A formação de uma nova geração de engenheiros e técnicos, dirigida para essas atuais tecnologias citadas, é decisiva para o êxito da Manufatura Avançada nas empresas brasileiras. Cientes desta necessidade, as universidades, as escolas de engenharia e as escolas técnicas estão investindo fortemente em seus quadros de corpo docente e em laboratórios avançados para o ensino das novas técnicas dedicadas à Manufatura Avançada. Um exemplo disto é o Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul/SP, que vem se destacando nesta área, e o seu Reitor, Prof. Dr. José Carlos de Souza Jr., relata:

“Academia deve assumir seu papel protagonista na disseminação do conhecimento e formação profissional, operando, juntamente com as empresas, como pivô nesta transformação de produtividade e competitividade. Embora mais fortemente presente nos cursos de Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica e Engenharia de Controle e Automação, o conceito da Manufatura Avançada permeia todos os nossos programas acadêmicos.”

A evolução da Manufatura Avançada na indústria brasileira é imprescindível e irreversível, sendo ela o caminho a ser seguido pelas empresas de manufatura para incrementar os seus índices de produtividade e colaborarem com crescimento da economia e das exportações do país.

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Alfredo Ferrari é Engenheiro Mecânico, Vice-Presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura da ABIMAQ.

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