Mercado de energia eólica deve demandar produção contínua à indústria até 2022

O potencial de expansão da energia eólica transformou este num dos mais promissores mercados do Brasil. Apenas para se ter uma ideia, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a geração eólica no País teve impressionante crescimento de 53% entre janeiro e agosto de 2016, fechando os oito meses com volume de 3.258 MW médios (MWm).

Esse dado aponta para uma conclusão irrefutável: investir nesse segmento é uma aposta que pode trazer resultados tanto no curto quanto no médio prazo. “O segmento eólico no Brasil ainda está em ritmo de claro crescimento. O modelo de matriz energética eólica é um dos mais privilegiados e competitivos em termos de prazo de instalação e entrada em operação”, avalia Luis Sigot, gerente comercial da Mausa, empresa que atua no desenvolvimento do setor eólico nacional.

Na avaliação do especialista, o mercado eólico deverá estar em ritmo de crescimento até 2022, quando a tendência de estabilidade deve começar a ser notada. Uma oportunidade, assim, para que as indústrias se estabeleçam e ofereçam as soluções necessitadas pelo setor.

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“Se formos considerar as oportunidades que se apresentam atualmente neste segmento, especialmente para a área de usinagem, existem oportunidades de investimento em equipamentos de alta tecnologia e produtividade, que viabilizam o seu payback em menos de 30 meses, além de oferecer ao investidor linhas de crédito FINAME, com carência de 12 meses e seis anos para amortização, com juros bastante competitivos em relação à média de mercado”, detalha o especialista.

Mais do que uma oportunidade, conforme aponta Sigot, o mercado está diante de uma necessidade. O segmento eólico sofreu minimamente o impacto da atual crise econômico-financeira e já registra firme sinalização de um novo ciclo de crescimento. Ainda assim, segundo ele, continuamos sem a capacidade adequada, com a usinagem dos componentes estruturais dos geradores eólicos (cubos, bastidores, rotores e estatores) feita, na sua maioria, em equipamentos de baixa produtividade, com mandrilhadoras e tornos verticais antigos, entre outros problemas.

“Cabe às indústrias se modernizarem, tornando-se mais produtivas e competitivas, utilizando-se de novos e melhores meios de produção, a fim de atender às demandas do segmento eólico e tomando as oportunidades de crescimento que este mercado oferece às empresas brasileiras”, completa o executivo da Mausa.

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