Metrologia é aliada da pequena indústria para evitar desperdício na produção e desgaste da própria imagem no mercado

Alcançar a eficiência e a precisão em cada etapa do processo produtivo é um fator determinante para o sucesso de uma indústria de pequeno porte. E, para que esses procedimentos não caiam em erros específicos, uma companhia deve apostar em ferramentas como a metrologia, conceitualmente uma ciência da medição e de suas aplicações.

Com ela é possível alcançar a padronização de unidades de medida, um dos fatores comerciais mais importantes para o gestor. “A manutenção de um acordo universal para as unidades de medida, ou seja, a existência de uma padronização dos valores é um dos fatores mais importantes e críticos da metrologia”, explica Alexandre Mendes, vice-presidente da SBM (Sociedade Brasileira de Metrologia).

Para que isso aconteça e possa ser utilizado, existe uma estrutura metrológica internacional e nacional que garante que os instrumentos de medição são mantidos e aplicados adequados e corretamente no dia a dia das indústrias. E é justamente essa falta de padronização que deve deixar o pequeno industrial de olho aberto.

Existem diversos fornecedores envolvidos num processo industrial e cada um deles com seu sistema de produção e instrumentos de medição individuais. Se algum deles erra, toda a cadeia é prejudicada. “Imagine um fornecedor de rodas fabricando e medindo os furos dos parafusos de fixação com diâmetro um pouco menor que o fabricado e medido pelo fornecedor de parafusos. Simplesmente as rodas não serão utilizadas”, ilustra Mendes.

Assim, sem a metrologia, o pequeno industrial está diante de dois riscos: perdas econômicas e desgaste no mercado. Essa situação, além do aspecto econômico, que poderá levar à rejeição do produto, pode ainda conduzir ao confronto cliente x fornecedor, refletindo-se em um problema de relacionamento e podendo repercutir na sua participação no mercado. “Podemos afirmar, com certeza, que medidas imprecisas acarretam desperdício, baixa qualidade e altos custos”, finaliza o vice-presidente da SBM.

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