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O robô colaborativo: melhor amigo do homem


Man and machine

O “cobot”, um novo tipo de colega de trabalho

Robôs estão a serviço dos humanos, nos aliviando de tarefas repetitivas e perigosas. Humanos e robôs não estão competindo, mas trabalhando como equipe. Eles colaboram. Robôs interagem com humanos para melhorar a produtividade e a qualidade de produtos manufaturados. Hoje, humanos e robôs estão aptos a trabalhar lado a lado no mesmo espaço, com segurança, sem barreiras físicas.

Estes novos tipos de máquinas sofisticadas são robôs colaborativos. Mais inteligentes, articulados, com guia visual integrado e sensores aprimorados, estes “cobots” podem trabalhar com ou sem humanos, em completa segurança. Idealmente, cobots deveriam combinar questões de segurança com todos os benefícios de robôs tradicionais em termos de precisão, reprodutibilidade e velocidade. Este é o desafio que a indústria de robótica terá de enfrentar para atrair empresas, as menores em particular.

De acordo com o IFR (International Federation of Robotics), as vendas de robôs colaborativos representaram 1,5% a 2% dos 254 mil robôs vendidos em todo o mundo em 2015. Este ano, quase todos os fabricantes estão produzindo cobots, compensando este lento início.

Atualmente, robôs colaborativos realizam principalmente tarefas de montagem. Mas será cada vez mais comum auxiliarem operadores em diversas atividades, melhorando qualidade e processos de fabricação, além do aumento de produtividade.

Este novo método de colaboração irá permitir também a trabalhadores mais velhos manterem seus empregos porque os robôs representarão uma ótima ajuda.

Forte potencial de desenvolvimento entre pequenas empresas

Num estudo intitulado World Robotics 2016, o IFR afirma que até 2019 o número de robôs industriais em pequenas empresas irá decolar no mundo todo. Hoje, poucas pequenas empresas empregam engenheiros com expertise em robótica.

Portanto, estas empresas irão investir em robôs fáceis de usar que são facilmente integrados e operados em seus processos de produção.

Os fabricantes poderão, assim, manter processos de produção eficientes e flexíveis. Quanto aos robôs colaborativos, estas máquinas compactas e fáceis de usar também têm um futuro promissor em pequenas empresas pelo mundo por causa de sua flexibilidade e habilidade de integrar uma variedade de processos de produção.

Conclusão – Um futuro brilhante para a Robótica

Como temos visto, trazendo a realidade virtual para dentro da fábrica, a Indústria 4.0 está se tornando um novo modelo de produção industrial pelo mundo. Um modelo no qual a colaboração humano-máquina certamente irá decolar.

Mais simples, mais flexível, e mais acessível, robôs estão prontos para mostrar todo seu potencial, mesmo nas menores empresas. Este fenômeno é estimulado pela competição global, o que significa que as instalações de produção devem estar sob constante modernização, impulsionadas também pela crescente demanda dos consumidores, o que significa maior capacidade, rapidez, e mais flexibilidade do que nunca. Novos robôs colaborativos sofisticados, high-tech e seguros serão aptos a trabalhar lado a lado com humanos para aprimorar continuamente a qualidade da produção.

O futuro da robotização realmente parece brilhante. O que estamos realizando são melhorias na inteligência do robô, ao invés de tirar humanos da produção como algumas pessoas temiam.

4 mitos de robôs

• Robôs destroem empregos. FALSO

No mundo todo, os países com maiores níveis de automação têm as taxas mais baixas de desemprego.

• Robôs são para multinacionais e produção em massa. FALSO

Empresas menores, incluindo microempresas, estão investindo pesado em robôs.

• Robôs são caros. FALSO

Os preços dos robôs caíram para metade ou até um terço do que custavam há 30 anos.

• Robôs são complicados. FALSO

A programação hoje é altamente simplificada.

5 boas razões para investir em um robô

1. Menor custo de mão-de-obra;

2. Produção flexível;

3. Aumento da produtividade;

4. Melhor percepção de marca (mantendo-se atualizado);

5. Melhor qualidade do produto.

Este artigo foi escrito por Marcelo Magdaloni Silva, General Manager – Stäubli São Paulo (m.silva@staubli.com)

 

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