Como uma empresa brasileira venceu estrangeiros em disputa no setor eólico

Uma concorrência proposta pela Alstom Wind, atualmente GE Wind, movimentou o mercado de máquinas e equipamentos eólicos em 2014. Na disputa, estava a produção de duas mandrilhadoras dedicadas a atender parte da demanda de usinagem dos componentes estruturais para seus geradores. Frente a empresas internacionais, quem venceu foi a brasileira Mausa com um projeto feito sob medida. Entregue em dezembro de 2015, a mandrilhadora FV301 Wind foi configurada e preparada para atender aos requisitos técnicos exigidos inclusive nas etapas de usinagem reversa, com fresas de grande diâmetro.

O processo de seleção teve início com um teste em que peças brutas foram cedidas para avaliar a capacidade de usinagem. Gerente comercial da Mausa, Luis Sigot aponta o que levou ao caminho vitorioso. “Mesmo em concorrência com todos os principais fabricantes de mandrilhadoras do mundo, a combinação de fatores como a proficiência técnica, o processo de usinagem desenvolvido, a presença local para garantir o uptime dos equipamentos e o Finame (programa de financiamento de máquinas e equipamentos do BNDES) para financiamento resultou em nossa seleção.”

“A presença local como fabricante engloba fatores críticos para o sucesso da operação do equipamento”

Além da alta tecnologia embarcada nos equipamentos entregues, Sigot considera o suporte técnico local um dos seus maiores diferenciais. “A presença local como fabricante engloba fatores críticos para o sucesso da operação do equipamento, como assistência técnica total, disponível para qualquer nível de intervenção”, afirma ao lembrar que em caso de algum problema mais sério ou estrutural com o equipamento, somente o fabricante, que possui toda a sua estrutura técnica junto ao cliente, é que tem as condições de resolver o problema.

Ainda em cima desse ponto, outros aspectos importantes da presença em território brasileiro são os fatores culturais, custos e prazos, que segundo o gerente comercial influenciam na facilidade de encontrar peças de reposição no mercado brasileiro e na manutenção dos equipamentos periféricos mesmo após o período de garantia.

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