Você sabe qual é o estágio da manufatura avançada no Brasil? Descubra

Historicamente, a indústria brasileira tem passado por momentos de altos e baixos. O que eventualmente pode causar alguns problemas ou reforçar características peculiares de nosso mercado, como o fato de mesmo que empresários nacionais sejam receptivos a testar novas tecnologia, busca-se resultados em curto e médio prazo. Porém, o caminho trilhado por países focados em se inserir na chamada “Indústria 4.0”, começou anos atrás. “Alemanha, Japão, Coreia do Sul, Suécia, Noruega e Finlândia”, lista o diretor geral da KUKA Roboter do Brasil, Edouard Mekhalian, estão na “indústria 3.0” há aproximadamente 50 anos.

Durante esse período, pelo menos cinco gerações de robôs já passaram pelos chãos de fábrica de indústrias alemãs e japonesas. E se quisermos chegar lá, ainda precisamos implantar processos, investir em tecnologia e nos fortalecer. Isso porque, segundo especialistas, a indústria brasileira ainda está na fase “2.0”, sem sequer ter amadurecido para a próxima fase.

“Muitas empresas nacionais ainda estão no estágio do segundo período de evolução tecnológica em vias de evoluir para os equipamentos que compõe o terceiro período desta evolução”

Para se ter uma ideia, atualmente, uma empresa brasileira gasta, em média, 37% mais do que uma companhia americana na aquisição do mesmo maquinário. Em 2013, o País comprou menos de 1.300 robôs industriais – a Coreia do Sul adquiriu 21.000, e a China, 37.000.

Para Alfredo Ferrari, engenheiro Mecânico e Vice-Presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), no Brasil, há um caminho muito longo para ser percorrido para se atingir a excelência da produção nos moldes dos países industrializados. “Muitas empresas nacionais ainda estão no estágio do segundo período de evolução tecnológica em vias de evoluir para os equipamentos que compõem o terceiro período desta evolução”, compara.

Em face da atual crise política e econômica que o Brasil vem enfrentando nesta última década, as dificuldades para acompanhar os países industrializados para implantar soluções baseadas no conceito da Manufatura Avançada são inúmeras. “A realidade é que o parque de máquinas brasileiro está demasiadamente envelhecido com muitas delas sucateadas”, ressalta Ferrari.

Dados demonstram que a idade média do universo de máquinas-ferramenta no País é 17 anos contra sete a oito anos nos países considerados potências industriais. Não há estatísticas confiáveis, mas estima-se que metade desse parque de máquinas, instalado principalmente em micro e pequenas empresas, é composto por máquinas convencionais.

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