Robotista: a profissão da Robótica na Indústria 4.0 que ainda não foi reconhecida no Brasil

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A Indústria 4.0 irá transformar toda a cadeia produtiva: projeto, fabricação, operação e serviços de produtos e sistemas de produção estão em um novo momento de ruptura (revolução). A conectividade e a interação entre as máquinas e os seres humanos tornarão os sistemas de produção 30% mais rápido e 25% mais eficientes, possibilitando a customização em massa. A produção será transformada, existirão instalações que se comunicam para aumentar a flexibilidade, velocidade, produtividade e qualidade dos produtos e processos. Na Alemanha, a Indústria 4.0 provocará ganhos de produtividade de 5 a 8% de produção ao longo de dez anos. Embora a mudança completa em direção a Indústria 4.0 possa levar 20 anos para se concretizar, nos próximos 5 a 10 anos serão estabelecidos avanços importantes e novos vencedores e perdedores irão surgir.

O uso de robôs industriais cresceu em todo o mundo. Em 2015, foram vendidos 248 mil unidades, o que representa uma expansão de 12% em comparação com 2014, quando foram comercializadas 221 mil unidades de acordo com a Federação Internacional de Robótica (IFR). O volume quadruplicou desde o período de 2009 até 2015. Em 2018, serão cerca 2,3 milhões de unidades nas fábricas de todo o mundo. A Ásia permanece como o principal mercado mundial. Na região foram vendidas em 2015 aproximadamente 156 mil unidades, um crescimento de 16%. Só na China, foram vendidas cerca de 70 mil unidades em 2015, mais que o volume de vendas verificado em toda a Europa. Os três principais mercados individuais da Europa são: Alemanha (20 mil unidades), Itália (6,7 mil unidades) e Espanha (3,8 mil unidades). Nas Américas o mercado tem se mostrado ainda mais dinâmico com expansão de 15%. No primeiro semestre de 2016 foram vendidos 14.583 robôs no mercado norte-americano de acordo com a Association for Advancing Automation. O recorde de vendas de robôs somaram U$ 817 milhões nos EUA, superando em 2% o total de robôs comercializados no mesmo período de 2015. Um país que dá um enorme salto em direção à automatização é o México. Lá, as vendas de robôs industriais mais que dobraram em 1 ano, totalizando cerca de 5,5 mil unidades em 2015. O motivo para isso está nos investimentos da indústria automobilística, que utiliza o país como plataforma de exportação para os EUA e também para a América do Sul, incluindo o Brasil onde as vendas foram baixíssimas por conta da crise.

As perceptivas para o Brasil não são boas, mas caso nós consigamos ao menos quebrar as barreiras entre universidade-empresa no Brasil, já daremos um passo histórico para pensar em resolver os problemas mais complexos juntos. Ou seja, professores, empresários, consultores e por que não alunos inseridos nesse cenário? Seria extremamente motivador para as aulas de Cálculo Diferencial e Integral nos cursos de engenharia do Brasil que existissem aplicações desses conceitos na indústria. Por exemplo, quando o graduando visualiza que o conceito de “catenária” (cosseno hiperbólico de X) teve a real possibilidade de uma aplicação para solucionar um problema de “máxima resistência” em uma consultoria na qual o seu professor está envolvido, nós constataremos uma aplicação real na indústria. Isso é teoria fecundada com a prática, que resulta em uma palavrinha interessante chamada inovação. O nosso problema é que o mundo inteiro já faz isso há mais de 200 anos e nós ainda não conseguimos sair do papel. Serão criados novos postos de trabalho em longo prazo. Nós mesmos não sabemos ao certo como serão essas novas profissões, mas sabemos que mudarão a vida e a relação de convivência entre os funcionários, permitindo maiores salários, mais qualidade de vida e o mais importante: estar livre para usar e resgatar o que Deus deu de mais importante para o ser humano, a nossa inteligência.

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