Indústria 4.0: Tecnologias disruptivas e as habilidades necessárias ou desejáveis para novos engenheiros

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"Quais serão as habilidades necessárias para o profissional, seja ele engenheiro ou não, no contexto da indústria 4.0? Como podemos propiciar uma educação que forneça estas habilidades?"

A quarta revolução industrial sem dúvida nenhuma abriu as portas para uma infinidade de tecnologias que são utilizadas na produção de bens e de serviços. Estas tecnologias são as denominadas disruptivas, pois elas têm a capacidade de romper paradigmas, formas de atuar, projetar e de pensar. Um estudo recente identificou na literatura científica as tecnologias mais citadas relacionadas ao termo Indústria 4.0 e eu as utilizei como base de alguns estudos que desenvolvo com o intuito de desenvolver habilidades nos futuros engenheiros.

Pedro Ferreirailustração - habilidades para novos engenheiros.jpg

Nuvem de palavras: quanto maior o número de citações, maior o tamanho da letra.

Mas quais seriam as habilidades necessárias para o profissional, seja ele engenheiro ou não, que trabalhará no contexto da indústria 4.0? Como podemos propiciar uma educação que forneça estas habilidades? Podemos identificar 3 tipos de habilidades, as técnicas (esperadas por qualquer profissional formado por uma boa instituição de ensino) e as não técnicas, que são divididas entre as empreendedoras e as leves. As não técnicas são procuradas por profissionais de seleção nas entrevistas de emprego, são exemplos a liderança, a inovação e a tomada decisão.

Quanto a primeira pergunta, eu aposto nas atividades desafiadoras e que propiciem o trabalho em grupo entre instituições diferentes e multiculturais. Normalmente estas atividades induzem o aluno a procurar soluções “fora da caixa”. Mas as universidades têm que apostar em laboratórios que possibilitem ao aluno inovar e empreender, espaços onde os alunos tenham contato com as tecnologias disruptivas. Mais que isso, os professores devem incentivar atividades que necessitem contato com o meio externo, uma espécie de antecipação do que acontecerá quando estes alunos estiverem formados. Como será auxiliar equipes a programar um robô em um outro país e a distância? Como conseguir ultrapassar os aspectos temporais e culturais para a obtenção de um objetivo em comum?

Creio que não há uma receita de bolo, mas com certeza as atividades que fazíamos no passado (não apenas elas) não irão formar os profissionais que o mercado global espera. Dedico atualmente a minha pesquisa a estes tipos de ambiente e de tecnologias, falando de quarta revolução industrial vejo os FabLabs e os laboratórios 4.0 como ingredientes fundamentais da receita. Em breve apresentaremos um laboratório 4.0 com a chamada fábrica de aprendizagem, onde os alunos poderão desenvolver protótipos de produtos, manipulando e programando as tecnologias disruptivas, em uma espécie de minifábrica super tecnológica. Que tal caminharmos juntos? Acompanhe esta coluna, em breve apresentarei novidades.

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