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O que a indústria pode aprender com o COVID-19

O que a indústria pode aprender com a Covid-19?

O mundo verá revoluções em questões trabalhistas e econômicas, e é preciso preparar-se para isso

A pandemia de COVID-19, doença causada pelo coronavírus (SARS-CoV-2), vem provocando transformações em todo o mundo. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), esse será o maior desafio desde a 2ª Guerra Mundial “a exigir uma ação política coordenada, decisiva, inclusiva e inovadora das principais economias do mundo”, segundo relatório divulgado pelo organismo. Para as empresas, a mudança já começou, e vai sair-se melhor quem estiver mais bem preparado para ela.

No Grupo TRUMPF temos uma ação mundial coordenada, que visa a preservar a saúde dos funcionários e a minimizar qualquer tipo de desconforto e problemas para os nossos clientes. Para isso, desde que o Governo do Estado decretou o afastamento social como forma de frear o avanço do coronavírus, estamos trabalhando em três frentes de suprimentos (Europa, EUA e China), pois, caso haja interrupção brusca no fluxo de uma delas, alternamos para outra. Além disso, fizemos um aumento significativo de estoques. Estamos preocupados em evitar que qualquer tipo de problema chegue ao cliente, de modo a assegurar que ele continue trabalhando, e essas medidas, sem dúvida, colaboram para isso.

Também estamos disponibilizando todas as ferramentas possíveis para atendimento à distância. Afinal de contas, sendo uma empresa pioneira em soluções para a Indústria 4.0, não poderíamos deixar de usar as nossas próprias tecnologias para dar continuidade às atividades diárias, com segurança para os nossos colaboradores e clientes.

Durante esse período, estamos virtualizando tudo o que é possível. Para treinar os operadores a utilizarem as máquinas novas em todo o seu potencial, adaptamos um sistema que já utilizávamos para pequenas manutenções por via remota para realizar treinamentos on-line.  Um técnico trabalha desde sua casa, conectado ao cliente, que recebeu uma infraestrutura multimídia perto da máquina. Remotamente, o técnico faz demonstrações, compartilha dados, ajusta funções e pode, inclusive, fazer pequenas manutenções na máquina, com resultado 100% positivo. Isso somente é possível porque há muito tempo a TRUMPF investe em soluções de monitoramento, atendimento e supervisão remota.

Porém, não podemos esquecer que, em momentos de crise, investimentos voltam para a gaveta. As empresas precisam lidar com isso e se preparar o melhor possível para esse desafio que virá. Na TRUMPF, estamos preparados para os ups and downs da economia. Por isso, nossos contratos de trabalho preveem a flexibilização de horários para os tempos de crise. Reduzimos  jornadas de trabalho ou usamos o banco de horas acumulados durante os picos que vivemos nos últimos dois anos e, com isso, garantimos o emprego dos colaboradores, a sobrevivência da empresa e evitamos qualquer tipo de problema sério, como o desemprego de bons funcionários ou a falta de mão de obra qualificada.

No Brasil, esse é um modelo que segue em prática há muito tempo. A TRUMPF tem uma relação muito transparente com associações de trabalhadores e funcionários justamente para dar conta das crises que possam surgir, algo nem sempre previsível, como no caso atual. Graças a essa política, no pior momento da crise pela qual passou o Brasil, em meados de 2016, não demitimos nenhum funcionário das áreas de assistência técnica, aplicação e engenharia e fizemos todo o possível para que o impacto sobre eles fosse mínimo.

As outras filiais do grupo nos ajudaram possibilitando a nossos técnicos trabalhar em outros países, conhecer novas culturas e adquirir experiência com novos equipamentos e novas tecnologias que seriam introduzidos no mercado nacional - como foram, logo que a economia se recuperou -  garantindo o emprego num momento crítico. Foi uma parceria muito bem-sucedida entre a empresa/funcionário/sindicato e foi vista por todo o Grupo como um caso de sucesso a ser replicado quando houver necessidade.

Na atual conjuntura, quando o mundo tem que repensar seu modo de conviver e trabalhar, devido à necessidade de distanciamento social para conter a pandemia, acredito que virão inovações.  A gravidade da doença tem exposto a fragilidade de nosso sistema de saúde publica e, consequentemente, a necessidade de maior investimento na melhoria da capacidade e atendimento, para que toda a população tenha ao seu dispor atendimento de qualidade, não somente num caso de emergência, como também no seu dia a dia.

Sobre a questão do trabalho, certamente o home office fará parte do cotidiano de muitas empresas e colaboradores, a partir de agora. Há grandes benefícios para ambos, pois o trabalhador terá maior qualidade de vida, desperdiçada no trajeto à empresa, e vai melhorar sua capacidade produtiva, além de diminuir a dependência de escritórios.

Obviamente, as ferramentas de interconexão estão sendo testadas nos seus limites. Existem várias inciativas de expansão de rede e todos os provedores de acesso estão correndo para melhorar sua oferta de serviços e desempenho para ajudar outros setores a atravessar a crise temporária que estamos vivendo.  

O surgimento do coronavírus transformou o mundo e nada mais será como antes.  Cabe a cada gestor analisar bem a sua empresa e implementar a melhor solução para a continuidade do seu negócio, minimizando as perdas.

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