Parque industrial defasado, falta de mão de obra, baixa capacidade produtiva… No cenário em que a indústria brasileira atua, esses desafios podem comprometer a inovação e a competitividade. 

A programação do Parque de Ideias, antenada em compartilhar perspectivas que podem impulsionar o setor industrial, traz o futurista e estrategista em inteligência artificial Roger Medke para a FEIMEC 2026

Sua palestra acontece na quarta-feira, 6 de maio, às 16h10, e aborda como a IA pode se tornar vantagem competitiva para a indústria. 

Acompanhe esse teaser da apresentação e inscreva-se na FEIMEC para participar. 

Desafios da indústria brasileira 

Entre os especialistas que se apresentarão no Parque de Ideias há o consenso de que a indústria é um setor conservador, com muitas ressalvas antes de realizar um investimento ou inovar em processos ou produtos. 

O primeiro desafio apontado por Roger Medke é na eficiência operacional. Segundo o especialista, a indústria de transformação brasileira opera com índice de eficiência entre 30% e 35%. A média global está em 60%. Plantas industriais mais modernas no mundo alcançam 85% de eficiência. 

Há 40 anos, a indústria de transformação representava 27% do PIB brasileiro. Em 2024, esse número caiu para aproximadamente 11,3%, segundo dados do IBGE. “A gente perde muita participação devido à falta de inovação e pela questão do sucateamento do parque industrial fabril”, explica o palestrante. 

Roger destaca que a idade média das máquinas e equipamentos no Brasil está em torno de 20 anos, enquanto nos Estados Unidos e Europa pode variar entre 5 e 7 anos. 

Adoção de tecnologias na indústria nacional 

No tópico de tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0 — e 5.0 também — o futurista destacou a inteligência artificial e a robótica. Ambas ainda se mostram desafiadoras para o setor. 

O Brasil possui cerca de 17 robôs para cada 10 mil trabalhadores na indústria, segundo dados da International Federation of Robotics (IFR). A Coreia do Sul, líder mundial, ultrapassa 1.000 robôs na mesma proporção. 

“Como é que a gente vai ser competitivo a nível industrial global, sendo que eu tenho um parque de máquinas muito antigo, muito analógico?”, questiona. 

A competitividade fica comprometida “se a indústria não se modernizar, não investir minimamente em tecnologias básicas de automatização de processos, de renovação de algumas máquinas e equipamentos, de redesenho de linhas de produção”. 

Como a inteligência artificial pode solucionar demandas da indústria? 

Em entrevista exclusiva ao A Voz da Indústria, o palestrante detalhou alguns dos desafios que a indústria brasileira enfrenta e como a IA e a maturidade tecnológica podem apoiar o setor.  

Requalificação da mão de obra 

No tópico inteligência artificial, não é só a indústria que teme a possível substituição de pessoas pela tecnologia. O setor, porém, ainda tem a dificuldade histórica na contratação de mão de obra e requalificação de seus funcionários. 

Roger lembra que a tecnologia sempre chega para trabalhar ao lado das pessoas. Com a IA, os melhores funcionários serão aqueles que sabem utilizar as ferramentas, o que acaba gerando uma oportunidade através do upskilling reskilling. E os dados reforçam: relatórios do Fórum Econômico Mundial apontam que mais de 60% da força de trabalho global precisará passar por requalificação profissional, em todos os níveis hierárquicos. 

Colaboração entre humanos e robôs 

Onde a mão de obra ainda não suprir os postos de uma indústria, os robôs entram em cena com total suporte da IA. 

O especialista compartilhou sinais de mercado que reforçam isso. A Tesla anunciou a conversão de duas fábricas de carros para produção de humanoides. Já tecnologias desenvolvidas pela Nvidia aceleram drasticamente o treinamento de robôs, com sistemas de simulação para tarefas complexas. 

“Esse é um ponto que começa a viabilizar o treinamento de robôs dentro das indústrias”, destaca. A redução de custos das tecnologias também facilita a adoção, o que deve ser acompanhado nos próximos anos. 

Os cobots, robôs que operam de forma segura junto a operadores humanos, também devem ganhar espaço nas linhas de produção. Aliás, Roger comenta que os robôs na indústria exigem um novo layout de produção, saindo da linearidade para as ilhas/estações. 

Indústria 5.0 e personalização em massa 

A personalização é o maior diferencial competitivo que as indústrias podem oferecer atualmente. “Enquanto até a Indústria 4.0 a gente tinha o contexto de produção em massa, agora a gente vê uma indústria moderna que opta pela personalização em massa”, explica Medke. 

Os dados coletados no chão de fábrica, nos sistemas de vendas e em todo o mercado viabilizam essa personalização. E os dados alimentam as ferramentas de inteligência artificial para insights mais rápidos e eficientes. 

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Mudança de mentalidade é o primeiro passo 

“Inteligência artificial não é sobre tecnologia, é sobre mentalidade, porque a IA é apenas mais uma tecnologia”, Roger afirma, lembrando que o que viabiliza a indústria 4.0 e 5.0 são múltiplas tecnologias, sem deixar o humano de lado.  

Sobre sua palestra na FEIMEC 2026, o público-alvo são empresários, donos e líderes da indústria.  

“Eu trago a tangibilização da inteligência artificial na indústria. Não é o campo apenas da teoria, eu trago evidências: existem formas de fazer, tecnologias, formas de financiamento diferentes, existem parcerias, benchmarking. Está tudo aí disponível”, conclui. 

Inteligência Artificial como vantagem competitiva na indústria

Palestrante: Roger Medke 
Data: quarta-feira, 6 de maio de 2026  
Horário: 16h10  
Localização do Parque de Ideias: P002  

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FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos  

De 5 a 9 de maio     
Terça a sexta-feira das 10h às 19h, Sábado das 9h às 17h     
São Paulo Expo – Rod. dos Imigrantes, KM 1,5     

Site oficial: www.feimec.com.br