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Eficiência energética: 5 grandes erros que impactam a conta da indústria

De acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria, o setor industrial é responsável por cerca de 40% do consumo de energia elétrica do Brasil, com 573 mil unidades consumidoras industriais. Os dados demonstram o quão importante a eletricidade é para a produtividade da indústria nacional. No entanto, todo esse consumo não é, necessariamente, um fator positivo.

Pesquisas mostram uma lacuna em programas de eficiência energética por parte das indústrias, como mostra, por exemplo, o estudo desenvolvido pela Associação Brasileira das empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO). De acordo com o levantamento, em 2015,  um desperdício de energia elétrica de, aproximadamente, 3% foi registrado no setor. Especialistas chegaram a essa conclusão após identificarem uma redução de 8,3% na produção industrial neste período. O número ficou acima do índice de queda do consumo registrado (5,5%).

A falta de eficiência energética é motivada por uma série de fatores e cuidados que, muitas vezes, não são realizados corretamente. Conheça, a seguir, os cinco principais erros cometidos na rotina das indústrias, incluindo as do setor metalmecânico, que impactam no gasto energético.

1. Falta de otimização na iluminação dos departamentos internos das indústrias

O professor do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Universitário FEI, Reinaldo Lopes, considera, este, um erro muito comum cometido por parte das indústrias, que muitas vezes não optam pelo uso das lâmpadas corretas. “A cor escura absorve a luminosidade e torna necessário que haja mais luz no ambiente. Optar por luminárias espelhadas faz com que a luz volte para o local. Essa é uma boa prática para ajudar na eficiência energética e na redução do consumo de energia”, explica.

De fato, as luminárias espelhadas para lâmpadas fluorescentes são de alta eficiência, podendo gerar uma redução de até 70% do número de unidades utilizadas, o que resultará em grande economia de energia elétrica.

Lopes comenta, ainda, que escolher lâmpadas de alta potência e luminárias de alto rendimento pode ser um grande benefício para a eficiência energética. Enquanto uma lâmpada LED dura cerca de 50 mil horas, as incandescentes e fluorescentes duram, respectivamente, 1,2 mil e 8 mil horas. Além disso, a primeira tem um menor consumo variando de 6 a 8 watts, enquanto as incandescentes chegam a 60 e as fluorescentes a 15 watts.

2. Pintura escura dos ambientes

A falta de informação faz com que algumas indústrias cometam esse grave erro, prejudicando sua conta de energia. Assim como há problema com a utilização de luminárias escuras, a pintura de paredes com cores mais carregadas também é prejudicial para ter um ambiente claro para a produção.

Esses tons absorvem a luz, deixando o ambiente mais quente. Nesse caso, existem dois problemas de uma só vez, já que, além de escuro, paredes com "cores fechadas" acabam tornando, também, o ambiente quente. Essa má escolha representa um gasto com energia elétrica e com a refrigeração que poderia ser reduzido ou evitado.

3. Fiação antiga

Com o avanço da tecnologia, gestores acabam modernizando suas empresas, mas, por vezes, se esquecem de fazer manutenção na fiação elétrica, o que pode ocasionar sobrecarga.

O professor do FEI enfatiza a importância de substituir a fiação. “As pessoas não percebem que as instalações têm de ser bem feitas para evitar o desperdício, porque ele não é visto. O processo de manutenção é importante, pois você estará investindo em algo que vai dar um resultado agora e no futuro para a empresa”, destaca.

Além da não observação da fiação, nesse quesito, ele ressalta como problema a falta de cuidado com o sistema de aterramento, para adequá-lo à norma NBR 5410, e com a revisão do sistema de proteção de descargas atmosféricas (SPDA). Esses itens, muitas vezes esquecidos, são fundamentais para manter a eficiência energética na indústria e diminuir o gasto desnecessário com energia.

4. Problemas de processos

Os problemas com processos dentro da empresa são, sem dúvida, os mais comuns e grandes vilões da falta de eficiência energética. “Nós, que fazemos muita perícia, encontramos diversos problemas de processo que levam ao desperdício, como, por exemplo, dois motores sendo acionados ao mesmo tempo. Nesses casos, se tivesse sido feita uma análise de processo, se perceberia que não há essa necessidade e que isso leva a um desperdício”, explica. Este cuidado, além de auxiliar na eficiência, pode, inclusive, reduzir custos produtivos.

5. Falta de diálogo com a concessionária local

Muitos empresários não sabem disso, mas as concessionárias têm programas de eficiência energética. Ao fazer uma instalação, as empresas ignoram isso e acabam perdendo uma boa oportunidade de economizar em energia elétrica.

Com a concessionária também é possível descobrir a distorção harmônica e a demanda para saber se há como diminuir o pico de demanda. Tudo isso vai auxiliar para uma boa eficiência energética e redução no consumo de energia.

Na indústria, as iniciativas para promover a eficiência energética podem trazer significativas redução de custos, assim como aumentar o rendimento energético de equipamentos e instalações, com a consequente melhoria da qualidade dos produtos fabricados e incremento na produtividade, sem afetar a segurança dos processos internos.

Sua indústria realiza ações visando reduzir o consumo de energia e a gerar mais eficiência energética? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e fique por dentro das novidades do setor. 

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