A EXPOMAFE 2025 trabalhou o tema “segurança na indústria” de diversas maneiras, incluindo com palestras.
O Palco EXPOMAFE contou com apresentações de Graziela Stefen, da Sensus Tecnologia, e Aline Ricardo dos Reis, da Gautica. Ambas falaram especialmente sobre o assunto e como a segurança fundamentada pode ir além das normas impostas pelos órgãos competentes.
O público pôde compreender que trata-se de uma mudança de mentalidade e que é fundamental saber aproveitar a tecnologia para salvar vidas e/ou manter a integridade e a saúde das equipes.
A propósito, as duas palestras se complementaram, uma vez que mostraram que a segurança industrial do século 21 tende a unir comportamento e inovação. Ao passo que Graziela reforçou a importância da cultura organizacional e do comprometimento humano, Aline mostrou que a tecnologia é um instrumento importante para tornar essa cultura mais efetiva.
Continue a leitura e confira detalhes de cada apresentação.
Segurança além do capacete: como criar uma cultura que salva vidas na indústria
Graziela foi quem ministrou essa palestra, com uma reflexão essencial ao público. Para ela, a segurança não pode ser encarada apenas como uma obrigação legal, mas como um valor incorporado à cultura organizacional. “É preciso deixar bem claro para os funcionários o quanto é importante que eles participem e estejam envolvidos neste processo”, alertou.
A especialista também apresentou dados importantes. O Brasil, embora tenha leis e normas sobre a segurança no trabalho, ocupa a quarta posição no ranking mundial de acidentes de trabalho.
Foram mais de 700 mil ocorrências registradas em 2025, sendo 74% durante o expediente. Entre as principais causas temos as quedas de andaimes e os atropelamentos por empilhadeiras em primeiro e segundo lugar, respectivamente.
São dados que reforçam a necessidade de uma mudança de paradigmas. “Não basta saber que o EPI existe, é preciso usá-lo”.
Segurança é aprendizado
Segundo Graziela, as normas e os EPIs são fundamentais, mas não bastam. Ou seja, o caminho é o aprendizado contínuo, com treinamentos e acompanhamento constante. Fora isso, a palestrante defendeu que lideranças comprometidas são o ponto de partida para a mudança cultural em questão.
“O diferencial da cultura que salva vidas na indústria é criar um compromisso genuíno dos funcionários e líderes com práticas seguras, mesmo quando não são exigidas por regulamentos.”
Descomplicando a segurança: o papel das ferramentas digitais na prevenção de acidentes
Também no Palco EXPOMAFE 2025, Aline abordou a importância de digitalizar a gestão da segurança para facilitar o cotidiano na indústria. Segundo ela, “o objetivo é mostrar o porque tanta gente ainda trava com tecnologia e como pequenas atitudes podem transformar o dia a dia”.
Aline disse que muitos profissionais da área ainda enfrentam desafios, como excesso de papel, retrabalho, falta de agilidade e perda de informação. “É como se esse pessoal tivesse sido esquecido nessa área”.
Na ocasião, aproveitou para desmistificar algumas falas que impedem o avanço digital. Entre elas, o custo das ferramentas, o trabalho de treinar as equipes e a dúvida sobre a efetividade dos sistemas. “As pessoas preferem o que já conhecem, mas a tecnologia pode ser simples e acessível”.
Soluções digitais para segurança na indústria
Entre as soluções apresentadas por Aline estão checklists de inspeção, registro de não conformidades com fotos, geração automática de relatórios e histórico centralizado por equipamentos. “A ideia é substituir planilhas desatualizadas, relatórios manuais e fotos espalhadas no WhatsApp, por exemplo”.
Em resumo, a mensagem principal da apresentação foi sobre descomplicar a segurança, usando a tecnologia como aliada. Algumas opções tendem a ajudar, entre as quais apps com alertas automáticos, arquivos em nuvem e relatórios digitais que permitem um maior controle, agilidade e prevenção, de modo a reduzir riscos e aumentar a eficiência da indústria.
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