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Manufatura ágil: o que é e como ela ajuda sua indústria?

Saiba como funciona o conceito de manufatura ágil, utilizado em todo o mundo, e veja como ela pode ajudar sua indústria na crise.

Desde os anos 90, os processos de manufatura têm passado por mudanças bastante aceleradas, por isso, a velocidade de resposta a requisitos de mercado está se tornando essencial para todas as outras empresas. Um dos resultados dessas mudanças é o conceito de manufatura ágil (agile manufactuing, em inglês).

Este conceito é relativamente novo, e pode ser associado à Indústria 4.0, sendo aplicado à manufatura para atender a um mercado consumidor também novo. Com ele, as indústrias tendem a se manter competitivas e com custos mais reduzidos, otimizando todos os recursos envolvidos no processo produtivo.

Dessa forma, na atualidade, a manufatura ágil vem sendo uma nova forma de gerenciar e enfrentar desafios, principalmente diante do atual cenário, caracterizado pela crise da pandemia do Coronavírus que assola todo o mundo.

O que é manufatura ágil?

A partir da década de 90, com o surgimento de modelos de negócios em formato de startups, deu-se início à uma nova dinâmica de gestão dentro das organizações, caracterizada por ser mais moderna, monitorada e ágil.

Segundo Carlos Eloi Barbosa Dias, Plant Manager na Marelli Indústria e Comércio Ltda, este cenário fez com que muitas empresas mudassem o princípio de desenvolvimento de produtos e serviços, do formato tradicional para uma abordagem muito mais ágil.

Com a manufatura ágil, evita-se longos ciclos de desenvolvimento com elevadas perdas financeiras, migrando para um modelo de geração de “valor percebido ao cliente”, explica.

Carlos Eloi salienta, ainda, que este movimento foi responsável pelo sucesso de diversas empresas inovadoras, caso da Microsoft, Google, Spotify e Amazon: “tomando como base estas empresas, muitos modelos tradicionais buscaram entender o que elas têm de diferente, iniciando-se o modelo de gestão ágil utilizado por estas organizações”.

Mais do que um conceito de sistemas de montagem ágil, o que caracteriza algo mais emblemático e talvez até um pouco futurístico, a manufatura ágil não exclui a manufatura enxuta, mas se enquadra como uma gestão das metodologias existentes através de um framework ágil, garantindo engajamento para realizar ações que geram valor ao negócio.

Alguns exemplos de conceitos ágeis citados e que podem ser utilizados pelas indústrias são: Scrum, Kanban, Squad e OKR.

Princípios fundamentais da manufatura ágil nas Indústrias

A manufatura ágil tem algumas características bastante específicas, favorecendo a integração em tempo real dos sistemas de produção e demais áreas da empresa, tais como financeiro, compras, vendas etc.

Ela engloba, também, um conjunto de habilidades para encontrar vasta variedade de requisitos do cliente em termos de preço, especificação, qualidade, quantidade e entrega.

A agilidade pode ser expressa por quatro princípios fundamentais:

  • Entregar valor ao cliente;
  • Estar pronta para mudança;
  • Valorizar conhecimento humano e habilidades;
  • Formar parcerias virtuais.

Nesta conjuntura, a grande característica de uma manufatura ágil é o engajamento dos times de trabalho através da conexão de suas atividades à uma visão de propósito da organização. “Este engajamento estará direcionando cada profissional a fazer o que, de fato, gera valor incremental ao negócio”, complementa Eloi.

Vantagens da adoção da manufatura ágil

Scott Maxwell, engenheiro americano e pioneiro no uso de conceitos ágeis em empresas de investimento, afirma: “enquanto você não estiver gerando até 3 vezes o resultado na metade do tempo, você ainda não estará usando corretamente o conceito Ágil SCRUM”.

Segundo Carlos Eloi, esta é a grande vantagem para empresas de pequenos, médios e grande porte. “Devemos potencializar a capacidade de entregar resultados, independente do ramo de atividade/seguimento que nossa empresa tem atuação”, complementa. 

Além disso, com o novo cenário apresentado pela “Crise mundial do Coronavírus”, fica claro que todas as organizações terão que se reinventar para sobreviver diante deste período.

Os gestores terão que gerar valor ao negócio, implementar novos projetos em menor tempo, reduzir custos, otimizar quadro de funcionários”, opina Eloi.

Ainda segundo ele, após a crise, os recursos ficarão mais escassos, e o fator de sobrevivência se dará pela capacidade de a empresa agir rápido e de forma assertiva, fatores esses que serão oferecidos pela manufatura ágil.

Não existe nada melhor do que os conceitos ágeis para trazer engajamento das pessoas, contribuindo para gerar resultados capazes de garantir a competitividade do negócio”, finaliza o executivo.

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