Indústria 4.0 by TOTVS

Impressão 3D: oportunidades para a indústria metalmecânica

A manufatura aditiva, ou impressão 3D, é um dos pilares da Indústria 4.0. A tecnologia permite a criação de objetos diversos, que vão de peças de avião a automóveis, até sapatos e próteses.

Os objetos são criados por meio da adição de camadas ultrafinas de materiais, como plástico, metal, cerâmica ou areia. Uma a uma, a impressora 3D imprime essas camadas para desenvolver os objetos, desenhados por meio de softwares de modelagem tridimensional.

Com mais essa mudança, a Indústria 4.0 gera um efeito transformador sobre toda a cadeira industrial. Afinal, é possível baratear o processo produtivo, personalizar em massa e padronizar a produção, entre outros benefícios.

Continue com a leitura e entenda melhor como funciona e quais são as vantagens competitivas que a impressão 3D traz para a indústria.

Impressão 3D na prática

Antes de qualquer coisa, é importante entender melhor como esse importante pilar da Indústria 4.0 funciona, para que, assim, seja possível visualizar melhor as suas possibilidades.

“O principal uso da impressão 3D é na construção de protótipos. Mas há vários casos de empresas utilizando essa tecnologia para produção de peça final. Entre elas, podemos citar o caso da Boeing, que imprime injetores de combustível para aeronaves e indústrias de produtos médico-hospitalares, fazendo próteses e órteses customizadas”, explica o professor John Paul Hempel Lima, coordenador do curso de Engenharia de Produção da FIAP.

Plástico é, atualmente, o material mais difundido e fácil de fazer a impressão 3D, no entanto, é possível imprimir em metal, cerâmica, papel com cola, madeira e até materiais biológicos, como órgãos e tecidos (em fase experimental ainda).

As possibilidades da manufatura aditiva

“A vantagem da impressão 3D está relacionada à complexidade dos modelos. Quanto mais complexo, mais vantajoso o uso do 3D. Pode-se imprimir qualquer tipo de peça. Contudo, o design tem que ser concebido levando em conta o processo de fabricação, no caso a impressora 3D”, explica o professor.

A economia gerada pela tecnologia depende da complexidade da peça. No entanto, existem mais vantagens trazidas pela manufatura aditiva, como a possibilidade de construção de formas complexas, redução no número de partes para construção de uma peça final etc.

“Na parte de prototipação, é evidente a vantagem. O tempo de criar o modelo é extremamente reduzido com o uso de impressão 3D. Por outro lado, na produção de peças finais, a competitividade varia de acordo com o tipo de produto. Para peças simples, outras formas de produção, como a conformação e a usinagem, ainda são mais vantajosas, mas para casos mais complexos, a impressão 3D sai na frente.”

Outras vantagens da tecnologia

Além das vantagens apontadas acima, a manufatura aditiva permite simplificar a logística e, assim, reduzir ou eliminar custos à medida que ganha escala.

Com a impressão 3D, ainda é possível garantir maior padronização na produção. Afinal, se uma falha for identificada nos primeiros estágios da impressão, é possível descartar os defeitos e realizar novos testes.

Para se ter uma ideia, em 2014, a GE investiu 50 milhões de dólares em impressoras 3D para produzir injetores de combustível de motores a jato. O processo, então, se tornou mais rápido e eficiente, permitindo aumentar a produção de mil injetores anuais para 40 mil em 2020.

E na sua empresa, como a impressão 3D é vista? Conte nos comentários e até a próxima.

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