A Retomada, Gestão

Parcerias unem competências em prol da competitividade da indústria

Na nova realidade industrial, o compartilhamento de conhecimentos e a união de competências proporcionados pelas parcerias têm sido o caminho adotado por muitos gestores em prol da competitividade da indústria, levando a produtos de altíssima qualidade em cada ramo da cadeia produtiva.

Para Renato Perlingeiro, coordenador do Programa Nacional de Encadeamento Produtivo do Sebrae, “as parcerias estratégicas permitem adensar a atuação setorial entre empresas em favor de um mesmo objetivo, com ganhos para todas as partes envolvidas. Essa dinâmica permite, ainda, a diversificação de mercados, o desenvolvimento de produtos e serviços, além do acesso a financiamentos, por exemplo”, analisa.

Mas como estruturar uma parceria de sucesso dentro do âmbito industrial? Confira, a seguir, algumas dicas:

Definição de objetivos

Segundo Alexandre Furigo, diretor de operações e supply chain da TOTVS Consulting, antes de iniciar um projeto multiestruturado, é preciso definir qual o objetivo da empresa na busca por parceiros. Ou seja: os gestores esperam  melhorar um produto? Otimizar um determinado ponto da cadeia no qual o seu negócio não é tão eficiente? Ou diversificar o seu portfólio, aproveitando uma especialidade da sua indústria?

As possibilidades são inúmeras e devem estar bem definidas antes da busca efetiva por parceiros.

A busca por parceiros

A identificação de parceiros com capacidade de agregar valor à sua empresa pode ser feita por vias diversas. Conversas informais com o cliente, que “está na rua” e conhece não só os seus valores, mas também os relacionados aos seus potenciais parceiros, podem levantar nomes interessantes.

Nesta mesma linha, as feiras industriais, muitas vezes, podem resultar em excelentes parcerias, já que ali estão reunidas empresas dispostas a se expor, conversar, falar de mercado, compartilhar conhecimentos, aprender e, principalmente, ouvir. A partir daí, importantes alianças tendem a surgir.

Outra alternativa é recorrer à ajuda de instituições como o Sebrae, que tem programas estruturados com parceiros empresariais e instituições tecnológicas e financeiras. Um exemplo disso é o projeto Encadeamento Produtivo, cujo objetivo é promover a inserção de pequenos negócios em cadeias de valor de grandes empresas, visando a aumentar a competitividade de ambos por meio de relacionamentos cooperativos.

Alinhando a agenda dos parceiros

Uma vez identificado o nome de um parceiro em potencial, o passo seguinte é alinhar as agendas de ambos. “Deve ser feito um escopo do que cada uma das empresas deseja compartilhar e daquilo que se recusa, ou seja, definir claramente onde essa parceria começa e termina”, completa Furigo.

Só assim, então, deve-se iniciar uma etapa de negociação, quando são ajustadas as expectativas das parceiras até que elas cheguem a um consenso.

Se os objetivos dos escopos convergirem, a parceria tem grandes chances de ser um grande sucesso em prol da competitividade e da agregação de valores às empresas envolvidas.


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