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Articles from 2018 In January


Na nova indústria, relação fornecedor-cliente ganha status de parceria

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Da mesma forma que as relações comerciais e os sistemas produtivos mudam ao longo do tempo, adaptando-se às novas demandas e tecnologias disponíveis, a relação fornecedor-cliente também já não é mais a mesma nesse novo perfil de indústria que se constrói.

Com toda a evolução dos últimos anos, fornecedores e clientes passaram a ser parceiros, desenvolvendo uma relação colaborativa, estabelecida com base na segurança e na confiabilidade, em que os dois lados ganham.

O chamado “comakership” tornou-se o modelo ideal de relacionamento, no qual o fornecedor passa a ajudar no desenvolvimento do projeto de seu cliente, na análise e nas melhorias de seus processos produtivos. O resultado é a garantia de qualidade, que se reverte em vantagem competitiva, tanto para um quanto para outro.

Mas como você, enquanto empresa fornecedora, pode atingir esse grau de maturidade com os seus clientes? Alexandre Furigo, diretor de operações e supply chain da TOTVS Consulting, dá algumas dicas. Confira:

Conhecer o mercado do cliente

“O que sempre falamos em nossas consultorias é que o gestor, ou seja, a empresa fornecedora, deve conhecer o mercado do seu cliente tão bem quanto o seu próprio. Hoje em dia, a informação está disponível de forma muito fácil. É muito prático fazer uma demanda preditiva, ou seja, trabalhar com informações de mercado, para prever problemas e oscilações da demanda do seu cliente”, afirma.

Reuniões e mais reuniões

“Para conhecer, de fato, o mercado de um cliente, sugerimos, também, a realização de reuniões mensais, mesmo no caso de contratos de longo prazo. É preciso olhar no olho, apertar as mãos, estabelecer uma relação de empatia e segurança entre ambos”, indica o especialista.

A conversa deve fluir com foco na qualidade e na produtividade. Eventuais gargalos também devem ser discutidos e, se o fornecedor for capaz de propor uma solução, melhor ainda.

Segundo Pedro Parreiras, sócio-fundador da Nomus, uma das ferramentas de gestão utilizadas na condução desse tipo de conversa é a “técnica dos 5 porquês”. O objetivo é identificar a causa raiz de um determinado problema por meio de diversos “porquês”. Normalmente, no quinto “por quê?” já se tem a resposta.

“Vou citar o case dessa ferramenta aplicada em uma indústria metalmecânica, que enfrentava o problema de não conformidade de uma peça, cujo diâmetro era menor do que o projeto exigia. Neste caso, o primeiro ‘por quê?’ levou à seguinte resposta: o operador usinou a peça mais do que deveria. Quando questionado sobre o porquê daquilo, o operador respondeu: ‘o programa CNC não interrompeu o corte’. Então, foi a vez do programador ser interrogado. E ele disse: ‘eu não tinha experiência com aquele software’. Diante disso, perguntou-se ao departamento de RH por que não havia sido dado um treinamento adequado. E a resposta foi: ‘porque a empresa comprou o software, mas não contratou o respectivo treinamento’. E assim foi identificada a causa raiz do problema”, explica Parreiras.

Esta é apenas uma das ferramentas de gestão disponíveis para a identificação de gargalos, mas ilustra bem a importância de se conversar, de extrapolar o âmbito dos e-mails e trabalhar de forma colaborativa. Esta, sim, é a chave das novas relações de trabalho, em que fornecedores e clientes, cada um com o seu mix de competências, atuam do mesmo lado, visando um bem comum: a competitividade da sua empresa. Afinal, o sucesso de um também é a conquista do outro.

Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e saiba mais sobre a relação fornecedor-cliente no âmbito industrial. 

Internet das Coisas muda processo produtivo e perfil profissional na indústria

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Com os avanços tecnológicos dos últimos anos, passa a ser cada vez mais importante que os profissionais e gestores da indústria de máquinas e equipamentos busquem atualizações para se adequarem à nova realidade do setor promovida pela chamada Internet das Coisas Industriais (IIoT), que promove a união do mundo digital com o chão de fábrica.  

Conhecida também como internet industrial, esta tecnologia faz a conexão das “coisas” – ou seja, das máquinas inteligentes – com as pessoas, em qualquer lugar e momento, permitindo a troca de informações e comandos, além do armazenamento de dados na nuvem, do diagnóstico de possíveis defeitos e da realização de autocorreções, gerando, assim, mais produtividade, decisões assertivas e eficiência operacional para diversos setores industriais, como manufatura, transporte, energia e saúde.

“Isso faz com que as pessoas que atuam na área sintam a necessidade de saber mais sobre a Manufatura Avançada, buscando especializações que possam contribuir ainda mais para o seu desenvolvimento profissional, de forma a estarem preparadas para as novas demandas do mercado de trabalho”, afirma Alexandre Watanabe, especialista em Indústria 4.0 da Fundação da CERTI.

Não à toa, muitos engenheiros estão buscando especializações nessa área para lidar com os desafios do futuro. Uma prova disso é que, em 2017, começaram a ser disponibilizados os primeiros cursos de pós-graduação para formar especialistas na área de Internet das Coisas, no Instituto Nacional de Telecomunicações (em São Paulo) e na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

A Internet das Coisas na atualidade

A tecnologia de Internet das Coisas já passou a ser implementada em diversos ecossistemas, auxiliando os negócios a resolverem desafios específicos da indústria. De forma geral, a tecnologia já é adotada, por exemplo, no setor automotivo, de energia, na assistência médica, na manufatura inteligente, no setor de transporte e até mesmo no varejo.

Para os interessados em adotá-la, a dica é acelerar o acesso às melhores práticas e ao conhecimento sobre o tema buscando o apoio de associações como a Associação Brasileira da Internet Industrial (ABII).

Quer conhecer mais tecnologias que estão revolucionando a indústria? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima!

Após crise, investir em setores estratégicos é fundamental para o crescimento das empresas

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Depois de mais dois anos de crise econômica intensa no Brasil, diversos indicadores divulgados no final do ano passado mostraram que o País conseguiu sobreviver ao seu pior momento. E como a crise não traz só problemas, mas também soluções, daqui para frente não há outra coisa a se fazer a não ser olhar para o futuro, investindo em setores estratégicos para a manutenção e o crescimento das empresas, mesmo diante de possíveis oscilações do mercado.

De acordo com Alexandre Furigo, diretor de Operações e Supply Chain da TOTVS Consulting, um setor que tem contribuído para um bom resultado dentro das empresas é o de planejamento.

“Como a demanda, independentemente do tipo de indústria, mudou radicalmente nos últimos anos, é preciso planejar melhor. Quem vinha olhando para o histórico passou a ter dificuldades, pois a realidade de anos atrás difere da que estamos vivendo hoje. Então, é preciso ter um planejamento que impacte na produção e na logística”, completa.

Nesta mesma linha, outra área a se investir pesado é a de P&D. Inovar é antecipar o futuro. A digitalização é um caminho sem volta, que mudará por completo a dinâmica da produção nos próximos anos, dos fornecedores de matérias-primas básicas à logística de distribuição do produto final. Portanto, a dica é planejar-se com foco no futuro.

O departamento de exportação é outro que merece especial atenção, mais do que nunca. E se a sua empresa ainda não está inserida no mercado internacional, vivendo à mercê exclusivamente do mercado brasileiro, vale a pena investir efetivamente nisso. Como bem lembra João Carlos Visetti, diretor-presidente da TRUMPF do Brasil, “a grande transformação da indústria nacional é que ela está enxergando que não pode mais viver só do Brasil. Ela tem de partir para a cadeia global.

Somente assim, com planejamento e tendo aprendido com as lições dos últimos anos, teremos uma indústria mais forte e preparada. Afinal, podem até vir novos erros, mas não os mesmos.

Quer saber mais sobre a retomada da indústria neste ano de 2018? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima.

Como se reinventar em tempos de crise: um case inspirador

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A crise iniciada em meados de 2014 criou uma verdadeira cisão na indústria brasileira. De um lado, ficaram as empresas que sucumbiram e fecharam. Do outro, aquelas que tiveram de se reinventar, ou seja, procurar modelos de gestão que se adaptassem à nova realidade e lhes dessem a oportunidade de passar pela crise com relativo sucesso. Este foi o caso das Indústrias Romi, fabricante de máquinas-ferramenta, máquinas para plásticos, além de fundidos e usinados que, já no segundo trimestre do ano passado, registrou receita operacional líquida 9,1% superior à alcançada no mesmo período de 2016.

Na entrevista exclusiva à A Voz da Indústria, Luiz Cassiano Rando Rosolen, diretor-presidente da empresa, fala sobre a postura da organização diante dos tempos difíceis provocados pela recessão econômica brasileira, a retomada do mercado e as perspectivas para este 2018 que se inicia. Confira:

A Voz da Indústria: Diante dos índices positivos relacionados à economia divulgados nos últimos meses, podemos afirmar que a crise econômica realmente acabou?

Luiz Rosolen: O ano de 2017 apresentou fraca atividade econômica e alta volatilidade, apesar de alguns dados macroeconômicos terem indicado uma possível recuperação da economia brasileira, como, por exemplo, a evolução moderada nos índices de confiança quando comparados a janeiro de 2017 e a melhora da utilização da capacidade instalada. Mas, independentemente da demanda que o mercado nos oferecer em 2018 e nos próximos anos, sempre buscaremos estar preparados para reagir rápido às oscilações.

A Voz da Indústria: Como a Romi passou pela crise?

Luiz Rosolen: Quando passamos por uma crise, somos obrigados a nos readaptar, sendo essencial o exercício da criatividade e da inovação. Com muito foco e dedicação de todo nosso time, acreditamos que pudemos perceber e capturar todas as oportunidades apresentadas. Nosso sentimento é que estamos saindo dessa crise muito mais fortes e preparados para os próximos desafios.

A Voz da Indústria:  Quais estratégias adotadas pela empresa lhes proporcionou “sucesso” nesse período de recessão?

Luiz Rosolen: Realizamos diversos projetos relacionados a adequações em nossa estrutura, redução dos contratos, redução do lead time de fornecedores, agilidade e melhoria nos processos produtivos internos. Todos esses projetos consideram investimentos focados em renovação de máquinas e automação. Assim, acreditamos que estamos continuamente construindo um supply chain mais responsivo e preparado para oscilações de demanda inerentes ao mercado de bens de capital.

A Voz da Indústria: Em sua opinião, falta proatividade ao empresário brasileiro, no sentido de aproveitar momentos de crise para investir na melhoria da sua produtividade, por exemplo?

Luiz Rosolen: O cenário econômico, com alto grau de incerteza e volatilidade, desestimula a expansão dos negócios e impacta negativamente os níveis de investimento no país. Contudo, é importante não nos deixarmos abater e nos preparar para novas oportunidades. Em nossas fábricas, por exemplo, percebemos a importância de se trabalhar com lotes unitários, da flexibilização da produção e do monitoramento remoto para a nossa competitividade. Esses benefícios podem ser aplicados a qualquer tamanho e tipo de fábrica, e nós desenvolvemos soluções que visam adequar nossos clientes a essa realidade, para que ganhem ainda mais produtividade e competitividade em seus processos. Acredito que a realidade já está mudando. Hoje, notamos claramente uma mentalidade empresarial muito mais madura, profissional e cada vez mais desassociada do ambiente político. Sem dúvida, nossos clientes sairão muito mais fortes e produtivos dessa crise.

A Voz da Indústria: É importante investir no pós-crise?

Luiz Rosolen: Sim. Não investir é não estar preparado e não estar à frente dos concorrentes. O Brasil está passando, e deve passar com mais intensidade nos próximos anos, por um processo de aumento de produtividade e inovação, atualizando os conceitos de manufatura, especialmente incorporando inteligência aos processos fabris e aos equipamentos. Tecnologia e inovação são pontos imprescindíveis para se destacar frente aos concorrentes. Neste sentido, estamos atuando fortemente para entregar aos nossos clientes soluções que agregam automação e produtividade ao seu parque fabril.

A Voz da Indústria: O que você pode destacar em relação à participação das Indústrias Romi na 2ª edição da FEIMEC - Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, que acontece entre os dias 24 e 28 de abril no São Paulo Expo?

Luiz Rosolen: Trabalhamos muito para sempre oferecer aos nossos clientes a mais moderna tecnologia para que eles fiquem cada vez mais competitivos. A FEIMEC é um dos principais eventos em que podemos apresentar nossas novidades para o mercado, recebendo cada cliente com todo o conforto que ele merece, reforçando o padrão de atendimento que nós buscamos sempre oferecer.

2018, um ano promissor

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Acordei no primeiro dia do ano com a certeza de que em 2018 vivenciaremos dias melhores e mais animadores. E isto me dá ânimo para continuar lutando pelo progresso do país.

Após um longo período de crises, políticas e econômicas, que provocaram a desindustrialização no país, o ano de 2017 demonstrou ter dado início, de forma tênue, uma recuperação na economia e em alguns poucos investimentos na indústria de manufatura. Isto se demonstra pela melhoria dos índices econômicos, como a inflação e o PIB (Produto Interno Bruto), além dos resultados positivos nas exportações. A aprovação da reforma trabalhista e a perspectiva da efetivação das reformas da Previdência, Política e Tributária, deixadas para 2018, também são fatores que estimulam o retorno da confiança do empresário para voltar a investir.

Se analisarmos a evolução do crescimento industrial, desde o início do século passado, vemos que há uma sucessão de ciclos de crescimento interrompidos e seguidos de quedas provocadas pelos mais diferentes tipos de crises: políticas, econômicas, nacional e internacional, sendo esta última exageradamente longa. Como não há mal que tanto dure, tudo indica estarmos diante do início de um novo ciclo de desenvolvimento e crescimento industrial.

É fundamental afirmar que, após todas as crises do passado, os seguidos períodos de crescimento foram marcados pela aplicação de novas tecnologias apresentadas nas respectivas épocas. E isto, seguramente, ocorrerá nos próximos anos no país. A implantação de modernas tecnologias nas empresas de manufatura irá alavancar o desenvolvimento e o crescimento industrial. Estamos diante de uma nova revolução industrial: a era digital. As tecnologias do momento, aplicáveis na indústria e que representam o estado da arte no mundo, poderão ser conhecidas na FEIMEC - Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos que ocorrerá em abril próximo.

Apesar dos índices econômicos apontarem um pequeno crescimento em 2018, em face dos acontecimentos relevantes que deverão ocorrer, entre eles a eleição presidencial, este ano exigirá muita luta e esforço de todos para se realizar a recuperação da indústria no país. A ordem é perseverar, pois tudo indica que um novo ciclo de crescimento da economia e da indústria já começou. E que seja duradouro.

Que venha 2018.

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Alfredo Ferrari é Engenheiro Mecânico, Vice-Presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura da ABIMAQ.

Como calcular o turnover (rotatividade) da sua indústria?

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Neste momento de pós-crise, é fundamental que as indústrias revejam planejamentos e estratégias para melhorar o desempenho, a eficiência e os resultados por meio de uma variável em comum: o capital humano. Afinal, é com o trabalho e o apoio dos funcionários que a retomada se torna possível.

Mas e quando a empresa possui alta rotatividade de colaboradores, como a retomada pode ser possível? Pensando nisso, separamos, a seguir, algumas dicas importantes sobre como calcular o turnover  neste ano de 2018.

O que é turnover?

Turnover, ou rotatividade de funcionários, diz respeito ao movimento de substituição de trabalhadores – ou seja, é a rotatividade das pessoas dentro de determinada empresa.

Perder funcionários acaba sendo um grande problema para a indústria, que fica sem o talento e a experiência do colaborador, podendo enfrentar, inclusive, a queda de produtividade e ainda arcar com custos de recrutamento, seleção e demissão do funcionário, como esclarece Dri Barbosa, CEO e Fundadora da Vaipe, plataforma de pesquisa de clima e engajamento de colaboradores.

“Indicadores de gente e de gestão são fundamentais para mapear o perfil da empresa. No caso do turnover, por exemplo, é possível entender o quanto se gasta com cada colaborador que deixa a companhia. De acordo com o levantamento do Huffingtonpost, a perda de um funcionário pode custar à empresa até 213% do valor de seu salário”, revela a especialista.

Como calcular o turnover?

Para calcular o turnover, é possível aplicar uma fórmula bem simples. Por exemplo, em um primeiro momento, você pode apenas querer saber o turnover geral da sua empresa, índice que se obtém a partir da divisão do número total de desligados pelo de funcionários em atividade. Mas é possível verificar, ainda, o turnover segmentado por departamento, unidade produtiva, etc.

Dicas para reduzir sua taxa de turnover

Uma pesquisa realizada pela consultoria Robert Half demonstrou que, enquanto no mundo todo o turnover de funcionários cresceu em 38% das empresas, no Brasil, ele foi contabilizado em 82% das organizações.

Em terras brasileiras, os principais motivos que levaram a essa alta rotatividade foram: remuneração baixa e falta de reconhecimento (33%), desmotivação do funcionário (30%), preocupação com o futuro da empresa (29%) e baixo equilíbrio entre trabalho e vida pessoal (26%).

Portanto, para reduzir o turnover em sua indústria, é preciso atuar para neutralizar esses fatores de risco, como recomenda Barbosa. “Adotamos como boa prática o monitoramento dos dados de time e a criação de um perfil: desde o processo de contratação estruturado até o momento da entrevista de desligamento.”

Além disso, é importante dar voz para sua equipe. Conforme pesquisa realizada pela Dale Carnegie Training, cerca de 80% dos participantes afirmaram ser fundamental para sua satisfação que seu líder ouça suas ideias.

Outra dica bastante eficaz é criar uma perspectiva de crescimento e desenvolvimento por meio da adoção do recrutamento interno, isto é, o preenchimento de vagas internamente antes de anunciá-las externamente no mercado. Há indícios de que empresas com baixo índice de turnover têm em suas políticas de RH o recrutamento interno – na Scania, por exemplo, cerca de 90% das oportunidades são fechadas nessa modalidade e seus pedidos de desligamento não passam de 2% ao ano.

E, se depois de calcular o turnover você viu que a rotatividade em sua empresa está alta, para entender com mais precisão os motivos específicos, é possível realizar uma pesquisa de clima. Por meio dela, os funcionários apontam quais são os pontos que estão causando insatisfação e o interesse por se desligar de sua empresa.

Por fim, uma boa prática para reduzir a rotatividade é fornecer feedback com regularidade. Ter uma linha de diálogo aberta entre líderes e funcionários gera um efeito bastante positivo no clima e na motivação das equipes. De acordo com dados da Socialcast, o feedback regular gera redução de 14,9% nas taxas de rotatividade das empresas.

Você tem o hábito de calcular o turnover da sua indústria? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e confira outras dicas para reduzir a rotatividade de seus funcionários.

Como a mudança do modelo mental dos gestores pode melhorar os resultados da indústria no pós-crise?

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Com os indicadores econômicos dando sinais positivos após uma série consecutiva de queda, a hora é de olhar para frente com otimismo. Afinal, 2018 já é apontado como o ano da virada, da retomada do crescimento e da volta do emprego. Mas como lidar com os traumas da crise? E como mudar o modelo mental (ou seja, tudo aquilo que influencia a nossa forma de ver o mundo) em prol do crescimento da indústria?

Esta reflexão, na realidade, passa antes de mais nada pela necessidade de interiorizar a máxima de que as crises fazem parte da vida. José Luiz Tejon Megino, palestrante internacional e doutor em pedagogia da superação, qualifica as crises como “grandes bênçãos divinas do progresso, que criam incômodos grandiosos o suficiente para fazer com que ocorra a mudança, a disruptura e a criatividade.

Elas não devem ser encaradas, portanto, como traumas, mas, sim, como oportunidades de aprendizado e de mudança de um modelo mental defasado para outro fortalecido pela experiência de uma nova realidade.

Dessa forma, o gestor deve trabalhar já se antecipando a um novo ciclo de baixa, aproveitando a alta dos negócios para diversificar o seu mercado e a sua carteira de clientes, além de investir em P&D, visitar eventos internacionais, conhecer tecnologias de ponta e inserir a sua fábrica no conceito da Manufatura Avançada.

O mesmo vale para os profissionais do chão de fábrica. É fundamental que eles tenham em mente que, de fato, as máquinas estão tomando para si a realização de diversas tarefas, mas que elas não têm vida própria – precisam de mão de obra altamente especializada para operá-las. Pocitar feiras e conhecer o que está sendo feito a nível mundial são ações que precisam ser colocadas em prática neste pós-crise.

As opções de capacitação tecnológica e profissional são inúmeras. Um exemplo é a Escola Senai Armando de Arruda Pereira, de São Caetano do Sul (SP), que já conta com uma planta modelo da Manufatura Avançada, construída de modo colaborativo em parceria com Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), 20 empresas, seis startups e duas institutos de ensino. Ela se insere no conceito OpenLab, que possibilita às empresas testar tecnologias e aos alunos aprender, na prática, a manufatura avançada.

Outra opção oferecida pelo Senai nesta mesma unidade é um curso de pós-graduação em Indústria 4.0, cujo um dos objetivos é estar no centro da discussão desse processo de mudança, que impactará não somente o modo de produção, mas o consumo e a organização do trabalho.

“Compreender o inexorável, o inevitável dos ciclos, é um fundamento que todos precisamos ter e trabalhar. A pergunta não é se haverá crise, mas, sim, quando”, afirma José Luiz.  Portanto, condicione-se a ela e trabalhe em um modelo mental de gestão de crise 24 horas por dia, 365 dias por ano.

Quer saber mais dicas de como mudar antigos hábitos para alavanca o crescimento da sua indústria em 2018? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e confira.

Qual a importância de criar uma onda de positividade na indústria?

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Quando o assunto é a motivação dos colaboradores dentro do ambiente corporativo, a primeira coisa que vem em mente são benefícios, bons salários, participação nos lucros e um plano de carreira bem estruturado – fatores que costumam ser mais fáceis de administrar em períodos de alta da economia. Mas após momentos de baixa, como os vividos nos últimos anos pela indústria brasileira, como impedir que o desânimo prejudique ainda mais os resultados da empresa, criando um círculo vicioso de negatividade?

A seguir, José Luiz Tejon Megino, palestrante internacional com mais de 30 livros publicados, doutor em Pedagogia da Superação pela UDE/Uruguai e diretor da Bio Marketing, fala sobre como os gestores podem contribuir para que um clima de positividade se instale em suas indústrias a partir de 2018. Confira:

A Voz da Indústria: Qual a importância de criar um clima de positividade dentro da empresa?

José Luiz Tejon Megino: O cérebro humano é uma máquina que copia. A neurociência já estudou que, para cada notícia ruim (pessimista ou negativa), nós precisamos receber, no mínimo, cinco notícias assertivas, positivas, de esperança e de coragem. O que se estabelece em todas as áreas da vida, inclusive no ambiente competitivo empresarial, é uma luta pelas percepções humanas. Portanto, nós precisamos, sim, da criação constante e permanente de uma realidade esperançosa, por meio do envio e da multiplicação de informações evolutivas, assertivas e de progresso.

A Voz da Indústria: O otimismo é contagiante?

José Luiz Tejon Megino: O otimismo é, sim, contagiante. Mas o otimismo que não se traduza em realidade é frustrante. Por isso, insisto que a esperança realista, acompanhada de ações racionais, e não somente emocionais, contagia positivamente, criando um ambiente criativo e de autoestima, no qual a tendência de multiplicação do êxito se estabelece. O ambiente determina o fracasso ou a vitória!

A Voz da Indústria: Em que medida as palestras motivadoras são capazes de criar um ambiente de vitória?

José Luiz Tejon Megino: Palestras motivacionais, apresentadas por pesquisadores ou educadores, são baseadas em fatos e estudos; elas atuam positivamente na abertura da consciência humana. E se forem apresentadas por pessoas que são o exemplo em si, que compartilham as suas experiências, são extremamente estimulantes. Afinal, o ser humano quer se transformar nas pessoas que admira.

A Voz da Indústria: Como este empresário deve se preparar para lidar com as frustrações durante uma crise?

José Luiz Tejon Megino: As crises são espetaculares, são as grandes bênçãos divinas do progresso. As crises criam incômodos grandiosos suficientes para fazer com que ocorra a mudança, a disruptura, a criatividade. É preciso aprender logo cedo, desde criança, que a crise existe. Não se pode imaginar que você irá dirigir um negócio e que ele não será submetido a um ciclo de crise. Portanto, um líder deve partir do pressuposto que as crises existem e as incertezas dominam a economia muito mais do que as certezas. E compreender o inexorável e o inevitável dos ciclos é um fundamento que qualquer líder precisa ter e trabalhar. A pergunta não é se haverá crise, mas, sim, quando.

A Voz da Indústria: O que dizer da gestão em crise?

José Luiz Tejon Megino: A gestão em crise deve ser um pressuposto preventivo. Se o gestor se antecipou ao ciclo de baixa, provavelmente ele diversificou o seu mercado, a sua carteira de clientes, investiu em P&D e aplicou com convicção em tecnologia. Mas se isso não aconteceu, e a empresa entra numa pré-falência, cria-se um ambiente militar de sobrevivência. É importante entender que o planejamento estratégico é um roteiro, mas ele não é inflexível. É preciso estar preparado para mudar e alterar esse planejamento à luz da realidade vigente. Para tanto, sempre foi e sempre será de fundamental importância a palavra no sentido do fortalecimento e do encorajamento de todos os colaboradores da empresa.

Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e fique por dentro de outras dicas importantes para aprimorar a gestão da sua indústria.