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Surtos e transientes de tensão: como afetam a indústria e como reverter

surtos e transientes de tensão na indústria

Surtos e transientes de tensão podem se tornar problemas sérios para empresas e indústrias no Brasil. Provocados por descargas elétricas e por falhas na rede de distribuição de energia, ou internamente, pelos próprios equipamentos, os transientes são devastadores para sistemas eletrônicos e costumam ser sinônimo de prejuízo e redução na produtividade. Quase todos os setores da produção estão sujeitos a esse tipo de problema, desde a mineração à indústria de alimentos e bebidas, passando pelo agronegócio. 

É comum que as empresas tenham que repôr mais de uma vez ao ano peças e equipamentos caros e sofisticados por conta da queima causada pelos surtos. O problema é tão disseminado e constante que gerentes financeiros direcionam parte do orçamento anual para a reposição de equipamentos.

Para André Raitz, Gerente da SineTamer no Brasil, o setor industrial é um dos mais afetados pelos surtos e transientes de tensão. "Uma parada na produção pode gerar prejuízos imensos a uma empresa. E às vezes, essas paradas acontecem mais de uma vez ao dia. Além disso, há o prejuízo causado pela queima nos equipamentos, que precisam ser trocados com frequência. Muitos empresários brasileiros do setor produtivo já se acostumaram com essa realidade. E poucos sabem que existe uma solução para isso: os supressores de surto e transientes. Fábricas onde instalamos os supressores estão tendo um retorno muito rápido sobre o investimento. Algumas delas, pagaram o investimento no dia da instalação, com o fim das paradas de produção.", afirma. 

Supressores de surto: resposta e contenção de danos

Já existem no mercado produtos capazes de conter os transientes e evitar drásticas perdas financeiras. Os supressores de surto,  muito utilizados nos Estados Unidos e na Europa, começam a se popularizar também no Brasil. Com tamanho relativamente pequeno, esses equipamentos ajudam a evitar rombos financeiros e transtornos gigantescos. “As empresas costumam gastar um bom dinheiro todo ano com reposição de peças devido aos transientes de tensão. Embora muitas delas tenham se acostumado com essa situação, estamos vendo uma tomada de consciência por parte dos empresários e gerentes financeiros. Eles estão entendendo que os supressores de surto são a solução para este problema”,reforça Raitz. 

Uma das empresas agrícolas mais modernas do país, a Fazenda Figueiredo, em Cristalina, Goiás, chega a produzir 68.000 litros de leite por dia. A fazenda sofria interrupções frequentes em sua ordenha mecânica, devido aos transientes, que queimavam os equipamentos usados na ordenha. Após a instalação de supressores de surto, as queimas pararam de acontecer. Já uma fábrica de cimento, também na região Centro-Oeste, observava seu processo de moagem, etapa central na produção de cimento e agregados, ser interrompido três vezes ao dia, obrigando a equipe de manutenção a resetar todo o sistema após cada interrupção. "Depois de instalados os supressores de surto, as paradas na produção foram reduzidas em 90%. O retorno sobre investimento na compra dos supressores aconteceu no mesmo dia", conclui. 

Eficiência elétrica: necessidade da indústria

Encontrar formas de tornar o consumo elétrico e seu uso na operação mais eficiente e econômico é uma necessidade comum a indústrias de todos os portes e segmentos. Problemas como  fiação muito antiga, problemas de iluminação e falta de diálogo com a concessionária são alguns dos erros que podem impactar esse cenário. Além disso, se torna cada vez mais necessário encontrar formas de realizar corretamente a gestão energética, permitindo identificar e corrigir problemas.  

3 formas de economizar recursos na indústria

economia de recursos na indústria

Melhorar a eficiência das linhas de produção e diminuir os gastos com recursos importantes, como água e energia elétrica são metas importantes a serem seguidas pelo setor industrial. Economizar recursos na indústria apostando em novas tecnologias, que podem transformar uma fábrica comum em uma empresa inteligente, capaz de aprimorar seus processos de forma automatizada, evitando o desperdício de insumos e de tempo e ganhando em produtividade é essencial para elevar a competitividade no mercado.

Nesse contexto, uma das maneiras de economizar recursos na indústria, é utilizando-os de forma eficiente. Para isso, inicialmente, é preciso ter um planejamento no curto, médio e longo prazo.

“Estimar com assertividade as demandas e assim negociar com os fornecedores os melhores preços e prazos, reduzindo custos de inventário e obtendo ganhos financeiros é essencial nesse processo”, destaca a diretora de manufatura e logística da TOTVS, Angela Gheller.

Cabe ressaltar ainda que aliar a implantação de uma ferramenta de planejamento avançado com soluções de controle do chão de fábrica proporciona uma produção com maior eficiência de recursos, agrupando-os conforme as necessidades da indústria, possibilitando uma economia em processos e operações. 

Caminhos para economizar recursos na indústria

Há diversas ações que podem ser tomadas para economizar recursos na indústria. Entre eles, destacam-se:

1. Revisar processos

O primeiro passo é a revisão de processos. Ter um mapa atualizado, em tempo real de tudo que acontece, é muito importante para verificar se há falhas ou não na operação atual. Conhecer o nível de eficiência (OEE), quais são suas perdas efetivas e, mesmo, se há alguma parada afetando o ritmo das linhas, é recomendável e isso pode ser feito aplicando uma solução de MES (Manufacturing Execution System).

“Esta tecnologia traz uma grande visibilidade da operação com indicadores online, conectados diretamente às máquinas e equipamentos, com interfaces preparadas para uso no chão de fábrica”, pontua Gheller.

Esse processo a ser revisado inclui ainda a estrutura da indústria. Algumas indústrias, por exemplo, estão alocadas em construções antigas, nas quais os equipamentos e encanamentos não estão instalados de forma econômica.

Por isso, revisar processos para economizar recursos na indústria inclui também reavaliar aqueles que não estão diretamente ligados ao chão de fábrica, mas que impactam na produção e no consumo de recursos.

Recomenda-se também que conste no planejamento, sempre que possível, inspeções e manutenções periódicas e a construção ou ajustes de estruturas que prevejam a reutilização da água.

Uma das ideias a ser colocada em prática quando o assunto é a água é a construção de um sistema de reúso. Isso permitirá a reutilização para a limpeza do chão e de equipamentos, por exemplo, além da geração de energia e fará com que, de alguma forma, a sua indústria consiga ter maior rentabilidade e sustentabilidade.

2. Planejar as peças para diminuir o uso de recursos

Depois da revisão, vem o planejamento. Saber o funcionamento da fábrica, o que funciona plenamente e o que precisa melhorar é primordial para economizar recursos na indústria. Nesse sentido, um exemplo prático e com investimento com custo-benefício atrativo é a aplicação dos recursos de mobilidade no chão de fábrica para reduzir as movimentações desnecessárias dos técnicos e operadores.

“Isso é possível utilizando-se aplicativos, em tablets ou celulares, que permitam reportar a quantidade produzida imediatamente após sua conclusão no final da linha, ou, ainda, que possibilitem que um setup de máquina ou uma manutenção preventiva possa ser verificada pelo técnico de manutenção onde quer que ele esteja dentro fábrica”, destaca a diretora de manufatura e logística da TOTVS.

Outras possibilidades incluem o uso de tecnologias emergentes, como a prototipagem 3D e outras ferramentas de estudos digitais para que se desenvolvam as peças mais assertivamente, evitando erros e custos com a produção de itens inconsistentes.

3. Manter a manutenção das máquinas em dia

Uma máquina que não funciona corretamente ou que está parada por muito tempo pode gerar grandes problemas e tornar o plano de economizar recursos na indústria algo distante. A Indústria 4.0 tem uma grande vantagem nesse aspecto, pois a automatização auxilia na programação dessas manutenções e no acompanhamento da produtividade de cada equipamento.

Entretanto, ainda há empresas que não conseguiram implantar esse alto nível tecnológico, então, nesses casos, ficar atento à vida útil da máquina e se está fazendo o seu uso de forma correta é muito importante para evitar problemas na operação e custos extras para lidar com tais situações emergenciais.

Para obter mais ideias de como economizar recursos na indústria, confira também o material que preparamos sobre como a automação de processos economiza tempo e dinheiro na indústria de médio porte. 

Manutenção de polias industriais

polias-industriais.JPG

As indústrias possuem diversas máquinas e equipamentos que utilizam polias. Para uma produção industrial mais eficiente é necessário que essas possuam instalações adequadas e recebam manutenções periódicas. Baixe o material e saiba encontrar a solução certa. 

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Backup de dados em máquinas com CNC: qual a importância?

Backup de dados em máquinas com CNC

Com o ambiente industrial cada vez mais conectado, máquinas contam com cada vez mais recursos de tecnologia. O Comando Numérico Computadorizado (CNC) faz parte desse contexto, especialmente no setor de máquinas-ferramenta. Dessa forma, equipamentos podem ser programados para fabricar diferentes componentes e aumentar a sua produtividade. 

Para que os equipamentos não percam a programação e configuração recente instalada mesmo após longos períodos de máquina parada, é necessário fazer o backup de dados. Thiago Caetano, coordenador técnico de suporte e serviços da divisão CNC da Mitsubishi Electric, destaca a importância da prática. A empresa é uma das companhias responsáveis por realizar esse serviço em território brasileiro. "Muitas companhias ainda se esquecem desse tipo de função e acabam arcando com prejuízos. A partir desse recurso, é possível restaurar o funcionamento de forma rápida a partir da última configuração antecedente à pane ou à paralisação”, explica.

Apesar de parecer algo simples, muitas companhias ainda se esquecem de realizar o backup de forma rotineira, especialmente em épocas de recesso, como no fim de ano. “A vantagem de armazenamento dos dados em nuvem através de um servidor físico em que o cliente pode acessar seus dados de backup originais remotamente restaurando o equipamento rapidamente para suas características normais de trabalho de uma maneira eficaz evitando assim retrabalhos com ajustes adicionais”, finaliza o especialista.

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3 oportunidades tecnológicas para pequenas indústrias

5G: como essa tecnologia vai mudar a indústria?

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O espectro utilizado para comunicações móveis está ficando cada vez mais congestionado. As redes 3G e 4G atuais nem sempre conseguem atender às demandas dos consumidores por dados. Durante períodos de pico, de modo geral, tem-se experimentado velocidades lentas, conexões instáveis, atrasos ou mesmo perda de serviço. Essa dificuldade também é sentida pelas empresas. Hoje, as indústrias precisam de redes que possibilitem conexões rápidas, com maior largura de banda e tempos mínimos de latência, para compartilhar, compilar e calcular dados rapidamente.

5G: conexão para um mundo em movimento

As conexões digitais entre pessoas e máquinas estão evoluindo com celeridade - o que só tende a ser intensificado daqui para a frente. Isso exige redes poderosas e uma infraestrutura apropriada, uma vez que o aumento do volume de dados requer uma transferência mais rápida. Dessa forma, a mudança para a tecnologia 5G terá um efeito significativo nas atividades de manufatura, principalmente em um cenário de Indústria 4.0.

Impactos do 5G na indústria

A nova rede deverá ajudar as operações de produção de manufatura a se tornarem mais flexíveis e eficientes, além de melhorar a segurança e reduzir os custos de manutenção. Diante desse cenário, neste e-book, abordaremos os principais conceitos que permeiam o 5G, suas vantagens para a indústria e o seu status no Brasil. 

Nesse e-book, você vai encontrar: 

  • O que é a Rede 5G
  • Possibilidades do 5G para a indústria
  • Status da implantação do 5G no Brasil

Faça o download gratuito clicando no botão abaixo: 

 

 

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2020: quem não se modernizar, vai ficar para trás

2020 perspectivas para a indústria

A chegada de um novo ano é sempre um convite para olharmos os doze meses que se encerram e projetar os que virão. Esse exercício é fundamental para o planejamento estratégico, tanto da nossa vida pessoal como, principalmente, da empresa que temos a responsabilidade de dirigir. Olhando 2019, o cenário é, no mínimo, interessante. Os dados oficiais ainda não foram divulgados, mas vejo que o segmento de bens de capital foi muito melhor do que no ano anterior. Com todos os empresários que eu falo, eu só encontro resultados positivos.

Entretanto, mais do que a performance comercial, precisamos refletir sobre a modernização do parque industrial brasileiro. Grande parte da indústria nacional deixou de investir nos últimos anos e ficou defasada, do ponto de vista tecnológico. Por conta disso, atualmente, quem está disposto a investir em bens de capital, busca soluções de ponta. É a decisão correta, porque um equipamento adquirido hoje vai trabalhar, aqui no Brasil pelo menos nos próximos 10 anos.

Então, quem não tem soluções de ponta, preparada para a indústria 4.0 e para a digitalização dos processos, já sai perdendo na disputa concorrencial. Não à toa, a própria China, que por muitos anos se contentou em fabricar produtos de baixo custo e baixa qualidade, hoje tem investido muito na modernização da sua indústria. Esse movimento provocou uma mudança significativa na sua industria, enquanto alguns poucos como a Huawey se tornaram players globais, outros se viram forcados a buscar mercados em países em desenvolvimento onde muitos clientes caem na armadilha do preço baixo e produtividade medíocre.

Essa cultura do preço, infelizmente, ainda prevalece em muitas indústrias brasileiras. Porém, o que elas ainda não perceberam é que, ao focar no custo, na hora de adquirir seus equipamentos, elas também estão comprometendo seu futuro, porque esse investimento vai ficar obsoleto muito rápido. Enquanto isso os maiores players do mercado se focam no fornecimento de soluções completas ou pelo menos escaláveis prontas para automação, digitalização e a Industria 4.0, que podem ir muito alem de uma simples maquina chegando a linhas ou células de produção totalmente automatizadas e digitalizadas que chegam a possibilitar a inclusão e acompanhamento de ordens de produção desde dispositivos moveis ou computadores conectados a internet em tempo real.

Diante da necessidade premente de modernização do parque industrial brasileiro, as perspectivas para 2020 são muito boas. Minha hipótese é que teremos um ano melhor do que 2019. Alguns segmentos da indústria estão muito aquecidos. Alguns exemplos são o setor de maquinas para a construção, também chamado de linha amarela, fabricantes de máquinas e implementos agrícolas, veículos comerciais, entre eles a fabricação de caminhões, carrocerias, carretas, ônibus, implementos rodoviários em geral e suas respectivas cadeias produtivas Todos vêm crescendo. Até os fabricantes de equipamentos para padaria e confeitaria voltaram a crescer - e forte. Todos esses segmentos estão olhando e planejando investimentos para 2020. O que nossos empresários precisam é sentir a confiança necessária, para que esses investimentos se materializem.

Atribuo os bons resultados de 2019 à competência da nova equipe econômica, que conseguiu implementar a reforma da previdência e está trabalhando para viabilizar a reforma tributária, além de reduzir a taxa de juros para níveis jamais vistos e devolver a confiança dos investidores internacionais, baixando o Risco Brasil para menos de 100 pontos. Essas reformas são positivas e fundamentais para o país, porque diminuem o chamado Custo Brasil, ao mesmo tempo em aumentam a confiança dos investidores.

Outro ponto que merece destaque é que a redução da taxa de juros muda o patamar de interesses, fazendo com que o dinheiro aplicado não seja tão atraente. Então, o empresário que antes procurava ganhar dinheiro investindo no mercado, se anima a investir na modernização da sua fábrica, para melhorar o seu nível de produtividade e competitividade.

Para poder crescer, principalmente no ramo industrial, é preciso ter excelência em custo ou excelência tecnológica. De alguma forma, você tem que se diferenciar. Permanecer diferenciado demanda um trabalho constante. A TRUMPF investe 10% do seu faturamento global anualmente em pesquisa e desenvolvimento. São aproximadamente 400 milhões de euros, ano após ano. Esse investimento em tecnologia nos permite manter a liderança em tecnologia laser e o pioneirismo na oferta de soluções completas para a Indústria 4.0, mantendo os nossos clientes competitivos. No jogo industrial, apesar de todos desejarem o retorno do investimento em 2, 3, 4 anos, o equipamento adquirido hoje terá um ciclo de utilização de 5, 7, 10 anos. Para isso, é necessário que esse equipamento seja flexível, conectável e que possa ser atualizado de acordo com as inovações tecnológicas que vão aparecer.

Tem muita coisa no pipeline, do ponto de vista de digitalização, e quem não entrar nessa onda vai ficar para trás.

Planejamento estratégico para pequena e média indústria

planejamento estratégico para pequenas e médias indústrias

Em um momento no qual processos e tecnologias se tornam similares entre as empresas da indústria, destacam-se aquelas capazes de elaborar e seguir um planejamento estratégico que as ajude a gerar diferenciais e a crescer de modo sustentável.

Por meio dessa ferramenta, é possível elevar o potencial de ganho competitivo da indústria e elaborar estratégias que otimizem a sua produtividade.

"Uma indústria que não faz uso de técnicas como essa opera como um 'barco solto ao mar sem um capitão', que é levado pelos ventos e pela maré sem ter um rumo certo", exemplifica David Gerônimo, consultor do Sebrae-SP.

Com isso, as novas exigências de excelência e otimização de recursos impostas pelo mercado não permitem que a sua “tripulação” fique nas mãos do acaso. É função do planejamento estratégico ajudar a fundamentar cada passo dado em direção ao sucesso e ao desenvolvimento da indústria.

A seguir, saiba mais sobre como o planejamento estratégico pode afetar os resultados da pequena e média indústria e como você pode colocá-lo em prática. 

O que é planejamento estratégico?

Planejamento estratégico é um processo sistêmico criado com o objetivo de construir um plano de ações e o padrão de comportamento que a organização pretende seguir para atingir suas metas e posicionar-se no mercado.

Ele contempla a relação entre a organização e o ambiente no qual ela está inserida e também os mercados e clientes que visa atingir e todas as ações necessárias para alcançar os resultados almejados.

Por que apostar no planejamento estratégico?

Muito além de direcionar a gestão da pequena e média indústria, o planejamento estratégico ajuda a fomentar o crescimento, aumentar a assertividade das ações, potencializar a produtividade e viabilizar o reconhecimento de oportunidades e de ameaças do mercado de modo precoce.

O desenvolvimento de um planejamento estratégico e a concretização das ações traçadas permitem, ainda, a definição da missão da indústria, a união de toda a empresa em um só propósito sinérgico, estimulam a participação da liderança, fomentam a resiliência nas ações, ajudam a promover o bem-estar comum e proporcionam uma visão sistêmica do negócio.

Como colocar o planejamento estratégico em prática?

Agora que você já compreendeu o papel que essa estratégia desempenha para empresas de qualquer porte, apresentaremos os primeiros passos para elaborar e seguir um planejamento estratégico eficiente:

1. Faça um diagnóstico inicial

O primeiro passo para conseguir projetar o futuro da sua indústria por meio dessa ferramenta é entender o seu momento atual. Aproveite para rever a missão do negócio, repensar os processos internos, analisar seu posicionamento no mercado, repensar pontos fortes e fracos, elencar clientes, parceiros e fornecedores estratégicos.

"Essas informações servirão de base para traçar metas e um futuro realista", indica Gerônimo.

2. Defina o seu rumo

Depois de rever e de conhecer em detalhes o momento atual do negócio, é hora de pensar no seu futuro. Para compreender onde você deseja chegar, responda a questionamentos como: o que sua empresa quer conquistar? Como ela quer se diferenciar? Por que você quer fazer isso? Como você fará?

Refletir sobre essas questões ajudará a fornecer insights e servirá de guia para transformar seus objetivos organizacionais em realidade.

3. Estabeleça metas

"O planejamento estratégico jamais deve ser utilizado apenas como 'objeto de decoração'! Para que ele cumpra o seu papel, é preciso transformar cada objetivo em metas palpáveis que poderão ser mensuradas, controladas e revistas periodicamente. Ele serve também para ser consultado, revisto, ampliado: é um instrumento de gestão dinâmico, que acompanha as transformações pelas quais a empresa passa", salienta o consultor.

Desse modo, um planejamento estratégico consistente ajuda a tirar do papel toda a visão de futuro da indústria por meio de metas, tarefas e ações que se tornam mais tangíveis e factíveis após o estudo e a reflexão que esse instrumento proporciona.

E então, que tal começar a esquematizar o planejamento estratégico de sua indústria? Para ajudá-lo nisso, preparamos um infográfico com a matriz do Business Model Canvas, uma ferramenta amplamente utilizada para ajudar as empresas a montarem seus planejamentos.

Gestão energética na indústria: por que apostar?

eficiência energética na indústria

Uma cuidadosa gestão energética na indústria é extremamente importante para o sucesso e a custo-eficiência desse tipo de negócio. Esse recurso é necessário nos processos produtivos, independentemente do produto que a empresa fabrique, o que o torna fundamental para a operação de qualquer empresa desse segmento. 

Cabe ressaltar que, apesar de ser crucial, alguns administradores desconhecem a sua importância no processo e isso, muitas vezes, é um erro que pode, literalmente, custar bastante caro.

“Muitos gestores não tomam a energia, principalmente a elétrica, como um insumo de produção. Isso é um erro, já que no final do dia cada unidade de produto fabricada teve um valor específico em energia demandado e esse custo sairá do bolso da empresa”, enfatiza o diretor comercial da CUBi Energia, Rafael Turella.

Um dos setores da indústria que mais gastam com energia é o do plástico, conforme exemplifica Turella.

“Aqui, na CUBi, já trabalhamos com clientes que pagam mais na conta de energia mensal do que na folha de pagamento”, comenta.

E, com os custos da energia subindo acima da inflação nos últimos anos, as empresas que investem tempo em gerir seu consumo energético acabam por vencer a corrida em comparação a outras que, muitas vezes, nem identificaram isso como um problema em seu orçamento.

Ainda, é importante frisar que o insumo energético mal gerido pode se tornar o fator limitante no crescimento ou na sobrevivência de uma indústria, principalmente pelo fato de que algum concorrente no mercado transformará esse problema tão comum em oportunidades de diferenciação.

Benefícios da correta gestão energética na indústria

Como a energia é um insumo produtivo que reflete também na competitividade, gestores que conhecem seus processos produtivos mais a fundo e possuem ferramentas para acompanhar a melhora e o decaimento desses indicadores conseguem atuar de modo mais enfático sobre problemas que ocasionam perdas de recursos. E isso ajuda a enxugar custos, a ter um equilíbrio orçamentário e a se encontrar recursos para investimentos estratégicos, como em inovação.

Já aquelas empresas que não têm um olhar apurado para a gestão energética podem se ver em problemas, sem conseguir detectar esse gargalo oculto que está comprometendo os recursos organizacionais e a saúde financeira do negócio. 

Dicas de como começar a fazer a gestão energética na indústria

Se ainda não há a aplicação de uma gestão energética na indústria mais acurada, vá com calma. Passos incrementais, conforme os gestores vão aprendendo e se engajando, tendem a ser mais efetivos do que tentar implementar algo de grande impacto e de mais difícil adesão. 

Para quem está iniciando, é importante se informar sobre as melhores práticas e sobre fontes alternativas de energia, fazer benchmarking, conversar com uma consultoria focada nesse nicho - tudo é válido para iniciar o projeto mais certeiramente.

Também é fundamental solicitar ajuda para avaliação das faturas de energia da empresa, uma vez que elas trazem informações bastante ricas sobre o consumo energético da indústria e proporcionam dados para embasar metas e ações.

“Na CUBi, por exemplo, não é incomum encontrarmos mais de 10% de potencial de economia na conta, apenas por ações derivadas de simples análise de contas de energia das empresas”, comenta Rafael Turella.

A partir daí, é importante fazer um mapeamento e um monitoramento de processos para detectar potenciais de redução e oportunidades para uma assertiva gestão energética na indústria. Afinal, todo o planejamento deve estar fundamentado em dados.

“Ter dados em mãos facilita a tomada de decisão e os cálculos de retorno sobre o investimento nas ações que serão realizadas”, destaca o diretor comercial da CUBi.

Agora que você já sabe mais sobre a importância da gestão energética na indústria, aprofunde-se mais sobre o tema no e-book que preparamos com dicas de como aplicar um projeto para otimizar o consumo de energia na sua empresa.

Como atingir os pilares da eficiência operacional?

Pilares da eficiencia operacional

A eficiência operacional diz respeito à capacidade de a empresa operar de modo mais enxuto e menos oneroso, mas sem afetar a qualidade da produção ou do serviço prestado ao cliente. Em um mercado cada vez mais competitivo, encontrar maneiras de fazer com que os investimentos tragam um retorno mais sustentável é algo muito importante para o sucesso das indústrias. 

Nesse contexto, a metodologia World Class Manufacturing (WCM), ou Produção de Classe Mundial, é uma das alternativas para ajudar a tangibilizar esse objetivo. A metodologia e seus pilares de eficiência operacional, aliados a outras iniciativas, oferece um caminho para que a indústria nacional compita em um mercado cada vez mais global. 

Eficiência operacional: metodologia WCM

Aplicar a metodologia WCM para eficiência operacional favorece um ganho efetivo em competitividade que vai além da redução de custos. 

De acordo com Adriana Bombassaro, diretora de Produtos e Serviços da Teclógica, a metodologia WCM é "uma mudança gradativa que atinge todas as áreas da indústria, com foco em uma melhoria contínua, por meio da adoção de processos eficientes e de tecnologia. Ela é essencial para a otimização da produção, pois garante o funcionamento das máquinas da fábrica sem pausas, mantendo a qualidade e a segurança".

O que são os pilares WCM

Para Murilo Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria, trata-se de uma "metodologia de excelência operacional que visa aplicar boas práticas (em fábricas, centros de distribuição, etc.) por meio de um programa de pontuação para essas. A ideia central é que se tenha uma matriz (geralmente, o escritório central da empresa) que define os pilares e como cada unidade irá avançar nesses pilares. O escritório central realiza auditorias e avalia se as unidades avançaram ou não nas pontuações".

Quanto aos pilares em si, eles podem variar de indústria para indústria. No entanto, a diretora de Produtos e Serviços da Teclógica elenca os 10 pilares essenciais dessa metodologia:

  1. Segurança: desenvolvimento de ambientes com riscos reduzidos de acidentes, evitando o comprometimento da produção.
  2. Desdobramento de custos: identificação e eliminação de perdas no chão de fábrica, tornando o processo mais otimizado e com melhor relação custo-benefício.
  3. Melhoria focada: detecção e eliminação de problemas crônicos da produção, utilizando ferramentas que possibilitem tais melhorias.
  4. Manutenção autônoma: com o objetivo de garantir o funcionamento das máquinas com total eficiência.
  5. Manutenção planejada: em que os reparos são realizados a fim de manter as máquinas em seu perfeito estado de funcionamento, sem comprometer a produção.
  6. Organização no posto de trabalho: centrada na mínima movimentação para que os profissionais possam atuar mais focados, com mais produtividade e eficiência.
  7. Controle de qualidade: para garantir altos níveis de entrega, todo o trabalho precisa ser mensurado por meio do controle de qualidade.
  8. Logística e serviços a clientes: aumentar a eficiência do trabalho de ponta a ponta, com entregas eficazes e de custos reduzidos, para satisfação do consumidor.
  9. Gestão de pessoas: incluindo transparência, regras claras, compromisso e qualificação das pessoas.
  10. Meio ambiente: respeito às normas e legislações, contribuindo para a preservação do meio ambiente.

Dicas de como atingir os pilares da eficiência operacional

Para obter eficiência operacional, é muito importante ter um olhar nos resultados de longo prazo, estabelecendo pilares, metas e indicadores para acompanhar o desempenho e detectar oportunidades de melhoria. Digitalizar e automatizar processos também é uma iniciativa que ajuda as diversas áreas de uma indústria a terem mais produtividade, precisão e agilidade, que poderão ser traduzidas em ganhos de eficiência consistentes.

Ainda, ter uma gestão de estoque apurada (e com etapas automatizadas), desenvolver ações para combater o desperdício operacional e um calendário de manutenções necessárias para cada equipamento também contribui para esses objetivos.

Adriana Bombassaro recomenda que o projeto para mudança ou aplicação de melhorias da eficiência operacional inicie em uma área modelo "geralmente, o setor mais problemático da empresa. Após a confirmação dos benefícios e da transformação dessa área, expande-se a iniciativa para o restante da empresa. O WCM pode ser aplicado em etapas, a partir de treinamentos e com o compromisso orientado aos resultados dos negócios", sugere.

A especialista também ressalta que, para que o projeto seja bem-sucedido, é importante mudar também o mindset da indústria. Um alinhamento à Indústria 4.0, para que se tenha tecnologias e recursos adequados para a otimização da produção, também é recomendado. 

"Entre as soluções inovadoras para potencializar a eficiência operacional e a competitividade das indústrias, estão tecnologias para coleta e análise de dados, como a Internet das Coisas (IoT) e Cloud Computing, que permitem a conexão entre fábricas, gestores, fornecedores, terceiros e funcionários. Isso porque o uso de sistemas integrados e de dispositivos para captação de dados no chão de fábrica que permitam a tomada de decisão com base em informações sólidas faz toda a diferença para a eficiência operacional. O uso de sistemas de gestão integrados a novos dispositivos garante, ainda, a gestão de processos em alto nível e, consequentemente, a redução de desperdícios, a segurança dos processos e a manutenção bem direcionada dos equipamentos para a melhoria constante", resume.

Murilo Marques dos Santos acredita que, para atingir os pilares da eficiência operacional, o mais importante seja ter uma boa governança corporativa. 

"Um time dedicado à WCM ou Excelência Operacional é fundamental. Ter um gerente dedicado a aumentar, gradativamente, a maturidade da empresa nos pilares geralmente traz bastante sucesso à iniciativa. Esse time deve não só definir os sistemas de pontuação, como também auditar e promover ações para as indústrias melhorarem nas auditorias. É fundamental também contar com o engajamento da liderança funcional, afinal, a WCM não pode ficar restrita ao time de WCM, todo mundo tem que contribuir para o resultado", enfatiza o especialista.

Para continuar aprendendo como tornar sua empresa mais eficiente e produtiva, confira o material que preparamos com os 7 erros que impedem o aumento da produtividade na pequena indústria.