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Especial Planejamento: 3 ferramentas para planejar seu negócio industrial

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O planejamento estratégico para indústrias vem ganhando cada vez mais espaço nas conversas, afinal é esse o fator que permite às empresas executarem projetos a curto, médio e longo prazo, além de colocar a inovação em prática e fomentar a realização dos serviços e produtos comercializados pela indústria.

Porém, mesmo reconhecendo a importância do planejamento estratégico, colocá-lo em prática é uma dificuldade reconhecida por muitos gestores. Por isso, para conseguir extrair o máximo do planejamento estratégico, contar com boas ferramentas de gestão pode ser o fator decisivo para o sucesso do negócio. 

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São elas as responsáveis por ajudar a definir melhor o escopo de um projeto, coordenar todas as fases de desenvolvimento dele, além de garantir a qualidade e a execução adequada do que foi previamente planejado.

Pensando nesses desafios, preparamos este material exclusivo. Nele, trazemos a importância do planejamento estratégico para indústrias e como torná-lo mais prático e eficiente.

Apresentamos, também, as 3 principais ferramentas de gestão que ajudarão os gestores de indústrias a realizarem seus planejamentos estratégicos.

Nesse Especial Planejamento, você vai encontrar: 

Reunimos nesse material especial algumas informações gerais e dicas de aplicação sobre as principais ferramentas de negócio, para que o gestor possa encontrar um norte e definir os pontos de partida de sua indústria em direção ao crescimento. Confira um pouco do conteúdo do e-book: 

  • Planejamento estratégico para indústrias: porque fazer e como fazer;
  • Ferramentas de planejamento estratégico para indústrias:
    • Bussiness Model Canva;
    • 5W2H;
    • Kanban;
    • Matriz SWOT;
    • Pirâmide de Maslow;
    • SCRUM.

Faça o download gratuito do e-book Especial Planejamento clicando no botão abaixo! 

 

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Como escolher o tipo de solda, de eletrodo revestido a MIG/MAG

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A aplicação de solda faz parte do dia a dia das indústrias. Este é um processo que consiste na união de materiais, principalmente metais e suas ligas, por meio da fusão e solidificação. Para o processo de soldagem, existem diferentes tipos de solda industrial. 

Por sua importância, a soldagem atinge variadas indústrias (automobilística, óleo e gás, fabricação e recuperação de peças, equipamentos e estruturas, entre muitas outras) e, por isso, pode ser aplicada de diversas formas.

Assim, cabe aos profissionais técnicos da área a escolha dos tipos de solda mais adequados para cada caso. Por isso, entender quais são os tipos de solda existentes e suas funções é uma necessidade recorrente.

A seguir, separamos os tipos de solda mais comuns, suas aplicações principais e as inovações na área. Confira!

Processo de soldagem: entenda o que é

Na indústria, ou em qualquer outro setor, a soldagem se comporta como a maneira mais econômica e eficiente de juntar metais permanentemente.

A soldagem é o processo destinado a unir metais por derretimento das peças e, em seguida, usando um enchimento para formar uma junta. O processo pode ser feito usando diferentes fontes de energia, tais como a chama de gás ou arco elétrico para um laser ou ultrassom.

Por sua funcionalidade, Celso Franzotti, professor e coordenador do curso de Mecânica da FATEC Sertãozinho, explica que a soldagem é usada na indústria como um dos principais processos produtivos:

“A Soldagem é utilizada na montagem de diversos equipamentos, desde uma pequena placa de circuito integrado até uma caldeira de biomassa de várias toneladas, com ambas necessitando do processo de soldagem entre suas partes”.

Tipos de solda mais utilizados na indústria

Dentre os tipos de solda mais adotados na indústria, quatro são mais comuns:

I - Soldagem com eletrodo revestido (SMAW)

Entre os tipos de solda, esse é o mais comum, em função de sua versatilidade, sendo mais indicado para a soldagem de aço.

“Os materiais soldados por esse processo são variados, entre eles estão o aço carbono, aço de baixa liga, média e alta ligas, aços inoxidáveis, ferros fundidos, alumínio, cobre, níquel e ligas desses materiais”, explica Lobato Peixoto, professor de Mecânica do Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia do Pará (IFPA-Belém).

II – Soldagem MIG/MAG (GMAW)

A soldagem MIG é comumente utilizada em materiais não-ferrosos. Já a soldagem MAG é usada em materiais ferrosos, como o aço.

“MIG/MAG é um processo de soldagem a arco voltaico, que utiliza um arco elétrico entre um arame alimentado continuamente e a poça de fusão. Esse processo usa uma fonte externa de gás como proteção para a poça de soldagem, contra a contaminação do ar externo”, explica o professor da IFPA.

III – Soldagem com arame tubular (FCAW)

A soldagem com arames tubulares (FCAW) é um processo que promove a união de metais pelo seu aquecimento através de um arco elétrico estabelecido entre a ponta do arame e a peça de trabalho.

A proteção da poça de fusão e do arco elétrico pode ser feita pelo fluxo contido no interior do arame (no caso de arames tubulares auto protegidos) ou por uma fonte gasosa externa.

IV – Soldagem TIG (GTAW)

O tipo de solda TIG – sigla proveniente do inglês Tungsten Inert Gas – é a denominação dada ao processo que utiliza eletrodos de tungstênio em atmosfera de gás inerte. O processo pode ser empregado com e sem metal de adição.

A proteção da região da poça de fusão é feita por gases inertes, como Hélio, Argônio ou a mistura de ambos (dependendo do metal a ser soldado).

O TIG é especialmente indicado para alumínio, magnésio e suas respectivas ligas, aço inoxidável e para metais especiais, como titânio e molibdênio.

Além desses tipos de solda, Franzotti ressalta que há outras técnicas de soldagem mais específicas e que demandam altos custos, tais como:

  • Soldagem por feixe de elétrons (EBW), Soldagem a Hidrogênio Atômico (AHW)
  • Soldagem a arco de plasma (PAW).

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Principais inovações relacionadas à soldagem industrial

Para exercer a atividade de soldador industrial, é necessário fazer um curso técnico de soldagem e se qualificar em empresas especializadas em exames teóricos e práticos.

No entanto, para evoluir como profissional, Omar Maluf, responsável pelo Núcleo de Informação e Inovação Tecnológica da Fatec de Sertãozinho, explica que a busca por conhecimentos adicionais é fundamental:

“Conhecimentos adicionais vão tornar o profissional apto a assumir a responsabilidade de, dentro da indústria, verificar as especificações das peças a serem soldadas e definir, dentre os tipos de solda, aquele com a melhor relação custo-benefício e os melhores parâmetros de regulagem para cada situação de operação”.

Além disso, para Celso Franzotti, o aumento do conhecimento do soldador deve acompanhar a evolução tecnológica do setor, principalmente diante do avanço da Indústria 4.0:

“As máquinas de solda estão mais modernas e sendo produzidas com uma eficiência de energética cada vez melhor, possibilitando um menor consumo de energia nos seus processos de soldagem e o conhecimento precisa acompanhar essa evolução”.

Estas máquinas também podem operar de forma automática e robotizada, como as do setor automotivo, e estão cada vez mais acessíveis as indústrias de menor porte.

“Isso reforça a importância da experiência do soldador em conjunto com técnicas de inspeção de soldagem, colaborando para a conformidade e segurança dos equipamentos produzidos”, finaliza o professor da FATEC.

Entenda a importância da segurança eletrônica para a indústria 4.0

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Para evitar a seriedade dos ciberataques, é essencial que gestores priorizem suas estratégias de segurança eletrônica para a indústria 4.0.

Em plena era de aceleração da Transformação Digital em decorrência da pandemia, com a adoção de avançados sistemas de Inteligência Artificial, muitas são as vulnerabilidades capazes de atingir as indústrias, que podem ser acometidas por malwares e worms, causando sérios prejuízos. Entenda a seguir por que essas medidas são importantes - e como você pode proteger sua empresa.

A digitalização da indústria cresceu, e os ciberataques também

Com o advento da indústria 4.0, a transformação digital já é uma realidade em todos os setores, inclusive o industrial, trazendo benefícios e oportunidades, mas também preocupações.

À medida que evolui, a transformação digital amplia a “superfície digital” da empresa, fazendo com que ela esteja mais sujeita a ciberataques. Segundo Roberto Rebouças, gerente-executivo da Kaspersky no Brasil, características específicas do setor industrial fazem com que este processo demande ainda mais atenção:

“Entre as características da indústria, a mais importante é a impossibilidade de parar a produção, existindo variados motivos para isso, desde a perda de um alto-forno na siderurgia até o impacto econômico e logístico na cadeia de suprimento”. 

Neste contexto, o gerente-executivo da Kaspersky no Brasil explica que uma das principais vantagens da segurança eletrônica para a indústria 4.0 está na prévia identificação de ocorrências que podem impactar a produção. “E não me refiro apenas aos ataques que podem paralisar totalmente a produção (por meio de uma infecção de ransomware), pois estes estão mais comuns neste ano por conta da pandemia. Até mesmo a infecção dos sistemas de OT por malware comuns são um risco, pois eles podem ter um impacto do desempenho do sistema, comprometendo a qualidade da produção".

Diante disso, pesquisas de mercado realizadas pela própria Kaspersky indicam quais são as prioridades quanto à segurança eletrônica para a indústria 4.0: Sistemas OT (Operation Technology – Tecnologia Operacional) / ICS (Industrial Cyber Security – Cibersegurança Industrial) representam uma prioridade para três em quatro empresas industriais.

E a razão para isso é a mais simples possível: “A regra básica dessas empresas é que nada é mais importante do que a continuidade da produção, e qualquer incidente cibernético irá ter consequências em áreas críticas da empresa”, comenta.

A segurança eletrônica para a indústria 4.0 exige máxima prevenção

Quando ocorre um cibertaque em uma máquina ou sistema industrial, as consequências podem ser sérias, portanto, a principal medida de segurança é sempre evitar que um ataque aconteça.

Para fazer isso, Rebouças aconselha as empresas a adotarem o que chamamos de 'ciberimunidade': “A empresa deve criar soluções robustas de proteção que tornem o ataque tão difícil – e custoso – para o cibercriminoso, que para ele será menos vantajoso buscar esse tipo de empreitada”.

Entre as medidas para adquirir ciberimunidade, confira algumas das principais recomendações:

Atualize regularmente os sistemas operacionais e o software de aplicativos que fazem parte da rede industrial da empresa.

Aplique as correções e os patches de segurança nos equipamentos da rede do sistema de controle industrial (ICS) assim que forem disponibilizados.

Realize auditorias de segurança regularmente nos sistemas de Tecnologia Operacional (TO)

Isso é essencial para identificar e eliminar potenciais vulnerabilidades que surgirem.

Use soluções de monitoramento, análise e detecção do tráfego de rede

O uso dessas soluções de monitoramento, análise e detecção do tráfego de rede do ICS servem para se proteger melhor de ataques que, possivelmente, ameacem processos tecnológicos e os principais ativos da empresa.

Priorize o treinamento exclusivo de segurança do ICS

“Essa medida é fundamental para que as equipes de segurança de TI e os engenheiros de TO consigam aperfeiçoar a resposta a técnicas maliciosas que evoluem e ficam mais avançadas”, aconselha Rebouças.

Forneça inteligência de ameaças atualizada para a equipe de segurança 

“O serviço de relatórios de inteligência de ameaças de ICS forneces insights sobre as ameaças e vetores de ataque atuais, assim como os elementos mais vulneráveis dos sistemas de controle industrial e da TO, e como atenuá-los”, complementa Rebouças.

Use soluções de segurança de rede e para endpoints da TO 

Esse uso serve para garantir a proteção e segurança eletrônica para a indústria 4.0, abrangendo todos os sistemas críticos.

Por fim, indústria deve proteger, também, a infraestrutura de TI. “A segurança integrada de endpoints protege os endpoints corporativos e proporciona funcionalidades automatizadas de detecção e resposta a ameaças”, finaliza o gerente-executivo da Kaspersky no Brasil.

Confira dicas para fazer o planejamento anual para a indústria

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A cada novo ano, o setor industrial passa por diversas mudanças, fazendo com que as estratégias traçadas no passado possam não se aplicar mais à realidade do ano seguinte. Mas, em um ano após a pandemia, o planejamento anual para a indústria exigirá ainda mais cuidados!

Neste cenário, muitos empreendedores não entendem a necessidade de atualizar seus objetivos e metas, ou como será o comportamento do setor para o próximo ano. Com isso, acabam por sofrer as consequências decorrentes de um mal planejamento.

Assim, diante desse um ciclo desafiador, é vital aprender com a crise e dedicar tempo extra para elaborar o planejamento anual para a indústria.

Acompanhe a importância do planejamento anual para a indústria e confira algumas dicas para não errar nesse processo.

Por que fazer o planejamento anual para a indústria o quanto antes?

Por definição, o planejamento anual para a indústria é a ferramenta que determina quais são os objetivos do negócio e o que é preciso fazer para que estes sejam atingidos, como explica Alexandre Pierro, sócio-fundador da PALAS:

“O planejamento anual para a indústria serve para definir os objetivos estratégicos do setor para o próximo ano, bem como as ações e medidas necessárias para alcançá-los”.

Além disso, planejar é uma medida essencial para todos os portes e segmentos industriais. Para comprovar isso, Pierro cita uma das máximas da administração moderna:

“O que não é definido, não é medido, e o que não é medido, não pode ser gerenciado, ou seja, quanto antes a empresa iniciar seu planejamento, melhor”.

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Neste sentido, alguns fatores comprovam a importância da realização do planejamento anual para a indústria o quanto antes. Segundo Marcos Kayser, CEO da Scopi, o planejamento com antecedência:

  • Agiliza e torna mais eficaz o acompanhamento das metas, dos projetos e das ações;
  • Integra tudo a todos os níveis dentro da organização;
  • Melhora a produtividade das pessoas;
  • Qualifica as entregas das ações e dos projetos;
  • Inova, fazendo o estratégico virar rotina;
  • Preserva a história da organização.

Questões internas e externas: o que considerar para um bom planejamento

Uma dúvida bastante comum entre gestores diz respeito aos que pontos precisam ser considerados para que o planejamento anual para a indústria seja o mais assertivo possível.

Neste cenário, estes pontos variam de empresa para empresa, mas de modo geral, é inegável a importância de mapear tanto questões internas quanto externas.

As questões internas são ocorrências que estão sob o controle da empresa e que podem, de alguma forma, influenciar na capacidade da organização atingir os resultados esperados.

“Tais questões podem ser tanto negativas quanto positivas e exigem a avaliação de questões como operação, marketing, finanças, recursos humanos, infraestrutura, tecnologias, entre outros”, indica Pierro.

As questões externas também interferem nos resultados esperados. Contudo, elas não estão sob o controle da empresa, pois são fatores como economia local e global, mercado nacional e internacional, câmbio, produção de matéria-prima, política, legislação, cultura, tendências de mercado, entre outros.

Passo a passo para o plano de ação do planejamento anual

Para fazer o planejamento anual para a indústria, é preciso seguir alguns processos facilitadores dessa tarefa.

O primeiro passo para ser mais assertivo no planejamento é a definição de objetivos, como explica o sócio-fundador da PALAS: “Para quem não sabe onde quer chegar, qualquer lugar serve. Então, a indústria precisa definir exatamente o que ela pretende ter como resultados no fim do próximo ano”.

Depois, é importante fazer o mapeamento das questões internas e externas, bem como os papéis e responsabilidades de todos os stakeholders diretos e indiretos. “Nessa etapa devemos revisar os objetivos estratégicos, redefinir as metas e distribuí-las aos responsáveis”, completa Kayser.

Uma vez sabendo exatamente onde se quer chegar e o precisa fazer para conquistar esse objetivo, é preciso partir para o próximo passo: a definição das métricas e indicadores. “São eles que vão mostrar se a empresa está no caminho certo ou não”, indica Pierro.

É importante, também, que, periodicamente (no máximo a cada três meses), a empresa faça uma análise precisa do que foi definido e o que já foi ou não conquistado. Essas análises periódicas vão ajudar a gestão a buscar possíveis alterações rota, se for o caso.

A COVID-19 é, na concepção de Pierro, um claro exemplo dessa mudança de rota. “Certamente, a pandemia não entrou no planejamento estratégico de nenhuma empresa, mas demandou um novo plano de ação, capaz de criar medidas emergenciais e redefinir a estratégia”.

Essa capacidade de adaptação do replanejamento estratégico é justamente o que diferencia as empresas de sucesso em momentos como o que estamos vivendo atualmente.

3 motivos para digitalizar a indústria ainda este ano

digitalizar a industria é o caminho para o 4.0

A pandemia trouxe inúmeras incertezas à sociedade, causando profundos impactos a todos os setores. Seguramente, não foi diferente no segmento industrial. Neste cenário, digitalizar a indústria é uma das principais tendências que o setor precisa avaliar o investimento ainda esse ano.

Essa digitalização na indústria, que já ocorreu na Alemanha com muito sucesso, tem relação com as expectativas para o mercado pós-pandemia. O que irá mudar? Quais os desafios e oportunidades?

Diante disso, já é possível constatar que a transformação digital das indústrias deve ocorrer o quanto antes, principalmente quando consideramos 3 afirmações sobre a digitalização bastante significativas para o setor.

Acompanhe e saiba mais sobre essas afirmações e a importância delas para o setor industrial.

1. Digitalizar a indústria é o primeiro passo para a indústria 4.0

A transformação digital é um avanço que impacta todos os segmentos da sociedade. Estamos envoltos pelo espectro da tecnologia em tudo o que fazemos, e isso é assimilado no cotidiano.

Para José Julio Oliveira, consultor especialista em indústria 4.0, no setor industrial, esse cenário não é diferente, apesar de muitos players ainda produzirem baseados em números do passado e sem segurança sobre o presente e o futuro.

Frente a este cenário e de acordo com toda a transformação decorrente da pandemia, é imperativo que a indústria abrace de forma enérgica o processo de digitalização, encarando de frente as exigências desta nova realidade.

Como pontapé, é primordial que a indústria inicie a digitalização e análise dos dados de seu processo produtivo o quanto antes. “Este primeiro passo é essencial para pavimentar a sua jornada em direção a indústria 4.0”, diz Oliveira.

Porém, a Indústria 4.0 e seus termos tecnológicos possibilitam maior integração e a adoção de tecnologias físicas e digitais. Por isso, é necessária uma reestruturação de toda a companhia, para que seu modelo de negócio prospere por meio de análises estratégicas.

Como não estamos falando apenas da implementação de novos mecanismos de produção, digitalizar a indústria exige, também, a implementação de uma nova cultura. “Essa será a diferença entre o crescimento com lucratividade contra apenas uma forma de sobrevivência em um mercado altamente exigente e dinâmico”, pondera o especialista.

fábrica inteligente e braço robótico podem ajudar a digitalização da industria (1).jpg

2. Digitalizar a indústria possibilita maior competitividade

Como vimos, a transformação digital na indústria precisa sempre ser encarada como uma mudança cultural, que vai digitalizar todos os seus setores. Com isso, é criada uma nova integração pela tecnologia, implementando uma nova filosofia de pensamento e cultura.

Para entendermos melhor o disruptivo impacto da digitalização, é necessária a análise de alguns dos pilares desta transformação digital:

  • O tão almejado foco no consumidor nunca esteve tão próximo de ser efetivamente aplicado no produto ou serviços.Isso porque seus desejos e preferências estão amplamente disponíveis e devem fundamentalmente direcionar o foco da indústria.
  • A indústria precisa diminuir o seu ciclo de desenvolvimento e entrega de novos produtos. “Ao digitalizar a indústria, ela será capaz de ter entregas mais ágeis e em sintonia com as avaliações constantes do seu consumidor, corrigindo o que for preciso com a máxima eficiência, resultando na fidelização e confiança do seu cliente”, explica Oliveira.
  • A digitalização alavanca a resiliência e flexibilidade na indústria. Com isso, desenvolver novos mercados passa a ser mais seguro e assertivo, reduzindo os investimentos e maximizando os retornos futuros.

Finalmente, a conquista de melhor competividade em novos mercados abre a possibilidade de internacionalização de produtos, ou seja, a indústria nacional irá enfrentar concorrentes de fora e de alto nível.

“Somente será possível enfrentar esta forte concorrência internacional ao digitalizar a indústria como primeiro passo. Isso permite alavancar e acelerar de forma segura a implementação dos demais pilares da indústria 4.0”, complementa Oliveira.

3. Quem não se digitalizar ficará para trás

A atual pandemia é uma das ocorrências mais sérias dos últimos 100 anos, afetando a saúde e a economia em escala mundial. Várias portas foram fechadas, mas toda crise gera oportunidades. Ou seja, outras tantas portas estão sendo abertas.

Para aproveitar as oportunidades, é importante saber como vamos reagir e retomar a indústria em continuidade à amenização da pandemia. O consultor indica algumas questões que toda indústria deve ter em pauta:

“Como vai estar o segmento consumidor do seu produto? Terá mudado? Será reduzido, terá aumentado, quais as oportunidades?”.

As respostas e projeções para estas perguntas somente serão satisfatórias se forem baseadas em análise de dados providos eficientemente pela digitalização na indústria.

Acreditando nisto, fica claro que é imperativo avançar rapidamente o processo para digitalizar a indústria, iniciando ainda em 2020. “Atuando desta forma, vamos adentrar 2021 já tendo iniciado a implementação da digitalização, ganhando tração no começo do ano e acelerando ao longo dos demais meses”, finaliza.

Essa digitalização será, seguramente, o maior diferencial competitivo do produto ou serviço de cada segmento industrial.

Manufatura inteligente: a longa jornada de implantação da indústria 4.0

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Da pequena empresa ao grande parque industrial, o que mais faz falta no mercado brasileiro de inovação é a compreensão de que a transformação da indústria em 4.0 é um processo, um desafio de longa duração e que requer planejamento. E que cada uma destas fases é essencial para evitar retrocessos, como engessamento - fruto de uma automação apenas física da produção da manufatura e que acabará sempre obsoleta diante das mudanças de mercado e das crises. 

Para dar continuidade permanente, podemos dividir essa jornada em quatro fases distintas:

  1. Monitorar e digitalizar os processos para compreender o que está acontecendo na empresa. Conhecer, extrair um raio-x e produzir uma sequência de indicadores que reflitam o status atual do processo (digital shadow);
  2. Tratar com inteligência os dados apurados na primeira fase e produzir um diagnóstico. Gerar indicadores, comparar o atual status com indicadores de mercados globais e definir metas; 
  3. Usar ferramentas que consigam prever o que vai ocorrer a partir da análise dos dados. Comparar e estratificar o que fazer para melhorar o processo fabril;
  4. Prescrever soluções para problemas e desafios. Ter autonomia para reagir e propor cenários que evitem erros e desperdícios; Usar os dados das etapas anteriores para aplicação da indústria 4.0. E, com essas ferramentas, vislumbrar e predizer o que vai acontecer, utilizando dados históricos como datamine e inteligência artificial.

É importante também entender que cada uma destas fases precisa de tempo, investimento e planos de ação. As etapas dos quadros abaixo são propostas de ações baseadas nas quatro ações específicas das fases descritas acima: