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Articles from 2016 In October


3 passos para iniciar a transição da gestão familiar para a governança corporativa

desafio gestor

Você começa uma indústria do zero, envolve os familiares e ela se desenvolve com eficiência. Em dado momento, porém, por algum motivo, vem a necessidade de mudar o formato da administração para uma governança corporativa  Uma das primeiras dúvidas que vem à cabeça do empresário é como essa transição pode ser realizada de forma eficiente sem impactar negativamente a reputação construída com anos de dedicação.

Antes de mais nada, a mudança do organograma precisa ser decidida por consenso, em que todos os membros da família tenham plena certeza do passo que está sendo dado, garante Marco Ornellas, consultor e diretor da Ornellas – Consultoria Empresarial em RH e Escola de Recursos Humanos. “Depois é muito difícil ter volta”, alerta. Além disso, é possível dar três passos importantes nesse complexo processo. Acompanhe as dicas para acertar.

Primeiro passo: saber por que fazer a transição

A diretoria precisa refletir sobre os motivos que a levaram a decisão de fazer a transição do formato de gestão, pois isso tem a ver com alguma estratégia. Definir qual é essa estratégia – busca por mais inovação, eficiência, lucro ou diversificação de mercado – será importante para definir os novos rumos. “A própria decisão demonstrará a razão da mudança. E o executivo escolhido precisa ser associado a isso”, afirma o especialista.

Segundo passo: escolher um gestor experiente

É válido escolher um gestor que tenha experiência na estratégia estabelecida, deixá-lo acomodar-se num conselho da empresa e que ele implemente as mudanças. Isso porque não adianta apenas sentá-lo na cadeira. É preciso que, com essa nova perspectiva, toda a cultura se transforme.

Terceiro passo: estimular a mudança de cultura

Ornellas compara a transição com o movimento de um pêndulo indo da cultura familiar, mais internalizada, para a de mercado, em que os executivos serão cobrados pelo resultado. “Antes era o dono que tomava a decisão, mas quando se coloca um executivo, os funcionários precisam entender a nova dinâmica.” É uma cultura de resultados e o próprio executivo vai ter de viabilizar isso.

Por fim, boas práticas devem ser mantidas, em uma decisão que pode ser tomada entre o executivo e o próprio conselho, aliando os pontos positivos da tradição e do mercado. “E essa mudança precisa ser bem aceita, pois a cultura é prática. Se o funcionário não mudar o pensamento, não mudou a cultura. Mas um bom gestor sabe fazer essa mudança”, finaliza.

E-book Inovação Tecnológica

Conflito com jovens funcionários na indústria: leia 5 conselhos para minimizar problemas com a geração Y

Jovens Funcionários

Chamados de desleais a empresa e aos pares, de imediatistas e acusados de não saberem respeitar a hierarquia, os funcionários pertencentes à geração Y (nascidos de 1980 até meados da década de 1990) são alvo de discussão entre os gestores de corporações de todos os portes devido ao comportamento conflitante com os colaboradores mais velhos. Desafiador, esse é um problema, sim, mas que pode ser contornado com adequações no ambiente de trabalho.

As crises que surgem no local de trabalho quase sempre estão voltadas à incompreensão da Geração X com a Y

O conflito dos mais novos se dá, principalmente, com o pessoal da geração X (nascido entre 1965 e 1978), e menos com os baby-boomers (de 1943 a 1964), basicamente pela incompreensão sobre as necessidades com relação ao ambiente de trabalho, às relações com as lideranças, à necessidade de feedback constante e suas perspectivas de carreira e à clareza nos resultados a serem alcançados.

Empresas e institutos de pesquisas internacionais, como Pew Research, Deloitte e IBM, motivados pelo próprio receio de perder talentos, pesquisaram a fundo e obtiveram dados claros sobre a geração Y. “A primeira grande constatação é que ela não é diferente dos membros das outras gerações quando eram jovens. Portanto, os comportamentos da Y são típicos de jovens de qualquer geração passada”, explica Elisabete Adami Pereira dos Santos, professora da PUC-SP voltada à área de gestão de pessoas.

Para minimizar conflitos e retirar o melhor de funcionários na faixa de 25 a 35 anos, a professora faz recomendações para o ambiente industrial.

1-    Possuir lideranças inspiradoras, nas quais seus membros possam se espelhar e que essa liderança dê feedbacks constantes.

2-    Ter clareza sobre suas possibilidades de crescimento, mesmo que sejam negativas, sem enganação.

3-    Flexibilidade de horários e locais de trabalho na medida do possível.

4-    Liberdade de expressão para apresentar ideias e propostas de inovação em produtos ou formas de se fazer o trabalho, e que sejam levadas em consideração.

5-    Possibilidade de mudança para explorar outras áreas dentro da empresa e até internacionalmente.

E-book Inovação Tecnológica

A realidade por trás da filosofia do Man and Machine

Colunistas - A realidade por trás da filosofia do Man and Machine

Man and machine

Foi com muita satisfação que aceitamos o convite para assinar esta coluna mensal. Para você que está iniciando a leitura, vamos colocar aqui, ao longo de uma série de artigos, informações preciosas sobre o tema Man and Machine. Serão abordadas as mais recentes e importantes informações sobre automação, as dificuldades enfrentadas e as principais soluções para diversas questões relacionadas a esse assunto.

O mundo da automação vem mudando rapidamente. Internet das coisas (IoT), Indústria 4.0, a colaboração homem-robô, tudo isso são megatendências que apontam o caminho do futuro e estão redefinindo a performance da produção, impulsionando a inovação para atender ou mesmo exceder as necessidades da indústria e mudando o valor de referência tecnológico.

A nova geração de máquinas deverá trabalhar para o homem e com o homem, lado a lado, de forma segura e ao mesmo tempo aumentar a produtividade da manufatura. E é exatamente isso que vamos abordar em nossas edições: manufaturas inteligentes, eficientes, econômicas e de altíssima produção, isso é, o mundo ideal para toda e qualquer empresa que quiser se manter competitiva globalmente.

Todas essas megatendências, ou mesmo megarrealidade, foram abordadas durante a mais importante feira do setor de automação, a Automatica 2016, em Munique, em junho/2016. Os visitantes puderam vivenciar a realidade por trás da filosofia do Man and Machine.

Um dos pontos fortes da edição foi a apresentação da série de robôs TX2 da Stäubli, que cobre todas as fases da interação homem-máquina (MRC, Men Robot Colaboration), podendo atuar com segurança ao lado de pessoas, compartilhando espaços de trabalho e/ou tarefas e ainda estar apto a operar em altíssimas velocidades, isso é, alterando seu comportamento de acordo com a cooperação exigida, logo respondendo a altos volumes de produção. Tudo isso somente é possível pois esses robôs possuem safety encoders dedicados com uma placa de segurança integrada em conformidade com os rigorosos requisitos da categoria de segurança SIL3 / PLe.

Esses robôs foram apresentados operando como parceiros da força de trabalho humana dentro de um ambiente real inteligente (Smart Factory) provando que a Indústria 4.0, a Internet das Coisas e a interação homem-robô são uma realidade e é exatamente isso que a Stäubli irá levar para a edição da Expomafe 2017.

A interação com as mais novas tecnologias, processos de produção mais transparentes e eficientes, a manipulação de dados na nuvem e a comunicação em tempo real permitindo aos usuários monitorar e até mesmo influenciar remotamente seus processos fazem parte do conceito de Man and Machine que serão explorados nesta coluna.

Man and machine

Metrologia é aliada da pequena indústria para evitar desperdício na produção e desgaste da própria imagem no mercado

Metrologia

Alcançar a eficiência e a precisão em cada etapa do processo produtivo é um fator determinante para o sucesso de uma indústria de pequeno porte. E, para que esses procedimentos não caiam em erros específicos, uma companhia deve apostar em ferramentas como a metrologia, conceitualmente uma ciência da medição e de suas aplicações.

Com ela é possível alcançar a padronização de unidades de medida, um dos fatores comerciais mais importantes para o gestor. “A manutenção de um acordo universal para as unidades de medida, ou seja, a existência de uma padronização dos valores é um dos fatores mais importantes e críticos da metrologia”, explica Alexandre Mendes, vice-presidente da SBM (Sociedade Brasileira de Metrologia).

Para que isso aconteça e possa ser utilizado, existe uma estrutura metrológica internacional e nacional que garante que os instrumentos de medição são mantidos e aplicados adequados e corretamente no dia a dia das indústrias. E é justamente essa falta de padronização que deve deixar o pequeno industrial de olho aberto.

Existem diversos fornecedores envolvidos num processo industrial e cada um deles com seu sistema de produção e instrumentos de medição individuais. Se algum deles erra, toda a cadeia é prejudicada. “Imagine um fornecedor de rodas fabricando e medindo os furos dos parafusos de fixação com diâmetro um pouco menor que o fabricado e medido pelo fornecedor de parafusos. Simplesmente as rodas não serão utilizadas”, ilustra Mendes.

Assim, sem a metrologia, o pequeno industrial está diante de dois riscos: perdas econômicas e desgaste no mercado. Essa situação, além do aspecto econômico, que poderá levar à rejeição do produto, pode ainda conduzir ao confronto cliente x fornecedor, refletindo-se em um problema de relacionamento e podendo repercutir na sua participação no mercado. “Podemos afirmar, com certeza, que medidas imprecisas acarretam desperdício, baixa qualidade e altos custos”, finaliza o vice-presidente da SBM.

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Especialistas apontam o planejamento como saída para superar problemas logísticos; entenda

Planejamento intralogístico

A pesquisa Custos Logísticos no Brasil 2015, realizado pela Fundação Dom Cabral com 142 empresas de 22 segmentos industriais, cujo faturamento total equivale a 15% do PIB, traz uma interessante estatística: os custos logísticos consomem 11,73% da receita das empresas. Por trás desse número existe uma ineficiência conjuntural que foge das mãos do empresário, mas que pode ser combatida a partir de uma autoanálise sobre todo o processo de produção em que as indústrias precisam planejar melhor as suas necessidades logísticas, definir as demandas, volumes, formas de realizar as atividades, buscando alternativas para evitar desperdícios e retrabalhos.

Um dos pontos essenciais no planejamento intralogístico é a atenção aos requisitos para a implantação.

Com essa prática de primeiro elaborar um mapeamento do processo é possível que seja visualizado tudo o que deve ser contemplado para atingir a melhora esperada. Atuando em projetos de otimização da produção e logística, o diretor de projetos na Tempad Consultoria Industrial, Márcio Bolonhez, observa uma situação corriqueira positiva que justifica a fase de análises. “Um bom planejamento resulta em menor tempo de execução e, consequentemente, menor utilização de recursos”, pontua.

Outra boa alternativa a indústria é investir na intralogística, que se refere à movimentação de materiais na parte interna, como o recebimento de matérias-primas e seu armazenamento, a alimentação das linhas de produção e o transporte de produtos, insumos e peças entre as linhas.

A falta de um planejamento intralogístico pode causar uma série de problemas que pode afetar toda a operação, aponta Alberto Orsovay, da área da operações e novos negócios da Célere. “Um dos pontos essenciais no planejamento intralogístico é a atenção aos requisitos para a implantação. Problemas com colaboradores sem o treinamento adequado, falta de conhecimento do produto do cliente e suas particularidades, sistema WMS sem uma boa integração entre outros exemplos, podem causar grandes impactos negativos na operação.”

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A importância da venda técnica

Venda consultiva

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Venda consultiva

A venda de máquinas, equipamentos ou softwares de elevado conteúdo tecnológico exige muito esforço e conhecimento técnico para se conquistar o pedido de compra. O profissional de venda, que representa a empresa do produto, deve ser uma pessoa muito bem preparada e desempenhar as suas atividades como especialista na área a que se dedica, como professor e como orientador financeiro.

Dedicação e paciência são características desse profissional. Um processo de investimento de um produto de alta tecnologia pode durar meses ou anos até se chegar à decisão da compra. Tal processo passa por muitos caminhos até chegar ao ponto do pedido, como apresentação do produto através de documentações técnicas bem elaboradas, visitas do comprador às instalações do fabricante e de empresas indicadas como referência, realização de demonstrações e testes de desempenho do produto, visitas a feiras e a seminários proporcionados pelo fabricante, além de orientações na parte financeira de como adequar os recursos do cliente para realizar o negócio.

Ética e conhecimento são as bases para o profissional da venda técnica conquistar a confiança do cliente. Com isto, ele estará preparado para demonstrar e convencer o cliente de que o seu produto representa a solução ideal, com a melhor relação “custo x benefício”, sem ofender a concorrência, e assim obter o pedido.

O profissional da venda técnica é o elo entre a empresa fabricante do produto e o seu cliente, sendo o relacionamento entre ambos um envolvimento com confiança mútua e de longo prazo. Esta relação não termina com a primeira venda, pois um cliente satisfeito com o produto adquirido continuará comprando da mesma fonte. Por esse motivo, o profissional deverá manter-se sempre atualizado sobre o seu produto, a tecnologia envolvida, a concorrência, o mercado, a economia nacional e internacional, estratégias financeiras e ter bastante conhecimento geral para tratar com as diferentes pessoas com quem manterá contato.

Cultura geral e facilidade de comunicação são características fundamentais do profissional de vendas técnicas. Além do mais, o profissional da venda técnica, à luz das necessidades dos clientes, colabora para o desenvolvimento de novos produtos e soluções junto aos projetistas.

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Inclusão de jovens na indústria exige acompanhamento permanente e ambiente seguro para prática

Programa Jovem Aprendiz

Uma medida para estimular a inclusão e o aprendizado de adolescentes no mercado de trabalho brasileiro é o Programa Jovem Aprendiz, em que indústrias de médio e grande porte podem lançar mão de ter entre 5% e 15% de aprendizes no quadro de funcionários. O programa que garante retorno tributário e produtivo à indústria, entretanto, exige mais que o desejo de contribuir para o desenvolvimento de novos profissionais, sendo requerido acompanhamento e ambiente propício à execução do trabalho.

“Na aprendizagem industrial, teoria e prática são indissociáveis. A etapa de prática profissional na empresa deve ser pedagogicamente articulada à fase escolar e ajustada às condições de cada aprendiz e empresa”, defende Felipe Morgado, gerente-executivo de Educação Profissional e Tecnológica do Senai.

Isso significa que é necessário incluir no escopo de trabalho a execução de atividades que envolvam conhecimentos e habilidades exigidos na ocupação do curso de qualificação profissional. Além disso, de acordo com o especialista, é fundamental a designação de um monitor responsável pela coordenação de exercícios práticos e acompanhamento das atividades do aprendiz.

Indústrias que possuem ambientes ou funções perigosas, insalubres ou penosas, segundo orienta Morgado, devem adotar medidas para que o menor aprendiz possa desempenhar a parte prática com segurança. “É exigido, por exemplo, parecer técnico circunstanciado, assinado por um profissional legalmente habilitado em segurança e saúde do trabalho, que ateste a ausência de risco que possa comprometer a saúde e a segurança do adolescente.”

Se não houver condição técnica de realização da prática profissional dentro da empresa, as atividades podem ser desenvolvidas no Senai, a partir de uma parceria. Em contrapartida, a empresa tem de disponibilizar um profissional para apoiar a entidade nas tarefas. “As atividades desenvolvidas nas instalações do Senai levam em conta estratégias de participação e envolvimento da indústria, fazendo com que sejam trazidas para o ambiente escolar desafios e problemas atinentes à ocupação”, explica Morgado.

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Especialista dá orientações para fazer a gestão de estoque de forma mais eficiente

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O dimensionamento do estoque é uma das tarefas mais complicadas à indústria. Se falta, corre-se o risco de perder uma venda. Mas, quando sobra há desperdício de investimento e comprometimento do capital de giro. Criar uma estratégia eficiente de gerenciar essa área, assim, é uma premissa da saúde financeira da companhia.

Por onde começar o trabalho de melhoria? “Primeiramente, o gestor deve conhecer seu público. Informações como demografia, comportamento, frequência de compra, ticket médio são pontos básicos para analisar o quanto deve comprar”, orienta Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae.  “Outras questões importante a serem consideradas são em relação à sazonalidade, fatores econômicos, fatores climáticos ou imprevistos.”

“O gestor deve conhecer o público. Informações como comportamento e frequência são pontos básicos para análise de quanto devo produzir”

Há, ainda, na avaliação de Nagamatsu, a necessidade de entender as demandas por períodos para cada produto. Se tiver um histórico, o planejamento será facilitado. “Caso contrário, deve-se buscar médias de mercado para programação.” Para correr menos riscos, o consultor do Sebrae recomenda a utilização do seguinte cálculo: giro de estoque = total de vendas / volume médio armazenado.

Nagamatsu faz três recomendações para otimizar a gestão e evitar problemas com estoque. “Diversificar, quando possível a linha de produtos, agregar valor à marca e realizar atendimento diferenciado. Facilitar a comunicação junto aos canais de distribuição e entrega também é um diferencial”, finaliza o consultor.

Além disso, outras práticas podem auxiliar a administração do estoque:

•    Estabelecer indicadores de desempenho (giro de estoque, desempenho de produção e entrega etc.)

•    Documentar o controle e saída dos artigos produzidos

•    Realizar inventários periódicos

•    Utilizar um sistema de gestão informatizado que unifique as informações entre produção e demais departamentos

•    Capacitação e conscientização da mão de obra sobre a importância de um controle eficiente e utilização das ferramentas disponíveis

Analisando o processo produtivo e os mecanismos de gestão, a indústria ganha tempo de fabricação, reduz a perda de insumos não utilizados, favorece o fluxo de caixa, consegue realizar um melhor planejamento das vendas e continuidades das operações com economia e, como resultado final, torna-se mais preparada para garantir a satisfação ao cliente ao cumprir o prazo de entrega de um produto de qualidade.

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Gestão moderna de ferramentas gera mais eficiência na indústria; entenda como

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O segmento de gerenciamento de ferramentas, que consiste em administrar o estoque e os processos que envolvem os utensílios no ato da usinagem de uma peça,  começa a demonstrar cada vez mais sua importância na indústria. Os projetos no Brasil já contemplam conceitos de logística e possuem parcerias com fabricantes.

“Posso citar um estudo sobre o tema: 16% de todas as interrupções do fluxo de trabalho podem ser atribuídas à falta de ferramentas no local certo. Especialistas calculam que cerca de 30% a 60% das ferramentas estocadas numa indústria são consideradas perdidas, por estarem fora de lugar ou espalhadas de forma desordenada pelo chão de fábrica”, afirma Bruno Ribeiro, supervisor de gerenciamento de ferramentas da Gühring Brasil.

16% de todas as interrupções do fluxo de trabalho podem ser atribuídas à falta de ferramentas no local certo

Na Fiat, por exemplo, a Gühring é responsável pelo gerenciamento tecnológico e logístico, assim como pelo controle de estoque. O combo de serviços contempla refiação, cobertura, modificações e reparos nas ferramentas da montadora. Já na Mahle, a empresa faz ainda o trabalho de preset, que é a montagem, desmontagem, ajustes, garantias e acompanhamentos.

“Administrar as ferramentas no chão de fábrica não é luxo, e sim algo fundamental para as empresas que querem controlar custos e estoques, evitando assim paradas de máquinas caras por falta de ferramentas à mão do operador”, enfatiza Ribeiro. E tudo é feito com controle de custos e redução de inventário, com relatórios de consumo customizados por peça, máquina e setor da produção.

A maior parte da demanda advém da indústria automobilista, em que as companhias buscam exaustivamente evitar perdas e obter o controle de forma cada vez mais assertiva. “As empresas que atuam no segmento de usinagem buscam aproveitar melhor a sua equipe para focar no negócio principal e, assim, ampliar os ganhos com mais produtividade e qualidade do seu produto final, enquanto nós, parceiros de negócios, cuidamos do ferramental de corte no chão de fábrica”, finaliza Ribeiro.

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