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Articles from 2017 In October


O "timing da virada" é agora

Metodologias de gestão para a indústria

Nos últimos quatro anos, o Brasil se viu mergulhado em uma crise política e econômica sem precedentes em sua história. A boa notícia é que o pior parece ter passado, e o país já começa a retomar as suas atividades industriais. O PIB (Produto Interno Bruto) deve manter-se positivo até o fim de 2017 – acredita-se até que superior aos 0,2% inicialmente estimados –, dando a 2018 o status de o “ano da virada”.

No entanto, a crise deixa para a indústria um ônus, cuja solução é inerente à retomada de seu crescimento. José Velloso Dias Correa, presidente executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), explica que “o Brasil ficou com um parque de máquinas mais antigo do que já tinha. E, justamente por isso, é inevitável que os empresários voltem a investir”.

Podemos dizer, portanto, que estamos diante dotiming da virada”, o momento de investir para voltar a crescer – de apostar em novos processos de manufatura para se tornar mais produtivo e competitivo, além de capaz de fazer frente aos concorrentes no mercado externo. Afinal, se há uma lição deixada pela crise, é a necessidade de internacionalizar a produção, disputando, também, espaço “lá fora”.

Fabio M. Narahara, diretor de marketing da Ingersoll Rand, lembra que “investimentos em maquinários são sempre necessários, seja para expansão ou manutenção de uma empresa no mercado. Em tempos de crise, no entanto, muitos empresários tentam prolongar ao máximo a vida útil de seus ativos, mas esta estratégia chega a um limite. Em paralelo, equipamentos novos, com maior produtividade e eficiência, são lançados. Ou seja, existe sempre a intenção de voltar a investir em máquinas.”

Contar a todos que sobrevivi

Mostrar ao mercado que a sua empresa sobreviveu à crise também é fundamental neste momento de virada econômica. Isso denota boa gestão, além de um produto forte e competitivo. Portanto, a hora de expor isso ao seu cliente é agora.

Dirk Huber, diretor da Junker do Brasil, expositora da Feimec 2018, concorda que “independentemente da situação econômica em que o país está, é sempre importante divulgar a presença da empresa no mercado e apresentar suas novidades”.

Ou seja, uma boa estratégia de marketing, que contemple a presença em feiras setoriais, é essencial para o empresário que deseja mostrar-se ativo aos seus clientes e à altura dos melhores. Afinal, somente os mais fortes e de melhor qualidade sobreviveram ao  momento mais conturbado da história da economia brasileira. É a teoria da Seleção Natural de Darwin aplicada à indústria. E perder este timing, depois de ter chegado até aqui, não é nem um pouco razoável.

Manufatura Avançada: o caminho a ser seguido

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O tema da Manufatura Avançada, com base nos conceitos da Indústria 4.0 que foram introduzidos há cerca de cinco anos pelos alemães, para conceituar os diversos períodos da evolução industrial, vem sendo ultimamente tratado e divulgado fartamente através das academias e das mídias técnicas. Estes conceitos têm sido aplicados, principalmente, por grandes empresas de setores como o automobilístico, aeroespacial e farmacêutico.

Esta nova conceituação foi criada graças à evolução dos componentes eletrônicos, como os sensores e os avançados comandos numéricos computadorizados das máquinas-ferramenta, dos softwares para projeto de produtos e de controle da produção, da robótica e da tecnologia da informação, como a Internet, Realidade Aumentada, Big Data e computação na nuvem.

Na realidade, a automação da manufatura já é realizada há mais de cinco décadas. Porém, através desses novos desenvolvimentos, o que determinou o surgimento desta quarta revolução industrial foi a capacidade de máquinas e equipamentos poderem comunicar-se automaticamente através de sistemas avançados, tanto de projeto do produto (CAD), como de programação e controle da produção, num ambiente ciberfísico. Com isto, a conectividade entre os diversos elementos da manufatura determinou maiores produtividade e flexibilidade, além de redução de custos.

O longo período de crises no país provocou uma desindustrialização. Com a retomada do crescimento econômico, faz-se necessária a rápida reconstrução e modernização do parque industrial do país, cuja idade média está apontada para cerca de 18 anos, objetivando incrementar os seus índices de competitividade e aumentar a produção. Estima-se que mais de 50% desse parque de máquinas esteja concentrado na pequena e média empresa, onde a maioria delas ainda opera com máquinas-ferramenta convencionais, que necessitam ser substituídas por máquinas CNC, além de passarem a utilizar métodos digitais no projeto de produtos e no controle da produção. Isto é um primeiro passo para essas empresas iniciarem com a Manufatura Avançada e começarem a aplicar os conceitos da Indústria 4.0 de acordo com a necessidade de cada uma. Por outro lado, empresas que já contam com linhas de produção avançadas e estão integradas às modernas tecnologias de manufatura continuarão investindo e aprimorando-se.

Para as empresas que pretendem passar dos métodos de trabalho convencionais para aqueles baseados nos conceitos da era digital, é importante considerar que o empresário deve se conscientizar sobre a necessidade de evoluir tecnologicamente e promover uma mudança de cultura da empresa. Para tal, deverá preparar seus colaboradores, pesquisar e analisar todas as possibilidades de aplicações técnicas para atender as suas necessidades de produção, observar a concorrência e investir em soluções que proporcionem as melhores relações “custo x benefício”.

Para tal, a formação de mão de obra voltada para as novas tecnologias e a disponibilidade de financiamento em condições justas e acessíveis são pontos decisivos para e evolução da Manufatura Avançada nas indústrias do país, principalmente, para o pequeno e médio empresário que pretende investir para crescer.

“A evolução tecnológica é necessária e irreversível para as empresas de manufatura, garantindo o progresso industrial e incrementando os índices de competitividade. É o caminho a ser seguido”.

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Para indústria de máquinas e equipamentos, “é hora de investir para voltar a vender”

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Os dados mais recentes sobre o desempenho da economia brasileira têm criado um cenário favorável para a retomada da produção industrial. Conforme falamos anteriormente por aqui, o nível da atividade econômica registrado em agosto deste ano subiu 1,64% em relação ao mesmo período de 2016, e a expectativa é de que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça 0,72% até o final de 2017.

Este otimismo, claro, se reflete, também, no setor metalmecânico. Em entrevista exclusiva para A Voz da Indústria, José Velloso Dias Cardoso, presidente executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), entidade que representa a indústria nacional de máquinas e equipamentos, fez uma análise especial sobre os efeitos da crise nos últimos anos, além de projeções para 2018 que sugerem um futuro melhor para todos: “O pior já passou, o Brasil voltará a crescer.”

Confira!

A Voz da Indústria: De que forma a crise econômica impactou a indústria metalmecânica nos últimos quatro anos?

José Velloso Dias Cardoso: Nós estamos saindo de uma crise muito severa. Entre dezembro de 2013 e julho de 2017, a indústria metalmecânica teve uma queda do faturamento da ordem de 50%, enquanto o consumo aparente de máquinas caiu 51% em todo o país. [O consumo aparente é o volume de máquinas que efetivamente fica no país, ou seja, tudo o que é produzido, somado ao que é importado, sem contar, obviamente, o que é exportado].

Este cenário de retração da indústria metalmecânica foi reflexo da queda de investimentos no país nos últimos anos. O Brasil, que até 2013 vinha investindo 21% do PIB, viu este percentual cair para 16% em 2016 e, neste ano, registrar, por enquanto, a marca de 15%.

A Voz da Indústria: As exportações contribuíram para amenizar os efeitos da retração do mercado interno?

José Velloso Dias Cardoso: A indústria de máquinas é o setor de transformação que mais exporta no Brasil. Nos últimos 30 anos, cerca de 30% do nosso faturamento adveio das exportações. Em 2013, foram exportados US$ 12 bilhões. Até o final de 2017, a previsão é que sejam embarcados US$ 9 bilhões, o que equivalerá a 40% do faturamento do segmento, ou seja, será um ano acima da média. Isso denota que os nossos preços são competitivos, que a tecnologia incorporada nas máquinas e equipamentos brasileiros é de ponta e que os prazos de entrega são cumpridos, entre outros fatores.

A Voz da Indústria: E agora, em qual situação se encontra a indústria metalmecânica brasileira?

José Velloso Dias Cardoso: Estamos saindo de um período de três a quatro anos de crise, com baixos investimentos, havendo uma grande demanda pela retomada dos investimentos. Falando da indústria brasileira em geral, não somente de máquinas-ferramenta, temo que o Brasil tenha ficado com um parque de máquinas mais antigo do que já tinha. Dessa forma, é inevitável que os empresários voltem a investir. Os marcadores econômicos e industriais começam a melhorar, os investimentos já estão engatilhados. A estimativa é de que a indústria metalmecânica feche 2017 com aumento de faturamento da ordem de 2% a 5%. Portanto, o pior já passou, sim, e o Brasil voltará a crescer. No entanto, a retomada do setor será mais forte em 2018, quando o seu faturamento deve ter um incremento superior a 5%.

A Voz da Indústria: Falando de futuro...

José Velloso Dias Cardoso: Já é possível falar que a crise ficou para trás e que, em 2018, é esperado um belo crescimento do setor de máquinas e equipamentos. A hora é de investir para voltar a vender.

A Voz da Indústria: No primeiro semestre de 2018, teremos a 2ª edição da Feimec - Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos. Qual a sua importância neste cenário pós-crise?

José Velloso Dias Cardoso: Neste contexto de retomada dos investimentos e crescimento do setor metalmecânico, a expectativa é a de que a Feimec seja uma feira de bastante sucesso. Neste ambiente de otimismo, a previsão é que o evento seja 60% maior do que a sua primeira edição, em 2016.

Indicadores econômicos sinalizam retomada do crescimento da indústria

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Após amargar mais de dois anos seguidos de retração, a economia brasileira, enfim, começa a dar sinais de recuperação. De acordo com dados divulgados nesta semana pelo BC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma “prévia” do PIB (Produto Interno Bruto), o segundo semestre de 2017 apresenta um cenário positivo. Isso porque, considerando os números referentes ao mês de agosto, o nível da atividade econômica nacional subiu 1,64% em relação ao mesmo período de 2016. Não à toa, a expectativa gerada é a de que o PIB cresça 0,72% até o final deste ano.

O último dado oficial sobre o Produto Interno Bruto medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) já havia apontado um crescimento de 0,2% do PIB no segundo trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. Já em relação ao mesmo trimestre de 2016, houve um aumento de 0,3%,  interrompendo uma sequência de 12 quedas.

Ainda estamos longe de falar em crescimento, mas o termo 'recuperação' já é recorrente entre economistas e gestores industriais. Em nota divulgada no site do governo federal, o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão avalia que “o avanço de 0,2% da economia brasileira no segundo trimestre aponta para uma atividade econômica promissora em 2018”.

Uma análise “mais de perto” mostra que o ponto de virada aconteceu em março, quando o consumo de máquinas, que havia caído 37% entre novembro de 2014 e março de 2017, registrou alta de 9%. Estes dados são reiterados novamente pelo IBGE que, a partir de uma Pesquisa Industrial Mensal divulgada em agosto, identificou que a produção industrial no país registrou crescimento de 0,5% no primeiro semestre de 2017, ante o mesmo período de 2016. Esta alta foi impulsionada, também, pelos bens de capital (2,9%). Paralelamente, o Índice de Confiança da Indústria (ICI), resultado de uma pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas, avançou 1,4 ponto em agosto de 2017, registrando 92,2 pontos.

Na avaliação de Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV/IBRE, “a boa notícia com base nestes números é que as avaliações das empresas sobre a situação atual começam a melhorar de forma consistente e a atingir o melhor resultado desde o início da crise, em 2014”.

Sobre os próximos meses, o Índice de Expectativas (IE,) tabulado na mesma pesquisa, aumentou 1,0 ponto, para 94,4 pontos. Houve aumento da proporção de empresas que preveem uma produção maior, saiu de 29,1% para 34,2%, além do avanço o, em menor escala, da parcela das organizações que estimam produção menor, de 17,7% para 20,2% do total.

Todos os marcadores, tanto econômicos quanto industriais, dão força à teoria da retomada da economia brasileira, atentando para o aumento de demanda iminente da indústria de bens de capital, a exemplo da metalmecânica.

José Velloso Dias Cardoso, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), aposta em um “belo crescimento” do setor metalmecânico a partir de 2018, após uma demanda reprimida desde 2013. “Estamos saindo de um período de três a quatro anos de crise, com baixos investimentos, havendo uma grande demanda para a retomada dos investimentos a partir do ano que vem”. Em suas palavras: “já é possível falar que a crise ficou para trás; a hora é de investir, para voltar a vender.”  

Eficiência energética: 5 grandes erros que impactam a conta da indústria

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De acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria, o setor industrial é responsável por cerca de 40% do consumo de energia elétrica do Brasil, com 573 mil unidades consumidoras industriais. Os dados demonstram o quão importante a eletricidade é para a produtividade da indústria nacional. No entanto, todo esse consumo não é, necessariamente, um fator positivo.

Pesquisas mostram uma lacuna em programas de eficiência energética por parte das indústrias, como mostra, por exemplo, o estudo desenvolvido pela Associação Brasileira das empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO). De acordo com o levantamento, em 2015,  um desperdício de energia elétrica de, aproximadamente, 3% foi registrado no setor. Especialistas chegaram a essa conclusão após identificarem uma redução de 8,3% na produção industrial neste período. O número ficou acima do índice de queda do consumo registrado (5,5%).

A falta de eficiência energética é motivada por uma série de fatores e cuidados que, muitas vezes, não são realizados corretamente. Conheça, a seguir, os cinco principais erros cometidos na rotina das indústrias, incluindo as do setor metalmecânico, que impactam no gasto energético.

1. Falta de otimização na iluminação dos departamentos internos das indústrias

O professor do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Universitário FEI, Reinaldo Lopes, considera, este, um erro muito comum cometido por parte das indústrias, que muitas vezes não optam pelo uso das lâmpadas corretas. “A cor escura absorve a luminosidade e torna necessário que haja mais luz no ambiente. Optar por luminárias espelhadas faz com que a luz volte para o local. Essa é uma boa prática para ajudar na eficiência energética e na redução do consumo de energia”, explica.

De fato, as luminárias espelhadas para lâmpadas fluorescentes são de alta eficiência, podendo gerar uma redução de até 70% do número de unidades utilizadas, o que resultará em grande economia de energia elétrica.

Lopes comenta, ainda, que escolher lâmpadas de alta potência e luminárias de alto rendimento pode ser um grande benefício para a eficiência energética. Enquanto uma lâmpada LED dura cerca de 50 mil horas, as incandescentes e fluorescentes duram, respectivamente, 1,2 mil e 8 mil horas. Além disso, a primeira tem um menor consumo variando de 6 a 8 watts, enquanto as incandescentes chegam a 60 e as fluorescentes a 15 watts.

2. Pintura escura dos ambientes

A falta de informação faz com que algumas indústrias cometam esse grave erro, prejudicando sua conta de energia. Assim como há problema com a utilização de luminárias escuras, a pintura de paredes com cores mais carregadas também é prejudicial para ter um ambiente claro para a produção.

Esses tons absorvem a luz, deixando o ambiente mais quente. Nesse caso, existem dois problemas de uma só vez, já que, além de escuro, paredes com "cores fechadas" acabam tornando, também, o ambiente quente. Essa má escolha representa um gasto com energia elétrica e com a refrigeração que poderia ser reduzido ou evitado.

3. Fiação antiga

Com o avanço da tecnologia, gestores acabam modernizando suas empresas, mas, por vezes, se esquecem de fazer manutenção na fiação elétrica, o que pode ocasionar sobrecarga.

O professor do FEI enfatiza a importância de substituir a fiação. “As pessoas não percebem que as instalações têm de ser bem feitas para evitar o desperdício, porque ele não é visto. O processo de manutenção é importante, pois você estará investindo em algo que vai dar um resultado agora e no futuro para a empresa”, destaca.

Além da não observação da fiação, nesse quesito, ele ressalta como problema a falta de cuidado com o sistema de aterramento, para adequá-lo à norma NBR 5410, e com a revisão do sistema de proteção de descargas atmosféricas (SPDA). Esses itens, muitas vezes esquecidos, são fundamentais para manter a eficiência energética na indústria e diminuir o gasto desnecessário com energia.

4. Problemas de processos

Os problemas com processos dentro da empresa são, sem dúvida, os mais comuns e grandes vilões da falta de eficiência energética. “Nós, que fazemos muita perícia, encontramos diversos problemas de processo que levam ao desperdício, como, por exemplo, dois motores sendo acionados ao mesmo tempo. Nesses casos, se tivesse sido feita uma análise de processo, se perceberia que não há essa necessidade e que isso leva a um desperdício”, explica. Este cuidado, além de auxiliar na eficiência, pode, inclusive, reduzir custos produtivos.

5. Falta de diálogo com a concessionária local

Muitos empresários não sabem disso, mas as concessionárias têm programas de eficiência energética. Ao fazer uma instalação, as empresas ignoram isso e acabam perdendo uma boa oportunidade de economizar em energia elétrica.

Com a concessionária também é possível descobrir a distorção harmônica e a demanda para saber se há como diminuir o pico de demanda. Tudo isso vai auxiliar para uma boa eficiência energética e redução no consumo de energia.

Na indústria, as iniciativas para promover a eficiência energética podem trazer significativas redução de custos, assim como aumentar o rendimento energético de equipamentos e instalações, com a consequente melhoria da qualidade dos produtos fabricados e incremento na produtividade, sem afetar a segurança dos processos internos.

Sua indústria realiza ações visando reduzir o consumo de energia e a gerar mais eficiência energética? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e fique por dentro das novidades do setor. 

5 ações preventivas que trazem benefícios para a indústria metalmecânica

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A prevenção é um daqueles assuntos que não podem passar despercebidos pelos gestores na rotina da indústria. Afinal, empresas dos mais variados setores estão sendo cada vez mais cobradas, social e economicamente, a adotar medidas que visem evitar ou retardar a ocorrência de um fato indesejado, assim como a investir em ações corretivas para reparar danos já estabelecidos.

No entanto, muitas organizações ainda deixam de lado a cultura de prevenção devido ao custo direto dos acidentes de trabalho e à fiscalização precária do país. “Fora do Brasil, as empresas arcam com altos custos quando algum acidente ocorre dentro de suas instalações, mas por aqui as empresas acabam não tendo grandes despesas. Além disso, mesmo quando alguma delas passa por uma fiscalização e não é aprovada, as consequências são mínimas. Por essa razão, precisamos sempre destacar que as organizações que investem em prevenção evitam danos importantes, ressalta João Marcio Tosmann, diretor da Tagout, especializado em administração industrial.

Confira,  portanto, a seguir, cinco ações preventivas que garantem benefícios para todas as indústrias, incluindo, é claro, as do setor metalmecânico.

Desenvolver uma rotina de manutenções das máquinas e equipamentos

Ainda existem empresas que investem pouco na manutenção preventiva de máquinas equipamentos porque não colocam “na ponta do lápis” que atuar somente quando ocorre uma quebra ou um defeito no maquinário reduz a produtividade de toda a operação. Ao mesmo tempo, a falta de manutenção preventiva aumenta o risco de acidentes, já que o trabalhador, ao tentar resolver o problema, pode se expor a situações que comprometem sua integridade física.

Dessa forma, ao desenvolver uma rotina de manutenções regulares, as indústrias garantem uma maior segurança dos trabalhadores, uma redução do custo com reparos fora de hora e um aumento da produtividade. É importante lembrar também que, para realizar uma manutenção preventiva com segurança, deve-se tomar cuidados importantes, como isolar e sinalizar bem a área em manutenção.

Manter um ambiente de trabalho seguro

 O conjunto de medidas preventivas é o melhor caminho para proteger a equipe de acidentes. Os EPCs são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos coletivos existentes nos processos de industriais. Entre os modelos principais, estão os cones e faixas de segurança, placas de sinalização, sensores de presença, sirenes e alertas luminosos, cadeados e garras de bloqueio, bloqueios de disjuntores, entre outros.

“Quando uma cultura de prevenção a acidentes do trabalho é implantada, o clima organizacional da empresa melhora, além dos custos decorrentes de acidentes de trabalho diminuírem, como é o caso do FAP (Fator Acidentário de Prevenção), que é calculado sobre os dois últimos anos do histórico de acidentalidade e de registros acidentários da Previdência Social. As empresas que registraram maior número de acidentes ou doenças ocupacionais pagam mais, enquanto que empresas sem nenhum evento de acidente de trabalho são bonificadas com a redução de 50% da alíquota”, afirma o especialista. 

Oferecer EPIs sempre que necessário para garantir a segurança da atividade

É responsabilidade da empresa fornecer aos funcionários os EPIs necessários para desempenhar cada atividade. É fundamental que o equipamento tenha o Certificado de Aprovação (conhecido como CA) exigido pelo Ministério do Trabalho (MTE). O CA garante a procedência do material, qualidade e durabilidade, de acordo com a norma NR-6. A escolha do EPI deve estar de acordo com o grau de proteção exigido para a função inerente ao risco do equipamento.

Isolar os riscos do chão de fábrica e sinalizá-los bem

Qualquer linha de produção é repleta de riscos (físicos, químicos ou elétricos) inerentes às atividades industriais. O gerente de produção e a equipe de Segurança do Trabalho devem se preocupar em isolar esses riscos, evitando que os colaboradores tenham contato com componentes de equipamentos e máquinas perigosas.

Quando é inevitável a aproximação do colaborador com uma área de risco, todo o ambiente deve estar muito bem sinalizado. Um exemplo de como devemos sinalizar o chão de fábrica é utilizando a etiqueta de identificação do bloqueio. Existem várias mensagens diferentes que podemos encontrar e utilizar conforme a avaliação do técnico de segurança para o local.

Investir em treinamento e capacitação das equipes

O valor investido em treinamentos para a prevenção de acidentes de trabalho é muito menor do que os custos envolvidos em um acidente de trabalho. Por isso, a empresa deve exigir a presença de toda a equipe na capacitação e treinamento oferecido para aumentar a segurança interna. O objetivo é educar os trabalhadores sobre as atitudes preventivas que todos devem ter para reduzir os riscos durante as atividades realizadas nas indústrias.

 

Torneamento duro

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O torneamento duro se aplica ao acabamento em peças de aço (após terem sido tratadas termicamente) com dureza acima de 45 HRc, dispensando a operação de retificação, num ambiente limpo e a seco.

Os resultados têm sido considerados ótimos. A qualidade superficial obtida pelo torneamento duro, medida através da rugosidade média Ra, depende da característica do aço, do tipo de pastilha de corte utilizado, podendo ser cerâmica ou CBN (Nitreto Cúbico de Boro), da sua geometria e dos parâmetros de corte aplicados no processo, como velocidade de corte, avanço e tendo o sobrematerial a ser removido, em geral, entre 0,3 a 0,5 mm. A qualidade superficial atingida é compatível a uma operação de retificação normal, podendo conseguir-se classes N4 (Ra 0,2 µm), N5 (Ra 0,4 µm) e N6 (Ra 0,8 µm).

O torneamento duro vem sendo aplicado, cada vez mais, na produção seriada, para a fabricação de eixos de aço, pré-usinados e tratados termicamente, empregando-se tornos CNC de alto rendimento, de forma autônoma ou como célula flexível, dotada de equipamentos automáticos para carga e descarga das peças, como manipuladores cartesianos, tipo pórtico, conhecidos como Gantry Loader, ou por robôs articulados, além dessas máquinas contarem com sistemas de controle de medição e correção automática das dimensões, inseridos no ciclo de operação.

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