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5 passos para um bom planejamento da produção na indústria

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O planejamento da produção é essencial para o sucesso da indústria, pois promove a redução de custos e o aumento da eficiência – o que garante a sua estabilidade no mercado. A Indústria 4.0 pode ajudar neste sentido, potencializando a capacidade de planejamento da produção dos gestores.

“A inserção na Indústria 4.0, dado o enorme potencial de aquisição e tratamento de dados, poderá acelerar o processo de tomada de decisão na medida em que permite um melhor conhecimento do funcionamento da empresa em suas várias dimensões”, afirma Ana Cristina Rodrigues da Costa, Chefe do Departamento de Bens de Capital, Mobilidade e Defesa do BNDES.

Confira, a seguir, 5 dicas para fazer um bom planejamento da produção na indústria.

1. Conheça os potenciais e as deficiências da empresa

Conhecer bem a sua empresa e saber quais pontos devem ser melhorados é essencial para fazer um bom planejamento da produção. Busque dados de qualidade sobre os processos da empresa e os analise, avaliando criticamente quais etapas e atividades não estão com a eficiência ideal e quais tarefas podem ser melhoradas.

2. Aumente a competência da equipe

Os gestores devem procurar incentivar os seus funcionários a buscarem a eficiência na realização de suas atividades, efetuando as tarefas da melhor maneira possível. Normalmente, este processo precisa de tempo para estudo e experiência. No entanto, é possível fazer isso de forma mais rápida criando políticas de valorização para que os membros das equipes com maior conhecimento técnico auxiliem os seus colegas e busquem passar este conhecimento adiante, ou promovendo cursos e qualificações, por exemplo.

3. Elabore metas e roteiros para a produção na indústria

A organização é fundamental para um bom planejamento industrial. Os gestores devem utilizar os dados que já possuem sobre os processos de produção da empresa para elaborar metas de produtividade e eficiência – assim como roteiros de como alcançá-las. Somente assim a empresa será capaz de alavancar a sua produção e alcançar o seu maior potencial.

4. Monitore processos e resultados

É muito importante que os gestores tenham controle sobre todos os setores da empresa para que a produção na indústria seja eficiente. Ter uma visão clara dos resultados que a sua fábrica está alcançando é o que permite um bom planejamento de produção – que será o diferencial para que a empresa continue evoluindo e crescendo.

Assim, o levantamento de dados de qualidade e a organização das informações é essencial para que os gestores sejam capazes de fazer análises concretas que fundamentarão o seu processo de tomada de decisão - fazendo com que estas atividades sejam realizadas com prioridade e de forma minuciosa.

5. Invista em ferramentas de gestão

O planejamento da produção do chão de fábrica é essencial em qualquer indústria, e utilizar ferramentas tecnológicas é uma ótima forma de melhorar esse tipo de processo interno, aumentando a produtividade enquanto reduz perdas.

“A Indústria 4.0 representa uma oportunidade de transformação das empresas e seus processos produtivos e decisórios, as tornando mais produtivas, ágeis e flexíveis”, analisa Costa.

A TOTVS oferece soluções que ajudam na gestão da produção industrial - ferramentas para planejamento, automação fabril e otimização de fluxos logísticos que auxiliam no aumento da qualidade dos produtos e eficiência, potencializando os processos industriais e alavancando a lucratividade e crescimento da empresa.

E então, gostou das dicas para fazer um bom planejamento da produção na indústria? Compartilhe suas impressões nos comentários.

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Integração vertical e horizontal na indústria: qual a diferença?

integração vertical e horizontal dos sistemas produtivos

A integração vertical e horizontal dos sistemas de produção está diretamente ligada ao conceito da Manufatura Avançada (Indústria 4.0). Isso porque tem como objetivo fazer com que a indústria opere de forma universal, por meio de um processo de transformação digital.

Dessa forma, o processo produtivo passa a ser otimizado, independentemente do momento em que as atividades ocorrem na cadeia produtiva.

Mas qual a diferença entre a integração vertical e horizontal? Confira os detalhes a seguir.

Diferença entre integração vertical e horizontal

Gabriel Vidor, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da UCS (Universidade de Caxias do Sul), diz que, para entender a integração vertical e horizontal, é preciso lembrar dos sistemas de “Make or Buy”.

“As empresas sempre têm uma decisão para tomar em relação aos seus produtos e processos, como optar por desenvolver internamente ou terceirizar. Basicamente, essa escolha leva à diferença básica que existe entre integração vertical e horizontal. Quando uma empresa internaliza a fabricação de seus produtos e processos, dizemos que ela está verticalizando os sistemas. Em contrapartida, quando a empresa tem uma estratégia de terceirização, a estratégia é horizontal”, explica.

Daniel Pacheco Lacerda, professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas da UNISINOS, completa afirmando que “a integração vertical e horizontal nos sistemas produtivos pode ocorrer para melhorar sua produtividade e eficiência.”

Integração vertical

“A integração vertical se refere à capacidade de integrar, reconfigurar e flexibilizar os processos produtivos, desde o desenvolvimento de produtos até a manufatura. Essa abordagem permite maior agilidade na reconfiguração, tanto do sistema de manufatura (atividade produtiva em si), quanto do sistema de produção (subsistemas que apoiam manufatura, como manutenção e qualidade)”, explica Lacerda.

Segundo o professor, como há uma necessidade grande em ampliar o mix de produtos para atingir fatias cada vez mais específicas do mercado e, ao mesmo tempo, o ciclo de vida dos produtos está cada vez mais curto, reconfigurar os sistemas de produção de forma rápida é uma necessidade emergente.

“A modularidade pode contribuir significativamente ao considerarmos os produtos, os processos e a própria organização de maneira modular e flexível. Contudo, a empresa sempre deve pensar qual a sua real meta”, ressalta.

Vantagens da integração vertical

Entre as vantagens da integração vertical, podemos citar:

  • Aumento da flexibilidade da fábrica;
  • Aumento da confiabilidade na produção;
  • Reconfiguração do sistema produtivo;
  • Incrementação da variedade de produtos.

Além disso, segundo Gabriel Vidor, a integração vertical abre mais possibilidades de oferta, fazendo com que as organizações ganhem espaço no mercado de produtos customizados, oferecendo maior valor agregado.

Integração horizontal

De acordo com o professor Daniel Pacheco Lacerda, a integração horizontal nos sistemas produtivos “se refere ao compartilhamento de dados e informações entre os diversos sistemas de informação, dispositivos e softwares que suportam a atividade produtiva.”

Dessa forma, a coleta, o tratamento e a análise de dados ajudam a aumentar a precisão e a velocidade da tomada de decisões na indústria. “Essa abordagem possui maior volume de dados e informações que qualificam e melhoram a performance do ambiente de manufatura”, completa. 

Não à toa, diante desse cenário, aquela tomada decisões baseada apenas em instintos ou experiências passa a perder força. “Contudo, ainda é necessária uma harmonia e integração horizontal dos sistemas de comunicação e informação”, alerta.

Vantagens da integração horizontal

As principais vantagens da integração horizontal são:

  • Agilidade na tomada de decisão;
  • Incremento da confiabilidade da tomada de decisões pela integração e consistência dos dados e informações;
  • Incorporação da inteligência e tomada de decisão nos sistemas produtivos (autonomação);
  • Qualificação da tomada de decisão a partir da análise sistemática de dados em tempo real.

Vidor complementa dizendo que as empresas que optam pela integração horizontal focam em fazer grandes volumes, com produtos padronizados e baixos custos de produção.

Integração vertical e horizontal dos sistemas de produção: por qual caminho optar?

É importante dizer que qualquer mudança realizada com o objetivo de implementar a Manufatura Avançada deve vir acompanhada de planejamento e análise de resultados.

“Todas as questões relacionadas ao conceito precisam  convergir para a geração de resultados (dinheiro) hoje e no futuro. Do contrário, essas tecnologias não contribuirão para o aumento da produtividade e, por consequência, da competitividade das empresas”, declara Lacerda.

O professor alerta também para o fato de que as mudanças realizadas sem essa base podem acabar comprometendo o resultado da organização, justamente pelo custo associado às novas tecnologias.

“A empresa deve pensar em como a integração vertical ou horizontal contribui para fazê-las alcançar a sua meta hoje e no futuro, com o aumento da produtividade e da eficiência.”  

FEIMEC 2020

Reduza custos na indústria com a acuracidade do estoque

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A gestão do estoque na indústria é uma atividade vital para o funcionamento e a lucratividade do negócio, afinal, ela impacta diretamente nos processos de compra, venda e logística.

Um estoque otimizado é aquele em que não há falta de produtos e, consequentemente, não implica em atrasos de entregas de pedidos. Ao mesmo tempo, ele não favorece o acúmulo de itens parados - ponto que se não for cuidado tende a aumentar os índices de depreciação e colaborar para elevar os custos de armazenamento.

No entanto, garantir a acuracidade, ou seja, a exatidão das informações do estoque na indústria é uma tarefa bastante complexa. Não é à toa que muitas empresas falham justamente nesse ponto, acarretando em perda de competitividade para o negócio.

Continue com a leitura desse artigo e entenda melhor a importância da acuracidade no estoque, bem como as atividades que podem ser adotadas para garantir esse patamar tão vital.

A importância da acuracidade do estoque na indústria

A acuracidade do estoque é um indicador da confiabilidade das informações presentes no sistema de controle da indústria, como um ERP.

Como nesse controle está a contagem dos itens disponíveis, a acuracidade informa o percentual de confiança do estoque. Assim, o acompanhamento do indicador permite analisar e melhorar a precisão das informações, minimizando os riscos envolvidos no estoque.

Como melhorar a acuracidade

Existem algumas maneiras de mensurar e garantir a acuracidade do estoque. Uma delas é a Jornada da Acuracidade dos Estoques, em que são realizadas contagens diárias para acompanhar o índice e identificar desvios. Com isso, a metodologia atua na prevenção de falhas com base no aprendizado contínuo.

Para implementá-la, é preciso seguir as seguintes etapas:

1 - Aprendizado

No aprendizado, se envolvem as equipes que trabalham diretamente no estoque e a direção da empresa. Aqui, é definido um plano de ação para reverter os principais gargalos e aplicado um treinamento naqueles que serão envolvidos no projeto.

Também é realizada a seleção dos itens, que são contados por amostragem. Depois, são traçados os horários, equipes e demais aspectos do procedimento de contagem do estoque na indústria.

2 - Contagem por amostragem

A contagem por amostragem tem como objetivo contar os mesmos itens todos os dias, assim, é possível identificar e corrigir os erros no processo.

Em outras palavras, quando se identifica que a contagem de um item está com saldo errado, a equipe deve analisar em qual etapa do processo esse erro aconteceu nas últimas 24 horas. Assim, fica mais fácil de entender onde estão os gargalos.

Essa etapa também é importante para aperfeiçoar a própria contagem, bem como identificar a necessidade de novos treinamentos ou melhorar o sistema de controle do estoque na indústria.

Assim que a acuracidade da contagem atingir o 100%, está no momento de passar para a terceira etapa.

3 - Contagem cíclicas

Esse é o momento em que, realmente, começa o inventário aleatório e que vai garantir a acuracidade dos estoques. Aqui, muitos dos erros nos processos já foram corrigidos. Então, é possível partir para um inventário de todos os itens.

É importante que os resultados sejam verificados diariamente e inseridos em um sistema para manter o índice de acuracidade acima de 95%.

Para ter sucesso, é fundamental que o projeto tenha o envolvimento da direção da empresa. Assim, o indicador é acompanhado de perto e é possível cobrar os responsáveis pelo estoque por melhorias.

Além disso, contar com um sistema como o ERP TOTVS ajuda a fazer o registro e o acompanhamento adequado de cada movimentação de estoque. Dessa forma, o trabalho se torna menos manual e fica mais fácil de garantir a acuracidade do estoque na indústria, bem como ter acesso a informações que apontem erros e ajudem na tomada de decisões.

E na sua indústria, como é tratada a acuracidade do estoque? Escreva nos comentários e até a próxima. 

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Cybersecurity para dar mais segurança aos dados na Indústria 4.0

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Com a chegada da Indústria 4.0, muitos termos e práticas começaram a ser amplamente discutidos. A Cybersecurity, ou segurança dos dados industriais, está entre eles.

Estamos caminhando para uma realidade em que a integração de sistemas digitais e mecânicos será cada vez mais comum. Com isso, vai ser possível coletar milhares de informações, não apenas na cadeia produtiva, como também dos nossos hábitos pessoais e de consumo.

Nesse cenário, os dados serão altamente valiosos, uma vez que eles que vão conter as estratégias e diferenciais dos negócios. E é exatamente por isso que a proteção de dados industriais é um tema de crescente preocupação na Indústria 4.0. Entenda melhor os motivos a seguir!

 

O que é Cybersecurity

 

"Cybersecurity (Segurança Cibernética) é uma palavra da moda e, ultimamente, sempre a vemos associada a qualquer tema relacionado a Segurança a Informação. Entretanto, Cybersecurity é uma parte da disciplina de Segurança da Informação que também envolve processos, pessoas e tecnologia com o intuito de garantir integridade, confidencialidade e disponibilidade de recursos de tecnologia da informação. Já a Segurança da Informação é muita mais ampla e tem como escopo a informação em si, independentemente da presença da tecnologia ou não, incluindo conformidade com leis e regulamentações, além da gestão de risco", explica Umberto Rosti, CEO e fundador da Safeway.

 

A importância da proteção de dados na indústria 4.0

 

A Cybersecurity é um investimento primordial para as empresas, uma vez que permite dar respostas rápidas e eficazes a possíveis ameaças. E, quando falamos da Indústria 4.0, estamos lidando com sistemas totalmente conectados e que precisam desse tipo de resposta para funcionar.

De forma geral, a proteção de dados industriais visa desenvolver estratégias, ações e tecnologias que permitam armazenar e lidar com as informações de maneira correta e segura. Assim, alertas sobre invasões e vazamentos são emitidos de forma rápida para que seja possível rastrear a origem do problema e solucioná-lo.

"Hoje em dia, este tema é muito relevante devido à dependência de tecnologia para negócios e para as operações das empresas, desde o segmento financeiro até a indústria 4.0 e a Internet of Things (em grande expansão atualmente)", complementa Rosti.

 

Panorama da Cybersecurity no Brasil

 

"Atualmente, no Brasil, há regulamentação para o tema, como a resolução 4.658 do Banco Central para Instituições Financeiras e a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), a qual garante a privacidade de dados pessoais no Brasil com sanções de até 2% do faturamento das empresas", explica.

Muitas empresas já contam com 2 áreas que atuam diretamente na proteção dos dados industriais: uma próxima à operação de TI (Tecnologia da Informação) ou TA (Tecnologia de Automação), com o objetivo de operacionalizar a Cibersegurança. Outra de Segurança da Informação Corporativa, com o objetivo de atuar na criação de políticas e controles em conformidade com as leis e com as necessidades de negócios.

"Apesar do termo CyberSecurity estar em voga, este é em um jargão que iremos ouvir cada vez mais, e cada vez mais as empresas dependerão dele para sua resiliência", complementa Rosti.

Dessa forma, o grande desafio para os próximos anos está em criar sistemas protegidos e confiáveis ao mesmo tempo em que a Indústria 4.0 traz um ambiente cada vez mais autônomo e integrado. Por isso, investir em inteligência para compreender e prever os dados do vazamento de informações é fundamental.

Além disso, é essencial contar com uma equipe especializada no assunto e realizar simulações recorrentes para que seja possível aprimorar as respostas constantemente.

E na sua indústria, como o pilar de Cybersecurity é tratado? Escreva nos comentários e até a próxima!

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Saiba como promover a digitalização dos processos produtivos da sua indústria

Dicas para promover a digitalização dos processos produtivos da sua indústria

Para chegar à digitalização dos processos produtivos, a indústria brasileira precisa apostar numa cultura digital. Afinal, mesmo que alguns processos sejam feitos de forma automática, ainda assim, são as pessoas que irão, em grande parte, operar as máquinas e fazer rodar os sistemas.

Nesse sentido, preparar e estimular as lideranças é fundamental, pois são os líderes que estarão no dia a dia conduzindo esse processo. “E os colaboradores também são importantes. Por isso, é preciso mudar a cabeça de todos, desde a área operacional até a diretoria, já que são as pessoas que conduzem a empresa. Se não houver uma mudança de pensamento, vamos seguir na fase de apertar o botão e colocar parafuso”, ressalta Thiago Matsumoto, vice-presidente do Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul.

Além dessa mudança de pensamento e da transição cultural, são necessárias outras medidas para levar a indústria à digitalização dos processos produtivos. São elas:

Buscar os parceiros certos

A busca dos parceiros certos é recomendável durante o processo de digitalização da indústria. Esse encontro pode ser facilitado por clientes e fornecedores.

Traçar objetivos

Quando traçamos um objetivo, devemos começar a pensar nas fases necessárias para atingi-lo. Dessa forma, a execução se torna mais fácil, pois a partir do momento que você der o primeiro passo, o segundo vai ser mais simples – e assim sucessivamente.

Nesse sentido, é importante estipular etapas, mesmo que seja por setores: começar, por exemplo,  na engenharia, depois levar a digitalização para a manufatura, área de marketing, etc . Outro objetivo que pode ser traçado é começar com uma tecnologia mais básica para, posteriormente, evoluir para uma mais complexa.

Conhecer empresas digitalizadas

Fazer visitas a outras empresas que já começaram a digitalizar os seus processos é uma boa opção para visualizar outros cenários e chegar mais rápido ao objetivo. .

Outra dica é participar de eventos relacionados à Manufatura Avançada (ou Indústria 4.0) e fazer a busca de informações em sites especializados que dão o embasamento necessário para traçar os primeiros passos.

Utilizar startups

As startups são grandes aliadas para encurtar o caminho rumo à digitalização dos processos produtivos, pois trazem soluções rápidas de validação constante.

Avaliar o uso de um ERP

Uma das formas de promover a digitalização na prática é utilizar um ERP ((Enterprise Resource Planning, em português, Sistemas de Gestão Empresarial).

“Esse tipo de solução integra todas as áreas e os processos da empresa, centralizando as informações de todos os setores e permitindo que os gestores desenvolvam uma visão completa de seu negócio. Isso garantirá mais agilidade e organização, trazendo ganhos em produtividade e eficácia e reduzindo ou eliminando retrabalhos”, afirma Rodrigo Schimidt, professor do Centro Universitário ENIAC.

5 causas de parada de máquina e as soluções da Indústria 4.0

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A parada de máquina é um pesadelo para qualquer indústria: gera despesas, perdas de produtividade e atrasos nas entregas. No entanto, a Indústria 4.0 apresenta soluções que ajudam a evitar este tipo de problema.

“A Industria 4.0 exige um investimento inicial alto, mas a redução dos custos de produção são uma realidade. A melhor gestão dos dados pode reduzir, também, os custos de manutenção dos equipamentos.” Quem explica é Douglas Rafael Veit, coordenador dos cursos de Gestão da Produção Industrial, Engenharia de Produção, e do MBE em Manufatura Avançada da UNISINOS.

Confira, a seguir, 5 causas de parada de máquina e as soluções que a Indústria 4.0 apresenta.

Causa 1: falhas no fornecimento de matéria-prima

A linha de produção pode parar por falta de suprimento, como em erros de contagem de estoque. O mesmo pode ocorrer em casos de alimentação das máquinas com materiais inadequados ou de baixa qualidade.

As novas tecnologias da Indústria 4.0 automatizam a verificação de estoque e estimam a demanda, evitando a falta ou excesso de materiais. Isso pode gerar despesas adicionais para a empresa – principalmente quando há materiais que podem estragar em estoque envolvidos.

Causa 2: parada forçada para manutenção

Uma das maiores causas para a parada da linha de produção é a falha ou quebra de algum equipamento, o que obriga a indústria a parar para realizar a manutenção desta máquina. Desta forma, o tempo total de parada inclui a descoberta do problema, a comunicação à equipe de manutenção, o intervalo necessário para a translocação da equipe, e, então, o tempo de conserto.

A Indústria 4.0 apresenta como solução para este problema a manutenção preditiva, em que as máquinas preveem a quebra ou desgaste e avisam previamente os gestores – diminuindo o tempo necessário para sua realização.

“Ao usar um conjunto elevado de dados históricos sobre vários indicadores de um equipamento, pode-se identificar padrões de comportamento, e, por meio deles, agir antes que problemas venham a acontecer”, comenta o professor Veit.

Causa 3: parada de máquina por acidentes

A questão da segurança é muito importante dentro do ambiente industrial. Um acidente pode não apenas ser muito perigoso para os funcionários envolvidos, como também é um evento negativo para a empresa.

As máquinas inteligentes que a Indústria 4.0 oferece são capazes de analisar padrões dos processos e avisar antes que ocorra um mau funcionamento – evitando possíveis acidentes. Além disso, os novos robôs colaborativos utilizam sensores para prezar pela segurança dos funcionários, e são capazes de substituí-los em tarefas mais arriscadas.

Causa 4: ociosidade

A falta de equipes disponíveis para acompanhamento ou execução dos processos também pode ser um fator que leva à parada de máquina. Neste sentido, a automação das tarefas e agendamento da realização das atividades ajuda a evitar perdas de produtividade por falta de funcionários disponíveis.

Causa 5: personalização de produtos

A personalização de produtos é uma ótima estratégia para atrair e fidelizar os clientes – mas também pode ser uma dor de cabeça para a indústria, pois requer paradas para reajustes e acompanhamento dos pedidos.

A Indústria 4.0 também ajuda neste processo, facilitando o canal de comunicação com o cliente, que pode acompanhar o processo e informar se algo não está de acordo, e automatizar as mudanças necessárias - diminuindo o tempo gasto com estas operações.

Como a sua empresa lida com os casos de parada de máquina? Você já conhecia as causas que levam a esse problema? Deixe o seu comentário!

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Indústria 4.0: problemas que a Realidade Aumentada soluciona

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A Realidade Aumentada na indústria já tem sido adotada para resolver problemas e aprimorar processos. Apesar de essa ainda ser uma aplicação nova, a tecnologia é um dos pilares da Indústria 4.0, afinal, permite simular tarefas e cenários e abre portas para a interação entre o mundo real e virtual.

Quer entender melhor como a Realidade Aumentada na indústria colabora para os negócios? Acompanhe!

Capacidade da Realidade Aumentada na Indústria 4.0

A Realidade Aumentada torna o ambiente inteligente. Assim, é possível monitorar condições em tempo real e controlar e/ou personalizar processos e capacidades produtivas - tudo isso de forma remota, ágil e certeira.

Como a Realidade Aumentada ainda permite que os usuários visualizem e acessem informações relevantes, a otimização da produção se torna muito mais eficaz, evitando, assim, desperdícios e situações que não sejam favoráveis à Indústria 4.0.

Por fim, a Realidade Aumentada na indústria permite que as aplicações criem uma visão de raio-x. Dessa forma, é possível analisar as características internas de um processo produtivo que, antes, seriam muito complexas de ser visualizadas.

Melhorias possíveis com a Realidade Aumentada

Manutenção preventiva

"Um dos maiores casos de uso da Realidade Aumentada na indústria é na manutenção e no conserto de equipamentos. A Realidade Aumentada consegue disponibilizar todas as informações necessárias por meio de conteúdos virtuais variados como vídeos, infográficos e animações 3D, e levar conhecimento atualizado para qualquer colaborador de forma dinâmica. Tais informações não estariam facilmente disponíveis sem a utilização desta tecnologia", explica Fernando Godoy, diretor comercial da Flex Interativa.

De acordo com o especialista, a Realidade Aumentada colabora para esse caso, uma vez que o usuário consegue visualizar em um smartphone ou tablet os marcadores de conteúdos pertinentes a um determinado equipamento, como modo de operar ou formas de manutenção, além de dados sobre a produção da fábrica, acesso a bibliotecas virtuais e solucionamento de problemas.

"Outra forma é utilizar a Realidade Aumentada sem marcadores, em que é possível alocar objetos virtuais em determinadas áreas como forma de reorganização do processo produtivo ou scaneamento de produtos e verificação de processos de manutenção preventiva, por exemplo", analisa o diretor.

Godoy ainda chama atenção para a realidade mista, em que o usuário usa óculos especiais e consegue trabalhar com as mãos livres. Dessa forma, ele exerce a sua função ao mesmo tempo em que acessa os conteúdos virtuais.

Isso cria uma interação entre o mundo físico e virtual, beneficiando a Indústria 4.0, pois aumenta o desempenho do trabalhador e, muitas vezes, de forma mais clara e segura, uma vez que ele recebe uma informação padronizada e atualizada.

Linha de produção otimizada

Godoy ainda ressalta que a Realidade Aumentada na indústria também tem ampliado a sua utilização na linha de produção, permitindo suporte técnico de especialistas e controle de qualidade.

Com a tecnologia, é possível oferecer treinamentos aos operários, permitindo que eles dominem o sistema e criem uma rotina eficiente e segura. Assim, além de aumentar a produtividade, é possível implementar uma cultura mais preventiva em relação aos acidentes.

A Realidade Aumentada ainda permite supervisionar o desempenho dos processos e corrigi-los com muita mais rapidez e eficácia. O resultado é um processo muito mais seguro e em conformidade.

Aumento da produtividade

Essa tecnologia pode reduzir consideravelmente o tempo gasto dos colaboradores, pois os torna mais eficientes na execução das suas tarefas quando comparado a um método tradicional.

Imagine que um colaborador gaste muito tempo quando precisa parar as suas atividades para consultar um supervisor para tirar dúvidas ou, então, interromper processos para realizar manutenções.

"Observamos uma maior produtividade e, consequentemente, maior economia quando a Realidade Aumentada é utilizada para resolver tais situações. Ela coloca a informação ao alcance do colaborador de forma inovadora e de acesso rápido", conclui Godoy.

Você já utiliza a Realidade Aumentada para se adequar à Indústria 4.0? Quais os resultados que tem obtido? Conte nos comentários e até a próxima!

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Veja como identificar demandas da indústria que podem ser atendidas com o apoio das universidades

como identificar demandas que podem ser atendidas com o apoio das universidades

Conforme falamos diversas vezes por aqui, a Manufatura Avançada (ou Indústria 4.0) vai transformar de forma abrangente toda a esfera produtiva da indústria por meio de suas tecnologias disruptivas. E para ajudar nessa transição, não há nada melhor para as empresas do que contar com o auxílio de um parceiro em potencial: as universidades.

Em um recente estudo, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) defendeu que as instituições de ensino possuem um papel relevante no ecossistema de inovação. De acordo a instituição, apesar de não atuarem diretamente na implementação das tecnologias 4.0, as universidades são fundamentais para o desenvolvimento dos recursos humanos e da ciência básica, relacionando-se de forma estratégica com empresas envolvidas no processo industrial.

Apesar disso, no Brasil, de acordo com dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), menos de 27% dos cientistas trabalham em projetos ligados ao ambiente empresarial, deixando seu trabalho restrito à academia. Já nos Estados Unidos, nação reconhecida por gerar inovações e ser altamente competitiva, 80% dos pesquisadores participam de projetos corporativos.

“O uso da universidade pela indústria é uma forma de desenvolver a tecnologia nacional, o que é fundamental para o desenvolvimento brasileiro. Comprar tecnologia de fora tem um custo muito elevado e, às vezes, não é tão eficiente quanto desenvolver internamente, integrando tecnologias brasileiras. O Brasil tem competência para fazer isso”, explica Eduardo Dias, coordenador do Grupo de Gestão em Automação em TI (Gaesi) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Identificando as demandas da indústria que podem ser atendidas com o apoio das universidades

Para identificar as demandas internas que podem ser atendidas pelas universidades, as indústrias precisam fazer, inicialmente, um levantamento dos processos para ter a ideia do que é feito atualmente no espaço fabril e como irá ficar o procedimento ao usar novas tecnologias. A partir daí, a universidade pode fazer o desenho do uso de tecnologias modernas, agregando-as aos processos produtivos das empresas.

Cabe ressaltar que a escolha da universidade deve ser feita de forma bastante criteriosa, buscando aquelas que tenham uma expertise em tecnologias modernas e contem com centros de pesquisa que as possibilite desenvolver soluções para a indústria.

Dias traz dois exemplos do que pode ser feito, que aliam baixo custo para a indústria e retorno imediato.

“Desenvolvemos para o Ministério da Agricultura um processo novo de fiscalização da carne, o qual é integrado ao Janela Única, da Receita Federal. Criamos uma forma de a documentação necessária para a exportação da carne ser eletrônica, o que agilizava o processo. Outro exemplo é o processo de nota fiscal, programa ligado à Secretaria da Fazenda de São Paulo. Participamos da criação de um sistema arrecadador tributário, que está ajudando a acabar com a sonegação no varejo, por meio de um equipamento que não permite a manipulação humana”, explica.

O que você acha sobre a parceria entre indústria e universidade? Conhece algum exemplo desse tipo de iniciativa? Deixe sua mensagem nos comentários e até a próxima. 

Impressão 3D altera a operação da manufatura convencional

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A impressão 3D já possibilitou grandes avanços na indústria. Com ela, é possível trabalhar a prototipagem de maneira mais rápida e de baixo custo. Ainda assim, com o avanço da Indústria 4.0, a expectativa é que essa tecnologia se desenvolva mais. Afinal, sua importância é estratégica para melhorar a produtividade e competitividade da manufatura.

Quer entender melhor como funciona e quais são os benefícios da impressão 3D? Então, não deixe de ler este artigo!

O que é impressão 3D na manufatura?

Também conhecida como manufatura aditiva, esse é um processo no qual um objetivo é construído camada a camada por uma impressora. Assim como imprime a imagem em um papel, a impressora usa um material específico (resina plástica ou metal) para obter um objeto tridimensional.

A grande diferença desse processo para a manufatura convencional está em não haver a necessidade de construir um molde, ou, então, de moldar uma peça bruta por meio de processos de usinagem.

Assim, a impressão 3D permite produzir peças de forma rápida, precisa e simples.

Como a impressão 3D beneficia a Indústria 4.0

"São várias vantagens que a manufatura aditiva pode trazer para o mercado, como o menor time-to-market, redução de massa de componentes, fácil processamento de materiais que são difíceis de processar por técnicas tradicionais, possibilidade de criação de designs diferenciados e complexos, menor proporção buy-to-fly (proporção entre massa da matéria-prima e massa do componente final), produção de lotes pequenos e peças customizadas com menor custo", explica Viviane Kettermann, Engenheira de Materiais e profissional da área de pós-processamento de peças fabricadas por manufatura aditiva na Aalberts Industries.

Além disso, Viviane destaca o fato de que a tecnologia aumenta a repetibilidade durante o processo. Assim, é possível obter maior qualidade no produto final. "Atualmente, as áreas que mais estão investindo na manufatura aditiva são a biomédica e a aeroespacial, pelo fato de ambas utilizarem materiais difíceis de serem processados por técnicas de manufatura tradicionais, além da possibilidade de criação de geometrias mais complexas, com estruturas internas".

Ainda falando da área biomédica, a profissional ressalta o fato de a impressão 3D possibilitar a customização de cada peça. Com isso, é possível criar implantes customizados, por exemplo, sem precisar aumentar o custo de produção.

O que muda na manufatura com a chegada da tecnologia

A manufatura aditiva faz parte do contexto da Indústria 4.0. Já que é possível ter aquisição de dados instantaneamente, pode-se rastrear e monitorar remotamente os processos, além de torná-los modulares, ou seja, várias peças diferentes podem ser produzidas em uma mesma máquina.

Dessa forma, as fábricas podem começar a atuar de forma descentralizada. Assim, cada unidade poderá produzir peças de acordo com a demanda local.

"Com a impressão 3D, também é possível ter um tempo de resposta para o mercado muito menor, pois o tempo de produção também é mais curto em muitos casos", ressalta Viviane.

A engenheira destaca, ainda, o desenvolvimento de novas ligas de materiais, criadas especialmente para a manufatura aditiva. Com elas, é possível alcançar diferentes propriedades do material e de design. "Atualmente, as peças são projetadas para técnicas de manufatura de subtração, e não de adição. Então, o mindset dos designers de produto terá que mudar".

Os impactos da impressão 3D na produção

"A manufatura aditiva pode diminuir o custo de produção em casos que consegue reduzir a quantidade de material utilizado na fabricação de um componente. A cooperação entre a Bugatti e o Instituto Fraunhofer IAPT de Hamburgo, por exemplo, conseguiu reduzir 40% da massa de uma peça", explica Viviane.

Ela completa ao dizer que a impressão 3D também permite diminuir o custo na produção de lotes menores, como acontece em peças de reposição. "A Deutsch Bahn, empresa alemã ferroviária, está investindo na manufatura aditiva para repor peças de trens antigos, em casos em que poucas peças são necessárias por ano ou que a empresa que costumava fabricar não existe mais".

Além disso, o tempo necessário para a produção é muito menor com a tecnologia. Estima-se que o time-to-market de um produto pode ser diminuído em 10 meses com a utilização da impressão 3D.

Você trabalha ou já trabalhou com a impressão 3D? Conte para a gente os resultados obtidos com a experiência e até a próxima!

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Lean manufacturing: os passos para colocar em prática

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Competitividade e eficiência são fundamentais na Indústria 4.0, e, cada vez mais, as empresas que não se adaptarem ficarão para trás. Nesse cenário, o Lean Manufacturing, ou "manufatura enxuta", faz toda a diferença para diminuir os desperdícios, mas sem deixar de entregar alto valor ao cliente.

Quer entender melhor como a metodologia pode ajudar a sua empresa a se enquadrar na nova realidade da Indústria 4.0? Continue com a leitura deste artigo e descubra como implementar o Lean Manufacturing!

O que é Lean manufacturing?

"Entendemos o Lean Manufacturing como um conjunto de  ferramentas que auxilia na identificação e eliminação do desperdício, melhora a qualidade e permite reduzir o tempo e o custo de produção", explica Virgilio Ferreira Marques dos Santos, sócio da FM2S Treinamentos, Projetos e Resultados.

De acordo com o profissional, a metodologia é baseada em maximizar o valor do cliente e minimizar o desperdício"Trocando em miúdos, lean significa criar mais valor para clientes com menos recursos. Uma organização enxuta entende o valor do cliente e concentra seus principais processos para aumentá-lo continuamente. O objetivo final é fornecer valor ao cliente por meio de um processo perfeito de criação de valor, que desperdiça nada".

A importância da metodologia na Indústria 4.0

O Lean Manufacturing não é algo novo, afinal, ele se tornou conhecido como Sistema Toyota de Produção por volta de 1924.  Apesar da história, a metodologia ainda é bastante atual, e, quando falamos da Indústria 4.0, é fundamental para aumentar a produtividade da empresa sem deixar a competitividade e a eficiência de lado.

"O objetivo do Lean Manufacturing é reduzir o tempo entre o momento em que o cliente faz um pedido e a entrega, eliminando todas as perdas dessa cadeia", complementa Santos.

Além disso, o especialista aponta outras vantagens da metodologia, como:

  • Realização de tempos de troca mínimos (SMED);
  • Implementação one-piece-flow;
  • Implementação do planejamento da produção puxada;
  • Equipes de melhoria de atividades em grupos pequenos;
  • Eliminação de defeitos;
  • Estabelecimento de parcerias cliente-fornecedor;
  • Utilização de menos material;
  • Necessidade de menos investimento;
  • Uso menor de estoque;
  • Consumo menor de espaço;
  • Utilização de menos pessoas.

Como adotar o Lean Manufacturing na sua indústria

"Para implementar o Lean Manufacturing, usamos uma série de etapas. Central para essas etapas é o fato de que todas as mudanças têm como objetivo melhorar os serviços dos clientes. Durante o processo de implementação, é importante conhecer as demandas e desejos que o cliente tem em relação ao produto", explica Santos.

Para tanto, é preciso iniciar o processo com um mapeamento da cadeia de valor. Com ele, serão identificados os desperdícios atuais, bem como os pontos enxergados pelos clientes como valor.

"Torna-se possível, então, documentar o processo de adição de valor para um produto. Entre outras coisas, isso pode ser feito com a ajuda de um mapa de fluxo de valor VSM. Nós nos esforçamos para eliminar todas as perdas da atual cadeia de processos. E isso realmente implica que o fluxo de materiais e informações do processo anterior para o próximo ocorrerá sem demora e armazenamento intermediário", complementa.

Para chegar a esse patamar, Santos afirma que é preciso exigir uma produção muito confiável e efetiva com a medição do OEE (taxa de disponibilidade + taxa de desempenho + taxa de qualidade).

"Isso pode ser alcançado implementando a Manutenção Produtiva Total. Ao ter um processo de produção confiável e eficaz, o intervalo de tempo entre a colocação de um pedido e a entrega se torna consideravelmente mais curto. Por conseguinte, não é mais necessário produzir com base no que tem em estoque, e é possível produzir uma quantidade que o cliente quer e no momento em que o quiser".

Como o Lean Manufacturing gera valor

O especialista traz um exemplo prático de adoção do Lean Manufacturing que vale a pena conhecer. "Um exemplo que acho memorável, para exemplificar valor, são os produtos que reduzem o custo de empacotamento e transporte. Ruben Rausing, o fundador da TetraPak, dizia que uma embalagem deveria gerar mais economia do que ela custava. Foi assim que a embalagem longa vida da TetraPak conseguiu o estrondoso sucesso mundo afora".

Com isso, ao invés de manter a embalagem de saco plástico, a TetraPak revolucionou. A nova embalagem era mais cara, no entanto, eliminava o grande custo de refrigeração, além das menores perdas geradas e da redução dos custos com o empacotamento.

"Este exemplo mostra como o Lean Manufacturing é mais que apenas um conjunto de ferramentas", finaliza o profissional.

E você, como enxerga o Lean Manufacturing na sua empresa? Ficou com alguma dúvida? Escreva pra gente pelos comentários e até a próxima! 

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS