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Gestão financeira para donos de indústrias: em que focar?

gestão financeira para donos de indústria

O financeiro é uma das áreas mais importantes de uma indústria, já que, nela, são tomadas decisões que afetam todos os setores. Porém, quando o negócio é gerenciado pelo próprio empreendedor, a gestão financeira para donos de indústrias acaba exigindo mais tempo e dinheiro.

Orçamentos, pagamentos, compra e venda de matéria-prima, investimentos, despesas: são muitos os processos ligados ao financeiro. Por isso, a gestão financeira para donos de indústrias passa, necessariamente, por alguns pontos que merecem maior atenção.

Acompanhe e descubra quais são eles.

Gestão financeira para donos de indústrias: por que fazer?

A gestão financeira é uma das áreas mais importantes para qualquer indústria, seja ela de pequeno, médio ou grande porte. Esse é um setor que lida não apenas com os aspectos financeiros, mas também com os econômicos, gerenciais e contábeis do negócio.

“É por meio da gestão financeira que são tomadas as decisões e alinhamentos que exercem impacto sobre todas as demais áreas da empresa, bem como a sua sustentabilidade”, comenta Guilherme Pagotto, Sócio da O|S|P Contabilidade,

Exatamente por isso, a gestão financeira para donos de indústrias exige algumas competências essenciais.

“O dono da indústria precisa ter a capacidade de avaliar as demandas e contingências, alocar os recursos necessários – sejam eles materiais ou imateriais - conforme as demandas de cada setor, sempre de forma organizada e assertiva. Deve, também, ter capacidade de entender os custos envolvidos – inclusive tributos, taxas e outras obrigações”, complementa.

Vale ainda frisar que o fluxo de informações financeiras da indústria geralmente é imenso e diário, o que exige ainda mais do dono da indústria.

3 pontos da gestão financeira que merecem maior atenção do dono da indústria

A gestão financeira para donos de indústrias é baseada em três pontos que merecem a máxima atenção: organização do fluxo de caixa, separação das finanças pessoais e empresariais e planejamento de investimentos e custos.

Organização do fluxo de caixa

A gestão financeira em qualquer indústria tem o objetivo de melhorar os resultados financeiros da empresa, visando a lucratividade e a geração de riquezas, bem como a diminuição dos custos. Para isso, é preciso identificar os pontos críticos na produção e gerar estratégias de curto e longo prazo.

No entanto, um dos focos da gestão financeira na indústria é o fluxo de caixa, ou seja, o controle da entrada e da saída de dinheiro da empresa. Esse é um dos seus pilares centrais e merecem a máxima atenção do dono da indústria. Todas as informações de fluxo de caixa devem ser transparentes e estar disponíveis para que o dono possa ter a melhor tomada de decisão e projetar seus planejamentos.

Por essa razão, as informações do fluxo de caixa devem ser reais, confiáveis e continuamente atualizadas.

Separação das finanças pessoais e empresariais

Uma das grandes falhas de donos de indústrias, essencialmente aquelas de pequeno porte, é misturar o CPF com o CNPJ, ou seja, as finanças pessoais com as empresariais.

O ideal é organizar as finanças da empresa e documentar os dados de forma mais abrangente, ajudando o dono da indústria a separar estas duas esferas.

Planejamento de investimentos e custos

Na indústria, os custos devem ser monitorados constantemente, assim como outros aspectos financeiros da empresa. Somente assim a gestão financeira para donos de indústrias permitirá a eles fazer investimentos certos e segurar gastos.

“Quando há um controle e um monitoramento constante, é possível fazer um planejamento estratégico muito mais assertivo – que aponte direcionamentos para a execução dos processos - e que traga mais resultados para o negócio, inclusive para poder investir com mais congruência”, cita Pagotto.

Como donos de indústrias podem melhorar a gestão financeira?

Para que a gestão financeira para donos de indústrias seja mais eficiente, é importante adotar algumas medidas, como buscar conhecimentos constantes sobre gestão de negócios e jamais negligenciar o planejamento estratégico financeiro dos eu negócio. “O dono da indústria deve cruzar estas referências com a realidade da sua empresa”, diz Pagotto.

A gestão do orçamento e o fluxo de caixa, por sua vez, devem ser o ponto de partida para gerir adequadamente a indústria.

Além disso, há outras duas dicas para uma melhor gestão financeira para donos de indústrias:

  1. Compreender e se adequar à transformação digital - esse é um caminho sem volta para quem quer se destacar no mercado. O dono da indústria deve adotar recursos digitais para processos ainda mais ágeis.
  2. Contar com uma assessoria financeira e contábil, que o ajudará a identificar novas oportunidades de negócios.

E então, como você lida com a gestão financeira da sua indústria?

Como a iluminação LED conectada pode aumentar a segurança da indústria?

iluminação industrial

O Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de acidentes no trabalho com cerca de 700 mil casos anualmente, de acordo com a Previdência Social. Os custos dos acidentes de trabalho no Brasil ultrapassam R$ 100 bilhões ao ano, segundo estimativas de estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), ligada à Universidade de São Paulo (USP). Esses custos incluem perdas de produtividade e salários, despesas médicas e administrativas e outras responsabilidades, como custos de incêndio e danos a veículos.

Os empregadores industriais, que estão na linha de frente da luta contra os acidentes de trabalho, têm interesses morais e financeiros diretos em reduzi-los. E, de fato, investir em medidas de segurança gera um ROI impressionante.

Como combater o problema das lesões no trabalho? Existem vários métodos estabelecidos, desde a educação dos trabalhadores a um comportamento de segurança inteligente que recompensa financeiramente e até o fornecimento dos equipamentos de proteção individual adequados.

A tecnologia também pode desempenhar um papel - incluindo a tecnologia de iluminação digital e conectada. Isso não significa apenas iluminação LED, por mais importante que ela seja. Significa também as aplicações de iluminação inteligente que vão muito além da tecnologia LED para funcionar como plataformas para tecnologias conectadas, geradoras de dados e baseadas em sensores, conhecidas coletivamente como Internet das Coisas (IoT).

No nível mais básico, a tecnologia LED simplesmente fornece uma luz mais eficiente do que os acessórios de sódio de alta pressão (HPS) que são tradicionalmente padrão em aplicações industriais. As lâmpadas HPS são geralmente caracterizadas por índice de renderização de cor (CRI) abaixo de 30, que é responsável por sua luz tingida de âmbar - uma luz que não apenas nivela a perspectiva, mas também pode tornar mais difícil do que deveria para os trabalhadores distinguir entre cores diferentes. Mas distinguir cores pode ser importante em um ambiente industrial. Os controles de ferramentas e equipamentos geralmente são codificados por cores, assim como os fios elétricos. A cor também desempenha um papel importante na sinalização relacionada à segurança e nas marcações de piso. As luminárias LED, normalmente com CRI de 80 e superior, fornecem um brilho e clareza que podem salvar vidas.

iluminação industrial
No futuro, os designers de espaços industriais podem procurar adaptar os avanços recentes que foram feitos em iluminação centrada no ser humano (HCL) para espaços de escritório. HCL é uma iluminação que não só maximiza a visão, mas também oferece suporte à eficácia, saúde, conforto e bem-estar geral. A iluminação tradicional pode ser “centrada no ser humano”, mas o LED ajustável torna-a muito mais eficaz e fácil de implantar. Os gerentes de escritórios podem programar um sistema de iluminação LED para que emita níveis mais altos de luz azul que promova o estado de alerta e concentração. Eles podem executar “receitas” de luz baseadas em evidências que promovem ritmos circadianos saudáveis entre os trabalhadores, com a transição do espectro de luz interior ao longo do dia. Desta forma, a HCL pode promover melhores padrões de sono entre os trabalhadores, tornando-os mais alertas quando estão no trabalho e mais felizes em geral.

A iluminação LED também pode tornar a vida mais fácil e segura para funcionários individualmente. A luz mais brilhante pode ser direcionada com precisão para o espaço de trabalho de um funcionário mais velho, cuja visão pode não ser tão forte como antes. Os trabalhadores podem até personalizar pessoalmente a iluminação que seus espaços de trabalho recebem, tornando esses espaços extremamente confortáveis e seguros. Tarefas de precisão podem exigir um tratamento de iluminação diferente do que as tarefas não especializadas.

Nenhum sistema de iluminação pode promover a segurança se não funcionar, deixando os funcionários no escuro. Também aqui a iluminação LED, e em particular a iluminação LED inteligente, melhora o que costumava ser o status quo. Algumas fontes de luz LED podem durar 50 vezes mais do que as lâmpadas incandescentes. Uma luminária LED que ilumina um canto escuro por 11 anos é, por definição, “mais segura” do que uma lâmpada tradicional que ilumina por apenas dois anos, porque envolve menos tempo de inatividade. Também paga dividendos de segurança, exigindo menos tropeções de trabalhadores nas escadas para fazer a troca.

Em segundo lugar, as plataformas de iluminação LED inteligente, que servem não apenas para iluminar espaços, mas também para implantar a tecnologia IoT acionada por sensor, podem reduzir ou até eliminar o tempo de inatividade do sistema. Milhares de sensores embutidos em um sistema inteligente podem fornecer dados aos gerentes que podem ajudá-los a avaliar quais lâmpadas, luminárias ou outros componentes estão configurados para falhar. Um sistema inteligente basicamente monitora a si mesmo e emite avisos sobre sua própria condição, agilizando a substituição e o reparo antes que os trabalhadores fiquem no escuro. A manutenção reativa em breve será uma coisa do passado.

Com as doenças pandêmicas na mente de todos, os empregadores responsáveis precisam de métodos confiáveis para garantir que os funcionários mantenham o distanciamento adequado no trabalho. Os sensores de movimento e de ocupação podem ter um papel a desempenhar aqui. Mas a saúde não é a única coisa em risco na era COVID-19: o mesmo ocorre com a integridade das cadeias de abastecimento e dos processos industriais em geral. Em um futuro previsível, um novo complexo industrial vulnerável terá todos os incentivos para garantir que as interrupções sejam mínimas. A IoT industrial, fornecida por meio de sistemas de iluminação, como o Interact Industry da Signify, pode desempenhar um papel fundamental para enfrentar esse desafio.


Por Ton van de Wiel, líder global do segmento para usuários finais industriais na Signify e cofundador do Interact.

Como garantir a segurança da informação em dispositivos móveis

segurança da informação em dispositivos móveis

Em um dos momentos mais desafiadores da história, os dispositivos remotos se tornaram grandes aliados de colaboradores de uma indústria, permitindo a realização de trabalhos à distância com boa eficiência. Mas, para isso, a segurança da informação em dispositivos móveis deve ser uma prioridade.

Quando ela é priorizada, a indústria evita a entrada de vírus e ação de hackers que podem roubar informações sigilosas, deletar um banco de dados inteiro e destruir sistemas.

Dessa forma, algumas são as boas práticas para garantir maior segurança da informação, principalmente quando essa é acessada em dispositivos móveis, que estão longe do padrão de segurança estabelecidos para o ambiente físico da indústria.

A segurança da informação em dispositivos móveis nunca será total, mas é preciso ter cuidados

Antes de entrarmos nas principais dicas para garantir a segurança da informação em dispositivos móveis, é preciso que estejamos cientes de que a segurança das informações nunca será total!

Essa é a constatação de Marcelo Bezerra, gerente sênior de engenharia de segurança da Cisco América Latina. Segundo ele “um indivíduo ou grupo com motivação e recursos apropriados de tempo e dinheiro poderá invadir qualquer sistema ou dispositivo existente”.

Além disso, é importante salientar que “invasores” sempre buscam o caminho de menor esforço. Temos como exemplo os casos comuns de fraude com o “sequestro” do WhatsApp.

Dito isso, Bezerra explica que não é seguro incluir informações sigilosas em lugar nenhum. “Até a NSA (agência de segurança dos Estados Unidos) já teve vazamento de dados e imagina-se que seja um dos locais mais seguros do mundo”, comenta.

Adriano Amorim, Especialista em Defesa Cibernética da Alerta Security, concorda. Segundo ele, os smartphones e tablets pessoais não possuem os controles necessários para garantir a segurança das informações sigilosas da indústria:

“Os dispositivos pessoais podem conter perfis de trabalho - que é um espaço seguro - porém a organização não tem controle nenhum sobre o dispositivo, impossibilitando a correta aplicação das políticas de segurança, como a criptografia, por exemplo”.

Portanto, devemos sempre considerar que o aparelho poderá ser invadido, e tomar as precauções e fazer o acompanhamento. Toda as informações sigilosas, por exemplo, não devem estar armazenadas nos aparelhos e, sim, em sistemas em nuvem.

Home Office: “prato cheio” para invasores

Com a pandemia, muitas indústrias fizeram com que seus colaboradores da área gerencial, RH e demais, alocados em escritórios, fossem redirecionados para o regime de trabalho remoto, com suas atividades e reuniões sendo feitas em casa (home office).

Por um lado, o formato de trabalho permitiu total segurança à saúde de colaboradores, mas, por outro, esse “novo normal” é um prato cheio para invasores, que acabam tendo mais facilidades para invadir e comprometer a segurança da informação em dispositivos móveis.

“O trabalho remoto, mesmo antes da pandemia, já vinha representando uma tendência, a pandemia apenas nos obrigou a entrar neste regime à força. Porém, se implementado de forma inadequada, esse regime pode trazer inúmeros riscos para a organização”, acredita Adriano Amorim.

Além disso, a maioria das indústrias adotou o trabalho remoto meio que às pressas. Por isso, as organizações não tiveram tempo de pensar em uma política de uso de dispositivos móveis para atividades realizadas fora da empresa.

Segurança da informação em dispositivos móveis

“Com alguns recursos de acesso remoto seguro, podemos fornecer uma segurança muito maior para o colaborador, mesmo que ele esteja em regime de home office”

Há, ainda, a questão de o ambiente doméstico ser de alto risco para a segurança da informação em dispositivos móveis, simplesmente porque isso está fora do controle da indústria.

Os problemas mais comuns que comprometem a segurança da informação em dispositivos móveis são:

  • Sistemas operacionais desatualizados;
  • Uso de antivírus tradicionais e pouco eficientes; e
  • Rede Wi-Fi mal configurada.

Mas, apesar da segurança reduzida, é, sim, possível aumentar a segurança no uso de dispositivos móveis. “Com alguns recursos de acesso remoto seguro, podemos fornecer uma segurança muito maior para o colaborador, mesmo que ele esteja em regime de home office”, complementa Amorim.

Boas práticas para aumentar a segurança no uso de dispositivos móveis

Manter a segurança das informações sempre foi uma prioridade de empresas, mas quando o colaborador está trabalhando longe das dependências do escritório, a segurança deve ser ainda maior.

Para isso, tanto Adriano Amorim quanto Marcelo Bezerra acreditam que a adoção de boas práticas é essencial para garantir a maior segurança cibernética possível.

Segundo o Especialista em Defesa Cibernética da Alerta Security, a boa prática principal é o treinamento e conscientização do usuário final: “geralmente, são eles que disparam o gatilho do malware por puro descuido”.

Para evitar maiores problemas, o gerente sênior de engenharia de segurança da Cisco do Brasil explica que os dispositivos móveis corporativos devem possuir dois mecanismos para o caso de roubo ou extravio:

“O primeiro mecanismo é o backup de todo o dispositivo em nuvem, até para uso também em investigações. Já o segundo mecanismo é o controle por MDM (Mobile Device Management), que permite que o dispositivo seja apagado remotamente uma vez ligado e conectado à Internet”.

Outras boas práticas citadas pelos especialistas para aumentar a segurança da informação em dispositivos móveis são:

  • Não se deve usar aplicativos de mensagens abertos (WhatsApp, Telegram) para troca de mensagens profissionais;
  • Deve ser obrigatório o uso de impressão digital para acesso ao telefone, assim como segundo fator de autenticação para uso de qualquer sistema da empresa;
  • Altos executivos poderão, também, usar software para criptografia de ligações e informações;
  • O dispositivo deverá utilizar forçadamente um sistema de proteção DNS, que irá servir, também, para bloquear acesso a sites maliciosos;
  • Sistemas de gerenciamento de acesso remoto, com verificação do status dos dispositivos;
  • Aparelhos defeituosos oferecidos pela empresa deverão ser devolvidos pela própria, e não enviados pelo usuário para conserto.

Por fim, todos precisam entender que esse assunto é mais sério do que muitos imaginam. Com essas dicas, certamente você vai aumentar a segurança da informação em dispositivos móveis, protegendo dados sigilosos da sua indústria.


Essa pauta foi sugerida por Luiz Carlos Miotello na sessão Pergunte ao Especialista. Tem alguma dúvida? Mande para A Voz da Indústria nesse link! 

Tendências tecnológicas para a indústria aceleradas em 2020

Tendências tecnológicas para a indústria

Olhar para o futuro e identificar tendências tecnológicas para a indústria que sejam relevantes permite que empresários se preparem antecipadamente e possam se beneficiar com as oportunidades que inovações emergentes oferecem.

Naturalmente, as principais tendências tecnológicas são moldadas ao longo dos anos, principalmente no quesito de modernização de processos, para que tragam benefícios de forma mais lenta, sem a necessidade de pressão do mercado.

Porém, algumas das tendências tecnológicas para a indústria que estavam previstas para os próximos anos foram aceleradas e tiveram sua implantação ocorrida ainda em 2020, principalmente em decorrência dos sérios impactos que a pandemia do novo coronavírus trouxe para o setor industrial.

Saiba quais são as tendências implementadas antes do previsto para enfrentar o impacto da pandemia e entenda por que um dos momentos mais desafiadores da história moderna vem fazendo com que o setor industrial passe por uma acelerada transformação digital.

Como a pandemia acelerou tendências já previstas por analistas

A crise do novo coronavírus representa um sério problema de saúde mundial, mas temos que concordar que ela tem sido uma verdadeira catalisadora de tendências. Há muito se falava, por exemplo, no crescimento do trabalho remoto, do aumento da utilização de serviços de entrega, bem como atendimentos em telemedicina.

Estas tendências também se alinham ao setor industrial. Carlos Delich, Presidente da ZF América do Sul, acredita que as tendências tecnológicas não apenas ditam, mas acompanham os hábitos e os valores das pessoas.

Mas, o que antes eram serviços e funções indicados como tendências, agora, formam o “novo normal” em razão da atual crise: “a pandemia trouxe um impacto, ainda de extensão exata desconhecida, na economia, na política e, claro, nos negócios, proporcionando mudanças substanciais na maneira em que vivemos, mas também reforçou costumes e antigas necessidades”.

Neste cenário, o World Economic Forum listou as principais tendências aceleradas pela pandemia da COVID-19, e que mostram como a transformação digital e as tecnologias podem tanto ser adotadas para reduzir a disseminação do coronavírus quanto para ajudar o setor industrial a permanecerem funcionando.

Tendências tecnológicas para a indústria que se aceleraram em 2020

A pandemia do novo coronavírus despertou a necessidade de as empresas reavaliarem seus planos, projeções e estratégias, e muitas das tendências tecnológicas para a indústria precisaram ser aceleradas para que o setor continuasse funcionando, na medida do possível, a exemplo da digitalização, automação e flexibilização nos processos.

Divulgação ZFtendências tecnológicas para a indústria.png

O Presidente da ZF América do Sul complementa: “as tendências tecnológicas para a indústria podem ser observadas na prática, por meio das linhas de produção inteligentes, conectadas e flexíveis; adoção do home-office para a área administrativa; ferramentas digitais para atendimento e serviços, etc..”.

Essas tendências são observadas tanto no Brasil quanto em todo o mundo em diferentes escalas, e, por vezes, em formatos distintos, estando sempre adaptadas às características locais.

A COVID-19 acelerou tendências e gerou muitas oportunidades

O cenário proporcionado pela COVID-19, apesar de seus efeitos negativos principalmente no curto prazo até médio prazo, pode criar oportunidades sem precedentes para a indústria brasileira.

“Se soubermos aproveitar esta aceleração de tendências, aliada a melhorias em aspectos relacionados à competitividade e sustentabilidade dos negócios, a indústria pode sair fortalecida no pós-pandemia”, acredita Delich.

Embora a pandemia tenha trazido novas tendências de digitalização e tecnologia, é preciso seguir investindo, inovando e buscando meios para atender plenamente às demandas de mercado.

5 estratégias para fortalecer presença digital da sua indústria

como fortalecer a presença digital da indústria

A internet transformou a vida do consumidor. Ele se informa, se relaciona e consome via Internet. Por isso, fortalecer a presença digital da indústria é mais do que essencial em um mundo amplamente conectado: é urgente. 

Neste cenário, para não ficar para trás no digital, é preciso atrair a atenção de potenciais clientes do mundo virtual, fazendo com que eles lembrem da sua marca na hora de uma compra ou indicação de serviços.

Para isso, existem uma gama de ferramentas que, quando bem planejadas, são essenciais para fortalecer a presença digital da indústria, inclusive com maior fortalecimento do marketing B2B.

Saiba, então, porque manter um bom relacionamento no mundo virtual é essencial para melhorar a competitividade do setor industrial e veja as principais ferramentas para fortalecer a presença digital da indústria.

Presença digital da indústria: a resitência do setor B2B

A entrada das empresas B2C no meio digital já vem acontecendo há alguns anos. Essa presença online vem crescendo ao longo do tempo, assim como o orçamento que elas destinam ao marketing digital.

Com a pandemia da COVID-19, os desafios das indústrias cresceram, e a presença digital se tornou mais massiva, assim como a busca por visibilidade aumentou.

Por outro lado, Flávio Muniz, palestrante e professor especialista em Marketing Digital e Mídias Sociais, explica que a adoção das indústrias ao marketing digital sempre foi mais tímida, mas está ganhando força e isso acontece por vários motivos. “Até um tempo atrás, as indústrias tinham muita resistência aos meios digitais e acreditavam que não precisavam muito deles” aponta. 

Além disso, indústrias geralmente não precisam conquistar um grande número de clientes em um curto período de tempo e realizam poucas vendas, mas de grande valor e volume para clientes fixos. “Essas características aparentemente dão para as indústrias mais estabilidade e, por isso, elas não viam a necessidade de estar na internet”, indica. Mas esse cenário está cada vez mais diferente e é hora de se adaptar à nova realidade do consumo.

Novo cenário, novas possibilidades digitais para a indústria

Assim como ocorreu com o setor B2C anos atrás, o cenário também mudou no ramo industrial. Flávio Muniz explica que, à medida que as indústrias perceberam que outras concorrentes estavam no ambiente digital, e que seu público foi migrando para lá, foram “forçadas” a entrarem também.

Dados reforçam a necessidade das estratégias digitais para as indústrias. A pesquisa 2018 B2B Buyers Survey Report, realizada pela Demand Gen Report, por exemplo, revelou que 65% dos compradores B2B estão pesquisando sobre os fornecedores na internet e solicitando recomendações em seu círculo profissional.

Além disso, 76% dos compradores B2B gostariam de acessar conteúdo personalizado em sites e mídias sociais antes de tomar sua decisão de compra.

“Era natural e inevitável que esse fortalecimento da presença digital das indústrias acontecesse, assim como aconteceu com empresas B2C. Mas, por alguns motivos, esse processo foi mais lento e tardio”, salienta Muniz.

Quando há uma crise ou uma grande mudança na sociedade, há mudanças, também, na forma de comunicação das empresas.

Benefícios da presença digital para o setor industrial

Parte importante para fazer negócios digitais no setor industrial é conhecer quais são as plataformas ou ferramentas disponíveis. A partir daí, é possível fortalecer a presença digital da indústria, possibilitando que ela se comunique de maneira mais efetiva com o seu público-alvo ou personas.

Dessa forma, os canais de comunicação relacionados à Internet passaram a ser uma parte importante da comunicação da indústria, representando uma oportunidade de estreitar os laços de marcas com mercados específicos.

Ao fortalecer a presença digital da indústria, os principais benefícios são:

  • Geração de credibilidade e autoridade à indústria;
  • Encurtamento do ciclo de compra;
  • Redução do custo de aquisição de clientes, afinal com o marketing digital serão eles que buscarão o produto ou serviço;
  • Fortalecimento do relacionamento com os clientes e parceiros;
  • Simplificação da comunicação das indústrias.

Site e blog institucional ajudam a fortalecer a presença digital da indústria

Como fortalecer a presença digital da indústria

O maior desafio para fortalecer a presença digital da indústria é criar ações para que ela tenha um posicionamento diferenciado, ou seja, uma presença digital significativa.

Dentro desse contexto, estratégias podem auxiliar a sua indústria, sendo cada uma delas a peça-chave para a construção de melhores relacionamentos - afinal, o bom relacionamento será sempre a base para fortalecer a presença digital da indústria.

Baseado nessa necessidade, dentre as estratégias essenciais que pequenas e médias indústrias devem ter para melhorar sua presença digital, podemos citar:

  1. Site da indústria;
  2. Blog corporativo;
  3. Redes sociais;
  4. E-mail marketing;
  5. Google Meu Negócio;

Mesmo sendo estratégias complementares, é um erro tratá-las e planejá-las como se fossem uma coisa só. Por isso, é importante conhecer cada uma delas para criar um plano de ação específico em prol do melhor relacionamento da sua indústria com seus clientes e parceiros.

1. Site: Passo inicial para entrar no mundo digital

Toda empresa deve ter um site, sendo ele a sede da empresa no ambiente virtual. Fazer um site é, geralmente, o passo inicial para entrar no mundo digital, e muitas indústrias já adotam essa estratégia, mas nem sempre da melhor forma.

“Felizmente, os sites têm uma grande adesão das indústrias, mas, infelizmente, muitos deles apresentam problemas e não oferecem uma boa experiência ao usuário”, ressalta Muniz.

Através do site, os clientes e potenciais sabem sobre a história da empresa, tiram dúvidas através do FAQ, têm fácil acesso às informações sobre os produtos oferecidos, consultam o endereço, horário de atendimento e telefone das empresas, entre outras facilidades.

Para as indústrias, sites são, também, importantes para gerar autoridade, credibilidade e mostrar aos clientes a autoridade da empresa no mercado (principalmente por meio de um blog).

Mas, para que o site trabalhe de forma efetiva, a experiência de navegação do usuário precisa ser a melhor possível. “Para fortalecer a presença digital da indústria, é inadmissível que o site tenha problemas com estrutura, design e velocidade de carregamento, por exemplo”, explica Muniz.

Outro ponto que deve ser observado é a compatibilidade do site com os dispositivos móveis. Isso é essencial, pois as pesquisas na internet realizadas através de dispositivos, como smartphones, já superaram as feitas em desktops - porém, os clientes das indústrias, geralmente, fazem suas pesquisas pelo desktop.

Por isso, o especialista indica que estruturar o site para os dispositivos é essencial. “Para atender todo tipo de cliente, é interessante ter um site que tenha um layout que funcione perfeitamente nos dois tipos de dispositivos”.

2. Blog Corporativo: mostre que você entende do assunto

O blog é a grande aposta para fortalecer a presença digital da indústria, pois, nele, pode ser trabalhado o marketing de conteúdo. O conteúdo do blog deve ser relacionado ao segmento de mercado da indústria e ser rico em informações, para agregar valor ao cliente.

“Os conteúdos presentes no blog podem apresentar dados, infográficos, tendências de mercado, tutoriais e guias, por exemplo, e pode ser escrito em uma linguagem formal e não tão descontraída”, recomenda o especialista.

Porém, a manutenção do blog é fundamental. “O blog sempre deve ter um conteúdo rico e relevante e que seja útil para o cliente, resolvendo as dores dele. Isso gera mais autoridade e credibilidade e mostra que a empresa é referência no segmento”, diz.

Isso é importante, pois irá fortalecer a presença digital da indústria e o relacionamento com o cliente, mesmo que ele já seja fidelizado.

Além disso, as indústrias podem captar leads através de formulários nas páginas de conteúdo do blog.

“Sua indústria pode oferecer algum conteúdo aos usuários, caso de um e-book, e pedir para que eles informem o e-mail e alguns dados básicos para poder baixar ou ter acesso ao material. Isso aumenta sua base de dados, sem precisar de um grande investimento de tempo e dinheiro para isso”, recomenda o especialista.

Porém, para tudo funcionar bem, é importante que o conteúdo seja de qualidade e haja consistência e uma frequência rígida de publicação.

3. Redes Sociais: LinkedIn é uma excelente possibilidade

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Estar nas redes sociais contribui para que as empresas sejam lembradas e para uma boa interação com os clientes, fortalecendo, assim, a presença digital da indústria.

Mas, não é necessário estar em todas as redes sociais possíveis: o ideal é concentrar os esforços nas redes que trazem mais retorno para cada tipo de negócio.

Redes como Instagram e Facebook são populares, mas podem não ter o público certo para determinadas indústrias. Por outro lado, o setor pode dar uma atenção especial para as redes sociais de negócios, como é o caso do LinkedIn. Isso porque essa é uma rede social corporativa ideal para as empresas B2B e que tem um público bem segmentado.

Outra aposta para as empresas B2B, como as indústrias, é o YouTube: este é um canal ideal para fazer demonstrações e tutoriais de produtos e serviços.

4. E-mail marketing: estratégia e comunicação

O e-mail marketing é uma das ferramentas mais interessantes para fortalecer a presença digital da indústria. Porém, algumas regras precisam ser seguidas.

O conselho é que as empresas tenham o cuidado de não sobrecarregar os clientes com muito conteúdo e deixá-los cansados, e até irritados. Os envios devem ser bem distribuídos ao logo das datas, mas sempre com uma regularidade.

Além disso, é importante enviar e-mails com tipos variados de conteúdo, que não sejam repetitivos e cansativos. “Sua indústria, por exemplo, pode enviar material promocional, convites para eventos, novidades institucionais da empresa e material com técnicas e dicas práticas”, indica o especialista.

O e-mail marketing B2B funciona bem, pois ele já é enviado para clientes da base de uma indústria, ou seja, que já conhecem a empresa, já compraram ou compram regularmente, e têm interesse no material que é enviado.

Além disso, a comunicação é feita por um canal muito utilizado pelo público-alvo: segundo a McKinsey & Company funcionários de empresas passam, em média, 13 horas da sua jornada semanal de trabalho verificando sua caixa de entrada.

5. Google Meu Negócio: interessante para pequenas e médias indústrias

O Google Meu Negócio é um recurso gratuito do Google, sendo bastante interessante para médias e pequenas empresas. Independentemente do porte ou segmento do negócio, ele é muito válido para fortalecer a presença digital da indústria.

Sua principal vantagem é ajudar as empresas a serem encontradas mais facilmente na internet e, além disso, permitir que elas se comuniquem melhor com seus clientes.

Com essa ferramenta, é possível gerenciar a forma como as empresas aparecem na Busca do Google e no Google Maps. Os clientes podem ter acesso fácil às informações, como endereço, horário de funcionamento, mapa do local, fotos, comentários, avaliações, link para o site e outros dados.

Essas informações, além de ajudar os clientes, aumentam a taxa de cliques no site. De acordo com o Google, “empresas que adicionam fotos às fichas recebem 42% mais solicitações de rotas de carro no Google Maps e 35% mais cliques para acessar seus websites do que as demais empresas”.

Outro recurso importante para sua indústria via Google Meu Negócio é o de avaliações, que servem como prova social. “As indústrias já têm uma base fiel de clientes e podem pedir que eles as avaliem no Google Meu Negócio, para aumentar a autoridade e atrair outros clientes”, recomenda Flávio.

Mas, é importante que todas as informações da empresa estejam atualizadas e que as avaliações sejam respondidas, já que para os consumidores, empresas que respondem a avaliações são consideradas 1,7x mais confiáveis do que aquelas que não respondem, de acordo com o Google.

Os fatos que provam que o futuro do marketing B2B é digital

marketing B2B

Você sabia que de acordo com o Google, 89% dos compradores B2B usam mecanismos de busca para pesquisar sobre produtos e serviços? Essa é uma das provas de que o futuro do marketing B2B é digital.

Diante desse comportamento, enxergar as novas demandas e tendências do mercado, e se adaptar a elas, faz total diferença quando o assunto é se destacar em meio a um segmento que tem infinitas possibilidades, como é o caso do marketing digital B2B.

É por isso que especialistas afirmam que o futuro do marketing B2B é digital - e tudo indica que esse futuro já começou! Veja quais são os fatos que provam essa tendência e saiba por que algumas PMEs ainda são resistentes a investir em marketing digital B2B.

Futuro do marketing B2B: transformação digital no marketing e no processo de venda

Embora a afirmação "o futuro do marketing B2B estará baseado no mundo digital” ganhe força, é preciso dizer que esse "futuro" já é uma realidade para diversos tipos de indústria. 

O resultado dessa mudança é uma verdadeira transformação digital no ramo do marketing industrial, com encurtamento dos ciclos de vendas – que precisam ser muito assertivos na sua oferta e na mensagem que transmitem por meio do marketing.

Dessa forma, Wiliam Robson Comissário, Diretor de Novos Negócios na Agência Canna, explica que não é só o marketing que evolui, mas também, o processo de vendas no segmento B2B - outro campo que vem passando por uma intensa digitalização.

“A transformação digital vem ocorrendo não apenas pelas novas tecnologias e canais de comunicação, mas principalmente pela expectativa que as pessoas têm em sua experiência de compra”, indica Comissário.

Há alguns anos, era comum, não só na indústria, mas no segmento B2B como um todo, contar com o “vendedor de porta em porta” para gerar pedidos. Hoje, o cenário é outro.

Prova disso é que o comprador pesquisa e consome conteúdo antes que a decisão pela compra seja tomada: de acordo com o Google, os usuários fazem em torno de 12 pesquisas até encontrar o fornecedor ideal e fechar uma compra.

Por isso, o futuro do marketing B2B estará baseado no mundo digital, como explica Comissário: “As pessoas precisam de marcas que agregam e vendedores que as ajudem. Por isso, o marketing digital vem crescendo a um ponto de transformar o vendedor num consultor, que vem para somar e agregar no processo de venda”.

Fatos e dados que comprovam a força do marketing B2B digital

Alguns fatos provam que o futuro do marketing B2B está rapidamente migrando para o ambiente digital.

Por exemplo: 89% dos compradores pesquisam pela internet antes de fazer qualquer compra. Da mesma forma, entre 7 e 12 contatos são necessários até que um cliente em potencial esteja convencido a falar com um profissional de venda. Além disso, ao menos 50% das consultas B2B também são feitas por smartphones ou tablets, e 25% dos executivos afirmam comprar um produto ou serviço para seu negócio diretamente pelo dispositivo móvel.

Paralelo a esse cenário comportamental, as mídias especializadas estão sendo extintas e perdendo força, por isso o futuro do marketing B2B tende a migrar para o digital. “Esse é o caminho ideal para construir audiência e falar com o público certo, na hora certa”, acredita Comissário.

Assim, a presença digital B2B permite que a indústria consiga melhorar seu processo de comunicação e de venda, além de gastar menos. De acordo com uma pesquisa da DemandMetric, o marketing de conteúdo custa, em média, 62% menos do que o marketing tradicional e gera até 3 vezes mais leads.

Mas, além de gerar resultados com investimento menor e ser possível medir e acompanhar o retorno sobre esse investimento, o marketing digital permite outro benefício importante: “ele potencializa a ampliação do alcance das marcas, a geração de oportunidades e o relacionamento e retenção de clientes”, ressalta Comissário.

PMEs e a digitalização do marketing B2B

Como vimos, o futuro do marketing B2B será, de fato, digital! Mas você acredita que as pequenas e médias empresas também podem fazer parte desse cenário? A resposta é sim, mas é preciso testar, testar e testar!

É muito comum as PMEs terem tentativas frustradas de investimento. Nas pequenas e médias indústrias, são relativamente comuns frases, como, “mas para o meu mercado isso não funciona” ou “é muito caro, principalmente em tempos de pandemia”. E essa é, justamente, a primeira barreira que precisa ser transposta.

“Marketing digital não é 'feeling', é teste, análise de resultado, ajuste e teste novamente”, indica o especialista. Por mais que uma venda não aconteça no contexto digital, a jornada de compra começou neste ambiente e precisa ser trabalhada!

Ou seja: o futuro do marketing B2B é digital, porém o processo é longo, e muitos serão os desafios. Quanto maior for a eficácia da indústria em criar relacionamento com clientes e fornecer conteúdo relevante, maiores as chances de fechar uma nova venda.