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Saiba o que é e entenda os benefícios da RPA na indústria

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Você já ouviu falar sobre o termo Robotic Process Automation (RPA)? Basicamente, ele representa o uso de robôs de software para automatizar as tarefas repetitivas, normalmente executadas pelos trabalhadores em uma organização. Exatamente por isso, o uso da RPA na indústria ganha os holofotes do setor.

A adoção da RPA ocorre com o objetivo de realizar atividades mais burocráticas, que deixam de ser desenvolvidas por operadores humanos e passam a ser realizadas por robôs ou bots.

Diante da importância desse tema, convidamos Edilson Cravo, CMO da Kalatec Automação, para falar sobre o que é a RPA na indústria, além de suas possibilidades e vantagens que estimulam sua adoção dentro do setor.

Tecnologia RPA: entenda o que é e sua função

RPA é uma sigla em inglês para “automação de processos robóticos”, caracterizada como sendo uma ferramenta para automatização, que envolve o treinamento de um robô ou bot para concluir tarefas repetitivas e demoradas, interagindo com os aplicativos por meio de suas interfaces de usuário.

“O RPA engloba basicamente a utilização de softwares inteligentes programados para automatizar um trabalho até então executado apenas pelo ser humano. Por oferecer isso, essa é uma prática cada vez mais comum em linhas de montagem de inúmeras fábricas”, cita Cravo.

No setor industrial, a tecnologia RPA realiza atividades mais burocráticas, que deixam de ser desenvolvidas por operadores humanos. “O RPA se trata de uma tecnologia desenvolvida para robotizar os processos manuais repetitivos, com baixo teor de inteligência, que geram pouco valor para as empresas”, explica o CMO da Kalatec.

Importância da adoção da RPA na indústria

Por meio de tecnologias específicas, a RPA pode ser configurada para repetir algumas ações quantas vezes forem necessárias, podendo ser duplicadas ou triplicadas.

Sendo assim, os motivos que levam uma empresa a adotar uma ferramenta RPA se baseiam em melhorar a agilidade e os resultados dos processos, obter eficiência operacional e reduzir custos.

Dentro deste cenário, Edilson Cravo ressalta que a tecnologia RPA na indústria pode ser utilizada nas mais diversas tarefas, aprimorando processos, principalmente os operacionais, em diversos setores.

“Praticamente todos os dias temos contato com algum robô nas áreas financeira, jurídica, de saúde, marketing, tecnologia, educação, transporte, logística, entre outras, que nem percebemos”, ressalta.

Dessa forma, temos como principais aplicações da RPA na indústria:

  • Cobranças

Tanto na automatização do processo de cobrança de clientes, como na comunicação das empresas com seus consumidores, é possível implantar essa automatização. A RPA permite envio de e-mail automático, registro de atualizações, verificação de pedidos e histórico de dados dos clientes, entre outras tarefas.

  • Cálculos Complexos

A RPA também realiza cálculos complexos de matemática, reduzindo falhas humanas no processo e garantindo um procedimento mais efetivo, contribuindo para a melhoria de resultados da empresa.

  • Notificações

Muitas empresas utilizam a tecnologia de RPA para programar o envio de notificações ou e-mails automáticos aos seus clientes, diminuindo o risco de esquecimento ou perda de prazos, ocorrências que mancham a imagem da organização.

  • Relatórios de Conformidade

Os robôs também geram relatórios, independentemente do tipo de documento. Cabe à RPA unir vários dados em um único arquivo. “Com isso há otimização do tempo dos profissionais, que, por sua vez, podem se concentrar na análise dos levantamentos”, diz Cravo.

  • Gestão de Dados

Quando adotada, a RPA na indústria proporciona mais eficácia na gestão de dados fazendo com que o planejamento da organização se torne mais previsível e confiável. Pode, inclusive, ajudar na centralização de dados, tão importante para o atual contexto do setor.

“Com o robô, a máquina não erra na previsão do tempo necessário para a execução de uma tarefa, por exemplo. Isso auxilia a gestão na tomada de decisões mais precisas e planejamentos mais assertivos”, cita o CMO da Kalatec.

Vantagens que estimulam a adoção da RPA na indústria

Com a robotização implementada, o setor industrial passará a usufruir de vantagens que se estendem aos seus colaboradores.

“Como em uma engrenagem, com a RPA na indústria funcionários deixam de fazer movimentos repetitivos, reduzindo o número de lesões. Além disso, os processos ganham agilidade, rapidez e consequentemente mais ganhos”, cita Cravo.

Dessa forma, dentre as vantagens da RPA, temos:

  • Automatização de Tarefas Manuais

A RPA elimina as demoradas e repetitivas funções manuais, como é o caso das consultas de informações, validação de dados e preenchimento de formulários. Com isso, a empresa pode adotar estratégias na alocação de recursos e organização de pessoal.

  • Ganho de Produtividade

Imagine uma atividade manual, como a alimentação da base de dados, por exemplo. O ser humano pode se enganar nas anotações e produzir relatórios e análises equivocadas, além da necessidade de se refazer o trabalho. Com a robotização, o tempo das tarefas é reduzido e ganha-se precisão 24 horas por dia, 7 dias por semana.

  • Redução de Riscos

Os riscos também são fatores a serem considerados em processos de produção, especialmente os que dizem respeito a erro humano, exigindo retrabalho, como: cobranças erradas de faturas, pagamentos duplicados, cobranças de faturas esquecidas, etc.

“Em quase todos os processos de uma empresa existem atividades de alto risco, para as quais se deve dar maior atenção, e a RPA pode ser de grande valia”, opina Cravo.

  • Flexibilidade

O sistema de robotização proporciona flexibilidade ao processo produtivo, devido à possibilidade de ser integrado com outros softwares de gestão. A RPA pode ser aplicada em diferentes escalas e, por isso, pode ser usada por muito mais tempo, sem grande investimento adicional.

“A junção da RPA na indústria com outras tecnologias promove uma economia de custos e permite que os recursos sobressalentes sejam utilizados para explorar novos projetos e oportunidades de negócios”, finaliza Cravo.

Dessa forma, o uso de RPA na indústria é considerado como uma vantagem competitiva estratégica para o setor. Ao realocar colaboradores para atender demandas que requerem maior atenção, potencializa-se a performance no ambiente de trabalho, garantindo, assim, maior eficiência do negócio.

 

 

Desenergização segura de máquinas: como fazer sem erro?

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No ambiente industrial, qualquer atividade relacionada à substituição de um equipamento ou peça, manutenção de instalações elétricas, consertos ou ajustes de máquinas exige que o equipamento esteja desligado. Porém, apenas o desligamento não garante total segurança, exigindo um processo conhecido como desenergização segura de máquinas.

Segundo a NR-10, a desenergização é caracterizada como um conjunto de ações coordenadas, sequenciadas e controladas, cujo objetivo é o de garantir a efetiva ausência de tensão no circuito, trecho ou ponto de trabalho durante a intervenção e sob controle dos trabalhadores envolvidos.

Neste contexto, João Marcio Tosmann, Engenheiro Eletricista e Diretor Executivo da Tagout, explica que o termo desenergização segura de máquinas significa que a “máquina deverá ficar com energia ZERO, ou seja, sem nenhum tipo de energia elétrica, hidráulica, pneumática, vapor e residual”.

Baseado nisso, é importante entender a real importância e as etapas inerentes a esse processo, além dos cuidados para que a indústria tenha uma desenergização segura de máquinas.

Por que promover a correta desenergização segura de máquinas?

Para desenergizar um disjuntor ou interruptor, há a necessidade de fazer uma série de procedimentos para que o trabalhador tenha total segurança ao manusear determinada máquina.

Assim, de acordo com o item 10.5 da Norma Regulamentadora 10, Tosmann explica que são consideradas desenergizadas apenas as instalações elétricas que obedecem a seguinte sequência abaixo:

  • seccionamento;

O seccionamento é o ato de promover a descontinuidade elétrica total, com afastamento adequado de acordo com o nível de tensão em questão, entre um e outro circuito ou dispositivo. É obtido mediante o acionamento de elemento apropriado (chave seccionadora; interruptor; disjuntor), acionado por meios manuais ou automáticos, ou ainda através de ferramental apropriado e segundo procedimentos específicos.

  • impedimento de reenergização;

É o estabelecimento de condições que impeçam, garantidamente, a reversão indesejada do seccionamento efetuado, visando assegurar ao trabalhador o controle sobre aquele seccionamento.

“Na prática, essa é a aplicação de travamentos mecânicos, por meio de fechaduras, cadeados e dispositivos auxiliares de travamento ou da utilização de sistemas informatizados equivalentes”, cita Tosmann.

  • constatação da ausência de tensão;

Caracterizada pela verificação da efetiva ausência de qualquer tensão nos condutores do circuito. A verificação deve ser feita com medidores testados, podendo ser realizada por contato ou por aproximação, e de acordo com procedimentos específicos.

  • instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos;

Constatada a inexistência de tensão, um condutor do conjunto de aterramento temporário deverá ser ligado à terra e ao neutro do sistema,

  • proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada;

Todos os elementos energizados, situados na zona controlada, para que não possam ser acidentalmente tocados, deverão receber isolação conveniente (mantas, calhas, capuz de material isolante etc.).

  • instalação da sinalização de impedimento de reenergização.

Para uma desenergização segura de máquinas, é preciso que seja adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação da razão de desenergização e informações do responsável.

“Os cartões, avisos ou etiquetas de sinalização do travamento ou bloqueio devem ser claros e adequadamente fixados”, completa o diretor da Tagout.

Além disso, de acordo com o item 10.5.2, da NR-10, o estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para reenergização, com esse processo respeitando a sequência de procedimentos abaixo:

  • Retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos;

“Consiste na remoção de ferramental e utensílios para fora da zona controlada, para permitir a liberação das instalações”, explica Tosmann.

  • Retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização;

Essa regra é caracterizada pelo afastamento dos trabalhadores. “Dessa fase em diante os trabalhadores não podem mais intervir nas instalações nem permanecer na zona controlada”, sugere o diretor da Tagout.

  • Remoção do aterramento temporário, da equipotencialização e das proteções adicionais;

Consiste na retirada dos materiais usados para proteção de partes energizadas próximas ao local de trabalho e de utensílios empregados na manutenção da equipotencialização.

  • Remoção da sinalização de impedimento de reenergização;

Consiste na retirada das placas e avisos de impedimento de reenergização. “Esta atividade também será realizada com as medidas e técnicas adotadas para os trabalhos com circuitos energizados”, salienta o especialista da Tagout.

  • Destravamento, se houver, e religação dos dispositivos de seccionamento.

Consiste na remoção dos elementos de bloqueio, travamentos ou mesmo a reinserção de elementos condutores que foram retirados para garantir a não religação e finalmente a reenergização do circuito ou trecho, restabelecendo a condição de funcionamento das instalações.

Principais cuidados para promover uma desenergização segura de máquinas

Para promover um processo de desenergização segura de máquinas, sem problemas ou aumento do risco, João Marcio Tosmann cita três pontos que merecem maior atenção.

Em um primeiro momento, é preciso implantar o procedimento de Lockout/Tagout ou Bloqueio e Etiquetagem. “Esse procedimento consiste em estabelecer todos os requisitos necessários para a perfeita execução dos bloqueios”, diz.

Além disso, Tosmann salienta que é importante elaborar os mapas de bloqueio por máquina. “Os mapas de bloqueio terão as informações dos pontos de bloqueio, fontes de energia e sequência de travamento e destravamento”.

Em segundo lugar, é essencial promover treinamento de, pelo menos, 2 horas com todos os técnicos que realizarão os procedimentos de desenergização segura de máquinas. Podem ser técnicos de manutenção, processo, instrumentação ou operação. Além disso, promover uma palestra com todas as pessoas que trabalham próximas é de suma importância.

Em terceiro lugar, mas não menos importante, é essencial elaborar uma auditoria interna na empresa, com o objetivo de melhoria contínua no processo de Bloqueio. “Nas auditorias é que ficamos sabendo dos problemas que os técnicos encontram para a realização dos bloqueios”, finaliza.

Hologramas: oportunidades para o mercado e para a indústria

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Por: Júlia Bertazzi*

Inventado por volta de 1948 por Dennis Gabor, o holograma impressionava os visitantes das feiras de ciências no início dos anos 2000 e a tecnologia representa a criação de imagens 3D (de objetos ou cenas) a partir do controle de interações entre ondas de luz.

Esta tecnologia possui diversas aplicações possíveis, e uma que chamou especial atenção foi o Circo alemão Roncalli, que com o apoio de projetores substituíram animais reais como elefantes, macacos e outros, que faziam parte de seu show por projeções 3D.

O entretenimento parece ser a área mais óbvia de aplicação de hologramas devido a enorme gama de possibilidades de interação com o público. No entanto as oportunidades não param por aí. Os hologramas também podem ser utilizados em marketing e propaganda, para projetar produtos, games e cenas de filmes e animações com possibilidades para interação do público e imersão virtual.

Na medicina, ele pode ser utilizado para aperfeiçoar o processo de exames médicos, e de diagnóstico para a identificação de problemas com órgãos muito complexos, como o coração, onde anomalias podem passar despercebidas por exames tradicionais, visto que o médico pode ter uma noção da profundidade de uma ferida, dos contornos de uma inflamação ou da extensão de uma fratura.

Mapas detalhados em 3D também podem ser desenvolvidos para aplicações militares e de segurança, na projeção de imagens detalhadas de terrenos a serem explorados. No campo da segurança, a tecnologia pode ser utilizada como um sistema antifraude, para proteger documentos importantes, como carteiras de identidade, cédulas de dinheiro e passaportes, nessa aplicação, o holograma pode mostrar diferentes formas e/ou cores dependendo do ângulo de visão, dificultando a falsificação desses documentos.

E não menos importante, os hologramas podem ser utilizados para treinamento. O SENAI, por exemplo, desenvolveu, em parceria com a CNI, o aplicativo HoloSENAI, para facilitar as aulas práticas de cursos técnicos. Por meio dessa aplicação, é possível interagir com um motor elétrico, por exemplo, como se estivesse no mundo real. E é claro, que o treinamento pode ser direcionado para todas as outras áreas que envolvam a interação e aprendizado prático. Nesse caso, as oportunidades para as indústrias, dentro do conceito de Industria 4.0 e treinamentos dos operadores e funcionários é extensa.

E novidades vem por aí. Recentemente, cientistas desenvolveram um sistema de hologramas que pode ser "tocado" artificialmente. Alem da imagem tridimensional, jatos de ar precisamente controlados são combinados com gráficos gerados por computador para criar a sensação de toque nos dedos, mãos e pulsos das pessoas. E eles pretendem ir além, com o desenvolvimento de novos recursos, como a alteração da temperatura dos jatos de ar para permitir que os usuários sintam superfícies quentes ou frias e a adição de aromas.

Quer conhecer mais? Discussões inovadoras e tendências atuais do mundo da engenheira, como a abordada neste artigo, são comumente discutidas na VDI-Brasil, Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha, reconhecida como a maior associação técnico científica da Europa. Entre em contato e saiba mais: [email protected]


*Júlia de Andrade Bertazzi é engenheira e Gerente de Projetos na Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha.