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Articles from 2019 In November


[Ebook] Indústria 4.0: por dentro das três ondas de desenvolvimento

Indústria 4.0: as três ondas de desenvolvimento

A Indústria 4.0 se desenvolve por meio de ondas, acontecendo em várias etapas. Cada uma delas abre as portas para a próxima onda e assim por diante. Cada uma dessas etapas possui certos requisitos tecnológicos que devem ser estabelecidos para prosseguir para os estágios posteriores.

Nesse material, conheça um pouco mais sobre elas! 

O que você vai encontrar:

  • Contexto e desenvolvimento da indústria 4.0;
  • O que são as ondas de desenvolvimento;
  • 1ª, 2ª e 3ª onda;
  • Como acompanhar a evolução da indústria 4.0;
  • Glossário da Indústria 4.0

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Drones: três aplicações possíveis na indústria

Drones na indústria

A presença de drones na indústria tem proporcionado significativas mudanças no chão de fábrica. Com os últimos avanços tecnológicos, eles já começaram a alterar a forma como uma fábrica opera, e essas mudanças terão efeitos contínuos e duradouros.

O desenvolvimento de inteligência artificial, realidade virtual e sensores transformou radicalmente a indústria de drones. A integração do fluxo de trabalho e a criação de novos sistemas de gerenciamento de ativos são alguns dos benefícios esperados a partir da consolidação do uso de drones na indústria. 

Exemplos de uso de drones na indústria

A seguir, conheça algumas das aplicações que já estão sendo feitas dos drones na indústria e saiba mais sobre essa tendência.

1. Inspeção

"Desde a inspeção da matéria-prima até a linha de montagem, os drones podem assumir tarefas muito difíceis para robôs grandes e pré-programados ou perigosas e complexas demais para serem executadas por seres humanos", esclarece o Engenheiro de Controle e Automação Rodrigo Assunção.

Com câmeras exclusivas, os drones na indústria são capazes de capturar dados das operações. Isso reduz os riscos associados à presença de inspetores no chão de fábrica.

O benefício deles não é apenas a capacidade de executar a mesma tarefa de forma mais barata, como também com uma frequência muito maior, além de agregar mais segurança ao processo.

2. Monitoramento e segurança

A conformidade é um desafio para a indústria. Por isso, no quesito vigilância, os drones também conseguem ajudar a reduzir furtos e manter trabalhadores seguros. Isso ocorre pois eles têm a capacidade de estar em qualquer lugar, operando 24 horas por dia e monitorando as operações em tempo real.

Os drones podem detectar rapidamente problemas na produção, para que as equipes de reparo consigam restaurar o serviço rapidamente. Eles também podem monitorar operações e encontrar riscos de segurança que poderiam causar acidentes de trabalho ou não conformidade em produtos, uma tarefa que seria perigosa e demorada demais para ser feita manualmente.

"Explorando o uso de drones em combinação com sensores, é possível captar atividades potencialmente suspeitas e, em seguida, sinalizar para que um dispositivo aéreo voe para esse local específico", afirma Assunção.

3. Logística

Em um cenário da logística 4.0, os drones ganham destaque no transporte de mercadorias. Como eles são pequenos e têm alto nível de manobrabilidade, os drones estão substituindo rapidamente os veículos tradicionais.

Usar drones para escanear rapidamente milhares de itens em um armazém tem se tornado algo cada vez mais comum. Os drones industriais fazem o trabalho em uma fração do tempo e utilizando metade dos recursos, tudo isso com segurança para o patrimônio e para os funcionários.

Além disso, com o uso de drones, as indústrias são capazes de coletar dados, automatizar processos redundantes e gerar máxima eficiência.

Desse modo, a indústria está evoluindo rapidamente. Com a Internet das Coisas (IoT) constantemente se desenvolvendo e se tornando mais integrada, é possível ver drones executando todos os tipos de tarefas no processo de produção para maximizar a eficiência operacional e a segurança dos trabalhadores.

Com as últimas inovações e mudanças nos processos tradicionais, surge a necessidade de as empresas investirem em tecnologia para manter e elevar a eficiência a operacional. Nesse ambiente, os drones na indústria se tornam ativos estratégicos no processo de modernização e de aumento da competitividade no mercado.

O que você achou dessas possibilidades de uso dos drones na indústria? Para saber mais sobre como a tecnologia pode ajudar a melhorar seu negócio, confira também o e-book que preparamos com dias de como aproveitar a automação industrial para crescer.

5 passos para fazer a inovação acontecer na indústria

como inovar na indústria

A indústria atua como locomotiva do crescimento de um país. Seu papel é central quando falamos de desenvolvimento econômico e empregatício, além de ter importante função nas relações internacionais, graças às exportações. Como um todo, ela representa para o Brasil de hoje 22% de seu PIB (Produto Interno Bruto). São 49% das exportações realizadas e 32% dos tributos federais arrecadados. Como fazer a inovação na indústria, um setor tão decisivo?

"Para cada R$ 1,00 produzido na indústria, são gerados R$ 2,40 na economia como um todo. Nos demais setores, o valor gerado é menor: R$ 1,66 na agricultura e R$ 1,49 no comércio e serviços", comenta Alexandre Pierro, engenheiro mecânico e bacharel em física nuclear aplicada pela USP, com pós-MBA em inovação. De acordo com a CNI (Confederação Nacional da Indústria), 67% da pesquisa e desenvolvimento do setor privado vem da indústria. Por isso, ela pode ser considerada um dos berços de crescimento do país.

É na indústria que, muitas vezes, novas ideias e tecnologias atuarão primeiro. "É por isso que é preciso que esse seja um ambiente que estimule o desenvolvimento e crescimento de novas posturas. É preciso haver colaboração entre formação de profissionais para cargos ainda desconhecidos, e é necessário que haja maior parceria com o setor público", reforça Pierro. 

Para o especialista, é imprescindível que os processos estejam extremamente afiados dentro da indústria. "É preciso aproveitar ao máximo cada proposta de inovação. Maximizar produções, além de abrir espaço para a entrada de novas tecnologias que geram progresso. Tudo começa na melhoria do que já existe, nos processos e gestão que ganharão possibilidades infinitas quando alinhados com posturas que buscam inovar", comenta.

Confira a seguir 5 passos para inovar na indústria

#1 Preste atenção nas pessoas

As pessoas, sejam clientes, colaboradores ou fornecedores, estão no centro das transformações. Mesmo que na indústria não se lide diretamente com clientes finais, são eles que estão mudando comportamentos e fazendo novas exigências, que posteriormente são repassadas à indústria. Portanto, é para elas que as empresas precisam olhar. É preciso ter canais para ouvir de forma profunda e empática, buscando antever as necessidades e desejos de quem está na outra ponta do processo. É preciso convidar o cliente, o fornecedor, o parceiro, para o processo de pesquisa e desenvolvimento. Grandes insights surgem a partir do momento que damos voz e vez a quem é a grande razão de existir da indústria.

#2 Vá além da qualidade

Para o engenheiro, qualidade não é mais um diferencial e sim uma obrigação. "Num mundo de poucas barreiras, o concorrente mais novo e simples pode quebrar sua “fórmula secreta” e, do dia para a noite, ser igual, ou até melhor que você. É preciso se utilizar de uma melhoria constante, e essa só é possível quando se tem ferramentas de gestão que incentivam a inovação através de cada processo e colaborador. Os produtos e processos são frutos das mentes que os pensam, e quanto mais livres e direcionadas à inovação elas forem, melhores serão os produtos. A ideia é estar à frente no patamar industrial, não por ter a melhor tecnologia, mas as melhores cabeças pensantes", diz. 

#3 Invista na gestão da inovação

A maioria das indústrias acredita que inovar é adotar novas tecnologias. Novo maquinário, equipamentos mais avançados, softwares inteligentes. A famosa “indústria 4.0”. "Porém, antes de sair comprando um monte de equipamentos novos, é necessário uma gestão focada em dar o 'norte' para a empresa, uma verdadeira gestão da inovação", conta Pierro. Muitas vezes, todos esses aparatos acabam sendo inutilizados ou subaproveitados por falta de capacitação humana para operá-los ou de direcionamento adequado. "Não adianta ter várias tecnologias, mas não ter uma gestão que diga o que fazer com elas, onde elas são mais necessárias, e se são mesmo a melhor alternativa. A aplicação de uma gestão de inovação é indispensável. Assim, a empresa sabe onde investir seus recursos. Se isso for feito de qualquer jeito, só se angaria dívidas. É preciso se perguntar “o que eu ganho com a mudança de equipamentos?”. Não adianta trocar por trocar, para dizer que tem maquinário de ponta, ou que está na indústria 4.0. Toda gestão tem que ser pensada na saúde financeira da empresa. Às vezes, a troca nem é necessária ou há opções mais baratas. Esse investimento só vale se for realmente trazer mais dinheiro e melhorar a empresa", completa. 

#4 É preciso errar

Fomos ensinados que o erro é ruim e deve ser punido. No entanto, grandes inovações surgem a partir de erros. "O erro faz parte do processo de maturação de um produto. Precisamos aprender com eles em vez de jogá-los embaixo do tapete e/ou castigar o “culpado”. Quem é mais inovador fala em errar rápido para aprender e acertar mais rápido. Prega-se o erro de baixo risco, que estimula a experimentação, o teste e a aprendizagem. O mindset dos gestores antigos é o da perfeição na primeira tentativa. Isso dava pouco espaço para inovação. Hoje, entendemos que para inovar é preciso ser tolerante à experimentação e até ao erro. Dizemos que estamos em constante estado de beta, onde tudo pode ser alterado de forma ágil. Algumas alterações serão boas, outras nem tanto. Mas, está tudo bem. As ruins sempre deixarão lições importantes, desde que estejamos abertos a elas", comenta. 

#5 Mente aberta para o futuro

"Tudo que falamos é uma questão de mentalidade. Não adianta dirigir uma indústria, tentar levá-la para a frente, olhando apenas para o retrovisor. O gestor precisa ter os olhos voltados ao futuro, tentando antever cenários. Se livrar de crenças limitantes e conceitos pré-estabelecidos é o passo mais fundamental que um gestor deve dar no caminho da inovação. É preciso mudar o modelo de gestão de cima para baixo, num movimento top-down. Dessa forma, quando todos estiverem alinhados, na mesma página, a empresa será capaz de inovar e aproveitar o mar de oportunidades que o amanhã nos reserva. Ela estará, enfim, nos trilhos da inovação e com nova capacidade de ser a locomotiva de todo um país rumo ao crescimento econômico", finaliza PIerro. 

 

Classificação de criticidade: o que é e como afeta o calendário de manutenções de máquinas?

classificação de criticidade de máquinas.jpg

Muitas vezes, os recursos do setor de manutenção de uma empresa, tanto em termos financeiros como envolvendo mão-de-obra e tempo, são limitados. Por esse motivo, a classificação de criticidade é fundamental para as indústrias.

Essa ferramenta expressa a importância das máquinas ou dos equipamentos dentro de um processo produtivo. Ou seja, o quanto um equipamento é indispensável no contexto operacional de um sistema produtivo.

O consultor e instrutor de treinamentos da Manutenção em Foco, Luis Carlos Cyrino, explica que, para compreender o conceito da classificação de criticidade, é preciso conhecer a classificação ABC.

“A curva ABC é um método que separa os itens de maior importância ou impacto, que são normalmente em menor número. Trata-se de classificação estatística de materiais, baseada no princípio de Pareto, o qual considera a importância dos materiais, baseada nas quantidades utilizadas e no seu valor”, esclarece.

Desse modo, esse sistema de curva ABC é muito utilizado para a administração de estoques e também para estabelecimentos de prioridades, de forma a classificar assertivamente máquinas e equipamentos conforme seu grau de importância para o setor produtivo.

O princípio de classificação ABC foi adaptado pelo JIPM (Japan Institute of Plant Maintenance) na metodologia TPM para a priorização das máquinas e equipamentos e se constitui em um fator decisivo para a escolha de uma política de manutenção adequada, avaliação essa que determina o grau de criticidade das máquinas e equipamentos em relação ao processo produtivo específico do negócio.

Compreenda como definir a criticidade das máquinas

No sistema ABC, cada letra representa uma classificação:

  • Classe A: são máquinas e equipamentos com prioridade alta. Pode-se definir que, nesse caso, a atuação da manutenção deve ser, por exemplo, contemplar a preditiva e preventiva, análise das falhas, formação de grupos de melhoria, entre outros.
  • Classe B: máquinas e equipamentos com prioridade média. Nesse caso, pode-se definir que a manutenção deva contemplar demanda preditiva, por exemplo.
  • Classe C: máquinas e equipamentos com prioridade baixa. Pode-se definir que a atuação da manutenção deve focar em manutenção corretiva, preditiva e monitoramento das falhas para evitar recorrências.

Essa classificação se dará após uma análise da segurança e do meio ambiente, da qualidade do produto, da condição de operação e de entrega, do índice de paradas e da manutenibilidade.

Uma máquina com a classificação A, por exemplo, precisa ter sofrido parada e provocado algum tipo de acidente e mesmo ter contaminado o meio ambiente. Além disso, o tempo de utilização dela precisa ser acima de 90%, ou seja, um equipamento, de fato, fundamental para o trabalho da indústria em questão.

Classificação de criticidade e o calendário das manutenções

O calendário pode ser afetado ao ser detectada a classificação de criticidade de máquinas e equipamentos.

“Quando a manutenção não tem a orientação de qual ativo priorizar nas suas estratégias de manutenção, pode-se acabar alocando recursos em máquinas menos prioritárias do que outras mais importantes”, comenta o consultor e instrutor da Manutenção em Foco.

Essa priorização por máquinas erradas pode afetar os resultados da industria, uma vez que não se tem uma sintonia entre as áreas de PCP (Planejamento e Controle de Produção), Produção e Manutenção. E essa interação, realizada de modo alinhado e estratégico, é fundamental para que os resultados sejam alcançados, tendo em vista que fazer algum tipo de intervenção em máquinas menos importantes pode significar um grande gasto sob um baixo retorno para a indústria.

Além de uma classificação de criticidade ausente ou equivocada, confira no material que preparamos outros erros que podem estar impedindo o aumento da produtividade de sua indústria.

 

Matriz SWOT: como aplicar na sua indústria e o que ela pode fazer por você

Matriz SWOT para indústrias

A matriz SWOT para indústrias refere-se a uma técnica de gestão utilizada para analisar ambientes organizacionais e que pode ser bastante útil para se elaborar o planejamento estratégico de 2020. O termo SWOT vem do inglês e significa Forças (Strenghs), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Oportunities) e Ameaças (Threats).

“As forças e fraquezas relacionam-se ao ambiente interno, enquanto as oportunidades e ameaças são antecipações do futuro e estão relacionadas a fatores externos. O ambiente interno pode ser controlado, já o externo está totalmente fora do controle da indústria, o que não impede de ser conhecido e monitorado”, explica o CEO da Scopi Sistemas, Marcos Kayser.

Compreendendo a matriz SWOT para indústrias

É também importante saber que na Matriz SWOT para indústrias atribui-se um peso para cada fator e avalia-se o equilíbrio desses fatores:

  • Forças: a força é conhecida como um dos pontos fortes. Ou seja, as características positivas que favorecem o cumprimento do propósito de determinada indústria. Ela pode ser, por exemplo, a marca da empresa, se conhecida em âmbito nacional, o bom atendimento e até quão capacitada e preparada é a equipe.
  • Fraquezas: são os pontos fracos. Nela, estão as características negativas ou desafiadoras, as quais prejudicam o cumprimento do seu propósito. Podemos exemplificar como a falta de organização interna, a deficiência de mão de obra qualificada e problemas visíveis de gestão.
  • Oportunidades: são características que podem ser potencializadas e indicam perspectivas para a organização crescer dentro de seu mercado. Exemplos disso são o aumento do poder aquisitivo, tendência de queda dos juros, deficiências do produto da concorrência, etc.
  • Ameaças: são aspectos que podem ser combatidos e que colocam em risco a sobrevivência e o crescimento da instituição. Aqui se encaixam situações como o endividamento da população, a falta de cultura para adquirir o produto, nova tributação criada pelo governo, entre outras.

Dicas para montar uma matriz SWOT para indústrias

O primeiro passo para isso é definir os pontos fracos e fortes da nova estratégia. É importante conhecer todos os recursos, fazer uma lista do que há de positivo dentro da indústria, conhecendo os recursos existentes para buscar os melhores resultados.

Assim como os pontos positivos, os negativos precisam estar bem claros. É preciso analisar aqueles aspectos que podem ser prejudiciais para que os objetivos sejam alcançados.

Após feita essa análise, chega o momento de verificar o ambiente externo, ou seja, aquilo que não pode ser controlado, mas que deve ser observado com bastante atenção. Essa análise vai desde pessoal no mercado, que pode agregar em termos de experiência, até tendências e chances de conquistar novas áreas e mercados dentro da indústria.

No que diz respeito ao ambiente externo, além das oportunidades, as ameaças merecem igual atenção. É importante atentar-se para todos os perigos que o cenário pode apresentar, como crises, investimentos da concorrência, etc. 

Como fazer análise da Matriz SWOT para indústrias para o planejamento estratégico de 2020

Na matriz SWOT para indústrias, essa análise pode ser feita mediante a produção de uma lista de todos os pontos levantados, em um quadro, no qual cada quadrante representa cada aspecto estudado (pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças).

Esse estudo pode ser facilitado com o uso de ferramentas especializadas, conforme explica Kayser.

“Na Scopi, criamos um modo que auxilia a priorizar os itens do SWOT informando se uma empresa está em uma fase mais de sobrevivência do que de desenvolvimento, por exemplo”, pontua o especialista.

Se for fazer manualmente, depois de colocar cada aspecto em seu devido quadrante, dá-se uma nota de prioridade para cada item, seguindo o critério de sua preferência. Lembre-se de classificar cada item da seguinte forma: entre 5 e 1, sendo que o número cinco, quer dizer excelente, e o número um, fraco.

Após essa classificação, multiplique a nota de prioridade pela classificação, e logo você obterá um valor x sobre aquele item final. Essa ação ajudará a dar uma visão ampliada sobre onde focar os esforços de seu negócio em 2020.

“A ferramenta ajuda na medida em que aponta fraquezas e ameaças que podem e devem ser eliminadas ou mitigadas por meio de planos de ações”, conclui o CEO da Scopi Sistemas.

E então, ficou mais claro para você como aplicar a matriz SWOT para indústrias? Para ver outras dicas para elaborar o planejamento estratégico de sua empresa, baixe também nosso guia sobre Business Model Canvas para a indústria.

Matriz SWOT: como aplicar na sua indústria e o que ela pode fazer por você

Matriz SWOT para indústrias

A matriz SWOT para indústrias refere-se a uma técnica de gestão utilizada para analisar ambientes organizacionais e que pode ser bastante útil para se elaborar o planejamento estratégico de 2020. O termo SWOT vem do inglês e significa Forças (Strenghs), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Oportunities) e Ameaças (Threats).

“As forças e fraquezas relacionam-se ao ambiente interno, enquanto as oportunidades e ameaças são antecipações do futuro e estão relacionadas a fatores externos. O ambiente interno pode ser controlado, já o externo está totalmente fora do controle da indústria, o que não impede de ser conhecido e monitorado”, explica o CEO da Scopi Sistemas, Marcos Kayser.

Compreendendo a matriz SWOT para indústrias

É também importante saber que na Matriz SWOT para indústrias atribui-se um peso para cada fator e avalia-se o equilíbrio desses fatores:

  • Forças: a força é conhecida como um dos pontos fortes. Ou seja, as características positivas que favorecem o cumprimento do propósito de determinada indústria. Ela pode ser, por exemplo, a marca da empresa, se conhecida em âmbito nacional, o bom atendimento e até quão capacitada e preparada é a equipe.
  • Fraquezas: são os pontos fracos. Nela, estão as características negativas ou desafiadoras, as quais prejudicam o cumprimento do seu propósito. Podemos exemplificar como a falta de organização interna, a deficiência de mão de obra qualificada e problemas visíveis de gestão.
  • Oportunidades: são características que podem ser potencializadas e indicam perspectivas para a organização crescer dentro de seu mercado. Exemplos disso são o aumento do poder aquisitivo, tendência de queda dos juros, deficiências do produto da concorrência, etc.
  • Ameaças: são aspectos que podem ser combatidos e que colocam em risco a sobrevivência e o crescimento da instituição. Aqui se encaixam situações como o endividamento da população, a falta de cultura para adquirir o produto, nova tributação criada pelo governo, entre outras.

Dicas para montar uma matriz SWOT para indústrias

O primeiro passo para isso é definir os pontos fracos e fortes da nova estratégia. É importante conhecer todos os recursos, fazer uma lista do que há de positivo dentro da indústria, conhecendo os recursos existentes para buscar os melhores resultados.

Assim como os pontos positivos, os negativos precisam estar bem claros. É preciso analisar aqueles aspectos que podem ser prejudiciais para que os objetivos sejam alcançados.

Após feita essa análise, chega o momento de verificar o ambiente externo, ou seja, aquilo que não pode ser controlado, mas que deve ser observado com bastante atenção. Essa análise vai desde pessoal no mercado, que pode agregar em termos de experiência, até tendências e chances de conquistar novas áreas e mercados dentro da indústria.

No que diz respeito ao ambiente externo, além das oportunidades, as ameaças merecem igual atenção. É importante atentar-se para todos os perigos que o cenário pode apresentar, como crises, investimentos da concorrência, etc. 

Como fazer análise da Matriz SWOT para indústrias para o planejamento estratégico de 2020

Na matriz SWOT para indústrias, essa análise pode ser feita mediante a produção de uma lista de todos os pontos levantados, em um quadro, no qual cada quadrante representa cada aspecto estudado (pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças).

Esse estudo pode ser facilitado com o uso de ferramentas especializadas, conforme explica Kayser.

“Na Scopi, criamos um modo que auxilia a priorizar os itens do SWOT informando se uma empresa está em uma fase mais de sobrevivência do que de desenvolvimento, por exemplo”, pontua o especialista.

Se for fazer manualmente, depois de colocar cada aspecto em seu devido quadrante, dá-se uma nota de prioridade para cada item, seguindo o critério de sua preferência. Lembre-se de classificar cada item da seguinte forma: entre 5 e 1, sendo que o número cinco, quer dizer excelente, e o número um, fraco.

Após essa classificação, multiplique a nota de prioridade pela classificação, e logo você obterá um valor x sobre aquele item final. Essa ação ajudará a dar uma visão ampliada sobre onde focar os esforços de seu negócio em 2020.

“A ferramenta ajuda na medida em que aponta fraquezas e ameaças que podem e devem ser eliminadas ou mitigadas por meio de planos de ações”, conclui o CEO da Scopi Sistemas.

E então, ficou mais claro para você como aplicar a matriz SWOT para indústrias? Para ver outras dicas para elaborar o planejamento estratégico de sua empresa, baixe também nosso guia sobre Business Model Canvas para a indústria

4 formas de ganhar competitividade para sua indústria

Ganhar competitividade para a indústria

Nos próximos anos, será fundamental que o país encontre formas de lidar com desafios sistêmicos. Isso será indispensável para ganhar competitividade em um contexto global e retomar ao ciclo de crescimento econômico e social. Nesse contexto, empresários e gestores estão buscando formas de ganhar competitividade para a indústria e torná-la mais custo-eficiente, alinhada às novas demandas trazidas pela Indústria 4.0 e às mudanças impulsionadas pelo mercado. 

E o desafio é grande, conforme explica o professor Dr. Luis Guedes, da FIA (Fundação Instituto de Administração).

"A competitividade da indústria nacional é absolutamente fundamental se o Brasil quiser, de fato, vir para o século 21. Isso porque, em muitos casos, operamos como se estivéssemos ainda no século 20, baseados apenas no critério de eficiência. Isso é um perigo para a sobrevivência e sucesso das empresas", aponta o especialista.

4 formas de ganhar competitividade para a sua indústria 

Na hora de avaliar como vencer esse desafio e tornar sua empresa mais competitiva, uma série de ações podem ser executadas. Entre elas, estão:

1. Rever processos 

Em empresas de estrutura tão complexa quanto as indústrias, é possível que muitos processos não terem sido revistos desde sua implementação. Porém, custos, insumos, exigências, tecnologias e metas foram constantemente mudando. E o mesmo deve se dar com os processos administrativos e de chão de fábrica. Ou seja, é necessário fazer um mapeamento dos processos atuais para poder otimizá-los, modernizá-los e redesenhá-los, com base no novo cenário. Nesse sentido, Guedes identifica que a digitalização dos processos é algo crucial.

"Digitalizar os processos que integram desde compras, passando pelo processo produtivo e chegando até o relacionamento com os clientes ajuda potencialmente a elevar a competitividade da indústria", avalia o especialista.

2. Identificar e corrigir gargalos 

Durante o estágio de mapeamento e redesenho de processos para ganhar competitividade para a sua indústria, você já deverá detectar gaps e gargalos que estejam reduzindo sua capacidade produtiva e gerando problemas como atrasos, paradas excessivas e desperdícios.

A partir disso, você poderá corrigir tais questões e realizar mudanças para gerar ganhos de produtividade e diferenciais importantes para sua indústria.

3. Inovar

Inovar é uma das premissas fundamentais para nossa indústria vencer a crise e ganhar competitividade. Aqui, é importante lembrar de que essa inovação passa não apenas por adoção tecnológica, como também por abordagens laborais, uso dos equipamentos e recursos disponíveis, métodos produtivos, etc. 

Para o especialista da FIA, é possível fazer isso também estando mais integrado à cadeia produtiva, elevando o relacionamento com os públicos de interesse a um novo patamar e ficando de olho nos movimentos e nas tendências do mercado.

"A competitividade do século 21 presume a integração da indústria com sua cadeia produtiva, a capacidade de olhar para fora e entender o que está acontecendo e de estabelecer relações sólidas com todos os stakeholders", resume.

4. Ter um RH mais estratégico

Por mais que com a Indústria 4.0 a tecnologia assuma um foco, o capital humano é e continuará sendo fator decisivo para o sucesso do negócio e a competitividade para a sua indústria.

Por isso, o setor de RH deverá estar cada vez mais em evidência, assumindo um papel estratégico nas indústrias, indo bem além de organizar tarefas operacionais como folha de pagamento e realmente atuando em prol de um capital humano preparado, criativo, engajado e produtivo, que contribua ativamente para os resultados da organização.

"O RH nunca foi tão relevante quanto agora para os resultados das empresas. Um RH mais estratégico, que consiga detectar no mercado os melhores talentos, engajá-los, qualificá-los e retê-los na indústria é crucial para o ganho de competitividade do negócio", finaliza Guedes.

Para encontrar mais formas de ganhar competitividade para a sua indústria, confira também o material que preparamos apresentando como a renovação do parque fabril aumenta a competitividade.

Saiba a importância da metodologia ágil para a Indústria 4.0

Metodologia Ágil para a industria

Na indústria 4.0, a eficiência dos processos de produção é posta à prova a cada novo sensor instalado em uma máquina e a cada novo sistema que passa a controlar uma parte da operação. A cada etapa de adoção de novas tecnologias, sistemas e soluções, existem riscos que podem ser minimizados com a implantação da metodologia ágil.

Desenvolvida inicialmente na indústria de software e depois aplicada a outros setores, a metodologia ágil é uma alternativa à gestão tradicional de projetos, e permite aprimorar processos, aumentar a produtividade e encurtar os ciclos de entrega com o envolvimento de equipes cada vez mais multidisciplinares e focadas, resultando em melhor qualidade.

Escrito em 2001 e endossado por 17 desenvolvedores de software, o Manifesto Ágil surgiu da observação de pontos comuns de projetos que tiveram sucesso em suas metodologias e também visava evitar falhas de desenvolvimento, como a que resultou a explosão do foguete Ariane-5, em 1996, que causou um prejuízo de US$ 370 milhões.

Investigações da Agência Espacial Europeia sobre o acidente identificaram que a explosão na hora do lançamento não havia sido provocada por falha mecânica ou mesmo sabotagem. Um simples erro de software, que fez cálculos errados na hora do lançamento, causou o desastre.

Esse episódio também trouxe uma grande lição que foi observada com atenção pela indústria: era preciso ter mais agilidade e eficiência nas entregas e na execução de um projeto como um todo, garantindo um resultado final de alta qualidade. Afinal, imagine se o software que controla a operação de um alto forno em uma siderúrgica errar algum cálculo que leve a uma falha mecânica? O resultado pode ser uma grande explosão, causando, além dos prejuízos financeiros, a morte de funcionários.

Alinhando a Indústria 4.0 e a metodologia ágil

"Tornar a Indústria 4.0 uma realidade exige a adoção de um conjunto de tecnologias e automação industrial, com intensa digitalização de informações e comunicação direta entre sistemas, máquinas, produtos e pessoas. A jornada rumo à Indústria 4.0 vai muito além de software e hardware, passando pela construção da estratégia, processos, metodologias e a mudança da abordagem em relação à gestão de projetos", comenta Gilberto Strafacci, Diretor do SETEC Consulting Group.

A metodologia ágil vai de encontro a essa flexibilidade, rapidez e segurança exigidas pela Indústria 4.0, oferecendo a capacidade de realizar ajustes no projeto e no produto conforme eles evoluem. Ao considerar as mudanças rápidas do ambiente – como os clientes, a tecnologia e os concorrentes – a gestão de projetos vai se adaptando de forma flexível, gerando aprendizado durante o processo. Isso garante o melhor resultado possível, de forma eficiente e sustentável para a empresa, ao mesmo tempo que maximiza a experiência do cliente em cada etapa.

A jornada rumo à Indústria 4.0 não é uma opção e os líderes de negócio devem aproveitar a oportunidade e transformar inovadoras tecnologias em aliadas. "Assim, a metodologia ágil, implantada a partir de um projeto bem estruturado, com a presença de parceiros com expertise comprovada, se encaixa perfeitamente nesse novo cenário, otimizando os resultados finais, poupando tempo e recursos na gestão de projetos", conclui Strafacci. 

A próxima década da indústria brasileira

A próxima década da indústria

O início do último trimestre do ano geralmente é o período para as avaliações de desempenho e planos para o futuro. Tempo de tentar projetar o que virá nos próximos ciclos, o que nunca é tarefa fácil. No âmbito pessoal, muitas pessoas recorrem a estudos científicos e pesquisas para conseguir algum tipo de controle a respeito do que está por vir. No mundo corporativo, isso não é diferente, instituições renomadas e especialistas são responsáveis por fornecer alguma ideia do ambiente que deve ser encontrado nos próximos anos.

É desnecessário dizer que o Brasil reserva muitas surpresas e, frequentemente, desafia até mesmo as mentes mais brilhantes a entender em que o crescimento do país estará embasado durante os próximos anos. De acordo com o que é possível avaliar no setor industrial, há razões para acreditar em uma retomada de médio e longo prazo. Para ter uma ideia, estudos recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o PIB do setor deve ter uma expansão de 0,4% este ano, resultado praticamente estagnado, embora já fora da recessão.

Apesar da distância visível em relação aos índices expressivos de crescimento de países como a China e outros emergentes, é necessário investir desde já para capturar o potencial que o mercado brasileiro deve apresentar nos próximos anos. E, no cenário atual – em que mesmo os juros baixos estão longe de representar abundância de crédito – investimento demanda conhecimento aplicado do que realmente pode diferenciar companhias líderes de mercado das demais.

Nesse sentido, apesar das surpresas que o futuro reserva, dois pontos merecem ser destacados como alvos certeiros de investimento nos próximos dez anos, a tecnologia e a educação. Hoje, o setor industrial brasileiro ainda não atingiu a maturidade no uso de soluções de maior valor agregado para aumentar a produtividade e atingir outros benefícios, como maior acesso à informação e à segurança das fábricas e processos.

A preocupação para tornar isso realidade existe. Uma pesquisa recente da KPMG mostra que estabelecer padrões de manufatura 4.0 é a prioridade de 42,6% dos executivos do setor no Brasil. Isso significa que os empresários estão em sua quase maioria preocupados com o estabelecimento de tecnologias de automação que agreguem rapidez, segurança, menores custos e mais produtividade, trazendo melhores resultados.

Avaliar todas as etapas do processo produtivo para identificar erros, corrigi-los rapidamente e não repetir mais são etapas presentes em grandes companhias há pelo menos oito anos atrás. Contudo, a adoção de investimentos em Automação por fábricas de menor porte segue em atraso, este principalmente relacionado ao contexto macroeconômico do país.

Outro ponto fundamental relacionado ao investimento em tecnologia está na formação dos profissionais. Para efeito de comparação, os profissionais de países desenvolvidos já estudam há trinta anos como a automação é essencial para um país avançar em riquezas, produtividade, qualidade e boa imagem dos produtos produzidos em seus países.

Aqui, profissionais responsáveis por projetar, programar, instalar e manter as tecnologias de automação, em grande parte ainda não passaram pelo estudo desse tipo de recurso e de seu altíssimo impacto no processo produtivo. Esse é um fator que certamente colabora para a resistência em mensurar o retorno do investimento que as tecnologias certamente proporcionam.

Esses são alguns dos principais desafios enfrentados pelo setor industrial atualmente. E, apesar do dificil caminho que sugerem rumo à retomada econômica, é importante lembrar que as condições necessárias para que sejam superados já estão presentes em território nacional.

Ainda que o efeito prático dessas estratégias possa ser sentido daqui a algum tempo, é necessário investir desde já. Afinal, o Brasil necessita de confiança. E confiança é construída aos poucos, com ambiente estável para investimentos, infraestrutura para logística e acesso a bons profissionais. Passo a passo, será possível concretizar investimentos e tornar o ambiente econômico – e, claro, industrial – cada vez mais competitivo.

O Brasil tem um dos maiores potenciais do mundo em crescer e demandar tecnologias de automação. Para saber os resultados que o futuro reserva, é necessário começar a agir agora e com o pensamento dos próximos 10 anos. Estar preparado não é uma opção e sim uma necessidade.

* Fabiano Lourenço é vice-presidente da Mitsubishi Electric do Brasil

Retomada da atividade industrial também depende de gestão eficiente

Retomada do crescimento industrial

A produção da indústria brasileira cresceu 0,8% em agosto comparado ao mês anterior, de acordo com o relatório mais recente da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sem dúvida, a notícia é um alento para o setor, que há tempos convive com sucessivas quedas - fruto da crise econômica iniciada em 2014. 

Ao avaliar os dados de forma minuciosa, é possível observar que somente os bens intermediários (insumos utilizados para produção de outros bens) registraram avanço. A categoria - que representa 55% da indústria nacional - cresceu 1,4% em relação ao mês de julho. Por outro lado, a produção de bens duráveis diminuiu 1,8% no período. Já a de bens semi e não duráveis, além de fabricantes de bens de capital, apresentaram ambas queda de 0,4%. 

O resultado mostra que os problemas estão longe de serem resolvidos. Apesar da leve recuperação sustentada pela maior categoria do setor, a verdade é que a indústria brasileira passa por um quadro de estagnação crônica e inclusive corre o risco de deixar o ranking das dez maiores potências mundiais, uma vez que nos últimos cinco anos a atividade nas fábricas de todo o planeta aumentou 10%, enquanto a produção industrial no Brasil caiu 15% no mesmo intervalo.

Além de contar com a melhora da economia brasileira para voltar a crescer com consistência, nesse momento o grande desafio das indústrias também passa pela incorporação de boas práticas de gestão. Hoje ainda são inúmeros os exemplos de empresas da área que serão geridas de maneira familiar. Obviamente, diversas delas são conduzidas por profissionais competentes, mas há também aquelas que derrapam pela ausência de uma governança mais profissionalizada. Já outras falham no processo de sucessão e acabam se perdendo no meio do caminho.

O desempenho do setor também é atravancado pela falta de processos na gestão de pessoas. São raras as indústrias que estabelecem programas para atração e retenção de talentos. Com isso, os melhores profissionais tendem a entrar na companhia e logo em seguida se veem obrigados a procurar por oportunidades mais atraentes, haja visto que grande parte das empresas não costumam oferecer aos colaboradores planos de carreira estabelecidos por metas e resultados alcançados.

Outro fator que merece atenção e tende a influenciar de forma negativa o faturamento de algumas indústrias é a falta de sincronia entre os departamentos de marketing e comercial. Para ficar em apenas um exemplo, é comum que alguns líderes peçam aos executivos de vendas para realizar relacionamento com clientes que costumam adquirir produtos somente a cada cinco anos - claramente uma atividade de responsabilidade do marketing.

Vale também mencionar a importância da formação de equipe de TI. No mercado industrial ainda há diversos profissionais da área avessos a novas soluções pelo medo de perder sua importância dentro da organização. Tal atitude tende a impactar os resultados operacionais do negócio pela ausência de melhorias a médio prazo na gestão organizacional, produtividade do chão de fábrica e até mesmo prejudicando o desenvolvimento de novos produtos.

Tornar eficiente a gestão nas indústrias não é uma tarefa simples. São inúmeros fatores envolvidos para que a administração alcance a solidez necessária, adaptando-se ao conceito Indústria 4.0. Agora a lição de casa a ser feita - por muitas companhias -  é ajustar os pontos defasados para adiante pegar carona junto com o crescimento econômico.

*Matheus Pagani é cofundador e CEO da Ploomes