Novos tempos para produzir, vender e liderar: um resumo do segundo dia da Indústria Xperience

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O lançamento da plataforma Indústria Xperience segue a todo vapor: a tecnologia e as transformações trazidas por ela foram um tema presente ao longo de todo o segundo dia de evento. Além de discutir de maneira prática os aspectos tecnológicos, abordando temas como realidade aumentada, o segundo dia também foi marcado pelos impactos que a transformação digital traz para marketing, vendas e gestão na indústria.

A seguir, confira um resumo dos conteúdos de 11 de novembro – e cadastre-se grátis na plataforma Indústria Xperience para assistir os conteúdos na íntegra!

ABIMAQ Inova: Gestão na velocidade das mudanças e LGPD

Abrindo esse segundo dia, os conteúdos do ABIMAQ Inova - evento tradicional da ABIMAQ, que acontece sempre em novembro e esse ano é apresentado dentro da plataforma Indústria Xperience - trouxeram para a pauta os desafios da gestão industrial em tempos de mudanças tão rápidas, além de discutir também as implicações e perspectivas da entrada em vigor da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) no Brasil. O tema da primeira live, "gestão na velocidade das mudanças", é também o tema central dessa 13ª edição da ABIMAQ Inova. Mediado por João Alfredo Delgado, diretor executivo de tecnologia da ABIMAQ, a apresentação reuniu Daniel Luz, da UpperTools, Rafael Claro, da S.A.P., e Célia Foja, da People+Strategy para uma discussão sobre como se adaptar a esse novo cenário, em constante transformação. 

Na segunda conversa do dia, com mediação de Remi Yun, Privacy & Data Protection Manager na Accenture, os convidados Abilio Branco, da Thales, Anne Joyce, da Angare Angher Advogados, Marcia Muniz, da Cisco e Fernanda Maia, da 3L debateram as implicações legais da entrada da LGPD em vigor, identificando os pontos de atenção que afetam indústrias de todos os portes e vão exigir adaptação por parte de gestores de todo o país. Os dois conteúdos foram gravados e estão disponíveis na íntegra na plataforma Indústria Xperience.

Realidade aumentada na indústria: do planejamento à venda 

Qual a diferença entre ealidade Aumentada e Realidade Virtual? E quais são as aplicações dessas tecnologias na indústria? Esse foi o tema do webinar ministrado pelo consultor especialista em indústria 4.0, Júlio Oliveira. O palestrante dividiu com os presentes como a RA - um dos pilares da era 4.0 – pode ser aplicada em todas as etapas do processo: planejamento, produção e venda industrial.  "Usando a realidade aumentada, uma das possibilidades é que você faça o desenvolvimento do produto de forma digital e possa entender como esse produto ou essa alteração de produto irá performar na vida real. Isso abre muitas possibilidades de redução de custos só nessa etapa. Essa é uma tecnologia que pode trazer vantagens para todas as outras fases, de diversas maneiras", apontou. O conteúdo também está disponível para assistir na plataforma. 

Certificados de calibração: o que você precisa saber? 

Você sabe interpretar os certificados de calibração? Nessa conversa, promovida em parceria com a REMESP (Rede Metrológica do Estado de São Paulo), o Prof. Daniel Juliano, instrutor e consultor especialista em gestão de qualidade em calibração, conversou com Celso Scaranello, presidente-executivo da REMESP, sobre os principais itens do certificado, dando dicas de como interpretá-los para garantir a segurança do processo.  A apresentação está disponível na íntegra! 

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você está preparado?

Os Desafios do Marketing Industrial - e como superá-los

O Marketing B2B apresenta muitos desafios. Quando falamos de Marketing para Indústrias, esses desafios se mostram ainda mais peculiares. Com engenheiros de várias gerações participando do processo de pesquisa, decisão e compra, algumas estratégias precisam ser ajustadas para levar em conta esse cenário. Nessa palestra internacional, à convite da Informa Markets, o consultor especialista Achinta Mitra trouxe dados, tendências e técnicas para entender melhor esse público – e aprender a vender para ele.  "Você é um profissional de marketing do passado se você trabalha apenas com base no relacionamento que construiu ao longo dos anos", comentou. "Vender para os novos engenheiros é um processo que exige construção de confiança na sua marca. O marketing de conteúdo pode ajudar nisso, mas lemre-se: não crie conteúdo antes de entender completamente o seu público", disse. O conteúdo completo está disponível na plataforma Indústria Xperience. 

Aplicação de Digital Twin no desenvolvimento de produtos e processos industriais 

Em um cenário cada vez mais digitalizado, o uso de simulações virtuais e Digital Twins vem ganhando espaço. Entender as vantagens e oportunidades do uso de Digital Twin no desenvolvimento de produtos e processos na indústria é cada vez mais importante para esse segmento, que encara uma digitalização cada vez maior no Brasil. Durante a apresentação ao vivo sobre esse tema, o convidado Leandro Garbin, Gerente do Portfólio Simcenter (Testes & Simulações) na SIEMENS, reforçou o que significa esse conceito e quais as aplicações dessa tecnologia, na prática. Leandro também respondeu às perguntas do público ao vivo e interagiu com os presentes no chat. 

Treinamento: técnicas de vendas para a indústria 

Prospectar novos clientes, fidelizar os compradores atuais, aumentar o leque de contatos... As necessidades dos times comerciais na indústria são variadas e lidam com um cenário único, com ciclo de vendas longo, visitas técnicas e investimento elevado. Nessa conversa, à convite da ABFA, o instrutor Fábio Tozzini dividiu com o público da plataforma Indústria Xperience quais são esses pontos de atenção e deu dicas para vender no setor industrial. "É muito importante, antes de mais nada, conhecer a fundo quem é o seu cliente. Para quem você vai vender? Se especializar em um setor vai te ajudar a entender quais são os momentos certos de oferecer seu produto ou serviço e aproveitar melhor as oportunidades de negócio", aconselhou. Confira a conversa na íntegra clicando aqui. 

Calibração de máquinas de medir por coordenadas: pontos importantes 

O que você precisa saber na hora de calibrar máquinas de medir por coordenadas? Nesse treinamento, promovido pela REMESP, o prof. André Roberto de Sousa encerrou o segundo dia de evento da Indústria Xperience e apresentou quais são os pontos importantes no processo, dando dicas de como garantir que a calibração aconteça da melhor forma possível.  O moderador Celso Scaranello, presidente-executivo da REMESP, participou do conteúdo, tirando dúvidas e fazendo comentários. 

Confira a programação do último dia de evento e cadastre-se na plataforma Indústria Xperience para assistir amanhã! 

Informação, tecnologia e perspectivas: confira como foi o primeiro dia da Indústria Xperience!

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Para marcar o lançamento da plataforma Indústria Xperience, mais de 7 horas de conteúdo inédito reuniram profissionais do setor nesse primeiro dia de evento. Abordando tanto o desenvolvimento tecnológico e as possibilidades do 4.0, palestras e debates também trouxeram informações úteis sobre gestão, liderança e formação acadêmica.

Confira a seguir um pouco do que foi discutido – e aproveite para assistir aos conteúdos completos se cadastrando gratuitamente na plataforma Indústria Xperience.

ABIMAQ Inova: redes privadas de 5G e a IoT no setor de máquinas

Abrindo esse primeiro dia, os conteúdos do ABIMAQ Inova – evento de inovação promovido pela ABIMAQ, que aconteceu dentro da plataforma – colocaram em pauta as possibilidades trazidas pelas redes privadas de 5G e pela Internet das Coisas no setor de máquinas. “A chegada do 5G permite que a conexão chegue em ambientes que hoje não são atendidos pelo 4G. As redes públicas de telecom não deixam de participar do ecossistema, mas abre-se a possibilidade de trabalhar com redes privadas de 5G, em que é viável comprar equipamentos de telecom e operar dentro das empresas, ganhando autonomia e controle da operação”, afirmou Gustavo Correa Lima (CPqD). “As redes públicas de internet hoje não cobrem todas as indústrias espalhadas pelo Brasil e as redes privadas se inserem nesse contexto, permitindo que cada indústria invista na estrutura de acordo com suas necessidades”, completou Sergio Sevileanu (SIEMENS).  Wilson Cardoso (Nokia), trouxe outra reflexão importante: "O 5G é para as pessoas, mas principalmente para as máquinas. Essa tecnologia possibilita mais banda e milhões de possibilidades, conectando tanto dispositivos simples quanto complexos, com grande capacidade de processamento. É preciso entender quais as vulnerabilidades desses sistemas conectados, para cuidar desses pontos e garantir que tenhamos segurança cibernética nas indústrias". 

Mediado por João Alfredo Delgado (ABIMAQ), o segundo conteúdo do dia trouxe informações sobre a Internet das Coisas e a inteligência e estratégias necessárias por trás de seu uso. "A IoT é a base dos processos de digitalização", defendeu Fernando Caprioli (Tetra Pak). Completando esse pensamento, João Pratas (Danfoss) apontou que a pandemia acelerou esses processos, mas que a tecnologia é parte de um todo. "As tecnologias precisam ser combinadas com os processos, a operação e a produtividade. Os robôs nas linhas automatizadas, por exemplo, não substituem 100% os postos de trabalho, mas sim servem para dar suporte ao técnico presente na fábrica", comentou. Para Sérgio Tokio (ROMI), esse processo de corrida pelo digital abriu novas portas de negócios. "Houve uma busca por novos modelos de negócio que compensassem a queda na receita, mas que fizessem sentido dentro do contexto. Implantamos o Machine As Service, ou seja, o aluguel de máquinas. Conseguimos monitorar através de telemetria o uso dos equipamentos em campo, tornando esse modelo viável", contou. Os participantes também discutiram as dificuldades, desafios e possibilidades da IoT. 

Laboratórios e os desafios de ensinar Engenharia 4.0

A indústria está passando por muitas mudanças, em plena transição para a quarta revolução industrial. Incorporando aos poucos as bases do 4.0 nas fábricas, observamos um novo desafio surgir: como as universidades estão preparando a nova geração de engenheiros para a indústria? Nesse contexto, como os laboratórios de simulação e os FabLabs podem ser ferramentas úteis para o desenvolvimento dessa nova geração? Esse foi o tema do debate entre Pedro Ferreira (UNIP), José Carlos de Souza Jr. (IMT) e Fábio Lima (FEI), com moderação de Mauro Andreassa (IMT). "Na FEI, todos os trabalhos de conclusão de curso são feito com cases reais, de indústrias reais, com o uso dos laboratórios. Acreditamos que é preciso focar nas pequenas e médias empresas, já que fortalecer ele setor fortalece toda a cadeia. O papel dos laboratórios deve ser sempre o de incentivar essa parceria de fato entre a universidade e as empresas, em um trabalho conjunto", comentou o professor Fábio Lima. Além de atuar diretamente com a tecnologia nos laboratórios, o professor Pedro Ferreira também destaca que outras habilidades também surgem nesse ambiente. "A literatura da indústria 4.0 aponta que precisamos que o aluno saiba estabelecer seu processo de aprendizagem, e é isso que os laboratórios da UNIP incentivam. Apostamos muito em desenvolver essas skills, que permitem que o engenheiro aprenda a trabalhar em conjunto e se prepare para a realidade da indústria", dividiu. 

O professor e reitor do IMT, José Carlos de Souza Jr., reforçou esse ponto: "O laboratório do futuro mistura alunos de vários cursos, já que basicamente todas as disciplinas podem utilizar a estrutura. Engenheiros químicos, civis, de alimentos, designers... E, quando não esta sendo utilizado pelos alunos, empresas podem vir fazer seus treinamentos em lean manufacturing aqui, como a GM e a Pirelli já fazem no IMT. Essa troca serve para que os alunos entendam o setor e as empresas entendam o pensamento desse jovem profissional. É um ambiente em que todos ganham com a integração, sem divisão entre teoria e prática, escola e empresa, academia e mercado". Para o professor Andreassa, mediador do painel, uma tendência importante se manifestou. "É muito importante ouvir de professores de engenharia que já não há um foco excessivo na técnica. Estamos aqui ouvindo que nossa academia está sim preocupada em desenvolver as habilidades socioemocionais e a capacidades de trabalhar em conjunto. A cultura tecnicocêntrica deve ser revista", concluiu. 

Revisão de processos tributários para reduzir os custos 

Um dos temas mais sensíveis para a indústria brasileira é a redução de custos. Por mais que a capacidade produtiva e o consumo de recursos surjam com bastante frequência nessa discussão, outros aspectos devem ser considerados, como os custos fiscais e tributários. Revisar os processos tributários pode gerar uma economia de até 20%, além de permitir compensações por cobranças indevidas. Em conversa para o lançamento da Indústria Xperience, Rogério Lara, sócio-diretor da Tag Brazil, e Christian Dihlman, presidente da ABINFER, discutiram como a revisão dos processos tributários pode ser um movimento estratégico para 2020. "Os custos tributários são um grande desafio para as indústrias brasileiras, inclusive indo além do ferramental, principalmente quando consideramos uma concorrência como a chinesa", comentou Dihlmann. "No Brasil, enfrentamos já há alguns anos, a incidência de imposto sobre imposto, o que afeta os cálculos tributários. Revisar esses processos para corrigir esses pontos traz para o empresário uma redução significativa à base tributável, por exemplo, PIS e COFINS", explicou Rogério. A conversa trouxe insigths sobre possibilidades de redução de custo fiscal, abrindo novos horizontes para o orçamento das indústrias. A conversa já está disponível na plataforma Indústria Xperience.

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Mercado de máquinas Italiano-Europeu: as perspectivas globais para o pós-COVID

Em conversa com Bárbara Colombo, presidente da UCIMU (a associação italiana de máquinas-ferramenta), Manuel Niglli, responsável pelas ações internacionais das feiras FEIMEC e EXPOMAFE, discutiu os dados mais recentes sobre a indústria mundial de máquinas, considerando principalmente o cenário europeu. Com as informações atualizadas fornecidas pela UCIMU, foi possível entender os impactos na produção industrial em todo o mundo e, principalmente, as ações de retomada e os primeiros resultados encontrados. "O panorama previsto pela Oxford Economics é de que o mercado europeu vai registrar uma queda de 23% em 2020, seguida por três anos de aumento na demanda e no consumo de máquinas", comentou a presidente. Confira mais dados na apresentação completa, já disponível na plataforma Indústria Xperience

Indústria Xperience: o que a inteligência artificial NÃO pode fazer por você?

Um dos pilares da indústria 4.0, a Inteligência Artificial (IA) promete revolucionar os processos da indústria, agregando eficiência e segurança à produção. Mas o que a Inteligência Artificial NÃO pode fazer por você? Nessa apresentação ao vivo, Tiago Sanches (IMT) desmistificou a IA e ajudou entender as vantagens dessa tecnologia para a indústria – sem deixar de fora seus limites.  "É preciso entender exatamente o que é a inteligência artificial para entender também onde ela vai funcionar e onde não vai", comentou. Debatendo as expectativas e caminhos para começar a aplicar a IA na indústria,  o professor também respondeu os comentários ao vivo e no chat. Confira a gravação na plataforma!

Novos líderes para um novo chão de fábrica 

A gestão desempenha um papel muito importante na produtividade e nos resultados de indústrias de todos os portes. Nesse sentido, o líder é uma figura central dos processos, que precisa conhecer tanto os processos fabris quanto desenvolver habilidades humanas e de comportamento, para ganhar o respeito e a colaboração dos profissionais no chão de fábrica. Encerrando o primeiro dia de evento, Fábio Tozzini, instrutor especializado para a indústria, dividiu com o público da Indústria Xperience algumas das principais estratégias para desenvolver a capacidade de liderança e vencer os desafios que só o chão de fábrica traz. Além de explicar a diferença entre líderes eficientes e líderes eficazes, o instrutor também apontou algumas características únicas do segmento. "É muito comum que o melhor operador do processo seja promovido a novo líder do setor, o que não é garantia de sucesso. Não é o melhor operador que vai ser o melhor líder, mas o mais preocupado com a qualidade do processo como um todo. Identificar quem tem essas características de liderança é muito importante para as promoções em fábricas", afirmou.