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Entenda como extrair valor dos recursos digitais disponíveis para a indústria

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A indústria mundial, seja lá qual for o seu segmento, vive um período revolucionário e altamente tecnológico. A convergência de novas tecnologias digitais, sistemas cyber-físicos, o aprimoramento da nanotecnologia e o aumento do poder computacional têm mudado o cenário competitivo entre as empresas e os hábitos de consumo.

Este quadro de transformação digital tem mostrado que tudo pode ser feito de maneira diferente, conectando máquinas e pessoas para a geração de negócios. Mas como extrair valor dos recursos digitais disponíveis?  Segundo Angela Gheller Telles, diretora dos segmentos de manufatura e logística da TOTVS Consulting:

“Para acompanhar o processo de transformação, deve-se ter em mente três pilares centrais: ter uma estratégia voltada para a transformação digital e a adoção de novas tecnologias; focar na simplicidade e agilidade e otimizar processos com o uso de plataformas, Internet das Coisas (IoT), machine learning e outras tecnologias disruptivas.

Camila Almeida, gerente de consultoria do segmento de Indústria da Logicalis, acrescenta que a inovação para a Manufatura Avançada vai além da implementação da tecnologia pela tecnologia:

“É essencial considerarmos a maneira como uma ferramenta ou solução é utilizada, garantindo que ela promova impactos positivos na gestão do negócio como um todo, seja na manutenção preditiva, realizada por meio de sensores, dados e painéis de análise de dados em tempo real, ou com a integração de tecnologias da informação e automação, que são grandes agentes para alavancar os resultados e impactar diretamente, inclusive, os resultados financeiros.”

Nesse sentido, primeiramente, é fundamental identificar quais processos devem ser priorizados, levando em consideração o nível de maturidade da indústria. Camila sugere, portanto, que o primeiro passo é avaliar o uso da tecnologia e o seu provável impacto no negócio, antes de se optar pela implementação.

A adoção de ferramentas de Big Data, por exemplo, que transformam dados em informações, são capazes de indicar a direção para as próximas etapas. Sobre este assunto, Angela afirma que “os dados são o core da Indústria 4.0 e as ferramentas de Data Analytics podem resultar no aumento da produção e reduzir a ociosidade das linhas de produção.

As ferramentas de IoT são outras grandes aliadas da nova indústria, permitindo que produtos e materiais sejam inventariados de forma mais ágil, ou que máquinas sejam conectadas, tornando a produção mais dinâmica e atualizada. Isso possibilita avaliar as variáveis da produção em tempo real e disparar processos automaticamente.

A mobilidade é outro ponto chave da Indústria 4.0, visto que planejar adequadamente as paradas de produção para manutenção e setup, assim como gerir em tempo real os ativos da fábrica, são essenciais para uma linha de produção eficiente. Para isso, a executiva da TOTVS lembra que o industrial pode contar com apps para celulares e tablets, que agilizam o registro e o acompanhamento das ocorrências de manutenção.

O fato é que as tecnologias disruptivas estão aí e já são realidade do chão de fábrica da indústria contemporânea.  E a sua implementação pode ser feita de forma gradual, reduzindo riscos e o investimento inicial.

Você já tem utilizado algum desses recursos digitais na sua indústria? Conte a sua experiência nos comentários e continue acompanhando o nosso canal de conteúdo. 

Softwares para produção industrial: saiba por que investir

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Embora o emprego correto dos chamados softwares para produção industrial possa otimizar o processo produtivo da indústria, além de garantir vantagens competitivas importantes, muitas vezes, os investimentos nesse tipo de tecnologia não são realizados em grande escala pela falta de conhecimento dos gestores em relação às suas funcionalidades e por cases isolados de insucesso.

Mas quando o assunto são as vantagens desses programas para o ciclo produtivo da indústria, não há como negar que a lista é grande. Entre as principais, destacam-se:

  • Rastreabilidade para o comercial e gerência de produção com informação em tempo real;
  • Análise de produtividade de funcionários, equipamentos e centros de trabalho;
  • Sequenciamento de ordens;
  • Integração com estoques;
  • Dados para custos e qualidade;
  • Medição de rejeitos;
  • Maior assertividade para visualização dos gargalos;
  • Medição de tempos de setups.

Diego Mariano de Oliveira, CEO da BirminD, empresa de otimização industrial, afirma que a determinação dos softwares para a produção industrial depende muito da maturidade da indústria. Isso porque existem setores que já possuem um parque industrial bastante automatizado e, por conta disso, são capazes de utilizar sistemas MES (Manufacturing Execution Systems). Entretanto, fábricas com pouca automação, ou cujo parque industrial não possui uma rede centralizada de comunicação, gerando ilhas tecnológicas, precisam começar com um SCADA (Sistema Supervisório) e, depois, migrar para soluções mais robustas.

“Em resumo, existem muitos softwares para a produção industrial no mercado, mas ainda cabe ao gestor entender o nível de maturidade de sua empresa antes de comprá-los para  não acabar subutilizando-os. Fábricas com softwares de qualidade, capazes de transformar dados em inteligência, se tornam mais produtivas, menos complexas de operar e, ao ganhar competitividade, são capazes de se manter relevantes no mercado”, ressalta.

Vantagens dos softwares para produção industrial

Melhoria no controle dos processos

Com a utilização de softwares para a produção industrial, todos os processos ficam suportados e controlados por ferramentas informatizadas. As operações são registradas, e o fluxo da informação e das atividades é monitorado.

Por exemplo: o estoque no almoxarifado é incrementado e disponibilizado para a área produtiva utilizar o suprimento. A área de manufatura manipula esse insumo, e a de vendas pode vender o produto acabado que foi produzido. Todas essas atividades estão interligadas e registradas, o que favorece uma maior otimização dos recursos e precisão na realização dos processos.

Diminuição dos retrabalhos

Fazendo uso de softwares para produção industrial, há uma redução bastante significativa do retrabalho. A informação flui pelos diversos setores da empresa sem que haja manipulação e alteração dos dados. Trabalhos repetitivos são sistematizados, disponibilizando recursos humanos para outras tarefas mais sofisticadas e estratégicas para a empresa.

Confiabilidade das informações

Como as informações não são mais manipuladas, a confiabilidade aumenta. A transferência dos dados para os órgãos fiscalizadores é mais prática, e a possibilidade de erros diminui. Todos os registros de produção ficam disponíveis, facilitando o envio.

Manufatura modular

Atividades das máquinas podem ser alteradas com facilidade. Dessa forma, os processos produtivos se tornam ainda mais flexíveis, permitindo a estruturação de módulos para atender a demandas específicas. Por exemplo, o lançamento de novos produtos e as alterações de fórmulas existentes se tornam mais rápidas de configurar nos sistemas.

O porta-voz da BirminD finaliza explicando que “todo gestor deve saber do poder que reside na informação. Por meio dela, é possível tomar as melhores decisões, ganhar competitividade e, também, reduzir custos. Este é o cerne da Manufatura Avançada. Apesar de ser um tema recorrente, o fato é que só é possível gerar inteligência se existir o dado. Dessa forma, é de suma importância que a base tecnológica seja bem construída e o dinheiro aplicado nessas tecnologias seja um investimento, e não um gasto. Por isso, gestores munidos de informações robustas são capazes de tomar decisões mais assertivas, retirando esforços desnecessários de funcionários e criando um ambiente em que se atua proativamente na melhoria dos processos, tanto para quem gerencia quanto para quem executa as tarefas”, finaliza.

Sua indústria já utiliza algum software para a produção industrial? Conte a sua experiência nos comentários abaixo e continue  acompanhando o nosso canal de conteúdo. 

Turbinando o Torno Automático

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O tempo do ciclo de trabalho na usinagem de peças é composto pela soma do tempo produtivo ou principal, em que ocorre o arranque de cavacos, e do tempo improdutivo ou secundário, como para alimentação da barra, carga e descarga de peças pré-formadas (blanks), troca de estação porta-ferramenta, medição em processo, entre outros.

O tempo produtivo pode ser otimizado através da aplicação de tornos cada vez mais avançados, da otimização dos parâmetros de corte (avanços e velocidades de corte), da aplicação de ferramentas de corte de alto rendimento compatíveis com o tipo de material, a operação a ser executada e a geometria da peça-obra, além da aplicação do fluido refrigerante ideal.

O tempo improdutivo, responsável por influenciar no resultado da produtividade de um equipamento de usinagem, vem tendo nos últimos tempos profundos desenvolvimentos, visando a sua redução e aumentando a eficiência de trabalho. Projetos mais avançados de máquinas-ferramenta, além de dispositivos e acessórios adicionais, que são agregados ao equipamento básico, resultam na redução dos tempos improdutivos.

Uma tarefa que afeta significativamente na produtividade de tornos automáticos, quer sejam aqueles acionados através de cames, como os digitais a comando numérico computadorizado (CNC), é a da carga e descarga de barras ou de blanks.

Magazine com troca automática de barras

Desde os primeiros tornos automáticos até o dias de hoje são aplicados alimentadores de barras, em geral com até 3,0 metros de comprimento e no máximo 80 mm de diâmetro, acionados hidraulicamente ou por pesos (gravidade), cuja troca de barra é realizada manualmente. É importante relatar que os avanços de barras acionados por pesos estão hoje reprovados por normas de segurança de trabalho em diversos países, inclusive o Brasil (NR-12).

Para aumentar a produtividade dos tornos automáticos horizontais de cabeçote fixo ou móvel, monofuso ou multifuso, foram desenvolvidos no início dos anos 60 os primeiros magazines automáticos de barras, que proporcionam as seguintes funções: guiar, alimentar e realizar a troca automática da barra. Tal desenvolvimento provocou um enorme aumento na produtividade das tornearias automáticas. Quanto mais comprida for a peça obra e mais rápido for o tempo do ciclo de usinagem, maior será o ganho de produtividade do equipamento. Segue um exemplo do resultado na usinagem de uma peça, comparando-se a aplicação de um magazine com troca automática de barras com a de um alimentador de barras com troca manual:

  • Tempo do ciclo de usinagem - 12 seg/peça
  • Produção horária - 300 peças/hora
  • Comprimento da peça mais a largura do bedame de corte -150 mm
  • Comprimento da barra - 3,0 metros
  • Tempo de troca automática no magazine - aprox. 30 segundos
  • Tempo de troca manual com alimentador - aprox. 4,0 minutos
  • Aumento de produtividade - cerca de 80 %

Além do mais, os magazines com troca automática de barras permitem trabalhar até três turnos sem supervisão, diminuindo os custos de produção e aumentando a rentabilidade da empresa.

Carga e descarga automática de blanks

Peças pré-formadas, como forjadas, sinterizadas e pedaços de barras cortados, podem ter um significativo aumento de produtividade pela aplicação do correto equipamento para realizar o carregamento da peça em bruto e a descarga da peça usinada. A escolha do equipamento ideal depende fundamentalmente do tamanho da peça obra, de sua geometria e de seu peso. O ganho de produtividade depende de cada aplicação. Os principais equipamentos e suas características aplicativas são:

  • Magazines automáticos de alimentação - trata-se de projetos especiais de automatização, acionados geralmente através de componentes pneumáticos ou hidráulicos, e dedicados a trabalhos em uma única peça ou a uma família de peças homotéticas ou semelhantes. Em geral, aplicam-se na usinagem de peças de pequeno e médio porte em tornos automáticos a cames e a CNC e na produção de grandes séries.
  • Alimentadores cartesianos de pórtico (Gantry loader ) - a peça é transportada pela parte superior da máquina, sendo a manipulação e troca das peças acabada e bruta feita através de garras, montadas em um mecanismo articulável. É um tipo de alimentador de peças aplicado em tornos CNC e muito recomendado para produzir, de forma flexível, peças tipo Eixo.
  • Robôs articulados - são posicionados na frente da máquina e é uma solução utilizada na produção de peças das mais diferentes formas e tamanhos em tornos CNC, de forma autônoma ou inseridos em células flexíveis de manufatura.

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Alfredo Ferrari é Engenheiro Mecânico, Vice-Presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura da ABIMAQ.

De Manufatura Avançada a Parque de Ideias: confira as atrações da FEIMEC 2018

A FEIMEC - Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos está chegando e já conta com uma programação de eventos e conteúdos exclusivos que você não pode perder. No vídeo acima, Liliane Bortoluci apresenta as principais atrações da feira, que acontece entre os dias 24 e 28 de abril no São Paulo Expo. Confira!

Confira as vantagens da computação em nuvem para a indústria

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Indústrias dos mais variados setores estão investindo cada vez mais em tecnologias como a computação em nuvem (cloud computing, em inglês) para transformar seus processos produtivos e conquistar vantagens competitivas no mercado. E não é para menos.

“O armazenamento em nuvem é a forma mais prática e elástica de armazenar, acessar e compartilhar informações e dados por meio da internet ou de redes internas. Dessa forma, além de econômica (ela evita a aquisição e o gerenciamento de uma infraestrutura própria), a nuvem permite alta segurança devido à distribuição e à redundância das informações que são armazenadas em um conjunto de recursos”, explica Raquel Dalastti, gerente de marketing e produtos da Locaweb. Além disso, o modelo é democrático, pois alcança desde micros e pequenos negócios até grandes indústrias.

A seguir, confira mais detalhes sobre a computação em nuvem e os benefícios que a sua utilização pode gerar no âmbito industrial.

Vantagens trazidas pela computação em nuvem

  • Recursos exclusivos: “Virtualmente, é possível definir quanto de recurso é alocado para cada usuário que está na nuvem. Dessa forma, garante-se que o recurso definido não seja compartilhado, sendo de uso exclusivo para armazenar informações ou hospedar aplicações”, esclarece Raquel.
  • Escalabilidade: “O limite de recursos de cada cliente é diretamente ligado ao tamanho do conjunto de servidores que sustenta a nuvem como um todo. Caso o usuário necessite de mais recursos, novos servidores serão alocados, assim como a capacidade também será aumentada. Dessa forma, o usuário consegue aumentar e reduzir o tamanho da sua nuvem de acordo com o seu uso e/ou criticidade”, afirma.
  • Redundância de dados: a nuvem conta com uma infraestrutura redundante, o que garante alta segurança para que as informações nunca sejam perdidas. Isso significa também que existirão backups dos dados em diferentes datacenters.

A Manufatura Avançada e a computação em nuvem

A computação em nuvem e a Manufatura Avançada (Indústria 4.0) caminham lado a lado, permitindo que diversos sistemas garantam a performance com total tranquilidade, disponibilidade, acessibilidade e economia de recursos.

De acordo com a especialista da Locaweb, a ligação entre a computação em nuvem e a chamada 4º Revolução Industrial está no melhor uso da tecnologia. Vabe aos gestores entender, cada vez mais, os benefícios e as vantagens que a nuvem, a Internet das Coisas e os sistemas ciberfísicos podem oferecer e como desmistificar seus desafios para facilitar sua implantação.

“É necessário abrir o leque e se questionar sempre sobre os atuais processos para conseguir torná-los cada vez mais bem-sucedidos, assim como manter os produtos competitivos. Vale lembrar da máxima que afirma que grandes empresas, normalmente, não caem por tomar decisões erradas, mas, sim, por fazer as mesmas coisas certas durante muito tempo. Por isso, precisamos, constantemente, tornar nossos processos mais eficientes e eficazes. Logo, a nuvem pode contribuir, principalmente, com a redução de riscos e a melhor utilização dos recursos. A redução de riscos porque a segurança que a nuvem oferece torna os processos mais confiáveis e estáveis. Já a melhor utilização dos recursos se dá pela escalabilidade (capacidade de expansão de um sistema sem perda do seu desempenho) que a nuvem nos proporciona, uma vez que se paga apenas pelo recurso que é utilizado, nem mais nem menos”, finaliza Raquel.

Você já conhecia os benefícios proporcionados pela computação em nuvem? Deixe o seu comentário abaixo e siga acompanhando o nosso canal de conteúdo.  

Parcerias unem competências em prol da competitividade da indústria

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Na nova realidade industrial, o compartilhamento de conhecimentos e a união de competências proporcionados pelas parcerias têm sido o caminho adotado por muitos gestores em prol da competitividade da indústria, levando a produtos de altíssima qualidade em cada ramo da cadeia produtiva.

Para Renato Perlingeiro, coordenador do Programa Nacional de Encadeamento Produtivo do Sebrae, “as parcerias estratégicas permitem adensar a atuação setorial entre empresas em favor de um mesmo objetivo, com ganhos para todas as partes envolvidas. Essa dinâmica permite, ainda, a diversificação de mercados, o desenvolvimento de produtos e serviços, além do acesso a financiamentos, por exemplo”, analisa.

Mas como estruturar uma parceria de sucesso dentro do âmbito industrial? Confira, a seguir, algumas dicas:

Definição de objetivos

Segundo Alexandre Furigo, diretor de operações e supply chain da TOTVS Consulting, antes de iniciar um projeto multiestruturado, é preciso definir qual o objetivo da empresa na busca por parceiros. Ou seja: os gestores esperam  melhorar um produto? Otimizar um determinado ponto da cadeia no qual o seu negócio não é tão eficiente? Ou diversificar o seu portfólio, aproveitando uma especialidade da sua indústria?

As possibilidades são inúmeras e devem estar bem definidas antes da busca efetiva por parceiros.

A busca por parceiros

A identificação de parceiros com capacidade de agregar valor à sua empresa pode ser feita por vias diversas. Conversas informais com o cliente, que “está na rua” e conhece não só os seus valores, mas também os relacionados aos seus potenciais parceiros, podem levantar nomes interessantes.

Nesta mesma linha, as feiras industriais, muitas vezes, podem resultar em excelentes parcerias, já que ali estão reunidas empresas dispostas a se expor, conversar, falar de mercado, compartilhar conhecimentos, aprender e, principalmente, ouvir. A partir daí, importantes alianças tendem a surgir.

Outra alternativa é recorrer à ajuda de instituições como o Sebrae, que tem programas estruturados com parceiros empresariais e instituições tecnológicas e financeiras. Um exemplo disso é o projeto Encadeamento Produtivo, cujo objetivo é promover a inserção de pequenos negócios em cadeias de valor de grandes empresas, visando a aumentar a competitividade de ambos por meio de relacionamentos cooperativos.

Alinhando a agenda dos parceiros

Uma vez identificado o nome de um parceiro em potencial, o passo seguinte é alinhar as agendas de ambos. “Deve ser feito um escopo do que cada uma das empresas deseja compartilhar e daquilo que se recusa, ou seja, definir claramente onde essa parceria começa e termina”, completa Furigo.

Só assim, então, deve-se iniciar uma etapa de negociação, quando são ajustadas as expectativas das parceiras até que elas cheguem a um consenso.

Se os objetivos dos escopos convergirem, a parceria tem grandes chances de ser um grande sucesso em prol da competitividade e da agregação de valores às empresas envolvidas.

E você, já está pensando em firmar parcerias na sua indústria? Deixe o seu comentário e continue acompanhando o nosso canal de conteúdo.

Desmistificando a implantação da Manufatura Avançada

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A aplicação das novas tecnologias avançadas teve início em meados do século passado com a evolução da eletrônica e da automação dos equipamentos, dando início à era digital. Com a expansão da informática nas últimas décadas, os equipamentos de produção passaram a se comunicar entre si e serem controlados por softwares extremamente inteligentes, determinando a era da conectividade.

As indústrias de manufatura que já investiram nas novas tecnologias aplicadas na produção de bens duráveis apontam resultados altamente positivos em termos de aumentos de produtividade, qualidade e rentabilidade.

O uso dessas novas técnicas de produção está focado nos conceitos da Indústria 4.0, onde máquinas e equipamentos interagem através de diversas tecnologias, como Realidade Aumentada, Virtualização dos processos de trabalho, Projeto e Manufatura assistidos por computador (CAD/CAM), Controle digital da produção, Internet Industrial das Coisas (IIOT), Computação na Nuvem, Big Data, Robotização, Integração de Células Flexíveis, Manufatura Aditiva, entre outras.

A aplicação de cada uma dessas tecnologias citadas, em conjunto com a utilização de máquinas-ferramenta CNC, modernas, flexíveis e inteligentes, de equipamentos para o controle da qualidade e da automatização da produção, depende de cada empresa, à luz de sua linha de produtos, volumes de fabricação, mercados em que atua e de seus planos de crescimento.

Esta recente revolução tecnológica já se iniciou no Brasil, que conta com muitas empresas, principalmente, as de médio e grande porte, que já possuem linhas de produção avançadas e estão integradas às modernas tecnologias de manufatura e que continuarão investindo e aprimorando-se. Por outro lado, estima-se que mais de 50% do parque de máquinas no país está concentrado na pequena e média empresa. A maioria delas ainda opera com máquinas-ferramenta convencionais que necessitam ser substituídas por equipamentos controlados numericamente (CNC), além de passarem a utilizar métodos digitais no projeto de produtos e no controle da produção. Isto significa um primeiro passo para essas empresas implantarem a Manufatura Avançada e começarem a aplicar os conceitos da Indústria 4.0 de acordo com a necessidade de cada uma.

Para se introduzir as novas tecnologias digitais nas linhas de produção, o pequeno e médio empresário deve, antes de tudo, se conscientizar da necessidade premente de investir nesse sentido, caso contrário, perderá competitividade e rentabilidade. Para tal, devem ser considerados os seguintes pontos:

  • Criação das equipes de colaboradores. Nova geração de técnicos e engenheiros vem sendo intensamente formada para atuarem nas diversas atividades da Manufatura Avançada.
  • Pesquisa e análise de todas as possibilidades técnicas e econômicas para atender às necessidades da empresa.
  • Busca por soluções que proporcionem relação “custo x benefício” ideal.
  • Definição de plano financeiro adequado para a realização dos investimentos. Disponibilidade de linhas de crédito bancário justo e de fácil e rápido acesso é um fator fundamental.
  • Implantação dos investimentos realizada por etapas, após definir prioridades com base nas necessidades e na capacidade financeira.
  • Desativação das linhas e processos de produção convencionais somente após as novas linhas de moderna tecnologia estarem em pleno e perfeito funcionamento.

Certamente, com o fortalecimento das indústrias de manufatura no país, da pequena à grande, através da inserção das novas tecnologias digitais, elas irão colaborar decisivamente para com o novo ciclo de crescimento econômico que já começou.

A FEIMEC 2018, em abril próximo, será uma ampla vitrine para conhecer o estado da arte dessas novas tecnologias, aplicadas no mundo, onde a ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) estará apresentando em seu Estande de Manufatura Avançada uma Célula Flexível de Manufatura, além de espaços dedicados para demonstrar e esclarecer detalhes de cada uma das tecnologias, acima mencionadas, que compõem o conceito da Indústria 4.0.

“Um país desenvolvido fortalece a sua economia através de indústrias eficientes, altamente produtivas e competitivas, sendo a participação das pequenas e médias empresas decisiva para se atingir esses objetivos”

 

Alfredo Ferrari é Engenheiro Mecânico, Vice-Presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura da ABIMAQ.

Quais os mercados mais promissores para a indústria no pós-crise?

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Após três anos de quedas consecutivas, a produção industrial brasileira fechou o ano de 2017 com um crescimento acumulado de 2,5% em relação a 2016. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (01/02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil (PIM-PF).

Diante disso, a ideia de que a recessão da indústria acabou já é um consenso entre a maioria dos especialistas. Portanto, o desafio, agora, é dedicar-se a uma questão: quais mercados os mais promissores para o setor metalmecânico brasileiro, sobretudo nesse momento de retomada do crescimento?

Para responder a esta e a outras perguntas, convidamos Carlos Visetti, diretor-presidente da TRUMPF do Brasil. Confira, a seguir, os detalhes da entrevista.

A Voz da Indústria: Quais são os “mercados do futuro” para a indústria metalmecânica brasileira?Carlos Visetti: Da mesma forma que o Brasil é um grande celeiro agrícola, ele tem uma enorme vocação para a produção de equipamentos agrícolas, segmento que tende a crescer nos próximos anos, beneficiando diversas indústrias, como a metalmecânica. Para se ter ideia, metade da frota brasileira de tratores, colheitadeiras e plantadeiras tem mais de 15 anos.

O Brasil também está virando base de exportação de máquinas construção civil, a exemplo de tratores, movimentadores de peças, etc. Após a bolha que o governo criou com o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), este setor não teve outra opção senão começar a exportar. E este é outro nicho de mercado da indústria metalmecânica, assim como os segmentos aeronáutico, ferroviário e de automóveis.

A indústria aeronáutica já é uma realidade no Brasil; somos um player mundial na área de jatos médios com a Embraer. No caso do segmento ferroviário, o seu crescimento é iminente, basta que haja um modelo viável. Afinal, até quando 5% da safra de soja será perdida no transporte rodoviário entre os Estados do Mato Grosso e São Paulo?

Já o setor automotivo acordou para a necessidade de desenvolvimento de carros com padrão mundial para a exportação. Quando veio a crise, a produção brasileira de carros caiu muito porque os nossos mercados de exportação, em função dos veículos que tínhamos no Brasil, eram a África e América do Sul. Hoje, estamos entrando com veículos globais, que poderão ser vendidos em qualquer lugar do mundo, o que alavancará a produção da indústria automotiva e de seus fornecedores.

A Voz da Indústria: É possível apontar uma transformação iminente da indústria brasileira?

Carlos Visetti: A grande transformação da indústria nacional é que ela está enxergando que não pode mais viver só do Brasil. Ela tem que partir para a cadeia global.

A Voz da Indústria: Nesse sentido, em quais tendências os gestores brasileiros devem ficar de olho? Carlos Visetti: A digitalização é uma tendência urgente na busca de competitividade. Se a indústria brasileira não se digitalizar, ela não participará das principais cadeias globais, que serão digitalizadas, e não terá produtividade. Por digitalização, entenda tanto a automação dos processos, como da produção. E daí também advém a necessidade de olhar para as questões de formação, educação e treinamento, pois o emprego vai mudar do executor da tarefa para o analista pensante.

A Voz da Indústria: Por falar nisso, o Brasil está inserido no conceito da Manufatura Avançada?

Carlos Visetti: O Brasil está engatinhando e buscando soluções locais. No entanto, o País requer uma política industrial. Soluções e meios de produção de ponta para exportar mais, produzir mais aqui e gerar mais emprego. Isso tem de se tornar acessível.

A Voz da Indústria: Qual o futuro da indústria metalmecânica brasileira?

Carlos Visetti: Ela irá vencer os obstáculos, se encontrar e crescer. Nós temos empresários brasileiros na indústria metalmecânica que são realmente empreendedores, com espírito criativo, verdadeiros sobreviventes e resilientes, que lutam como eu nunca vi. Acredito no empresariado brasileiro nessa área e acredito que ele tem tudo para o sucesso.