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Imóveis Corporativos: repensando os espaços físicos

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Após completarmos 1 ano desde o início da pandemia do COVID-19 no Brasil, claramente o formato de trabalho modificou a relação de trabalho entre empresas e colaboradores, com a introdução e continuidade, em muitos casos, do home office ou teletrabalho, para que as empresas consigam operar dentro de uma certa normalidade.

Algumas empresas adotaram o home office de forma permanente e outras adotaram o modelo híbrido, no qual os colaboradores vão à empresa algumas vezes por semana, readequando o layout de seus escritórios, de forma que os funcionários possam retornar às suas atividades presenciais, respeitando as regras sanitárias.

Concomitantemente, as empresas também passaram a repensar a necessidade dos espaços físicos utilizados até então, considerando que isto representa um custo fixo mensal significativo e iniciaram um processo de desmobilização, ou seja, muitas empresas devolveram os imóveis alugados ou parte deles, utilizando de forma mais econômica os seus escritórios, considerando que muitas atividades desenvolvidas presencialmente, se adaptaram muito bem ao home office.

Este movimento das empresas já foi sentido pelo mercado imobiliário que acredita que esta adaptação aos espaços físicos ainda será verificada em 2021, pelo menos. A estimativa é que até o momento já tenham sido devolvidos mais de 300 mil m2 de lajes corporativas em São Paulo.

Contudo, ao se optar pela devolução de imóveis é necessário que o empresário ou as empresas levem em conta também os custos envolvidos na desmobilização, pois o aluguel de um imóvel é regido por contrato e a sua maioria prevê multas por devolução ou quebra de contrato, custos com a reforma do local a ser devolvido, vistorias, entre outros aspectos.

Além disso, caso a decisão seja por mudar para outro local, seja ele menor ou com aluguel mais baixo, a soma dos valores envolvidos na desmobilização em conjunto com as adaptações do local novo, deverão ser cuidadosamente estudadas, pois isso implica diretamente no fluxo de caixa das empresas, pois são despesas pagas no curto prazo, e a sua amortização somente ocorrerá no decorrer do tempo.  

Em alguns casos, a renegociação do contrato de aluguel corrente pode se mostrar vantajosa, pois a redução ou devolução total dos espaços, traz a expectativa de flexibilidade na relação entre locador e locatário, considerando que a rigidez neste momento, poderá implicar para o locador, um período de vacância, com custos de taxas condominiais e de IPTU durante tal período, e para o locatário o custo da obra para adequação de um novo espaço e devolução do espaço atual em conformidade com o contrato de aluguel.

Obviamente, uma eventual renegociação de contratos de aluguel, deve ser baseada na boa fé e no bom senso das partes, procurando garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, ou seja, evitando que apenas uma das partes suporte integralmente os prejuízos causados por esta pandemia.

Os contratos, via de regra, são celebrados para serem cumpridos, porém, os contratos de como os de aluguel, são contratos de trato sucessivo e ficam subordinados ao estado de subsistência das coisas, ou seja, a relação jurídica fica mantida dentro de uma situação previsível e de normalidade de mercado.

Como podemos verificar, a crise sem precedentes na economia mundial provocada pela COVID-19, torna possível a revisão do contrato de locação comercial em razão de fortuito externo, com o intuito de reestabelecer o equilíbrio contratual, seja pela revisão do valor do aluguel mensal, ou até mesmo pela suspensão de seus pagamentos por um determinado período.

O art. 18 da Lei no. 8.245/91 (Lei do Inquilinato) permite a qualquer das partes (locatário ou locador) fixar, de comum acordo, um novo valor para o aluguel, como também modificar ou inserir cláusulas de reajuste de valor, mas esta medida não poderá ser empregada indistintamente, devendo cada caso ser examinado cuidadosamente, com base nas circunstâncias envolvidas, considerando que cada relação contratual sofrerá um impacto distinto em função desta pandemia.

Com todas estas mudanças, inclusive culturais, ao considerar uma eventual mudança na estrutura física das empresas, faz-se necessário analisar os seus reflexos financeiros, legais e operacionais, de forma que a aparente economia com a devolução ou diminuição do seu espaço físico não se transforme em um aumento de custos indevido e não cause eventuais problemas legais com o locatário.


Por Roberto Kochiyama, Sócio Diretor TAG Brazil. Formado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e possui MBA pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Tecnologia de nuvem na indústria: conheça as principais aplicações

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Cloud Computing, ou simplesmente computação em nuvem: certamente você já se deparou com essa tecnologia que já faz parte da rotina da sociedade. Mas além da área de entretenimento, negócios e demais funções cotidianas, grandes avanços vêm sendo conquistados quanto ao uso da tecnologia de nuvem na indústria.

Devido à indústria 4.0, a tecnologia de nuvem na indústria vem trazendo benefícios, sendo aplicada para trazer melhorias para muitos processos.

Quando bem adotada, a tecnologia de nuvem permite que indústrias imprimam mais funcionalidades no seu dia a dia, ajudando a adequação ao conceito 4.0, ao passo que também fornece infraestrutura para simplificar processos, agilizar a comunicação e gerar dados em tempo real.

Tecnologia de nuvem: o que é e como surgiu?

Por definição, computação ou tecnologia de nuvem representa a entrega de recursos computacionais (aplicações, servidores, armazenamento de dados, etc.) pela internet, de forma ágil e sob demanda.

Dessa forma, para Wellington Carvalho, Arquiteto de Software de IBM Cloud, a tecnologia de nuvem tem por função transformar componentes complexos de TI em utilitários.

Essa tecnologia permite que o usuário faça uso de recursos de computação sem a necessidade de instalá-los nem mantê-los localmente, democratizando o acesso a tecnologias que antes eram restritas a grandes empresas e altos investimentos”, salienta o especialista.

Para o usuário, o serviço de nuvem é bastante simples e engloba o provedor e o receptor: o provedor (a nuvem) armazena uma quantidade enorme de informações, sendo responsável por analisá-las e distribuí-las. Do outro lado, há a receptor, que utiliza estas informações.

Com essa tecnologia, a nuvem revolucionou o uso de dados, principalmente por proporcionar total acesso a um documento ou informação, sem a necessidade de tê-lo armazenado na própria máquina.

Essa tecnologia ganhou popularidade após a explosão da Internet (que viabilizou a fácil comunicação entre servidores remotamente localizados). “Hoje, é impossível passar um dia sem tocar em algo que utilize a computação em nuvem. Dois simples exemplos são serviços como a Netflix e WhatsApp. Quem vive sem?”, questiona Carvalho.

A tecnologia de nuvem: o grande catalizador da indústria 4.0

Todo profissional que trabalha na área sabe que a Indústria 4.0 avança em diversas vertentes, que estão revolucionando a maneira como as empresas fabricam, melhoram e distribuem seus produtos.

Diante da rápida transformação digital presenciada no atual cenário, empresas são obrigadas a integrar tecnologias, como digitalização e automação de processos, Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial em todas as suas operações.

Neste cenário, a tecnologia de nuvem na indústria é o grande catalizador para essas tecnologias: “Ela funciona como uma plataforma de inovação, conectando diferentes tecnologias, facilitando o seu acesso e as transformando em valor para o negócio”, salienta o arquiteto de software de IBM Cloud.

Os princípios da Indústria 4.0 (interoperabilidade, virtualização, descentralização, dados em tempo real, orientação à serviço e modularidade) se confundem com os da computação em nuvem na indústria, demonstrando o forte relacionamento entre esses paradigmas.

Aplicações e benefícios da tecnologia de nuvem na indústria

Não resta dúvidas de que o uso da nuvem na indústria permite que o setor imprima muito mais funcionalidades durante as atividades diárias. Para explicar os benefícios de computação em nuvem, Wellington Carvalho cita uma frase de Mark Benioff:

Se alguém me pergunta o que é computação em nuvem, tento não me prender a definições. Eu digo a eles que, simplesmente, a computação em nuvem é a melhor maneira de rodar seus negócios.

Baseado nisso, a computação em nuvem está sempre associada a três benefícios, que também se confundem com os da indústria 4.0: eficiência operacional, agilidade e inovação.

Os principais benefícios desse avanço tecnológico são:

  • Aumento da automação, buscando uma maior eficiência operacional;
  • Redução de custos;
  • Agilidade na produção;
  • Aumento da velocidade do acesso à informação;
  • Maior segurança, principalmente porque os provedores investem em sistemas que protejam as informações que gerenciam.
  • Coleta e uso dos dados de sensores e outros dispositivos para uma melhor tomada de decisão, buscando inovação na cadeia de produção e em toda sua operação.

A computação em nuvem está para a indústria 4.0 assim como o arroz está para o feijão. É a combinação perfeita!”, finaliza Carvalho.

Checklist: como se adequar à LGPD para a indústria

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Você já ouviu falar em LGPD? Chamada de Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, a LGPD é uma conquista normativa para indivíduos, setor público e empresas privadas por garantir direitos individuais, transparência e previsibilidade. Mas você sabia que a adequação da LGPD para a indústria representa uma grande necessidade?

Prova disso é que, o desenvolvimento da Indústria 4.0 no Brasil tem no tratamento de dados um pilar de fundamental importância. Por isso, cabe à LGPD para a indústria resguardar direitos fundamentais, como liberdade, privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

Mas, para se adequar à lei, cabe à indústria seguir um checklist que indique quais devem ser as ações associadas à LGPD. Veja, a seguir, o que engloba essa nova legislação de proteção de dados, assim como as diretrizes para adequar a LGPD para a indústria.

Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): entenda o que é

A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei n. 13.709, de 2018) dispõe sobre o tratamento de informações pessoais das pessoas naturais, definindo as hipóteses em que tais dados podem legitimamente ser utilizados por terceiros e estabelecendo mecanismos para proteger os titulares contra usos inadequados.

Paulo Perrotti, advogado da LGPDSolution e Presidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá explica brevemente essa lei: “A LGPD regula a coleta, o tratamento, o armazenamento e o descarte dos dados pessoais, bem como determina procedimentos e penalidades àquelas pessoas físicas e jurídicas que não são transparentes junto aos titulares dos dados, além de estabelecer punições a quem permite o uso, transferência, divulgação ou acesso indevido a esses dados pessoais”.

Já para Cláudio Dodt, sócio da Daryus Consultoria e especialista/evangelista em Segurança da Informação e Proteção de Dados, a LGPD tem um objetivo bastante claro. “O objetivo dessa lei é o de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural”, diz.

LGPD para a indústria: por que é tão importante?

Desde a sua formação, a LGPD sempre foi vista como extremamente importante para a sociedade de forma geral.

Na prática, essa Lei introduz uma série de novos direitos que asseguram transparência quanto ao tratamento das informações pessoais, conferindo um protagonismo ao titular quanto ao uso dos seus dados pessoais resultando em maior autonomia e poder de decisão sobre como esses são tratados”, opina Dodt.

Neste sentido, na indústria, é bem comum que vários processos de negócio sejam suportados ou mesmo dependam inteiramente do uso de dados pessoais.

Com a chegada a LGPD para a indústria, é imperativo que os novos direitos dos titulares sejam integralmente respeitados, “o que na prática pode se traduzir na necessidade de se ajudar processos, adotar novas tecnologias além de, é claro, educar e conscientizar pessoas”, completa.

Além do mais, a LGPD para a indústria traz benefícios em variados aspectos. A lei em questão não regula apenas a relação da indústria junto aos clientes, como também envolve toda a cadeia de produção e os colaboradores.

Qualquer informação que remeta a um dado pessoal deverá ser tratada pelas dez bases legais estabelecidas na LGPD, desde a coleta da biometria do empregado no relógio de ponto digital até o disparo de ações promocionais para captação de novos clientes”, complementa o Perrotti.

Passo a passo para adequar a indústria à LGPD

A LGPD impõe que indústrias realizem adequação dos seus processos e procedimentos, no intuito de garantir que os dados pessoais sejam tratados adequadamente.

Nesse sentido, o seguinte passo a passo deve ser adotado para introduzir a LGPD para a indústria:

  1. Nomear um encarregado de dados

O primeiro passo é nomear um Encarregado de Dados que, de acordo com a lei, é a pessoa responsável pelos dados pessoais coletados, tratados e armazenados pela empresa.

Apesar da lei não ser expressa a esse respeito, esse profissional tem responsabilidade civil e criminal pela atividade que desempenha, assim como qualquer outro colaborador ou prestador de serviço”, indica Perrotti.

Esse profissional deve ter autonomia e independência, além de evitar qualquer tipo de acúmulo de funções que possa gerar um conflito de interesse, justamente para que seja possível realizar seu papel de maneira adequada e transparente.

  1. Entender quais são os processos que realizam o tratamento de dados pessoais

Em seguida, é preciso entender que a adoção da LGPD para a indústria depende da compreensão de que não se pode proteger aquilo que sequer é bem conhecido, então, um passo fundamental é entender quais processos da organização realizam o tratamento de dados pessoais.

Nesta etapa é necessário entender quais são os níveis de risco aos quais os dados pessoais são expostos em virtude do processamento. Muitas vezes esse objetivo é atingido através da realização de um diagnóstico, comumente conhecido como análise de lacunas (gaps)”, comenta Cláudio Dodt.

  1. Adote políticas de privacidade e normas de proteção de dados

Instrumentos, como uma política de privacidade e demais normas relacionadas a proteção de dados pessoais, são sempre fundamentais, pois estabelecem diretrizes sobre como a organização realiza esse tratamento.

É importante que a indústria reflita adequadamente os princípios básicos de proteção de informações pessoais, assim como os direitos dos titulares, ambos previstos na própria LGPD”, indica o advogado da LGPDSolution.

  1. Faça ajustes contratuais

É válido salientar que a própria LGPD estabelece como responsabilidade do controlador sobre as decisões referentes ao processamento de dados pessoais. Dessa forma, é vital que a organização reflita essa obrigação em seus contratos com fornecedores e prestadores de serviço que interagem com dados pessoais em seu nome. 

Normalmente, são formalizados pontos como quais tipos de informações podem ser tratados, quais controles de segurança precisam ser adotados, como possíveis incidentes serão processados, dentre outros”, ressalta Dodt.

  1. Contrate um seguro contra ataques cibernéticos

Por fim, Perrotti sugere a contratação de um seguro contra ataques cibernéticos por parte da indústria: “essa medida irá não só proteger a empresa contra uma infração de dados, como também suportará eventuais passivos pessoais que possam atingir o Encarregado de Dados”.

Vale ressaltar que todas as atividades de LGPD para a indústria sejam realizadas por profissionais gabaritados e experientes.

Com o advento da LGPD para a indústria, há muitos aventureiros no mercado, dizendo-se especialistas no assunto. Assim, analise muito bem o currículo dos assessores e consultores, para não ter surpresas depois”, finaliza Perrotti.

Manufatura do futuro: como construir parcerias de sucesso?

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Quanto mais complexo se torna o mercado global, mais atraente se torna a ideia de parceria para muitas empresas. As empresas normalmente firmam parcerias para buscar benefícios aos quais elas mesmas não podem acessar. Porém, essa busca por parceiros estratégicos pode acontecer por vários motivos, como acesso a recursos complementares, maior solidez financeira, busca por novos mercados, agrupamento de recursos ou redução de riscos. Dessa forma, as empresas parceiras podem obter uma vantagem no mercado em relação às empresas que não possuem as habilidades para colaborar de forma eficaz.

Tipos de parcerias para a manufatura do futuro

Embora existam muitos tipos diferentes de parcerias. Os principais modelos incluem:

  • Parcerias fornecedor/cliente: Parcerias nas quais as partes fizeram negócios em conjunto.
  • Parcerias entre pares/concorrentes: Parcerias em que as empresas reúnem recursos para obter um benefício muito caro para adquirir sozinhas, como o acesso a uma tecnologia avançada.
  • Parcerias de desenvolvimento conjunto: Parcerias em que as empresas buscam em conjunto um empreendimento como o acesso a um novo mercado ou para obter eficiências de escala combinando ativos e operações para compartilhar o risco de grandes investimentos ou projetos.
  • Relacionamentos corporativos/startups: Parcerias em que a empresa maior geralmente fornece recursos financeiros e a startup fornece uma nova tecnologia ou serviço.
  • Parcerias público-privadas: Parcerias entre empresas privadas e entidades nos níveis local, estadual ou federal. 
  • Instituições acadêmicas: Parcerias nas quais as empresas geralmente obtêm pesquisas em estágio inicial de universidades e obtêm acesso às melhores mentes científicas e de engenharia em domínios específicos. 

Parcerias de sucesso não acontecem simplesmente sem esforço. Parceiros fortes estabelecem uma base clara para relacionamentos de negócios e os nutrem. Eles enfatizam a responsabilidade dentro e entre as empresas parceiras e usam métricas para avaliar o sucesso. Eles também são flexíveis e dispostos a se comprometer, se necessário. Focar nessas prioridades pode ajudar as parcerias a prosperarem e criarem valor adicional. 

Motivos para buscar parcerias estratégicas na sua indústria

Embora buscar parcerias exija esforço e possa haver compensações, o trabalho e a preparação necessários para tornar sua empresa um bom parceiro - maior autoconsciência, capacidade de gerar alinhamento, fortes habilidades de comunicação, capacidade de aprender e incorporar aprendizados à estratégia - muito provavelmente ajudarão a tornar sua empresa um negócio mais forte a longo prazo.

Para algumas empresas, as parcerias são o ingrediente essencial para crescer e prosperar em um mercado cada vez mais complexo e imprevisível. Em um futuro próximo , a vantagem colaborativa de uma empresa - a capacidade de alavancar relacionamentos estratégicos e operacionais eficazes com outras empresas - pode ser mais fundamental para vencer do que o que chamamos de vantagem competitiva hoje.

Para ler mais sobre o valor das parcerias na indústria, confira o whitepaper aqui  (em inglês).


Conteúdo publicado originalmente por AMT News. Traduzido e adaptado por A Voz da Indústria.

Sustentabilidade na cadeia de suprimentos: 6 passos para criar uma estratégia

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Sustentabilidade é um dos termos mais usados quando falamos em supply chain (a cadeia de suprimentos), e pode significar coisas diferentes em contextos diferentes. No entanto, esse uso constante não tira sua importância.

As cadeias de suprimentos estão evoluindo das funções transacionais tradicionais, deixando de focar apenas no custo para se tornarem redes de valor, cada vez mais complexas e estratégicas. Com a crescente integração global, as cadeias de suprimentos nunca foram tão interconectadas e interdependentes.

Resumidamente, a sustentabilidade da cadeia de suprimentos é uma medida do desempenho de uma cadeia em termos de equidade social, fatores econômicos e ambientais, sobreposta pela ideia de sistemas industriais, naturais, humanos e tecnológicos, trabalhando juntos para criar um mundo melhor. Essa definição ajuda a construir uma abordagem mais holística da sustentabilidade, que não coloque uma das áreas acima das demais: é importante que todas elas sejam atendidas.

Cadeias de suprimentos: projeto de sustentabilidade

Embora os modelos financeiros e operacionais para a sustentabilidade já existam há muito tempo, pouco havia sido feito para reunir os aspectos de igualdade social e meio ambiente nessa equação. Mas as organizações agora têm acesso a ferramentas para ajudá-las a começar a planejar nas linhas certas.

A avaliação da sustentabilidade do ciclo de vida, por exemplo, adota uma visão completa da cadeia de suprimentos. Essa análise é utilizada para avaliar os processos de impactos ambientais, sociais e econômicos - para todo o ciclo de vida de um produto ou serviço -, permitindo que as empresas tomem decisões que tenham o máximo impacto em sua pegada de sustentabilidade.

Os objetivos de desenvolvimento sustentável definidos pela ONU são uma combinação de 17 metas, incluindo consumo e produção responsáveis, comunidades sustentáveis, ações climáticas e muito mais. Toda a agenda de desenvolvimento cobre mais de 160 áreas e está pragmaticamente ligada aos padrões ISO, o que exige um plano robusto e completo.

Embora essas sejam duas das muitas ferramentas disponíveis, elas apresentam pontos de partida inestimáveis ​​para começar a definir uma estratégia de sustentabilidade para qualquer cadeia de suprimentos.

Desenvolvendo uma estratégia de sustentabilidade na sua cadeia de suprimentos

As empresas podem adotar um processo básico de seis etapas para iniciar sua jornada de sustentabilidade: 

  1. Mapeie sua cadeia de suprimentos. Mapeie as informações do produto e o fluxo de caixa de ponta a ponta - até do início ao fim.
  2. Segmente sua cadeia de suprimentos. Segmente sua cadeia de suprimentos com base em três dimensões: produto/serviço, clientes e mecanismo de entrega. Cada um desses segmentos irá variar em termos de processo, desempenho e expectativas.
  3. Meça. Adote uma das ferramentas de sustentabilidade disponíveis para medir sua pegada de sustentabilidade de forma contínua e quantitativa para os vários segmentos. Isso envolverá trabalhar com seus fornecedores e clientes.
  4. Planeje. Estabeleça metas e documente-as completamente - comunique seus planos como parte de suas metas anuais.
  5. Eduque. O sucesso de sua estratégia de sustentabilidade dependerá de quão bem seus funcionários, fornecedores e clientes estão habilitados para entregar a mudança, o que exigirá um pouco de investimento em treinamento.
  6. Comemore. Não se esqueça de revisitar e comemorar o impacto que seu plano teve em sua cadeia de suprimentos.


Seja evitando uma marca devido a maus tratos aos trabalhadores ou transparência insuficiente sobre o uso de óleo de palma insustentável, ou mesmo uma ligação remota a financiamento ou processos de negócios duvidosos, esta nova era da informação tornou muito mais fácil para os clientes votarem em seus carrinhos de compras e para mudar de marca. As análises de sustentabilidade têm um papel cada vez mais importante na construção e preservação da imagem da marca e do valor da vida do cliente.

Nunca foi tão importante fazer uma tentativa honesta de sustentabilidade. E, para não errar, é importante que as empresas considerem suas prioridades e incluam a sustentabilidade como parte de sua estratégia de cadeia de suprimentos.

Então, quando você planeja revisar o seu?


Originalmente publicado por AMT News. Traduzido e adaptado por A Voz da Indústria.

Limpeza de máquinas e equipamentos: quando e como fazer?

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Quem atua no setor da manufatura já conhece a real importância da manutenção industrial, responsável por garantir o funcionamento e a segurança de todos os processos. Mas, tão importante quanto a manutenção é a limpeza de máquinas e equipamentos do setor.

Diferentemente do que muita gente imagina, a limpeza de máquinas e equipamentos não é apenas uma atividade responsável por deixar o ambiente mais apresentável para clientes e visitantes.

Priorizar a limpeza profissional da indústria permite que colaboradores tenham um ambiente de trabalho mais agradável, dentro de padrões de higiene, e que permita a realização de qualquer processo sem riscos para a integridade física dos trabalhadores do chão de fábrica, reduzindo erros neste ambiente.

Por isso, é preciso conhecer a importância da limpeza profissional de máquinas e equipamentos, além dos benefícios que esses cuidados vão trazer ao setor industrial.

Limpeza de máquinas e equipamentos: por que realizar?

No setor industrial, realizar a limpeza profissional significa fazer a higienização e desinfecção de todas as máquinas e equipamentos utilizados, eliminando resíduos de metais e acúmulo de qualquer tipo de sujeira, além de limpar a sujeira visível e não visível, mas que podem prejudicar a saúde dos colaboradores.

Everaldo Savatim, superintendente de operações da Ambipar, reitera que a limpeza industrial é extremamente importante, devendo fazer parte do processo de manutenção: “manter os equipamentos e máquinas limpos é importante para o bom funcionamento de processos, evitando danos aos equipamentos”.

Segundo Savatim, a limpeza profissional também aumenta o tempo de vida útil dos equipamentos, assim como previne prejuízos ao meio ambiente e até incêndios, dependendo do tipo de material utilizado ou produzido.

A limpeza de máquinas e equipamentos previne contra problemas na própria produção da empresa e evita possíveis incidentes causados pelo equipamento, ao meio ambiente e às pessoas”, diz.

Como deve ocorrer a limpeza de máquinas e equipamentos industriais?

No ambiente industrial, a limpeza profissional de máquinas e equipamentos é feita, geralmente, em duas etapas, eliminando, primeiro, todos os resíduos e sujeiras aparentes e, em seguida, procedendo à desinfecção do ambiente, das máquinas e dos equipamentos.

Segundo Everaldo Savatim, as limpezas podem ser realizadas por hidrojateamentos ou de forma manual, com produtos e técnicas específicas e personalizadas. Dessa forma, alguns são os equipamentos mais utilizados pelos profissionais especializados, tais como os listados abaixo:

  • Lavadora de alta pressão;
  • Máquina de higienização e sanitização de ambiente;
  • Placas de sinalização para evitar acidentes
  • Panos de microfibra;
  • Vassoura específica;
  • Produtos para remover resíduos específicos;
  • Produtos de higienização geral, entre outros.

Vale ressaltar, ainda, que a limpeza de máquinas e equipamentos é um trabalho mais profundo e mais intenso, principalmente quando comparado à limpeza de um comércio ou de uma residência, utilizando para isso equipamentos especiais que variam de local para local.

Já o tempo decorrido entre uma limpeza e outra irá depender das máquinas e equipamentos a serem limpos e higienizados, além do tipo de resíduo que precisa ser removido.

Planejamento é parte do processo para a limpeza profissional

No ambiente industrial, a limpeza profissional de máquinas e equipamentos é exigência da legislação, devendo, por isso, envolver equipes de profissionais que conheçam a atividade sanitária. O processo deve ser aplicado tanto em indústrias quanto em empresas de serviços.

No entanto, a limpeza de um equipamento ou de uma máquina costuma levar certo tempo, por isso, realizá-la durante a operação tende a não ser uma boa ideia, pois pode prejudicar os processos, atrasar a produção e até mesmo gerar prejuízos.

Assim, o ideal é elaborar um cronograma de limpeza e higienização do maquinário em que as limpezas sejam executadas em dias em que o maquinário não é exigido, ou, ao menos, em datas e períodos em que o fluxo de colaboradores próximos à máquina que será limpa seja menor.

Por fim, assim como ocorre com máquinas e equipamentos diante do avanço da Indústria 4.0, novos equipamentos e métodos de limpeza profissional surgem a toda hora. Cabe à indústria investir em capacitação da equipe no que diz respeito à limpeza e higienização de maquinário.

Retomada da indústria: torne sua produção mais sustentável

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No último ano, a indústria brasileira viveu um dos momentos mais desafiadores da história, com o enfrentamento coletivo da pandemia. Hoje, estamos nos preparando para um momento de retomada nas operações do setor, como é o caso da indústria automotiva. Além disso, analistas acreditam que esse é o momento certo para tornar a produção mais sustentável.

Diante de um cenário de rápidas mudanças climáticas e exigências ambientais, o plano de retomada da indústria pode encontrar maneiras sustentáveis para crescer de forma estratégica, além de buscar ser ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo.

Para isso, a Indústria 4.0 pode ser uma grande aliada dos setores industriais que retomam suas atividades, mas que ao mesmo tempo querem tornar a produção mais sustentável.

A retomada da indústria pode tornar sua produção mais sustentável

Na atualidade, a busca pelo equilíbrio entre o avanço do setor industrial e as ações de sustentabilidade é quase que uma necessidade para garantir o desenvolvimento e o futuro do setor. A pandemia só veio para reforçar e “lembrar” o gestor industrial sobre essa necessidade.

Essa opinião é compartilhada por Isabela De Marchi, Gerente de Sustentabilidade da SIG Combibloc para América do Sul. Segundo ela, o olhar para a uma produção mais sustentável da indústria é algo que já vem acontecendo antes mesmo da Covid-19: “a pandemia apenas fortaleceu o tema que já era relevante e agora é visto por todos, consumidores, indústrias, brand owners e o mercado no geral. Agora todos estão entendendo os impactos que podem ocorrer no meio ambiente e o quanto podem afetar nossas vidas”.

Assim, ações pensadas para reduzir o consumo de recursos naturais, de energia e a pegada de carbono nas etapas de produção, distribuição e aplicação trazem benefícios para a competitividade e o reconhecimento da marca pelos consumidores.

A gerente de sustentabilidade da SIG explica também que sua empresa, por exemplo, possui metas bem ambiciosas quanto às questões de sustentabilidade da produção. “Nosso principal objetivo é nos tornarmos uma empresa de impacto positivo no quesito sustentabilidade e para isso tomamos diversas medidas”.

Ela ressalta que a SIG é a primeira em seu segmento a utilizar energia renovável em todas as suas plantas industriais no mundo.

Para contribuir para que nossos clientes possam também tornar a produção mais sustentável de suas plantas lançamos em 2020 uma nova tecnologia que permite uma redução em 50% no consumo de água em nossas máquinas de envase e nossas máquinas possuem uma das menores taxas de perdas do mercado, inferior a 0,5%, o que reduz o custo de produção e gera menos resíduo.

Além das ações da SIG, outros exemplos vêm sendo adotados por indústrias brasileiras, em todos os segmentos.

A Indústria pode, sim, crescer de forma sustentável!

Por parte da indústria, a ideia da grande maioria dos gestores de que as ações sustentáveis podem ajudar no impulsionamento do setor é bastante clara.

Como exemplo, vale citar o comunicado do setor produtivo brasileiro, por meio do Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que reforça o empenho das empresas em busca desse objetivo.

O posicionamento apresentado no comunicado aborda as consequências nos negócios da percepção negativa da imagem do Brasil no exterior em relação às questões socioambientais na Amazônia.

É justamente baseado nesse tipo de engajamento que, hoje, temos inevitavelmente que equilibrar o avanço industrial e sua retomada baseada em ações sustentáveis. Diante disso, De Marchi explica que Inovação e sustentabilidade caminham juntos, principalmente com o avanço da Indústria 4.0.

A indústria 4.0 traz a tecnologia e inovação à tona, permitindo uma produção mais sustentável, principalmente diante da retomada da economia”.

Usar a sustentabilidade como um dos canais da inovação contribui para a redução de custo de produção e dos desperdícios de matéria-prima e o ganho de competitividade, além de abrir portas para o desenvolvimento de tecnologias em outras áreas dentro das empresas.

Além disso, buscar a sustentabilidade dentro dos processos industriais pode estar atrelado a tecnologias mais avançadas, até à busca de matérias-primas mais sustentáveis. 

Benefícios da retomada sustentável da indústria

Na retomada do setor industrial, a indústria 4.0 parece ser protagonista. Ela permite, entre outras coisas, o aumento da produtividade e redução de custos de produção associados às questões sustentáveis - ou seja, inserida em uma economia de baixo carbono, com uso mais racional dos recursos naturais.

A rápida e correta implementação dessas ações faz com que a indústria brasileira alcance um novo patamar de competitividade e, ao mesmo tempo, contribua de forma positiva com uma das principais questões globais: o consumo consciente.

Além do ganho de competitividade e acesso a consumidores conscientes, uma produção mais sustentável trará:

  • Melhor percepção da marca;
  • Minimização de impacto no ciclo de vida dos produtos;
  • Redução de custo a longo prazo, principalmente “porque a produção será mais efetiva”, diz de Marchi.

Por tudo isso, vale reforçar: estamos vivendo um momento de retomada, e ele é ideal para traçar as diretrizes de uma produção mais sustentável, permitindo que o setor industrial tenha uma produção mais “verde”.

Por que melhorar o sistema de ventilação industrial?

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Não é exagero dizer que a segurança dos colaboradores de fábricas está diretamente ligada à qualidade do ar. Exatamente por isso, dispor de um sistema de ventilação industrial adequado é fundamental para manter a qualidade do ar sempre controlada e livre de contaminantes.

Todo sistema de ventilação industrial tem por função realizar a renovação do ar dentro de um ambiente, por meio de ventiladores. Essa é uma solução amplamente utilizada pelas indústrias, mas ganhou ainda mais importância em razão das necessidades de controle da disseminação do novo coronavírus.

Por isso, vale conhecer os benefícios de um bom sistema de ventilação para sua fábrica, além dos 4 principais motivos para melhorar esse sistema.

Benefícios da adoção de um bom sistema de ventilação industrial

Por definição, um sistema de ventilação industrial é um sistema mecânico de renovação que realiza a movimentação do ar dentro de um ambiente. Para isso, faz uso de diferentes ventiladores, dutos, dampers, filtros de manga e abafadores de ruídos.

Por suas funcionalidades, essa é uma solução amplamente utilizada pelas indústrias para remover as substâncias contaminantes que podem ser geradas pelos processos de manufatura da fábrica.

Para Alan Vrtovsek, diretor da TECVENT e especialista em ventilação industrial, “a ventilação de fábricas é muito importante em diversos casos e precisa ser pensada exclusivamente para o local e segmento, focando o objetivo que eles pretendem alcançar”.

Dessa forma, os benefícios de um sistema de ventilação industrial bem dimensionado são:

  • Prevenção de doenças respiratórias - A falta de renovação do ar ambiente favorece o contágio de várias doenças respiratórias, ocasionando riscos a sua saúde e de seus colaboradores. Uma boa ventilação na indústria ajuda a resolver isso.
  • Aumento da produtividade - Os sistemas de ventilação tornam o ambiente de trabalho mais agradável e melhoram a qualidade de vida dos trabalhadores, impactando positivamente na produtividade das empresas.
  • Controle de concentração de agentes químicos presentes no ambiente – Os sistemas de ventilação industrial auxiliam ao controle de contaminantes, garantindo um ambiente mais seguro, reduzindo riscos à saúde dos colaboradores.

Além desses benefícios, um bom sistema de ventilação industrial contribui com a diminuição dos custos, redução na taxa de abstenção, renovação do ar quente e contaminado dentro do ambiente, além de oferecer melhor qualidade do ar interno.

O que está em jogo ao melhorar a ventilação industrial na sua fábrica

Adotar um sistema de ventilação industrial que permita maior qualidade e bem-estar é um quesito altamente importante, pois traz segurança, proteção e boas condições de trabalho aos seus colaboradores.

Assim, alguns são os motivos que estimulam fábricas a melhorarem o sistema de ventilação em sua fábrica, tais como:

  1. A ventilação é utilizada para vários fins, mas deve ser exclusiva para cada necessidade

Para Vrtovsek, a ventilação de fábricas é extremamente importante e precisa ser pensada exclusivamente para o local e segmento. “O gestor deve sempre focar o objetivo que ele pretende alcançar em sua fábrica”.

Seja para alcançar o conforto térmico ou até mesmo para redução de temperatura dos processos e produtos, o especialista indica que a ventilação não siga um processo padrão, mas, sim, uma solução específica para o local e segmento, de forma que não deixe que o ar fique estagnado, evitando a saturação das pessoas e dos equipamentos.

A ventilação traz, também, resultados nos aspectos de conforto térmico, redução de contaminantes, diluição de poluentes, podendo até mesmo salvar vidas, como explica Alan Vrtovsek. “A ventilação é fundamental em processos de retirada de concentrações de amônia, CO2 e outros tipos de contaminantes que são prejudiciais à saúde”.

A indústria precisa entender que uma ventilação bem planejada, além de saúde e conforto térmico, traz lucro para as empresas, deixando de ser uma necessidade ou custo extra e se tornando um investimento.

  1. São exigidas análises minuciosas do sistema de ventilação

Vrtovsek ressalta mais uma vez que não existe uma solução de ventilação óbvia, e nem sempre a instalação de equipamentos vai auxiliar no processo do ambiente.

Por diversas vezes, é necessário pensar no aperfeiçoamento do processo executado no ambiente, a fim de impactar diretamente na ventilação”, complementa. O especialista salienta, ainda, a necessidade de realizar análises minuciosas, desde o objetivo até as causas, para entender qual a real necessidade da fábrica.

A indústria sempre deve ter como objetivo a obtenção do conforto térmico, se preocupando com a saúde dos colaboradores sem atrapalhar os processos do ambiente, auxiliando, desta maneira, na obtenção de maior produtividade e contribuindo para que o produto tenha ganhos de qualidade”, recomenda.

  1. A indústria estará alinhada às exigências de normas específicas

No Brasil, existem algumas normas especificas que tratam da qualidade do ar interno para as indústrias. Essas normas indicam a importância da utilização do sistema de ventilação para o bem-estar dos trabalhadores. São elas:

  • Norma Regulamentadora 15 (NR 15) – Atividades e Operações Insalubres – Anexo 3: trata dos limites de tolerância para a exposição ao calor;
  • Norma Regulamentadora 15 (NR 15) – Atividades e Operações Insalubres – Anexo 11: trata das concentrações máximas permitidas para as substâncias contaminantes químicas no ambiente de trabalho.
  1. A pandemia exigiu ainda mais de um bom sistema de ventilação industrial

Se, antes, a ventilação já era um requisito obrigatório para ter um local com o conforto térmico e renovação de ar ambiente, hoje, com a atual pandemia, ela se tornou vital, principalmente para evitar a disseminação do novo coronavírus.

O especialista em ventilação industrial da TECVENT explica que a grande maioria das indústrias possui ambientes fechados, que acabam ajudando na proliferação de contaminantes.

Por isso, a ventilação possui um papel importantíssimo nestes locais, tendo a responsabilidade de efetuar a renovação do ar, o mantendo limpo, e evitando o acúmulo de contaminantes.

Por conta disso, aconselhamos que as indústrias passem a pensar em investir em soluções de ventilação industrial que visem meios de renovação de ar que o mantenham sempre limpo e salubre”, finaliza Alan Vrtovsek.