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Empresa cria linha de montagem de motores de carro altamente flexível e tecnológica

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Uma linha de montagem de motores composta por robôs, câmeras integradas e estações de montagem, capaz de fazer diversas atividades de forma automática. Este foi o resultado do trabalho desempenhado pela Comau - empresa ítalo-brasileira da área da tecnologia e inovação - na fábrica da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), em Betim (MG).

Instalada em maio de 2015, a linha da família global de motores Firefly iniciou a operação em setembro de 2016, com capacidade para produzir 400 mil motores por ano. Inicialmente, os motores foram destinados ao Fiat Uno e Mobi, mas, futuramente, serão incorporados a outros veículos da marca Fiat.

O projeto foi colocado em prática por etapas, sendo que a primeira levou, aproximadamente, seis meses e possibilitou o início da produção de motores para testes internos da fábrica. A fase teve como base um processo de engenharia simultâneo, no qual profissionais das duas empresas, Comau e FCA do Brasil e da Itália, definiram o conceito do plano e o seu processo de fabricação. Em maio de 2014, a Comau deu início aos trabalhos de engenharia, nos quais foram projetados os equipamentos que iriam compor a linha de produção. Ao todo, a iniciativa contou com um pico máximo de 200 profissionais integrando a equipe, entre projetistas mecânicos, elétricos, fluídicos, programadores e montadores.

A estrutura da linha de motores Firefly  

Desenvolvida inteiramente no Brasil (e com índice de nacionalização de 70%), a  solução é flexível e possui alto nível de tecnologia. Não à toa, ao longo de sua concretização, foram empregados diversos recursos. Entre os destaques, sistemas de automação com tecnologia de segurança (safety) integrada para os operadores e mantenedores das máquinas, sistemas robotizados para a aplicação de plasma de limpeza de componentes e sistemas robotizados integrados com câmeras de última geração para garantir a qualidade das montagens.

“Também usamos robôs colaborativos que trabalham em parceria com os operadores nas atividades de manipulação de peças, sistemas em rede para controle do consumo de energia elétrica e fluídica, assim como sistemas autônomos (AGVs) para abastecimento de componentes, com a integração por meio de rede de dados com a logística da fábrica”, ressalta Eduardo Sousa, gerente de projetos da Comau Brasil.

A ala responsável pela pelos motores Firefly tem a capacidade de produzir modelos de 3 ou 4 cilindros, dispensando a necessidade de se realizar setups manuais, ou seja, a linha se ajusta automaticamente ao tipo de motor a ser produzido. “Ela foi desenvolvida seguindo os conceitos de WCM (World Class Manufacturing), que é um sistema de gestão integrado de otimização de custos, logística, qualidade, manutenção e produtividade para níveis de classe mundial, por meio de um conjunto estruturado de métodos e ferramentas integrados com a automação da linha”, explica o profissional.

Quer conferir outros cases de sucesso da indústria brasileira? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima! 

Urge revitalizar o parque industrial brasileiro

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Só há um caminho para tornar a indústria nacional de bens manufaturados mais produtiva, eficiente e competitiva, acompanhando o nível dos mais avançados mercados internacionais: a revitalização de seu parque de máquinas-ferramenta, que beira uma idade média de 20 anos. A acentuada queda nos investimentos nas últimas duas décadas exacerbou este dado.

A revitalização do parque industrial brasileiro terá como consequência o aumento da produção de bens manufaturados, através do incremento do consumo interno, das exportações e da diminuição das importações, fortalecendo a sua economia. Medidas devem ser tomadas no curtíssimo prazo para reverter este quadro, por meio de um profundo programa de política industrial, consistente e de longo prazo. Deve ser um plano que estimule os empresários a investirem em equipamentos de moderna tecnologia, além de métodos avançados do controle da produção. Dependendo das características produtivas de cada empresa, serão necessárias soluções que deverão ser atendidas por equipamentos produzidos no país, assim como aqueles importados, não disponíveis localmente, e que, por suas características tecnológicas, venham completar tais necessidades e exigências de produção. Como consequência, muitas vagas de trabalho serão criadas a fim de atender as indústrias de manufatura e de máquinas e equipamentos, com mão de obra especializada voltada às novas tecnologias.

A indústria de máquinas-ferramenta brasileira já esteve entre os dez maiores países fabricantes destes equipamentos, ocupando, porém, em 2016, a 19ª posição, segundo o Instituto Gardner. Essa indústria teve o seu início no país há cerca de um século e foi consolidada com enorme êxito em sua história, atendendo os mais exigentes mercados. Ela está preparada, aguardando o momento de um novo ciclo de desenvolvimento econômico e industrial para voltar a crescer.

O atual governo federal e os futuros governantes deverão priorizar os seus esforços, a fim de estimular a produção eficiente de bens manufaturados, pois uma economia forte não pode depender somente da produção de suas commodities. A indústria de transformação brasileira já representou, nos anos 80, mais de 20% do seu PIB, enquanto que hoje assinala o pífio índice próximo a 10% do PIB.

Para o Brasil se consolidar como uma grande nação, governo, empresários e toda sociedade devem se unir e lutar para reverter o quadro atual. Parte da solução está na revitalização urgente do parque de máquinas brasileiro, para ser competitivo e atender a cada necessidade de produção, com a aplicação das mais modernas tecnologias que levem a indústria nacional a ganhos efetivos de produtividade, eficiência e qualidade.

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Robôs usam a natureza para inspirar novas tecnologias na indústria

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Inspirados em animais da natureza, como águas-vivas e pinguins, os Bionics são robôs desenvolvidos pela Festo - multinacional alemã líder em automação industrial -, com o objetivo de inspirar a aplicação do aprendizado biônico na automação de linhas de produção no futuro.

“Eles são fruto de uma plataforma de desenvolvimento de novas tecnologias e de todo o conhecimento acumulado em processos de pesquisa”, resume Marcelo Pasqualucci, coordenador de marketing da Festo.

Por isso, podem ser fonte de inspiração para produtos industriais no curto, médio e longo prazo, além de estarem superalinhados com o conceito da Indústria 4.0. “Podemos citar como exemplo dessa relação a conectividade entre as máquinas, representada nos BionicsAnts (formiga). Isso porque o comportamento coletivo desses insetos representa como serão as interações entre os equipamentos industrias que deverão atuar de forma cooperada”, explica o profissional.

Como são projetados os Bionics?

O Bionic Learning Network, criado em 2006 na Alemanha, reúne biólogos, engenheiros, estudantes e pesquisadores para descobrir como a vida biológica pode contribuir para o desenvolvimento da tecnologia. Todos os resultados e análises são enviados para cinco centros de pesquisas espalhados pelo mundo, incluindo o Brasil.  Não à toa, o resultado de tanto trabalho vem rendendo bons frutos para a indústria.

“Os músculos pneumáticos que desenvolvemos são aplicados em vários segmentos industriais. O princípio de funcionamento deles é baseado na fibra muscular que contrai ou expande, movimentando peças. Além disso, temos as garras flexíveis utilizadas em setores alimentícios”, afirma Marcelo.

Entre os produtos trazidos recentemente ao Brasil pela empresa alemã, destaque para o “AirJelly”, robô inspirado no movimento das águas-vivas, com sistema mecânico inteligente e versátil,  mantido no ar por um balão de gás hélio e controlado remotamente, e o “Air Penguin”, que faz alusão aos simpáticos pinguins, com nadadeiras de torção passiva que o fazem voar para frente e para trás.

Veja como escolher corretamente o fluido de corte nos processos produtivos da indústria

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Eles podem ser líquidos (óleos e emulsões), gasosos e até sólidos (como o grafite). Frequentemente chamados de lubrificantes ou refrigerantes, em virtude de suas principais funções – reduzir o atrito entre a ferramenta e a superfície de corte (lubrificação) e diminuir a temperatura na região de corte (refrigeração) –, os fluidos de corte são fundamentais para qualquer processo de usinagem. Tanto é que o mercado possui, hoje em dia, uma variedade enorme do produto, o que, muitas vezes, pode causar dúvidas sobre qual tipo utilizar em cada processo produtivo da indústria metalmecânica.

A escolha do fluido de corte ideal é muito importante, pois é ele que dá mais eficiência ao processo de usinagem, maior qualidade às peças usinadas, aumento da vida útil das máquinas e ferramentas, além da redução dos custos envolvidos em todo o processo.

Fluido de corte ideal para cada processo de usinagem

Para fazer a escolha do fluido de corte é preciso levar em conta uma série de fatores. Na preparação, por exemplo, recomenda-se utilizar óleos naturais, com altas aditivações de enxofre. Já na usinagem em geral, os óleos solúveis, de origem mineral, semissintético, vegetal ou sintético, são os mais indicados, enquanto que, na retificação, os lubrificantes solúveis de alto poder de lavagem costumam ser mais utilizados para evitar o empastamento do rebolo. Na furação profunda e no rosqueamento, no entanto, os óleos integrais são os mais utilizados, diferentemente do que ocorre no aplainamento, que recebe melhor os óleos refrigerantes.

“A escolha feita de forma correta possibilita, inicialmente, uma economia no processo, já que as operações ganham mais velocidade, os intervalos de parada para troca de ferramentas tendem a ser menores, o ambiente não se torna prejudicial ao operador, além de haver economia de energia, baixa formação de névoa e economia da ferramenta de corte, assim como o aumento de sua vida útil”, destaca Clodoaldo da Costa, especialista em Educação Profissional do Senai/SP.

A importância da análise

A análise para escolher o lubrificante também precisa considerar o tipo de máquina utilizada pela indústria. Para operações variadas, como máquinas CNCs (máquinas de comando numérico computadorizado), que possibilitam diferentes operações, as opções de uso de fluido de corte são mais amplas.

O aço é um exemplo de material que pode receber diversos tipos de óleos, por apresentar uma usinabilidade variada devido às suas diferentes ligas. Situação diferente do magnésio, que por ser um material pirofórico (inflama espontaneamente), não pode ser trabalhado com fluidos à base de água, por conta do risco de ignição (combustão).

“A partir da escolha correta do fluido, há uma redução significativa do descarte dos óleos utilizados, ocasionando uma diminuição substancial dos custos ligados ao processo de usinagem”, conclui o especialista do Senai SP.

Tudo isso, claro, acompanhado do suporte técnico adequado do fabricante, uma vez que a empresa fornecedora da ferramenta exerce um papel fundamental para a vida longa e útil da solução.

Quer saber mais sobre os fluidos de corte? Então siga acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima! 

Marketing industrial na era digital

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O mundo do marketing reúne e acompanha todas as funções da administração empresarial: vendas, produção, logística, finanças e recursos humanos. O marketing industrial é uma derivação do marketing que aplica um conjunto de ferramentas e que possibilita a comercialização duradoura de bens e serviços industriais.

Diferentemente do marketing de consumo, o marketing industrial é desenvolvido a partir das atividades técnicas e de experiências tecnológicas aplicadas no campo da manufatura de bens duráveis, tais como: máquinas e equipamentos, instalações, matérias-primas, partes e peças, suprimentos e serviços industriais.

O objetivo do marketing industrial é proporcionar um ótimo investimento a ser realizado, resultando numa relação “custo x benefício” ideal para o comprador e numa satisfação plena para o fornecedor, por ter concretizado um negócio rentável e colaborado para o avanço tecnológico e empresarial de seu cliente.

Com a rápida evolução da tecnologia da informação, diversos métodos e maneiras de se pesquisar e analisar o produto a ser comercializado, através de meios digitais, constatou-se um salto enorme para se concluir negócios de produtos industriais e de elevado conteúdo tecnológico, com êxito e de forma eficiente, garantindo satisfações ao comprador e ao vendedor.

Por outro lado, o profissional da venda técnica, além da vocação e habilidade para esta atividade, do conhecimento dos produtos que está oferecendo, da sua empresa e de seu mercado, deve possuir ótimos conhecimentos nos diversos programas digitais inerentes à sua área de atuação. Uma apresentação por meios digitais, bem planejada e executada pelo especialista de vendas, contribui decisivamente para o êxito do negócio.

1 - Pesquisa do produto

Ao se adquirir um produto industrial, principalmente quando se trata de uma primeira aquisição, o comprador deve pesquisar as alternativas disponíveis no mercado. A Internet é um importante veículo para se iniciar esta pesquisa. Hoje, quase a totalidade das empresas industriais possui seus sites publicados. A visualização de vídeos, como no aplicativo YouTube, é outra fonte importante de consulta. Artigos técnicos podem ser encontrados em revistas técnicas digitais e canais de conteúdo. Anúncios de produtos estão sendo publicados, cada vez mais, em revistas técnicas digitais. Visitas a feiras e exposições são também de fundamental importância.

2 - Assessoria técnica

A venda industrial se inicia pela assessoria técnica. Uma vez escolhidas, pelo comprador, as empresas que participarão da concorrência, começa o processo de atender os representantes técnicos para que apresentem a empresa, o seu produto, a estrutura de serviços e outras informações complementares. Neste ponto, o vendedor técnico tem como ferramentas a projeção de vídeos, apresentações de Power Point, planilhas técnicas, de casos de sucesso e de listas de referência. É fundamental que o profissional de venda esteja bem preparado para a apresentação, levando consigo um notebook. No caso de plateias maiores, deve providenciar um projetor multimídia e microfone, se necessário.

3 - Oferta técnica

Uma vez identificada toda a necessidade do cliente, a vendedora deve apresentar a sua oferta. Esta deve ser clara, objetiva, completa, com todos os pontos necessários para a análise pelo comprador, como descrição do produto, dados técnicos, preço, prazo de entrega, condições de pagamento, alternativas de financiamento, condições de garantia, indicações sobre os impostos, prazo de validade da oferta e outras condições necessárias para o produto em questão. Caso a oferta não seja apresentada pessoalmente ao comprador, ela deve ser enviada via Internet num formato protegido que possibilite a leitura clara do texto, de planilhas e de desenhos. Nem sempre a decisão é tomada numa primeira etapa, podendo haver alterações e otimizações da oferta inicial. Num processo competitivo, é importante rapidez na apresentação da oferta.

4 - Testes de viabilidade e de desempenho

Há casos, principalmente, tratando-se de máquinas e equipamentos, em que a vendedora solicita à compradora a realização de um teste que comprove o perfeito desempenho do equipamento, para apurar a sua capacidade produtiva, a qualidade da peça produzida pela máquina, o controle estatístico do processo de fabricação, a sua rigidez, entre outras características. Para tal, a empresa consultada deve dispor do maquinário, que está sendo oferecido, para a realização do teste, além de ferramental adequado e de softwares, como, por exemplo, CAD/CAM, para elaboração do desenho do produto e do programa CNC, e equipamentos para o controle de qualidade. Agilidade na execução do teste e comprovação de todos os pontos solicitados são itens fundamentais para a conquista do pedido.

5 - Comunicação digital

Atualmente, a troca de informações através de meios digitais está sendo decisiva para estimular os processos de consulta e realização de compra de produtos industriais e de realização de investimentos em máquinas e equipamentos. Isto ocorre graças aos sites de empresas, às revistas digitais, à participação em feiras e exposições, às redes sociais, aos aplicativos de vídeos e aos seminários disponíveis na rede (webinars). A comunicação técnica digital está possibilitando, cada vez mais, a engenheiros, técnicos e estudantes ampliar os seus conhecimentos. Informações que, no passado recente, estavam disponíveis em livros, manuais e catálogos impressos, hoje estão à disposição de todos no mundo digital. Consulte o aplicativo Google e ele conduzirá ao que se quer saber.

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Aumento na produção de petróleo e gás no pré-sal pode subir em 5% o faturamento da indústria

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A produção de petróleo e gás natural no pré-sal aumentou 50% em abril deste ano, em comparação com o mesmo período de 2016, chegando a 1,5 milhão de barris de óleo equivalente por dia, de acordo com dados divulgados pela Petrobras. O aumento foi motivado, principalmente, pela entrada em produção das plataformas Cidade de Saquarema e Cidade de Caraguatatuba, assim como pelo desempenho registrado nas plataformas Cidade de Maricá, Cidade de Paraty e Cidade de Itaguaí.

Os números positivos do setor têm gerado uma expectativa positiva nos fornecedores de máquinas e ferramentas. Conforme dados da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), a previsão é de alta de 5% no faturamento da indústria. “Além do cenário animador, a associação fechou, recentemente, uma parceria com o Banco do Brasil para fortalecer a cadeia de fornecimento para a produção de petróleo e gás, o que abre ainda mais as oportunidades para as empresas fornecedoras de máquinas e ferramentas”, ressalta Roberto Oliveira, engenheiro industrial do Senac/SP. Isso porque as produtoras de petróleo e gás contarão com linhas de crédito para aquisição de maquinário.

A produção petróleo e gás no pré-sal

Apesar da crise política e econômica que o Brasil tem enfrentado desde o final de 2015, o mercado de óleo e gás brasileiro continua atraente para os investidores, tanto nacionais quanto estrangeiros. “A oferta permanente de áreas exploratórias é uma das novas medidas inclusas na política de exploração e produção no Brasil. Essa oferta tem como objetivo a conquista de mais investimentos para o País”, afirma o engenheiro industrial.

Conforme afirma o especialista, para driblar os principais desafios no momento da exploração do pré-sal, é necessário um desenvolvimento substancial da capacidade de extração offshore, incluindo o processamento de gás e tecnologias exportadoras, reduzindo as emissões de CO2 para a atmosfera. Além disso, a infraestrutura necessária para o exercício de uma exploração consistente dos recursos do pré-sal exige a união de diversos setores industriais envolvidos.

Quer saber mais sobre as oportunidades abertas pela produção de petróleo e gás na indústria de máquinas e ferramentas? Então continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima!

Como garantir a segurança no chão de fábrica da indústria metalmecânica

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Quando o assunto é segurança no chão de fábrica não há espaço para erros. É preciso tomar os cuidados necessários para garantir a saúde e o bem-estar de todos os funcionários para que possam executar suas funções sem correr riscos e da melhor forma possível.

Vale ressaltar, também, que adotar medidas preventivas possibilita a realização de um trabalho mais organizado e o aumento da produção da indústria, já que o ambiente de trabalho tende a se tornar mais agradável e seguro para todos.

Confira, a seguir, os benefícios e algumas dicas especiais  de segurança no chão de fábrica que você pode – e deve – adotar em sua indústria metalmecânica.

Benefícios de investir em segurança no chão de fábrica

Redução de acidentes

O principal objetivo da segurança do trabalho é garantir a prevenção dos acidentes laborais que prejudicam a integridade física e mental do trabalhador. De acordo com Lucian Amaral, proprietário da Monc Automação Industrial, os EPIs (Equipamento de Proteção Individual) considerados fundamentais para um ambiente seguro são: capacete, protetor auricular, calça, botina, luva e óculos.

Organização

Investir na segurança  do chão de fábrica permite, ainda, que a empresa organize e padronize seus procedimentos internos.

Menos gastos

O trabalho preventivo também gera menos custos com afastamentos de funcionários causados por doenças ocupacionais, contratação de mão de obra temporária ou permanente para ocupar o lugar deixado pelo trabalhador acidentado, reabilitação do trabalhador, indenizações e ações trabalhistas, além de inibir os riscos e manter a atenção do funcionário na execução da tarefa, evitando, assim, prejuízos materiais e acidentes de trabalho.

Qualidade

Funcionários que realizam um trabalho em condições seguras tendem a produzir com qualidade e a executar suas tarefas com mais motivação. Isso acaba refletindo na qualidade produtiva da indústria, que terá menores taxas de retrabalho.

Credibilidade

A redução de acidentes e ocorrências que envolvam a imagem da empresa dá mais credibilidade corporativa à instituição. “Mas se o ambiente não estiver adequado,  é preciso contatar o Técnico em Segurança do Trabalho responsável pelo ambiente para atuar de modo preventivo”, destaca Amaral.

Além disso, para atuar de fato com segurança no chão de fábrica “é necessário que todas as documentações da empresa estejam em dia, além dos cursos de segurança, como o NR-10, no caso de elétrica, e outros para altura e demais trabalhos”, conclui o especialista.

Programas de prevenção para promover a segurança no chão de fábrica

PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção): é obrigatório em construções com 20 ou mais funcionários.

PCMSO (Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional): dita os exames a serem realizados pelos funcionários.

CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes): composto por um grupo de trabalhadores que atua na prevenção de acidentes de trabalho, visando eliminar ou neutralizar eventuais riscos existentes no ambiente laboral. Metade deles é eleita pelos funcionários e a outra indicada pelo empregador.

Treinamento de Integração: é ministrado ao recém-contratado a fim de familiarizá-lo com os cuidados referentes à segurança no chão de fábrica.

Quer saber mais sobre a segurança do trabalho no chão de fábrica? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima!

Como escolher um software de gestão para a indústria metalmecânica?

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Atualmente, mesmo uma indústria de pequeno porte gera uma quantidade de informações difícil de ser gerenciada de forma manual, ainda mais em um mundo tão globalizado como o nosso, onde a demanda por comunicação é enorme.

É aí que surge a necessidade de utilização de softwares de gestão capazes de melhorar os processos internos de uma empresa.  Afinal, administrar um negócio sem a ajuda deles é como guiar um carro sem faróis em uma noite de chuva.

O mercado, é claro, possui diversos softwares de gestão que atendem aos mais diferenciados nichos empresariais, mas cabe ao gestor da indústria metalmecânica conhecer todas as possibilidades oferecidas pelos programas disponíveis para não ter desilusões após a aquisição.

Ainda é bastante comum empresários acharem que o software A ou B resolverá todos os problemas de sua organização apenas porque tais soluções têm nome e reputação. A verdade é que se deve buscar o máximo possível de informações sobre o recurso e solicitar o suporte pré-venda para que o investimento não seja frustrante.

Um bom ERP (Enterprise Resource Planning, em português, Sistemas de Gestão Empresarial) direcionado para o setor industrial oferece inúmeras vantagens, como facilidade na organização e no acompanhamento dos processos, aumento da produtividade e tomada de decisões de forma mais precisa.

Confira, portanto, algumas dicas sobre como escolher o melhor software de gestão para a indústria metalmecânica.

A escolha de um bom software de gestão

O primeiro passo a ser dado antes de partir para a escolha é entender exatamente as funções que o software em questão é capaz de executar e questionar ao suporte pré-venda se o programa atende às demandas relacionadas às necessidades da indústria.

Essa é uma tarefa que não pode ser superficial, pois muitos gestores acham que uma boa conversa em apenas uma reunião, com uma simples apresentação de PowerPoint, esclarecerá todos os tópicos inerentes à implantação.

Quando se busca uma implantação de software de gestão, deve haver um contato entre o suporte da solução e todo o corpo tecnológico da organização, para que sejam sanadas todas as dúvidas a respeito das demandas da empresa - isso evita muitos problemas já no curto prazo.

“Certa vez, participei de uma implantação de software e, a princípio, ele serviu perfeitamente, pois tínhamos apenas uma unidade fabril, contendo o escritório de administração. Um ano depois, quando a diretoria resolveu instalar o escritório fora da unidade fabril, descobrimos que o software que, até então, era ótimo, não funcionava tão bem diante da necessidade de integrar duas ou mais unidades de trabalho separadas fisicamente”, afirma Rodrigo Schimidt Miranda, professor do Centro Universitário ENIAC.

De acordo com o especialista, os problemas que a situação gerou foram tão grandes que a direção da empresa resolveu zerar todos os trabalhos de implantação e recomeçar com um novo software de gestão que atendia à nova demanda. Não é necessário dizer que o custo financeiro foi enorme, sem falar do desgaste corporativo, pois demandou novos treinamentos e metodologia de trabalho.

Aspectos a serem considerados na escolha do software de gestão

O gestor da indústria precisa saber quais são os caminhos que sua organização tomará no médio e longo prazo, pois isso também influenciará na aquisição do software de gestão, já que ele deverá acompanhar a expansão da empresa, oferecendo a possibilidade de, também, se expandir, caso necessário.

A velha máxima de que sempre deve-se gastar horas de planejamento agora para, no futuro, não gastar tempo tentando arrumar algo que não foi planejado, funciona perfeitamente neste caso. Conforme afirma o professor da ENIAC, facilidade e integração são duas palavras-chaves que ajudam tanto o cliente quanto o desenvolvedor, seja na implantação ou na operação, geração e busca de informações imprescindíveis (KPI) e demais indicadores.

Quanto mais fácil de utilizar for o ERP, menor será  a resistência gerada na sua implantação e operação, pois, a adoção de um novo sistema causa, naturalmente, desconforto entre os colaboradores, até que todos se acostumem e entendam que a mudança trará melhorias para sua rotina e favorecerá o sucesso da indústria.

Quanto à integração, é importante lembrar de que o ERP não serve apenas para controlar a empresa - a principal característica é fazer com que todos os processos da organização interajam entre si e criem a maior e melhor sinergia possível. Ou seja: todos devem olhar e caminhar no mesmo sentido, melhorando o fluxo produtivo e gerando fluidez nos processos. Isso também faz parte da filosofia da melhoria contínua.

Quer saber mais sobre como a implantação de tecnologias pode favorecer o crescimento da sua indústria metalmecânica? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima!