A Voz da Indústria faz parte da divisão Informa Markets da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Sitemap


Articles from 2018 In July


De segurança a sustentabilidade: confira as vantagens dos lubrificantes à base de água

vantagens-lubrificantes-sem-agua-a-voz-da-industria

Em uma indústria em constante evolução como a nossa, não dá mais para falar sobre eficiência produtiva sem citar os lubrificantes à base de água. Com propriedades diferenciadas em relação às versões convencionais, eles oferecem super lubricidade e boas condições de funcionamento aos equipamentos.

Amauri de Melo, administrador da Mercalub Mercado de Lubrificantes Especiais, destaca três aspectos importantes desse tipo de produto dentro da esfera industrial. “Eles podem ser desmoldantes, solúveis e antichamas.”

O profissional ainda complementa explicando cada um dos pontos. “Os lubrificantes desmoldantes são muito utilizados na indústria de fundição, os óleos solúveis foram desenvolvidos para levar o lubrificante, refrigerar a ferramenta e proporcionar acabamento em altas rotações. Já os óleos antichamas, são importantes para o trabalho em sistemas hidráulicos, locais onde o óleo mineral, se vazado, pode levar a um incêndio”, afirma.

Vantagens dos lubrificantes à base de água

Quando comparados com os lubrificantes à base de óleo, que ainda são os mais utilizados, os produtos desenvolvidos à base de água oferecem vantagens funcionais importantes, tendo em vista que são sustentáveis, atóxicos e seguros (já que não são inflamáveis).

Além disso, com os lubrificantes à base de água, tornou-se possível chegar a parâmetros de desempenho até então inatingíveis, com excelentes propriedades de arrefecimento ou baixo consumo de energia, graças ao atrito reduzido.

Bruno Ascenço,  gerente de mercado de Engenharia de Aplicação da Klüber, destaca uma vantagem muito importante desse tipo de lubrificante em relação ao meio ambiente. “Não podemos deixar de citar a água como uma fonte limpa, renovável e, portanto, ecologicamente amigável”, enfatiza.

Cabe ressaltar, ainda, a confiabilidade que esse tipo de produto proporciona para a indústria , assim como a possibilidade de se reutilização da água evaporada durante o processo de lubrificação

Usos do lubrificantes à base de água

Atualmente, a tecnologia de hidro lubrificação, como são chamados os lubrificantes à base de água, já está sendo usada em correias transportadoras, resultando em melhores índices de lubrificação e, portanto, ajudando na redução da incidência de falhas operacionais na produção –   o que é uma das grandes propostas do chamado lubrificante do futuro.

Há, ainda, outros usos, conforme destaca Ascenço. “Hoje, existem muitos sistemas na indústria de bebidas e na indústria alimentícia, operando com lubrificantes à base de água, e, portanto, se beneficiando de suas vantagens.”

Você já conhecia essas vantagens dos lubrificantes à base de água para a indústria? Compartilhe a sua experiência conosco no campo de comentários abaixo e continue acompanhando o nosso canal de conteúdo.  

O que muda na robótica aplicada à Indústria 4.0?

robotica-industria-4.0

A Indústria 4.0 está sendo responsável por transformar toda a cadeia produtiva do setor - desde as áreas de projeto e fabricação dos produtos, até a estrutura interna da empresa e sua comunicação com os clientes e fornecedores. A aplicação da internet industrial e da robótica está movimentando o mercado, trazendo inovações que são capazes de aumentar a produtividade e estimular os negócios.

Confira, a seguir, como a robótica está revolucionando o funcionamento das empresas e como os funcionários podem se preparar para essas mudanças.

As vantagens que a robótica apresenta às empresas

A utilização de robôs nas empresas apresenta diversos benefícios. Os robôs são recomendados para a realização de tarefas padronizadas e que dependem de um número limitado de variáveis, sendo apropriados para executar o atendimento de demandas massivas.

No entanto, suas aplicações são inúmeras: entrada de dados, registro de pedidos, orientação do diálogo com o cliente, carga e descarga de máquinas, packing, prensagem e estamparia, testes de vida útil do produto, encaixotamento, aplicação de adesivo, manipulação de produtos, linhas de envase, montagem, entre outras.

O resultado é a redução de falhas e do tempo de processamento destas atividades, gerando economia nos custos. Essas inovações da robótica têm rápida instalação e grande flexibilidade para trocas de função ou ajustes da quantidade de operadores, conforme a demanda. Além disto, já existem opções que apresentam baixo custo de implantação, viabilizando o investimento.

O que a inclusão dos robôs significa para os funcionários

Os robôs podem ser utilizados em atividades insalubres e perigosas, o que permite que os funcionários coordenem as tarefas de um local seguro, sem correr riscos para a saúde. Além disso, ao executar as tarefas mecânicas e repetitivas, permitem que os funcionários foquem o atendimento humano em questões mais complicadas e que requerem maior discernimento, realizando atividades mais complexas do que as que, hoje, constituem a maior parte de suas demandas.

Marco Antônio Fontoura de Albuquerque e Antônio Ramalho de Souza Carvalho, respectivamente, professor e coordenador da Pós-Graduação em Indústria 4.0 da FAAP São José dos Campos, explicam como a robótica vem sendo utilizada na indústria.

“Os robôs colaborativos, conhecidos com o nome de COBOTS, são desenvolvidos para trabalhar com os correspondentes humanos e cuidar das atividades pesadas e/ou repetitivas, enquanto as pessoas se dedicam às atividades motoras e detalhadas, que requerem atenção e discernimento. Além disto, podem ser programados para atividades complexas e perigosas, criando um verdadeiro conceito de equipe híbrida.”

Como as empresas e trabalhadores podem se preparar para esta transição?

A utilização dos robôs dentro da indústria traz grandes vantagens no aumento da produção, qualidade dos produtos e retorno econômico. Assim, é importante que as empresas se preparem para realizar a sua transição para a Indústria 4.0, de forma a se manterem competitivas frente ao mercado.

A robótica vem para facilitar a execução de tarefas mecânicas e perigosas, o que significa que haverá a necessidade de capacitar os funcionários com o desenvolvimento de habilidades mais refinadas, permitindo que seja capaz de realizar atividades mais complexas.

“É importante ressaltar que a proposta da Indústria 4.0 não é substituir a mão de obra humana, mas, sim, torná-la mais eficiente e eficaz.”, concluem os professores.

Você está acompanhando as mudanças na robótica aplicada à Indústria 4.0? Como a sua empresa está lidando com esses novos conceitos? Deixe o seu comentário!

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Descubra o papel de cada executivo na Indústria 4.0

c-level-industria-4.0

A Indústria 4.0 está introduzindo novos conceitos e tecnologias que vêm transformando a gestão industrial tradicional, trazendo consigo ganhos na produtividade e no gerenciamento de recursos.

O professor Ricardo Alexandre Diogo, coordenador do curso de Engenharia Mecatrônica e Engenharia de Controle e Automação da Escola Politécnica da PUCPR, explica de forma objetiva estas mudanças a partir de uma analogia com o livro Automação Industrial e Sistemas de Manufatura (Mikell Groover - 2011).

“Durante a Terceira Revolução Industrial, com a automação e robotização das fábricas, havia a preocupação com o 'risco da não-automatização', ou seja, de perder competitividade dos negócios frente a indústrias que adotaram a automação. Nos dias de hoje, com a Indústria 4.0, podemos usar a mesma analogia: o 'risco da não-digitalização' dos negócios.”

As vantagens que as novas tecnologias que a Indústria 4.0 vêm apresentando para as indústrias são inúmeras, e é importante que os gestores compreendam como podem ajudar a sua empresa a acompanhar as novidades do mercado e atualizar a sua gestão industrial. Mas qual a função que eles devem exercer nesta transição? E como manter a empresa atualizada?

Confira, a seguir, como cada executivo deve exercer seu papel para implementar e manter a Indústria 4.0 em sua empresa, de acordo com um estudo The Factory of the Future, publicado pela consultoria KPMG, em 2016.

CEO - Chief Executive Officer

O CEO compreende as demandas do mercado para a sua empresa. Assim, ele deve orientar a apresentação de ideias para realizar a Indústria 4.0, introduzindo este conceito na sua estratégia corporativa. O CEO deve atuar na elaboração de estratégias para implementar os projetos e objetivos certos para realizar esta transição, e no planejamento para implantação dos processos de interação entre consumidores - além de reorganizar a cadeia de valores.

COO - Chief Operating Officer

O COO gere a companhia em termos de operacionalidade, baseado em critérios de produtividade e eficiência. Suas responsabilidades incluem gerenciar a rede de valor agregado da empresa, buscando aumentar a atração de clientes e manter a competitividade de seus produtos e serviços. O COO deve não apenas fazer a estratégia da Indústria 4.0 ser funcional na empresa, mas também desenvolver sistemas que aumentem a produtividade e garantam seu crescimento econômico.

CFO - Chief Financial Officer

Além de controlar e gerenciar os riscos financeiros da empresa e desenvolver os planos de desenvolvimento sustentável de seus produtos, o CFO deve incluir em suas funções a análise das informações consistentes e em tempo real da Big Data que a Indústria 4.0 lhe fornece, ajudando em seu processo de decisão. Cabe a ele realizar um plano de investimentos compatível com a Indústria 4.0 para a empresa, realizando previsões para o Capital Mínimo Requerido futuro e desenvolvendo instrumentos para medir o aumento na produtividade.

CIO - Chief Information Officer

O CIO é responsável pela implementação da digitalização na empresa, tendo como desafio desenvolver os sistemas e aplicações que englobam todos os departamentos em uma grande rede. Assim, deve garantir a segurança dos planos de sua Indústria 4.0, assegurando seu correto funcionamento e com eficiência energética.

CHRO - Chief Human Resource Officer

Os desafios do CHRO na Indústria 4.0 é a organização e planejamento de equipes preparadas para atuarem na nova estrutura organizacional. Assim, deve desenvolver planos de capacitação para os funcionários, identificando e buscando profissionais com as habilidades necessárias para montar seus times multidisciplinares - além de garantir a eficiência da comunicação interna da empresa.

CLO - Chief Legal Officer

Para o departamento legal, a transição para a Indústria 4.0 traz maiores riscos de responsabilidade e proteção da propriedade intelectual da empresa. Com isso, é necessário implementar uma nova forma de lidar com a estrutura legal, revendo e ajustando os conceitos e contratos de proteção dos produtos, vendas, dados e funcionários.

É importante que todos os chefes e gestores da empresa trabalhem de forma conjunta neste processo de transformação da gestão industrial.

“A Transformação Digital chegou para diminuir custos, aumentar a produtividade e a competitividade das indústrias. Empresas que resistem à adoção de tecnologias disruptivas ficam estagnadas e suscetíveis a ser engolidas pela concorrência”, conclui o professor Diogo.

Como você enxerga as mudanças da Indústria 4.0 aplicadas na sua organização? Os papéis dos executivos estão bem definidos para implementar esse novo conceito? Deixe o seu comentário e até a próxima. 

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Como manter sua empresa produtiva com redução de custos e poucos investimentos?

produtividade-reducao-custos-investimentos-a-voz-da-industria

O atraso da recuperação da economia brasileira percebido nos últimos meses pode ser aproveitado pelos gestores da indústria como mais uma oportunidade de deixar para trás processos que não funcionam mais. Afinal, momentos difíceis instigam a gente a pensar diferente, inovar e, até mesmo, modificar modelos de gestão. Mas enquanto o crescimento econômico do país não engata de uma vez, como manter-se produtivo em um ambiente de redução de custos e poucos investimentos?

Pedro Parreiras, mestre em engenharia de produção e sócio-fundador da Nomus, desenvolvedora de softwares de gestão, dá algumas dicas importantes nesta entrevista exclusiva à A Voz da Indústria. Confira!

A Voz da Indústria - Uma empresa não depende exclusivamente de grandes investimentos para aumentar a sua produtividade?

Pedro Parreiras: Investimentos de grande porte, como aqueles feitos na compra de um equipamento, visam ao aumento da capacidade de produção da empresa. Em um  ambiente de retração, como o que o Brasil está passando desde meados de 2014, o cenário é outro. A necessidade é de se tornar mais produtivo, ou seja, reduzir os recursos e manter o nível de produção. Mas para isso, é necessária uma boa consultoria que, com o auxílio de softwares de gestão específicos, identificará as máquinas ociosas, que poderão ser paradas, ou mesmo vendidas, e também os funcionários dos quais se poderá abrir mão naquele momento, sem que isso traga riscos à produtividade da empresa. Isso tem um custo, sem dúvida, mas ele é muito inferior ao da compra de um equipamento.

A Voz da Indústria - Qual a finalidade das ferramentas de gestão?

Pedro Parreiras: Com as ferramentas de gestão, passa-se a conhecer o fluxo de produção da empresa, ou seja, como os seus recursos, as suas máquinas e os seus equipamentos estão sendo utilizados. Há ferramentas, por exemplo, como o OEE, que é um indicador de utilização de equipamentos. Com ele, é possível identificar quais máquinas estão mais paradas, quais produzem mais, o que fazer para aproveitar melhor a capacidade dos equipamentos que não funcionam a contento. Esta é uma das ferramentas disponíveis, mas há inúmeras outras, como a teoria das restrições e dos cinco porquês.

A Voz da Indústria - O que seria a “teoria das restrições”?

Pedro Parreiras: A “teoria das restrições” é outra ferramenta de gestão. Ela consiste na identificação do gargalo, ou seja, do recurso que está restringindo a produção. A partir daí, o gerenciamento daquela fábrica passa a ser feita do ponto de vista do gargalo.

A Voz da Indústria - E a técnica dos “5 porquês”, do que se trata?

Pedro Parreiras: O objetivo dessa ferramenta é identificar a causa raiz de um determinado problema. Para isso, faz-se a pergunta: “Por que?”, até se chegar à causa daquele problema. Normalmente, no quinto “por que” se tem a resposta. Vou citar o case dessa ferramenta aplicada em uma indústria metalmecânica que enfrentava o problema de não conformidade de uma peça, cujo diâmetro era menor do que o projeto exigia. Neste caso, o primeiro ‘por que?’ levou à seguinte resposta: o operador usinou a peça mais do que deveria. Quando questionado sobre o porquê daquilo, o operador respondeu: ‘o programa CNC não interrompeu o corte’. Então, foi a vez do programador ser interrogado. E ele disse: ‘eu não tinha experiência com aquele software’. Diante disso, perguntou-se ao departamento de RH por que não havia sido dado um treinamento adequado. E a resposta foi: ‘porque a empresa comprou o software, mas não contratou o respectivo treinamento’. E assim foi identificada a causa raiz do problema que, neste caso, se aplicava a diversos outros gargalos da empresa, ou seja, ela não dava a devida importância aos treinamentos. A partir daí, o problema foi sanado sem grandes aportes financeiros.

A Voz da Indústria - Como mudar o modelo mental de uma empresa para se trabalhar com uma visão inovadora num ambiente de recursos restritos?

Pedro Parreiras: A minha dica é parar de olhar para fora e responsabilizar o ambiente externo pelos seus problemas. Mesmo na crise, há grandes oportunidades. No aumento da eficiência da utilização dos recursos disponíveis, dos equipamentos, das instalações, das matérias-primas, dos estoques, da mão de obra etc., assim como no aumento da produtividade específica e geral desses recursos, o empresário é capaz de encontrar estratégias mais seguramente exitosas para fazer frente às dificuldades trazidas pela reversão conjuntural do cenário macroeconômico. Quando o mercado voltar a crescer, ele terá uma outra empresa, mais enxuta e competitiva, enquanto muitos dos seus concorrentes deixaram de existir.

 

Razões para aderir à Indústria 4.0 o quanto antes

industria-4.0-razoes-aderir

A Indústria 4.0 representa todas as mudanças que acompanham o surgimento das novas tecnologias e serviços que estão transformando o funcionamento e a gestão das empresas. Este novo ambiente de produção promete redimensionar a capacidade produtiva da indústria, traduzindo a gestão de recursos e produtividade em eficiência e lucratividade para as empresas.

O gerente de Inovação e Tecnologia do Senai-RS, Rovanir Baungaratner, explica que o  título Indústria 4.0 engloba diferentes tecnologias físicas e digitais que são combinadas por meio de análises de dados, Inteligência Artificial, tecnologias cognitivas, Realidade Aumentada e Internet das Coisas (IoT) criando empresas digitais interconectadas e capazes de tomar decisões de forma mais assertiva.

"Entende-se que as mudanças nos processos produtivos com esta 4ª Revolução Industrial serão significativas, proporcionando diferentes benefícios, tais como: melhoria e otimização de processos, aumento de produtividade, redução de gastos com recursos (físicos e de pessoal), aumento da velocidade de resposta e adequações a mudanças e, também, a melhoria na segurança e qualidade de vida do trabalhador”, afirma o especialista.

Confira, a seguir, as vantagens que a Indústria 4.0 pode oferecer para a sua empresa.

Conectividade dentro da empresa

Um dos maiores avanços que a Indústria 4.0 apresenta é a facilidade de levantamento e organização de dados. As novas tecnologias permitem a criação de uma cadeia de informação que engloba todos os departamentos da empresa, facilitando a troca de dados e ordens - além de reduzir as falhas provenientes de erros de comunicação e utilização de dados inconsistentes.

Comunicação com o cliente

O contato com o cliente é imprescindível para o sucesso de qualquer empresa. A Indústria 4.0 vem apresentando novas formas de se comunicar com o cliente, compreendendo a sua demanda. Assim, é possível antecipar a procura pelos produtos, auxiliando no equilíbrio dos processos produtivos, além de permitir a personalização das mercadorias e embalagens de acordo com o desejo do cliente.

Gerenciamento de dados e utilização da nuvem

As tecnologias utilizadas na Indústria 4.0 têm como foco a digitalização em grande escala da produção, o que permite que as empresas explorem seus dados de formas cada vez mais eficientes. O uso da nuvem proporciona o melhor gerenciamento desses dados, o que permite que os gestores consigam identificar falhas nos processos, otimizar a qualidade da produção e tornar a utilização de recursos mais econômica e eficiente.

Integração do ambiente real e virtual

Os sistemas virtuais se apresentam para auxiliar na execução das tarefas de todas as áreas da empresa, automatizando processos mecânicos e facilitando a comunicação dos dados pertinentes a cada departamento. Neste contexto, a Realidade Aumentada é uma das soluções tecnológicas mais transformadoras utilizadas atualmente. Ela permite que as empresas adicionem camadas de informações virtuais ao mundo real, auxiliando na recepção de instruções claras e seguras de forma facilitada, tendo inúmeras perspectivas para sua aplicação.

As pequenas e médias indústrias na Indústria 4.0

As inovações apresentadas pela Indústria 4.0 são capazes de melhorar a produtividade geral da empresa e alavancar seu crescimento, o que explica os grandes investimentos nestas tecnologias que vêm movimentando o mercado. No entanto, é importante lembrar que também são ferramentas importantes para empresas de menor porte, pois mantêm a sua indústria competitiva e a auxiliam a se destacar no mercado - fazendo frente aos concorrentes de maior porte.

Os professores Marco Antônio Fontoura de Albuquerque e Antonio Ramalho de Souza Carvalho, do curso de pós-graduação em Indústria 4.0 da FAAP, de São José dos Campos, afirmam que a Indústria 4.0 está promovendo novas maneiras de tornar os negócios mais eficientes e competitivos, cujo grande benefício é mais agilidade, flexibilidade, colaboração e modularidade dos processos de produção.

"É certo que a inteligência do processo produtivo está sendo suficiente para tomar decisões assertivas, reduzindo de forma significativa os riscos operacionais, as perdas, aliados a uma economia de tempo, com redução do desperdício e economia de energia, enxugando gastos e aumentando a eficiência da indústria", dizem.

Segundo eles, porém, é certo também que a combinação de tecnologias e inovações está sendo capaz de transformar as relações organizacionais, econômicas, a comunicação, o comportamento humano e as formas de relacionamentos dentro da sociedade.

Você já conhecia as principais razões para aderir à Indústria 4.0? Como a sua empresa encara essas mudanças no mercado? Deixe o seu comentário e até a próxima. 

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Aprenda a calcular o OEE (Overal Equipament Effectiveness) da sua indústria

calcaulo-oee-industria-a-voz-da-industria

Principal indicador utilizado para medir a eficiência global, o OEE (Overal Equipament Effectiveness) tem o objetivo de responder três perguntas importantes que irão demonstrar o que precisa ser melhorado para atingir a excelência de produtividade na indústria. O indicador trabalha com a disponibilidade dos equipamentos para a produção, a qualidade do que é produzido e, claro, a performance do processo produtivo como um todo.

Confira, a seguir, o que é levado em consideração em cada um desses fatores que compõem o índice de OEE nas empresas.

Disponibilidade

Ao calcular o OEE, a disponibilidade reflete nos eventos que param a linha de produção e que impactam diretamente no funcionamento dos equipamentos. Quando se fala em eventos para esse indicador, estamos nos referindo a situações como quebra, tempo de setup da máquina, falta de materiais, etc.

É importante ressaltar que o tempo de paradas planejadas, como, por exemplo, manutenções preventivas ou programadas, não é contabilizado pelo indicador.

Dessa forma, para calcular o OEE considerando apenas esse fator, é necessário multiplicar o número de horas em que a máquina estiver em funcionamento pela quantidade de minutos equivalente a uma hora, ou seja, 60 minutos – e , se caso houver paradas ao longo do dia, deve-se desconsiderar  o   do tempo em que a operação foi descontinuada.

Performance

Toda a linha produtiva apresenta uma capacidade máxima, que está relacionada com o tempo necessário para  a produção.

O percentual da performance, portanto, é calculado da seguinte forma: pega-se o cálculo do tempo de produção (número de horas trabalhadas x minutos de uma hora) e, se houver uma parada nesse período, diminui-se do tempo total da operação os minutos parados. Por fim, calcula-se o número de peças que deveriam ser produzidas em um dia normal, sem paradas ou imprevistos, e divide-se esse valor pelo tempo efetivo de operação. Desse cálculo, sai o percentual que temos em termos de performance.

Nesse item, há dois fatores que têm impacto direto: materiais fora de especificação e falta de treinamento dos funcionários.

Qualidade

Antes deas atividades serem iniciadas no chão de fábrica, vários parâmetros desejáveis para o produto a ser fabricado são definidos pela indústria. Então, quando o material vai para a área da produção propriamente dita, espera-se que ele siga os padrões preestabelecidos de qualidade. No entanto, problemas podem ocorrer, como um nível não esperado de perda ou refugo.

E para descobrir a qualidade do que está sendo produzido, o cálculo é bastante simples. Pega-se o valor total de peças que a indústria tem capacidade de produzir em um dia e diminui esse valor pelo o volume que apresentou defeito. Esse cálculo dará o percentual de aproveitamento em termos de qualidade de produção.

Os benefícios de calcular o OEE para a indústria

Tendo esses três indicadores em mãos, é possível calcular o OEE, que é o resultado da multiplicação dos três fatores acima citados (qualidade x performance x disponibilidade), e, com isso, se tem uma referência clara sobre onde a empresa está e o que se deve fazer para que ela chegue onde precisa.

Para tornar essa questão mais clara,  Cristiano Bertoluci Silveira, diretor da Citisystems, apresenta um exemplo prático. “Se ao calcular o OEE, descobre-se que a empresa está com uma produtividade de 60%, quando os padrões exigem 85%, a indústria deve trabalhar com os dados dos três indicadores para melhorar a performance da empresa”, comenta.

Silveira complementa dizendo que “uma máquina simples, que pode produzir um item por segundo, se produzir menos do que isso, estará apresentando uma queda de performance. Então, precisam ser feitas várias análises a fim de melhorar esses indicadores individuais e, consequentemente, fazer com que o indicador global melhore.”

Para que o cálculo do OEE seja efetivo, o profissional sugere, ainda, que os indicadores sejam, primeiramente, calculados de forma individual.

“Uma vez que você está medindo o quanto a máquina está operando, o quanto ela está parada e se, de fato, está produzindo conforme a especificação para a qual ela foi projetada, você consegue ter um indicador correto e buscar formas de melhorá-lo”, destaca.

Você costuma calcular o índice OEE da sua empresa? Compartilhe a sua experiência conosco no campo de comentários abaixo e continue acompanhando o nosso canal de conteúdo.

Fast Analytics: por dentro da análise de dados na Indústria 4.0

fast-analytics-totvs-industria-4.0

Conheça a importância da análise de dados na indústria e veja como ela pode ajudar prever cenários e a tomar decisões certeiras

A análise de dados na indústria é fundamental para uma tomada de decisão assertiva e que gere vantagem competitiva para a empresa. Para isso, no entanto, é importante não apenas colher e armazenar os dados, como também contar com softwares e indicadores que permitam olhar para as informações mais relevantes. E, assim, tomar decisões ágeis e certeiras.

Além disso, a análise de dados na indústria não é uma atividade que deve ser realizada apenas em crises ou casos extremos. Essa é uma tarefa que deve permear todos os processos e decisões para que seja possível se antecipar e tornar o negócio mais produtivo, além de reduzir os custos.

Mas como realizar essa função tão importante e complexa de forma adequada? Continue com a leitura desse artigo para entender melhor.

Indústria 4.0 e análise de dados

O conceito de Indústria 4.0 vem ganhando cada vez mais força. Por meio de tecnologias como o Big Data e a Internet das Coisas, as indústrias podem tornar a linha de produção mais automatizada, eficaz, customizada e, o melhor de tudo, mais barata.

As vantagens da Indústria 4.0 são inegáveis. E isso vale tanto para as empresas quanto para os consumidores, que terão uma participação muito maior no processo, podendo ter acesso a produtos que realmente atendam às suas necessidades.

A conectividade e a análise de dados na indústria são premissas do momento 4.0. Afinal, são as informações obtidas nesse processo que alimentarão o conhecimento das máquinas e permitirão encontrar gargalos na produção. Além de alertar para manutenções preditivas, um dos grandes causadores de queda de produtividade e aumento de custos.

A importância da análise de dados na indústria

Os efeitos de uma decisão tomada de forma equivocada podem ser devastadores para uma indústria, além de custarem muito caro. A falta de informação leva a decisões intuitivas, que são baseadas estritamente no "feeling" dos gestores e, muitas vezes, têm pouco ou nenhum impacto positivo e concreto na produção.

Além disso, tomar uma decisão errada pode fazer com que a fábrica precise parar ou tenha que começar tudo novamente. E, em um mercado cada vez mais competitivo, esse é um risco que as empresas não podem mais correr.

A análise de dados na indústria, então, é exatamente o que justifica que uma medida é melhor do que a outra em um cenário. Portanto, as decisões são tomadas com base em uma análise criteriosa e parametrizada. Dessa forma, é possível comparar cenários diferentes e garantir que o gestor tenha o embasamento necessário para tomar uma atitude certeira.

Os dados, com isso, tiram essa dependência perigosa da intuição e permitem um olhar voltado para o que pode ser medido e avaliado. Dessa forma, as indústrias deixam de ter uma visão que, muitas vezes, não corresponde à realidade e impacta de forma tão negativa na lucratividade e competitividade.

Dados sozinhos são tão inúteis quanto a intuição

É importante dizer, porém, que apenas ter os dados pouco vai mudar o processo de tomada de decisão da sua empresa. É fundamental contar com um software voltado ao gerenciamento de dados, como o TOTVS - Fast Analytics .

Os softwares são ferramentas fundamentais para coletar, armazenar e compilar dados. Afinal, realizar essas atividades manualmente pode resultar em erros e em grandes gastos com recursos.

O TOTVS - Fast Analytics traz agilidade e precisão na análise de dados na indústria. Com ele, é possível organizar os dados de forma ágil e, assim, transformá-los em informações com alto valor agregado para o negócio.

O software consolida todas as informações da fábrica em painéis dinâmicos onde é possível analisar e fazer a gestão dos indicadores de resultado. O TOTVS - Fast Analytics também está disponível em nuvem, dispensando gastos com infraestrutura e permitindo o acesso remoto, dois fatores fundamentais na Indústria 4.0.

E não se engane ao achar que a implantação de um software com tantos recursos é demorada. É possível colocá-lo em funcionamento de forma rápida e já integrada ao ERP TOTVS. Além disso, a ferramenta já possui mais de 300 relatórios e indicadores prontos para facilitar ainda mais o trabalho.

Quer conhecer melhor as funcionalidades do Totvs - TOTVS Analytics e levar a análise de dados da sua empresa a outro nível? Acesse o nosso site e entre em contato!

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Como são as operações com a virtualização da indústria?

virtualização-industrial-industria4.0

Entenda o que é e conheça os benefícios gerados pela virtualização da indústria, um importante pilar da Indústria 4.0

A virtualização da indústria é uma prática que permite reproduzir o funcionamento das fábricas de forma fiel no ambiente digital. Como pode ser aplicado a todas as etapas de produção, a tecnologia torna os processos mais inteligentes, permitindo antecipar problemas e tomar decisões estratégicas rapidamente.

Quer entender melhor o conceito de virtualização da indústria e quais os benefícios que ela pode trazer para o seu negócio? Acompanhe!

O que é virtualização da indústria

"Virtualização é uma tecnologia cujo objetivo é otimizar o uso de recursos computacionais de uma máquina física ou servidor. Ela permite que uma mesma máquina física possa executar múltiplas "máquinas virtuais", que atuam como se fossem ambientes computacionais completos (com seu próprio sistema operacional e aplicativos) e independentes (uma máquina virtual não interfere na outra)", explica Thiago Araki, gerente de arquitetura de soluções da Red Hat.

O especialista complementa ainda que a virtualização é a base para uma série de inovações recentes, como Cloud Computing, Internet das Coisas (IoT), Big Data, Sistemas Embarcados e, mais recentemente, Linux Containers.

Virtualização e Indústria 4.0

Quando o assunto é tecnologia e otimização de processos, os conceitos de Indústria 4.0 não podem ficar de fora.

"Uma das principais características da Indústria 4.0 é a intensa utilização da tecnologia nos processos produtivos, no qual dispositivos e máquinas inteligentes conversam entre si e cooperam para tomar as melhores decisões e operações na cadeia de valor", esclarece Araki.

Para que esse novo cenário seja possível, no entanto, o especialista explica que são necessários diversos servidores (ou até mesmo um ambiente de nuvem) para suportar o crescente conjunto de sistemas integrados que controlam e monitoram os equipamentos e robôs inteligentes da produção com eficiência e segurança.

"Neste ambiente computacional mais complexo dentro da Indústria 4.0, a virtualização tem como papel principal proporcionar elevados ganhos de eficiência, simplificar a adoção de novas tecnologias e permitir a melhor gestão sobre um conjunto cada vez maior de sistemas que controlam toda a cadeia produtiva. Desta forma, a virtualização se tornou umas das tecnologias fundamentais para a Indústria 4.0", complementa.

Como se dá a operação com virtualização?

De acordo com Araki, uma operação com virtualização aproveita as características e funcionalidades de máquinas virtuais para simplificar a gestão de sistemas usados na produção industrial, como, por exemplo, equipamentos PLCs, HMIs e de calibração de instrumentos.

Com isso, é possível produzir com mais eficiência operacional e custos menores. Além disso, a operação se torna mais padronizada e segura, uma vez que os sistemas tomam decisões automatizadas e rápidas diminuindo os tempos de paradas.

"Além disso, é uma operação mais flexível para adicionar ou expandir linhas de produção ou novas plantas, inclusive em situações de integração devido a fusões e aquisições, uma vez que os dispositivos executam imagens de máquinas virtuais padronizadas e aprovadas, que podem ser facilmente colocadas em uso quando for necessário", complementa.

O que muda com a virtualização da indústria

A virtualização da indústria, assim como todas as mudanças propostas pela Indústria 4.0, traz uma ruptura na forma como as fábricas operam atualmente.

Os sistemas são totalmente integrados e atualizados de forma automatizada, diminuindo a necessidade de controle humano ou de atrasos em detecções de falhas. Assim, a frequência de erros e paradas diminui exponencialmente.

"Segundo o estudo Threat Intelligence Report 2017, elaborado pela NTT Security, os ataques cibernéticos aumentaram 24% globalmente durante o segundo trimestre de 2017 em comparação com os primeiros três meses do ano, sendo a indústria de manufatura a mais visada", alerta Araki.

Isso significa que o grande risco e custo do modelo produtivo convencional inibem a adoção de sistemas inteligentes que habilitam a Indústria 4.0. "Por outro lado, uma operação com virtualização traz ganhos em eficiência e automação que são a base para que novas tecnologias e inovações sejam adotadas pelas empresas de forma segura e em larga escala", acrescenta.

Por que adotar a virtualização da operação?

A indústria é cada vez mais pressionada para diminuir custos e aumentar as vantagens competitivas. Por isso, há cada vez menos espaço para ineficiências em toda a cadeia de produção e vendas.

"A virtualização oferece inúmeros benefícios econômicos e técnicos e, portanto, já é um padrão adotado em larga escala em ambientes computacionais tradicionais e de nuvem, há mais de uma década", reforça o especialista.

A virtualização permite que múltiplas máquinas virtuais possam atuar dentro de uma mesma máquina física. Com isso, os benefícios econômicos e de eficiência são enormes.

"Também promove maior eficiência operacional, pois diminui significativamente o tempo de aquisição de uma nova máquina e a complexidade de administração. O que chega a levar semanas para comprar, instalar e configurar manualmente uma máquina física, agora, em questão de minutos, uma nova máquina virtual pode ser solicitada", complementa Araki.

Nesse cenário tão benéfico e promissor, as empresas que adotam a virtualização da indústria podem alocar mais recursos em inovação. Com isso, os diferenciais competitivos tendem a crescer, tornando o negócio mais lucrativo.

Será que a sua empresa não está perdendo tempo e dinheiro ao demorar em adotar a virtualização da indústria?

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Confira 5 resultados da Manufatura Avançada para as indústrias

resultados_industria_4_0_a_voz_da_industria

Como você sabe, a Manufatura Avançada (Indústria 4.0) é um agente de transformação de grande abrangência e capilaridade, que veio para influenciar todos os segmentos industriais. “Com ela, vamos assistir novos modelos de negócio surgirem e muitos se tornarem obsoletos em um curto espaço de tempo”, declara Paulo Roberto dos Santos, sócio-diretor da ZorfaTec Consultoria em Inovação.

E quando o assunto são os resultados proporcionados por esta nova forma de produzir, vale a pena destacar cinco, que são bastante significativos e envolvem todos os setores de uma indústria. Confira:

Fluxo contínuo de informação

A tecnologia traz resultados bastante significativos para a indústria. Isso porque o alto nível tecnológico permite que haja um fluxo de informação em toda a cadeia de valor, que se inicia nas especificações criadas pelo cliente e são transmitidas ao longo do processo produtivo até chegar novamente ao cliente. Essa integração é considerada horizontal. Além dela, há a integração vertical, na qual é possível integrar dados do chão de fábrica com sistemas de gestão da empresa, possibilitando transparência para a tomada de decisão e gerando ótimos resultados.

Aumento da produtividade

O aumento da produtividade está relacionado à eficiência dos processos, ou seja, às informações que são transmitidas com precisão em todas as operações, possibilitando que os insumos sejam aplicados no momento demandado, assim como o envolvimento dos demais recursos, de forma que todo o fluxo seja balanceado e mais efetivo. Estima-se que os ganhos de produtividade com a Manufatura Avançada (Indústria 4.0) sejam em torno de 25%.

Redução de custos

O aumento da produtividade vem acompanhado pela redução de gastos, tendo em vista que é possível fazer mais em um espaço menor de tempo, já que erros ao longo do processo produtivo não costumam ocorrer.

Essa redução também está ligada ao consumo de energia, que é 20% menor, devido ao uso racional dos equipamentos e de seu monitoramento, assimo como à melhor gestão dos meios de produção.

Manutenções programadas

Com um processo de informação minuto a minuto – e  que pode ser monitorado de qualquer lugar por parte do gestor b –, é possível prever problemas que possam acontecer com o maquinário. Afinal, o gerenciamento é feito com o apoio da inteligência artificial, alcançando a chamada “manutenção prescritiva” e gerando reduções na ordem de 25%.

Qualidade no processo produtivo

Todos os fatores citados acima acabam levando a uma melhor qualidade no produto final, que passa por processos monitorados minuto a minuto, com o mínimo de erro e altamente qualificados com o uso de tecnologia de ponta.

Você já conhecia os resultados proporcionados pela Manufatura Avançada (Indústria 4.0)? Compartilhe sua experiência conosco no campo de comentários abaixo e  até a próxima. 

Eficiência operacional pode superar 15% com IoT industrial

internet-das-coisas-industrial

Conheça um dos mais importantes pilares da Indústria 4.0 e entenda como a IoT Industrial pode ser adotada e trazer enormes vantagens para as fábricas

A Internet das Coisas é uma tecnologia que permite estabelecer conexões entre máquinas e objetos, além disso, essa é uma importante base da Indústria 4.0. E, quando trazemos esse conceito para as fábricas, falamos da IoT Industrial.

Com a sua correta aplicação, é possível conectar máquinas inteligentes à análise de dados para desenvolver sistemas cada vez mais ágeis e eficientes.

Quer entender mais sobre o potencial da IoT Industrial e o seu papel na Indústria 4.0? Então, você não pode deixar de ler esse artigo.

O que é IoT Industrial

"A Internet Industrial das Coisas (IIoT) trata-se de aplicar a tecnologia da internet, já disponível e usada em várias áreas da nossa vida, nas fábricas. É a conectividade direta entre equipamentos e sistemas", explica José Rizzo, CEO da Pollux e presidente da Associação Brasileira de Internet Industrial - ABII.

De acordo com o especialista, o conceito reúne máquinas inteligentes, análise computacional avançada e trabalho colaborativo entre pessoas conectadas e a Indústria 4.0. Dessa forma, cria oportunidades para diversos setores.

"É possível aplicar IIoT não só na manufatura, mas também no agronegócio, energia, cidades inteligentes, entre outros. Hoje, o cenário é favorável porque os custos com sensores baixem e a capacidade de processamento e armazenamento dos computadores aumente, tudo isso tornou a tecnologia mais viável", complementa.

Como a IoT Industrial funciona

Rizzo explica que a IoT Industrial é baseada em 3 pontos importantes:

  • Sensores: colocados nas máquinas e conectado à Internet, que geram dados;
  • Softwares de análise: soluções de analytics que pegam esses dados e transformam em informações úteis;
  • Pessoas: tocam operações com informações em tempo real, atuando com predição de problemas e deixando o processo mais eficiente.

Para que ela seja aplicada na Indústria 4.0, é preciso adotar um conjunto de tecnologias de TI e de automação industrial. Assim, é formado um sistema de produção com intensa digitalização de informações e comunicação direta entre sistemas, máquinas, produtos e pessoas.

"A automação, de modo geral, é uma maneira de eliminar processos manuais, como anotações em papel e informações em planilhas", diz Rizzo.

A IoT Industrial pode ser aplicada de 2 maneiras nas indústrias:

  • Por meio da combinação de internet para construir uma modelo diferente do atual, mais simples ou melhor. Ou seja, criar uma ruptura em uma determinada indústria;
  • Com a aplicação do conceito para melhorar um processo que já existe, sendo esse um dos usos mais comuns. Por exemplo, a manutenção preditiva para antecipar falhas ou para rastrear e monitorar ativos, como caminhões ou equipamentos.

O que a indústria tem a ganhar com a tecnologia

"Por enquanto não existem dados concretos, mas estimativas, porque os ganhos variam de acordo com o perfil de cada indústria. Quem aplica, quer ganhar mais competitividade (fazer mais com menos), reduzir custos ou melhorar a qualidade dos produtos. Muitas vezes, a empresa consegue os três. Em alguns relatórios, o aumento de eficiência de uma fábrica com a internet industrial supera os 10, 15%", afirma Rizzo.

Apesar de a redução de custos ser um foco global na Indústria 4.0, o especialista acredita que o Brasil tem uma necessidade ainda mais urgente de aumentar a produtividade industrial.

"Temos uma indústria muito heterogênea, desde as mais avançadas até plantas obsoletas, tudo convivendo e competindo no mesmo mercado. Para se ter uma ideia, precisamos instalar cerca de 165 mil robôs industriais para nos aproximarmos da densidade robótica atual da Alemanha. No ritmo atual - de cerca de 1.500 robôs instalados por ano no País - levaremos mais de 100 anos para atingir essa performance".

Para tanto, o país precisa focar em produzir mais com os mesmos recursos. Afinal, ainda estamos atrasados em relação a muitos países.

"A solução é investir tempo na formulação de um plano consistente para avaliar e aplicar as novas tecnologias em suas operações, reunir a equipe interna com especialistas do mercado e analisar a viabilidade e o impacto de cada uma dela", recomenda.

Os benefícios da IoT Industrial são inegáveis e o uso dessa tecnologia já é realidade. Portanto, ficar de fora ou parar no tempo não é mais uma opção para as indústrias que buscam um crescimento saudável e aumento de competitividade.

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS