Indústria 4.0: ganhos de receita, custo e eficiência

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Competitividade e produtividade são as palavras de ordem quando o assunto é Indústria 4.0. Por meio das novas tecnologias, softwares e da conectividade, as empresas estão se modernizando para produzir mais, melhor e com menores custos.

Mas não se engane ao achar que os ganhos de receita e a diminuição de custos são sinônimos de baixa qualidade. Com a Indústria 4.0, será possível entender melhor o processo produtivo e as necessidades do cliente. Dessa forma, a otimização será realizada com muito mais eficiência, permitindo ganhos maiores.

Equipamentos inteligentes são importantes, mas não são tudo

Muito mais do que adotar a tecnologia, a Indústria 4.0 propõe um entendimento profundo do negócio, oportunidades e gargalos. Só assim será possível empregar as mudanças propostas por essa nova era de forma a aumentar os ganhos.

"O primeiro passo para o setor caminhar rumo à Indústria 4.0 é a organização dos processos, criando uma cultura de produção enxuta. Posteriormente, deve-se buscar identificar pontos críticos de produção e verificar a possibilidade de automação e coleta de informações para auxiliar nas tomadas de decisão, sejam elas com relação aos clientes, seu próprio processo ou até mesmo com sua cadeia de fornecimento, buscando, constantemente, a redução dos tempos, aumento da qualidade e da produtividade", explica Robson Wanka, gerente de educação do SENAI CETIQT.

Dessa forma, o especialista garante que o aumento da eficiência na Indústria 4.0 não é resultante de uma fórmula mágica, mas, sim, de uma mudança na cultura organizacional com foco na satisfação do cliente e no aumento da competitividade.

Metodologia estruturada como base da eficiência

Wanka exemplifica a importância do mapeamento das necessidades e do mercado da indústria acompanhado de um planejamento sólido por meio do MBI Indústria Avançada (uma aprendizagem assistida, com cinco imersões presenciais), oferecido pelo SENAI CETIQT.

Nele, a implantação da Indústria 4.0 é baseada nos seguintes passos:

  1. Definição do Posicionamento Estratégico de um Produto, frente às necessidades do mercado (Cliente Final);
  2. Definição do Produto para atender essa demanda, assim como qual tecnologia de material pode trazer benefícios diferenciais ao produto proposto;
  3. Definição do processo produtivo enxuto, não olhando apenas ao seu processo, mas sim toda a cadeia, desde o cliente até os fornecedores e parceiros;
  4. Definição das tecnologias avançadas ao processo, que tragam ganhos e vantagens competitivas frente aos concorrentes, tais como a digitalização da produção, a robotização ou o uso de Inteligência Artificial ou Big Data.
  5. Avaliação da viabilidade técnica, econômica e comercial dos produtos e investimento.

Mais informação leva a menos incertezas na Indústria 4.0

É importante ressaltar que a Indústria 4.0 não é uma proposta milagrosa que promete tornar todas as empresas que a adotarem altamente lucrativas. Pelo contrário, como qualquer mudança, exige muito planejamento, definição de objetivos e acompanhamento de resultados.

No entanto, o grande benefício da Indústria 4.0 está na compreensão profunda de toda a cadeia produtiva. Com o uso da tecnologia, é possível monitorar o mercado, o chão de fábrica e a gestão da empresa. Assim, as decisões passam a ser tomadas com base em informações e padrões, não mais na intuição.

O resultado é uma infinidade de dados valiosos a respeito do negócio, que permitirão tornar a indústria mais produtiva e, consequentemente, diminuir os desperdícios.

Comece pelo planejamento

Infelizmente, ainda há diversos obstáculos a serem superados no Brasil para que a Indústria 4.0 atinja o seu potencial máximo. E, somado a esse fator, muitas empresas estão receosas em realizar investimentos altos e de maneira equivocada.

"Nenhum risco pode ser evitado 100%, mas pode ser mitigado fazendo um estudo profissional e detalhado em termos de viabilidade técnica, econômica e comercial da aplicabilidade de tecnologias versus ganhos gerados em termos de tempo, produtividade, qualidade, redução de retrabalho, perdas com insumos e produtos acabados, desperdícios de energia, água, homem/hora etc", aponta Wanka.

O especialista reforça que, em estudos realizados por eles, os ganhos são substancialmente superiores aos investimentos da Indústria 4.0, desde que realizados de forma coerente e planejada.

"Investir em capacitação/educação dos funcionários traz benefícios muitos superiores do que o uso de uma ou outra tecnologia de forma isolada. O grande salto nos resultados está na integração, conectividade e convergência das pessoas com os sistemas", reforça.

Por isso, tome cuidado ao acreditar que a mudança se dará em um simples estalar de dedos. Primeiro, entenda melhor o potencial da Indústria 4.0 e suas tecnologias e olhe para dentro do seu negócio. Depois, comece a implantação de acordo com as prioridades e, aí sim, desfrute dos ganhos de eficiência e receita.

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

5 benefícios da parceria entre indústrias e universidades

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Não é de hoje que falamos por aqui sobre os benefícios relacionados à parceria entre indústrias e universidades, sobretudo nesse novo ambiente de Manufatura Avançada (Indústria 4.0) em que vivemos. Isso porque as empresas que ainda insistem em manter certa distância da comunidade acadêmica tendem a enfrentar mais dificuldades na hora de inovar, já que deixam de ter acesso antecipado a estudos importantes sobre melhorias dos processos industriais e do rendimento dos equipamentos utilizados, por exemplo.

Portanto, ao “derrubar os muros” que cercam essa relação, a indústria brasileira ganha experiência na área de P&D (pesquisa e desenvolvimento), além de diversos outros benefícios, como elencamos a seguir.

1. Acesso a novas tecnologias e metodologias no trabalho com universidades

“Para as indústrias, a principal vantagem dessa cooperação é o acesso aos mais recentes resultados de pesquisas e a novas metodologias. É uma situação vantajosa, tanto para a indústria quanto para a universidade, pois as empresas oferecem ideias de negócios, e os alunos contribuem com novos conhecimentos e tecnologias, sendo fundamentais para a concepção de produtos e processos inovadores e para a proposição de soluções para problemas complexos”, esclarece Elson Longo, professor e diretor de transferência de tecnologia do Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) - um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

No entanto, como as universidades e as empresas industriais têm modelos de negócios diferentes, é preciso fazer um investimento para convergir as duas posições e para que a comunicação seja assertiva antes que os benefícios mútuos possam ser colhidos.

2. Capacitação profissional

Para os estudantes, as produções científicas são essenciais para que eles construam carreiras de sucesso e se insiram rapidamente no mercado de trabalho. E apesar de o Brasil ter aumentado o seu volume de produções acadêmicas, existe um potencial de crescimento. Por isso, o financiamento de pesquisas pelas empresas privadas é fundamental, permitindo que professores ensinem alunos a lidarem com demandas do mercado nacional e situações que serão enfrentadas no mercado de trabalho.

“Dessa forma, a indústria que investe no trabalho com universidades ajudará na formação de mão de obra especializada que, hoje em dia, se encontra deficitária - isto é, trata-se de um clássico exemplo de situação ganha-ganha para todas as partes”, afirma Longo.

3. Delegar atividades específicas

Manter uma relação de trabalho com universidades permite à indústria delegar projetos para o desenvolvimento do setor produtivo brasileiro. Terceirizar uma pesquisa para estudantes, por exemplo, pode ser interessante para as empresas industriais, no sentido de que elas podem reduzir seus custos e aumentar, como dissemos, o acesso à tecnologia de ponta.

Executar projetos inovadores demanda mão de obra, infraestrutura e investimentos altos em pesquisa. Por outro lado, muitas universidades estão dispostas a ampliar seu campo de pesquisa e linhas de crédito para promover o desenvolvimento educacional de seus estudantes.

Apesar da burocracia inicial, a oportunidade de reduzir custos, poder contar com modalidades de financiamento e, ainda, transformar tecnologia em valor agregado para os produtos, é uma boa proposta a ser explorada pela indústria nacional, como já ocorre em outros países do mundo, que são líderes em inovação.

4. Desenvolvimento do conceito 4.0

Atualmente, a Manufatura Avançada ainda é mais um conceito do que um padrão estabelecido de modo geral no país. O modelo engloba diversas tecnologias existentes para tornar a indústria mais eficiente, autônoma e customizável.

As tecnologias são muitas, como manufatura aditiva, inteligência artificial, robótica colaborativa, células flexíveis de manufatura, entre outras. O grande desafio, contudo, é integrar todas elas.

Pode parecer algo restrito a países de primeiro mundo, mas pequenas e médias indústrias brasileiras podem começar a adotar o modelo 4.0 em suas plantas. Para isso, uma solução é, justamente, a parceria de trabalho com universidades, para que sejam desenvolvidas novas formas de incorporar soluções tecnológicas em velhos processos industriais.

5. Abertura para o mercado global

A produtividade da indústria mundial está aumentando a uma taxa que os historiadores do futuro, provavelmente, vão classificar como revolucionária. O papel da ciência e da inovação tecnológica nesse novo fenômeno não pode ser negado. Não há dúvida de que a tecnologia é uma ferramenta muito poderosa para manter qualquer indústria competitiva, sobretudo no âmbito internacional.

Principalmente em países desenvolvidos, essa aliança de trabalho entre universidades e a indústria é algo corriqueiro. Os frutos dessa parceria resultaram em novas tecnologias, empresas e profissões, tornando o setor produtivo competitivo não apenas localmente, mas também em um nível global.

Por isso, quanto mais cedo existir uma aproximação com o ambiente acadêmico, mais benéfico será para a competitividade da indústria brasileira.

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5 desafios da implantação da Indústria 4.0: como superá-los?

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Descubra os maiores desafios da implantação da Indústria 4.0 e como você pode dar a volta por cima

A Indústria 4.0 apresenta um novo modelo de funcionamento industrial, baseado na conectividade e em um grande volume de dados gerenciados em tempo real - prometendo apresentar resultados positivos na produção das indústrias. No entanto, as empresas ainda encontram dificuldades para a sua implantação.

A Chefe do Departamento de Bens de Capital, Mobilidade e Defesa do BNDES, Ana Cristina Rodrigues da Costa, explica: “está em curso um processo de mudança da estrutura produtiva em que as fronteiras entre os setores, especialmente entre indústria e serviços, estão mais difusas. Importante dizer que estas transformações não são resultado de movimentos espontâneos, mas de esforços de política industrial e tecnológica em diversos países.

Confira, a seguir, os principais empecilhos enfrentados pelas empresas em sua transição para a Indústria 4.0 e as soluções apresentadas.

1 - Falta de conhecimento

Principalmente no cenário brasileiro, as indústrias ainda estão se familiarizando com as inovações apresentadas pela Indústria 4.0 e seus benefícios. A falta de cultura digital e incentivo à modernização por parte das empresas atrasam seu desenvolvimento, perdendo competitividade frente ao mercado.

A solução: é vital que os gestores sejam educados quanto a este novo modelo de funcionamento da indústria, seus benefícios e forma de implantação. A Indústria 4.0 oferece muito benefícios, mas é preciso aprofundar os conhecimentos para aplicá-los de forma adequada.

2 - Alto custo de implantação

Muitas empresas citam o alto custo de implantação como a principal barreira na sua transição para a Indústria 4.0. Outra reclamação é a ausência de linhas de financiamento específicas para investimentos das empresas nesta área, que auxiliem as indústrias a alcançarem este patamar.

A solução: com a gradual popularização da Indústria 4.0, as tecnologias utilizadas vêm apresentando preços e opções cada vez mais acessíveis. Além disso, como qualquer investimento, o valor necessário para a sua implantação é compensado pelo  desempenho - como através da redução de falhas na produção, economia de energia, potencialização da mão de obra ou aumento da eficiência e produtividade da empresa.

3 - Qualificação dos funcionários

A chegada das inovações tecnológicas da Indústria 4.0 vem evidenciando um grande problema para as empresas: a falta de mão de obra qualificada. A conectividade e a massa de dados que estas inovações apresentam necessitam que os operários sejam capazes de realizar tarefas que exigem maior discernimento - incluindo a análise dessas informações e o trabalho em conjunto com os outros departamentos da empresa, de forma a maximizar o potencial produtivo destas tecnologias.

A solução: as empresas devem focar na capacitação dos profissionais, os preparando para lidar com as ferramentas providas pela Indústria 4.0. Também é interessante organizar a gestão da empresa em times multidisciplinares, capazes de gerir os dados que as novas tecnologias industriais oferecem, além de buscar realizar o melhor aproveitamento possível dos colaboradores.

4 - Ausência de infraestrutura e incentivos

Um dos maiores problemas identificados pelas empresas está relacionado à falta de infraestrutura para a utilização destas tecnologias, como o desenvolvimento de internet de banda larga capaz de suportar a implementação deste novo patamar tecnológico.

A solução: contribuir para a discussão relacionada ao avanço tecnológico das indústrias, considerando as vantagens que a transição para a Indústria 4.0 oferece às empresas e ao mercado, levantando a perda de competitividade em cenário nacional e internacional como resultado da falta de acompanhamento das inovações tecnológicas. O governo deve buscar atender as demandas necessárias para o desenvolvimento da indústria no país, uma vez que é um dos setores mais amplos e que mais movimentam o mercado nacional.

5 - Inexperiência no processo de transição

O modelo de indústria atual não teve grandes transformações em um passado recente. Assim, as empresas não se encontram preparadas para lidar com uma transição.

A solução: primeiramente, é importante qualificar os gestores e profissionais responsáveis pelo gerenciamento da indústria, além de utilizar serviços de consultoria quando necessário para estudar de forma particularizada o caso de cada empresa. Projetos piloto são uma boa alternativa para fazer testes em menor escala dos efeitos da transição – e aprender com eles as carências a serem supridas para os próximos projetos.

As perspectivas futuras da Indústria 4.0

Os benefícios que a Indústria 4.0 oferece às empresas são diversos. O aumento na produtividade e no retorno econômico, juntamente com a redução de perdas e falhas na produção, são os resultados mais procurados pelas indústrias. A conclusão é óbvia: as empresas precisam se modernizar para conseguir operar em um nível competitivo - e, para isso, a ajuda do governo, através de infraestrutura e incentivos ao investimento, é essencial.

Neste sentido, Costa conclui:na Alemanha, as políticas voltadas à implantação da Indústria 4.0 se inserem num esforço maior de política industrial, e assim também ocorre nos EUA e demais países desenvolvidos ou em desenvolvimento, como Índia e China. Os esforços para implantação da Indústria 4.0 têm como importância o ressurgimento das políticas industriais e tecnológicas como essenciais para o desenvolvimento industrial e produtivo. Além disso, reforça-se a ideia de que a indústria continua ocupando um papel preponderante, trazendo uma nova dinâmica de associação entre indústria e serviços sofisticados. Nesta linha, novos modelos de negócio têm surgido desta nova dinâmica serviços/indústria”.

Como a sua empresa lida com os desafios da implantação da Indústria 4.0? O que você achou das dicas apresentadas neste artigo? Deixe o seu comentário e até a próxima. 

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Veja como melhorar a atuação do setor de compras na sua indústria

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Como já dissemos diversas vezes por aqui, o caminho para o sucesso de uma indústria passa, inevitavelmente, pela definição de um bom planejamento estratégico, que engloba, por sua vez, o setor de compras. Afinal, a capacidade de comprar bem e de forma consciente tem reflexo direto na lucratividade de qualquer empresa, tendo em vista que negócios mal feitos tendem a gerar desperdício de tempo, material e dinheiro.

Além disso, estruturar esse departamento é fundamental para as companhias que não querem perder o bonde da retomada do crescimento econômico que vivemos atualmente. Portanto, confira, a seguir, algumas dicas especiais para colocar o setor de compras da sua indústria nos trilhos.

1. Otimize as compras que impactam efetivamente no preço de venda

Há alguns insumos bastante necessários para a indústria, pois são o ponto principal para a fabricação de determinados produtos e, por isso, impactam diretamente no seu preço final. Dessa forma, é preciso uma atenção especial do setor de compras no momento de aquiri-los.

No entanto, esta é uma etapa que também pede um cuidado do setor operacional da indústria, que precisa passar as informações de forma correta para que a compra feita  atenda às necessidades e não cause transtornos, como acaba acontecendo quando essa informação não é fornecida de forma correta ou ágil.

2. Prime pela qualidade da matéria-prima

“O setor de compras comumente trabalha com uma verba limite para realizar as aquisições solicitadas. Com isso, muitas vezes, o foco recai somente sobre o menor preço, o que pode ser um grande equívoco. Além disso,  aquela máxima de que o ‘barato sai caro’ acaba se tornando verdadeira. Portanto, comprar bem não é comprar mais barato, mas, sim, fazer a compra que trará melhores resultados para a empresa”, aconselha Regis Reis, professor do curso de Engenharia de Produção da Universidade Metodista de São Paulo.

Dessa forma, quando a indústria resolve comprar apenas com o foco no preço, corre o risco de gerar gastos extras, pois a qualidade do produto pode ser inferior a que se deseja passar para o cliente. Então, nesse momento, além de avaliar o preço, é importante que o setor de compras se certifique de que o produto é de qualidade e que atende as necessidades do setor operacional.

3. Qualifique seus fornecedores

“O setor de compras precisa conhecer as empresas das quais busca os equipamentos e insumos. Por isso, é importante planificar os fornecedores, observando três pontos fundamentais que impactam diretamente na qualidade do produto. Busque sempre efetuar compra daqueles que cumprem o prazo negociado, têm preço justo e entregam o produto em conformidade. Dessa forma, a entrega da indústria ocorrerá da forma acordada e no prazo esperado”, ressalta Reis.

4. Avalie a real necessidade de compra

Antes de levar adiante determinada compra, é preciso saber a real necessidade de sua efetivação. Por exemplo, há algumas indústrias que trabalham com pedidos programados mensalmente, sem realizar uma avaliação frequente e contínua dessa demanda. Com o mercado em recuperação, é comum que ocorram oscilações nas vendas, o que acarreta, naturalmente, em variação das necessidades de insumos para produção.

Dessa forma, um setor de compras eficiente não deve ser apenas operacional, mas atuar de modo estratégico e analítico em suas demandas.

5. Faça uma gestão da demanda eficiente

Analisar e buscar antever oscilações de mercado, evitando que ocorra excesso ou falta de produtos em estoque, é o objetivo da gestão da demanda.

“Quando bem feita, ela permite que a indústria alcance melhores índices de desempenho, como menor nível de estoque, maior disponibilidade de seus produtos no local e horário certos, além de um equilíbrio sustentável entre produção e seus níveis de estoque”, afirma o professor.

O setor de compras da sua indústria tem boas práticas para compartilhar? Conta pra gente no campo de comentários abaixo e até a próxima. 

8 soluções para potencializar a gestão da sua produção industrial

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Otimizar e aumentar a produtividade da produção industrial são demandas de todas as empresas, e, com a adoção massiva da Indústria 4.0 em todo o mundo, essas metas são cada vez mais urgentes.

Para ajudá-lo com essa tarefa e contar com um apoio fundamental para aumentar a qualidade e eficácia fabril, a TOTVS disponibiliza uma séria de ferramentas para planejar, automatizar e otimizar o processo produtivo. Conheça todas elas a seguir!

1. Desenvolvedor de Produtos (DPR)

A gestão e acompanhamento do lançamento e evolução dos produtos é fundamental para a produção industrial. Afinal, é ela que vai orientar as quantidades a serem produzidas e parametrizar a qualidade para que não haja desperdício.

O Desenvolvedor de Produtos (DPR) é uma solução que possibilita avaliar os custos previamente e controlar as versões e protótipos para o lançamento dos produtos. Além disso, a ferramenta permite manter uma base cadastral organizada e de fácil acesso para acompanhar o ciclo de evolução dos produtos em P&D.

2. Production Planning and Control

Essa é uma solução que permite a gestão da engenharia de produtos, tanto na pré quanto na estrutura dos mesmos. Com ela, é possível acompanhar a ficha técnica e o roteiro de produção, além de planejar os materiais que serão necessários e avaliar a carga-máquina nos processos sequenciais.

Por fim, a solução ajuda no apontamento de produção e no controle do número de série dos produtos para código inteligente.

3. APS - Planejamento Avançado da Produção industrial

O APS é uma solução que calcula a melhor programação de ordens de produção a serem entregues e a sua sequência de produção em cada linha de trabalho. Para tanto, é implementada a Theory of Constraints (TOC), em que os recursos necessários para a produção durante determinado período são confrontados entre si versus a demanda.

Em outras palavras, essa é uma solução que permite que a solução industrial produza o necessário para atender à demanda, evitando desperdícios.

4. Chão de Fábrica (SFC-Shop Floor Control)

Monitorar o chão de fábrica é um dos grandes pilares da Indústria 4.0. Afinal, são os dados exatos e em tempo real que permitirão otimizar todo o processo.

O Chão de Fábrica é uma solução que realiza esse monitoramento de forma dinâmica e integrada, considerando a carga, a utilização e a ociosidade de cada máquina. Além disso, ela permite gerenciar e acompanhar resultados com base em critérios como produtividade, qualidade, atrasos, paradas, entre outros na produção industrial.

5. TOTVS MES

Conectividade e autonomia: outros dois grandes pilares da Indústria 4.0 que podem ser alcançados com essa solução. O TOTVS MES permite monitorar a fábrica em tempo real e conectar a linha de produção com a gestão. Assim, é possível tomar decisões rápidas para corrigir falhas e melhorar a performance, aumentando a lucratividade da empresa.

O TOTVS MES ainda possibilita uma visão muito mais apurada dos estoques e fornece o registro adequado de cada movimentação de material para a emissão do Block K do SPED Fiscal.

O melhor de tudo é que a ferramenta permite uma visão integrada e global ao conectar a linha de produção com o ERP, sendo indicada para indústrias de médio e grande portes.

6. Asset Maintenance

Administração completa de todo o processo de engenharia e manutenção. A Asset Maintenance permite fazer a gestão de materiais até a disponibilidade de mão de obras e terceiros, sempre acompanhada da contabilização de custos e do registro do histórico de manutenções da produção industrial.

7. Project Management

O Project Management é excelente para monitorar a construção e instalação de grandes estruturas ou máquinas produzidas pela empresa. Ela permite controlar cronogramas, integrar o processo com áreas de estoque e compras e faturar por fases e exportação de WBS (EDT) para o Microsoft Excel.

Além disso, a solução traz uma função para criar ordens de produção relacionadas aos itens que devem ser desenvolvidos para que o projeto seja atendido.

8. TOTVS e-Kanban

Essa solução visa a eliminação de estoques por meio da requisição da quantidade exata de materiais a serem usados em sua produção ou execução. Esse é o conceito just in time, que fornece à indústria as ferramentas necessárias para que não haja desperdício ou excesso de insumos.

Vale dizer que a TOTVS ajuda as empresas a implementarem essa forma de atuação de forma automatizada e integrada ao ERP. Quer conhecer mais sobre as soluções para otimizar a produção industrial e implementar a Indústria 4.0 no seu negócio? Saiba mais e continue acompanhando nosso canal de conteúdo. 

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Entender o consumidor é fundamental para o sucesso da Indústria 4.0

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Confira o conceito de Marketing Digital Industrial e compreenda a importância de entender as necessidades do consumidor na Indústria 4.0

Compreender a demanda do consumidor é vital na sobrevivência de qualquer negócio e na Indústria 4.0 isso não é diferente. A internet alterou a forma com que as empresas se comunicam com seus clientes e ampliou os canais de comunicação, incessantemente atualizando os aspectos dos negócios digitais.

Para as empresas, isso significa a constante necessidade de elaboração de estratégias – de vendas, de comunicação, de atração de clientes, entre outras – que demandam um bom entendimento do seu público para ser bem-sucedidas.

Confira, a seguir, como o Marketing Digital influencia a Indústria 4.0 e a importância de a empresa buscar compreender o seu consumidor.

O Marketing Digital na Indústria 4.0

O Marketing Digital utiliza canais digitais, como as redes sociais, para promover seu objeto a um público-alvo específico. Para as indústrias, ele deve buscar particularizar as estratégias de cada empresa. Como o setor industrial é um dos mais amplos e ricos do país, é necessário destacar a sua empresa em relação às concorrentes para atrair os consumidores – e, pelos mesmos motivos, o investimento em uma estratégia de marketing bem-sucedida pode gerar um enorme índice de retorno sobre investimento.

Dalva Maria Righi Dotto, professora de Marketing nos cursos de Administração e Gestão do Turismo, na Universidade Federal de Santa Maria, explica:

“O marketing digital pressupõe um consumidor mais ativo, interligado e, consequentemente, com quantidade e qualidade de informações em um patamar que o torna mais capacitado e seletivo no momento da decisão de compra. Com base nesta premissa, as empresas devem acompanhar este processo sendo proativas para atender de forma plena e individualizada as exigências do consumidor. Neste contexto, pode-se inferir que existem duas perspectivas relevantes que determinarão a efetividade do marketing digital: o desempenho e a amplitude do uso que a empresa faz do marketing digital e o conteúdo a que o consumidor tem acesso.


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A importância de compreender a perspectiva do consumidor da Indústria 4.0

A gama de opções e o acesso à informação que a internet oferece proporcionou o empoderamento dos consumidores, que têm o poder de escolha de seu produto ou serviço fundamentado no que cada empresa lhe oferece. Com tantas opções similares, a experiência de compra passa a ter relevância sobre o poder de decisão de compra do cliente – que busca um atendimento rápido, personalizado e eficiente.

Além disso, é importante conhecer os hábitos do consumidor. O marketing digital permite estabelecer uma comunicação próxima com o público-alvo, o que oferece a oportunidade de estudar suas preferências e conhecê-lo melhor. Assim, é possível elaborar estratégias direcionadas, ajudando a empresa a se tornar mais relevante para a sua audiência, construir um relacionamento com o público e alcançar melhores resultados.

“Em relação à perspectiva do consumidor, inicialmente deve-se considerar as inúmeras formas de acesso que estão disponíveis e, também, ponderar as interações destes com empresas concorrentes, pois é uma prática recorrente a busca de informações em links empresariais antes da decisão final de compra. Os conteúdos disponibilizados devem ser atrativos, de fácil acesso e compreensão e, destacadamente, reunir uma grande quantidade de informações e de interatividade. Ressalto que a interatividade deve contemplar a rapidez de resposta/retorno empresarial para as solicitações dos consumidores.”, analisa Dotto.

O processo de decisão de compra na era digital

Com a internet, o processo de decisão de compra deixou de ser linear. Com a facilidade de acesso à informação, os consumidores fazem buscas a respeito dos produtos e das empresas que trabalham com eles antes de finalizar a compra. Portanto, entender as qualidades que os clientes buscam e apresentar as vantagens dos seus produtos valoriza a sua empresa e a mantém competitiva no contexto da Indústria 4.0.

“Sumariamente, constata-se que, com a universalização do acesso à internet, a utilização do marketing digital é indispensável para qualquer empresa, e que a competitividade entre os concorrentes se dá pela forma como os consumidores percebem e utilizam os websites e as suas experiências positivas vivenciadas”, conclui a professora.

Você já conhecia a importância de entender as necessidades do consumidor na Indústria 4.0? Como a sua empresa lida com essa mudança na relação com o cliente? Deixe o seu comentário e até a próxima. 

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Veja como criar projetos pilotos de Manufatura Avançada

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Já não é mais novidade dizer que os gestores das indústrias brasileiras precisam começar a se  familiarizar com o conceito da Manufatura Avançada (ou Indústria 4.0) para poder, então, tomar decisões estratégicas que visem o aumento da produtividade e a competitividade do setor.

A criação de bons projetos pilotos, portanto, é parte fundamental desse processo.  “Diversas inovações tecnológicas estão transformando a forma como a produção industrial ocorrerá nas próximas décadas do século XXI. Sistemas complexos, controlados por computadores, estão cada vez mais conectados em rede e à Internet, possibilitando a convergência entre objetos físicos e informações digitais. Essa convergência viabiliza a produção mais flexível, customizada e com maior nível de produtividade, assim como  a oferta de novos serviços de valor agregado aos produtos”, ressalta Paulo dos Santos,  engenheiro da unidade de Santo André do CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

Contudo, vale a pena lembrar que tudo começa com o planejamento, sem a necessidade de um investimento imediato. Planejar os aspectos relacionados ao produto, ao processo e à cultura interna orientada para inovação é uma ação importante para criar projetos pilotos de Manufatura Avançada.

A indústria deve começar planejando como se posicionará nesse ambiente, o que o seu produto precisará ter para atender a um mercado voltado cada vez mais para questões tecnológicas, ecológicas e de eficiência. Além disso, deve pensar como serão os seus processos internos, o fluxo da cadeia logística (desde o momento do pedido até a entrega) e a integração do chão de fábrica com os gestores que vão tomar decisões e fazer análises.

Uma vez que a estratégia for definida, os projetos pilotos de Manufatura Avançada podem ser criados para que os gestores possam ter condições reais de avaliar quais são os elementos críticos da sua realidade de negócio. Por isso,  é necessário:

  • Identificar quais processos de sua empresa estão mais obsoletos e precisando de melhores resultados;
  • Verificar de que maneira esses processos poderão potencializar os resultados com a aplicação dos conceitos da Manufatura Avançada;
  • Definir, dentre os processos identificados, um projeto piloto, no qual as variáveis sejam possíveis de controlar, e os dados mensuráveis.

Mas não se esqueça das principais características do conceito 4.0 – colaborativa, preditiva e inteligente. Para isso, sua arquitetura de projeto deve ser interoperável, flexível e descentralizada, com impactos diretos na escala produtiva, mão de obra e tomada de decisões.

Como exemplo, “a fábrica da Siemens, nos Estados Unidos, é, também, uma espécie de projeto piloto da indústria digital. Nela, máquinas e computadores assumem 75% do trabalho, restando aos funcionários lidarem com processos de manufatura somente em seu início. De acordo com a companhia, são feitos 15 milhões de controladores programáveis modulares por ano, os chamados PLCs (Programmable Logic Controller), nos quais a própria produção é controlada pelo SIMATIC”, finaliza o engenheiro.

Sua empresa está pronta para começar a desenvolver projetos pilotos de Manufatura Avançada? Compartilhe a sua experiência conosco no campo de comentários abaixo e até a próxima. 

6 características de máquinas e equipamentos inteligentes

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As máquinas inteligentes têm diversas características que as diferem das tradicionais, as tornando mais eficientes e competitivas

As máquinas inteligentes são um dos grandes marcos da Indústria 4.0. Elas apresentam tecnologias inovadoras, capazes de responder a demandas em tempo real e maximizar a eficiência da empresa.

A Chefe do Departamento de Bens de Capital, Mobilidade e Defesa do BNDES, Ana Cristina Rodrigues da Costa, fala sobre a importância destes itens para a Indústria 4.0:

O essencial é que as máquinas estejam preparadas para estar conectadas e integradas aos sistemas operacionais e de manufatura das empresas. Por isso, as máquinas e equipamentos ocupam papel preponderante nesta trajetória de implantação da Indústria 4.0. Mais do que isso, não é possível este caminho sem que as máquinas e equipamentos tenham, não só, a interface digital, mas que possam ser integradas e conectadas.”

Confira, a seguir, as principais características das máquinas inteligentes e quais vantagens elas podem oferecer para a sua indústria.

Características dos equipamentos e máquinas inteligentes

As máquinas inteligentes têm diversas características que as diferem das tradicionais, as tornando mais eficientes e competitivas:

1 - Autonomia

Uma das principais características das máquinas e equipamentos inteligentes é a sua autonomia. Elas são capazes não apenas de operar de forma autônoma, sem o auxílio ou supervisão humana, mas, também, de analisar tarefas e tomar decisões por sua inteligência e conectividade - utilizando dados coletados por ela mesma por meio de sensores ou puxados da nuvem para ponderar a melhor resposta às suas demandas.

2 - Inteligência

As máquinas já têm a capacidade de aprender com as suas experiências, coletando dados de atividades realizadas para aumentar a eficiência de suas tarefas futuras, podendo até mesmo antecipar eventos e se preparar para eles.

3 - Segurança

A segurança dos trabalhadores é sempre um aspecto de grande importância na indústria. As máquinas inteligentes são capazes de garantir esta questão realizando tarefas perigosas ou insalubres no lugar dos operadores, que coordenam a operação de um local seguro.

A tecnologia envolvida já é capaz de oferecer máquinas e equipamentos inteligentes que podem trabalhar lado a lado com os trabalhadores sem oferecer riscos de acidentes, utilizando sensores para proteger seus colaboradores.

4 - Conectividade

A inclusão do mundo digital na indústria permite que as máquinas se comuniquem entre si e com sistemas, realizando o compartilhamento de dados e planos de produção de forma integrada para os operadores. Assim, é possível acompanhar a produção com os dados obtidos em tempo real pelos sensores das máquinas e realizar diagnósticos de problemas à distância, evitando falhas e a parada de ciclo.

5 - Eficiência

O acesso facilitado aos dados e à comunicação da máquina com os operadores e outros elementos da sua linha de produção, juntamente com sua capacidade de aprendizado e autonomia de decisões, faz com que ela seja capaz de produzir de maneira mais rápida e eficiente. Dessa forma, é possível evitar erros passados e flexibilizar a linha de produção.

6 - Flexibilidade

A busca pelo design flexível e a utilização da modularidade são características das máquinas inteligentes, facilitando a sua incorporação às indústrias e as tornando bastante competitivas.

Quais são as vantagens que esse maquinário representa?

A tecnologia envolvida nas máquinas inteligentes é capaz não apenas de aumentar a eficiência da produção da indústria, mas também de evitar erros e falhas, diminuir o tempo de produção, reduzir desperdício de materiais, comunicar problemas e a necessidade de reposição do estoque, garantir a segurança dos operadores, entre outras possibilidades.

Na prática, isso se traduz em retorno financeiro para a empresa, seja pela maximização da linha de produção, redução de gastos com materiais e falhas ou eficiência promovida pela facilidade na comunicação interna e externa. Essas vantagens fazem das máquinas inteligentes ativos de grande importância para empresas de todos os portes, para que sejam capazes de manter a sua competitividade frente ao mercado.

“Haverá um enorme espaço para modernização das máquinas já existentes (implantação de sensores, de hardware etc) e uma oportunidade para que os fabricantes de bens de capital forneçam bens mais sofisticados e preparados para esta nova realidade, na qual o grande volume de informações e dados gerados precisam ser tratados por ferramentas analíticas não convencionais", conclui Costa.

Você já está familiarizado com a utilização de equipamentos e máquinas inteligentes? Como enxerga essa tecnologia aplicada na sua empresa? Deixe o seu comentário. 

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

A escolha da máquina-ferramenta ideal

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Ao se investir em novas máquinas-ferramenta, quer seja por arranque de cavacos, por abrasão, por deformação ou por adição de material, diversos pontos devem ser analisados, com o objetivo de se atingir os melhores resultados técnicos e econômicos. Hoje em dia, com a rápida evolução tecnológica, existem inúmeros tipos e conceitos de máquinas-ferramenta, desde as convencionais, puramente mecânicas, até as de moderna tecnologia digital, de comando numérico computadorizado (CNC), tendo diversos eixos controlados simultaneamente, que possibilitam operações complexas por completo numa única fixação, eliminando trabalhos posteriores em outras máquinas, e desenvolvidas para integração nos trabalhos de Manufatura Avançada dentro dos conceitos da Indústria 4.0.

Assim, antes de se decidir pelos equipamentos a serem adquiridos, os seguintes pontos básicos devem ser considerados:

  • Tamanho e peso das peças em bruto;
  • Geometria das peças acabadas a serem produzidas;
  • Suas tolerâncias;
  • Seus graus de acabamento superficial (rugosidade);
  • Materiais das peças a serem produzidas;
  • Tamanho dos lotes de fabricação.

A aquisição de máquinas-ferramenta novas deve ser analisada com base em uma série de fatores técnicos e econômicos que levam ao melhor resultado, tais como:

  • Custo total do equipamento, considerando seu preço e valores dos impostos, do transporte e da instalação;
  • Efeito econômico da condição de pagamento;
  • Prazo de entrega;
  • Custo do ferramental de corte;
  • Custo dos meios de refrigeração;
  • Gasto com energia elétrica;
  • Custos com manutenção e peças de reposição;
  • Área ocupada pelo equipamento;
  • Características construtivas da máquina;
  • Capacidade da máquina de produzir peças por completo, eliminando operações posteriores;
  • Processo de fabricação das peças;
  • Tempo do ciclo de fabricação das peças, determinante da produtividade da máquina;
  • Tempo de preparação do equipamento;
  • Conforto operacional nos trabalhos de operação e de manutenção;
  • Precisão e grau de acabamento superficial dos produtos acabados;
  • Integração da máquina em células flexíveis de manufatura;
  • Conexão da máquina a controles digitais avançados da produção.

O equipamento escolhido deverá ser aquele que, pela sua produtividade e pelos seus fatores econômicos, apresente a melhor relação “Custo x Benefício”. Ao se realizar um novo investimento em uma máquina-ferramenta ou em um conjunto de equipamentos, aqueles escolhidos simplesmente pelo menor preço raramente resultam na melhor opção.

Obviamente, os recursos financeiros devem estar compatíveis para a realização do investimento dos equipamentos desejados.

Em função dos resultados técnicos e econômicos obtidos e com base nas necessidades de produção, a pesquisa dos equipamentos a serem consultados e analisados a fim de se definir a escolha da máquina-ferramenta ideal, os seguintes passos devem ser considerados:

  • Pesquisar os fabricantes das máquinas-ferramenta desejadas;
  • Analisar os equipamentos disponíveis no mercado;
  • Solicitar cotações e assessorias técnicas dos equipamentos e do processo de trabalho;
  • Visitar instalações dos fabricantes para conhecer suas estruturas operacionais e de pós-venda;
  • Solicitar aos fabricantes listas de referência de suas máquinas em operação no mercado;
  • Visitar empresas que já possuam o equipamento desejado;
  • Realizar testes de usinagem prévios na fábrica dos fornecedores nos casos de produção de peças de geometrias complexas e que exijam tolerâncias e graus de acabamento superficial apertados;
  • Visitar feiras e exposições do setor é uma valiosa fonte de informações.

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Alfredo Ferrari é Engenheiro Mecânico, Vice-Presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta da ABIMAQ.

10 sinais de que Machine Learning está revolucionando a indústria

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Entenda o que é Machine Learning e como essa tecnologia da Indústria 4.0 está colaborando para tornar as empresas mais produtivas e ágeis

Na Indústria 4.0, as máquinas inteligentes e a tecnologia estão revolucionando a cadeia produtiva e, até mesmo, o relacionamento com consumidores - e o Machine Learning é uma dessas fortes tendências da transformação digital que tem muito a oferecer ao negócio.

Entenda, a seguir, o que é o Machine Learning e descubra como ele pode agregar para a indústria.

O que é Machine Learning

Em tradução livre, o Aprendizado de Máquina é a prática de desenvolver softwares utilizando algoritmos com métodos e técnicas estatísticas que, aplicados a uma massa de dados, permitem extrair padrões (aprendizado), como explica Carlos Eurico Pittas do Canto, CEO da Propus Data Science. "Esses padrões, por sua vez, são usados para fazer previsões ou determinações acerca de alguma situação ou cenário dos mais variados assuntos e setores do mercado".

Carlos Eurico explica que, ao invés de implementar um software com um conjunto específico de instruções para completar uma tarefa em particular, a máquina é “treinada” usando uma quantidade grande de dados e algoritmos, que dá a ela a habilidade de aprender como executar a tarefa.

"No campo da análise de dados, o aprendizado de máquinas é um método usado para planejar modelos complexos e algoritmos que fazem análises preditivas. Esses modelos analíticos permitem que pesquisadores, cientistas de dados, engenheiros, e analistas possam produzir decisões e resultados confiáveis e repetíveis, e descobrir os insights escondidos por meio do aprendizado das relações e tendências históricas nos dados", explica.

10 vantagens do Machine Learning para a indústria

1 - Manutenção preditiva

O Machine Learning ajuda a prever a necessidade de manutenção de acordo com os dados enviados pela linha de produção, uma das grandes vantagens da Indústria 4.0. Dessa forma, é possível realizar manutenção preventivas, evitar paradas e minimizar prejuízos e desperdícios.

2 - Controle de qualidade

Com a tecnologia, é possível implementar aplicações para distinguir peças boas de ruins usando algoritmos de visão computadorizada, explica Carlos Eurico: "ganha-se tanto em precisão quanto em velocidade".

3 - Cadeia de suprimentos

Otimizar a cadeia de suprimentos é uma das grandes vantagens do Machine Learning na Indústria 4.0. "Com o Machine Learning, compradores e fornecedores podem colaborar de forma a reduzir falhas de estoque, aperfeiçoar a precisão das previsões e, ainda, melhorar os prazos de entrega", aponta o especialista.

4 - Estoque

Como o Machine Learning permite criar modelos da cadeia de suprimentos, a previsão de demanda e de compra se torna mais precisa.

"O nível de segurança de estoque pode ser adaptado para ficar o mais próximo possível do necessário, sem prejudicar processos nem aumentar gastos na tentativa de manter um estoque alto", explica Carlos.

5 - Segurança

A segurança dos dados é um dos grandes desafios da Indústria 4.0. Afinal, esse será o grande "pote de ouro" dessa nova era por centralizar todas as informações valiosas para a empresa.

"Uma vez treinado para identificar o comportamento habitual, o Machine Learning pode distinguir ameaças. Assim, o monitoramento constante da rede corporativa permite saber como os dados e os equipamentos são usados pela organização (perfil de acesso, aplicativos usados e intensidade do tráfego de rede)".

6 - Tomadas de decisão

O Machine Learning e outras tecnologias da Indústria 4.0 vão munir os gestores com dados corretos, qualificados e em tempo real. Dessa forma, as estratégias e decisões poderão ser adotadas com embasamento e não mais de forma intuitiva.

"O Machine Learning permite previsões mais assertivas baseadas em dados reais com mais chances de levar a ações vantajosas para a organização", complementa.

7 - Logística

Otimizar as entregas e rotas é um grande desafio para as empresas, tornando a atividade demorada e custosa. Com os sistemas de aprendizagem, é possível identificar alternativas eficientes e econômicas para a logística, tornando o processo muito mais competitivo.

8 - Negociações

Imagine identificar padrões no mercado para comprar baixo e vender alto? Isso é possível com o Machine Learning, que também identifica padrões e oportunidades no mercado com base nas atividades realizadas no passado.

9 - Atendimento ao cliente

O Machine Learning também tem muito a contribuir com o atendimento ao cliente. Com os Bots é possível interagir com clientes de forma natural, levantar o histórico do atendimento e tornar o processo mais produtivo e eficaz, aumentando, assim, os níveis de satisfação.

10 - Robôs

Apesar de essa parecer uma mudança muito significativa, com a Indústria 4.0 ela está muito perto de acontecer. Associados ao Machine Learning, os robôs desenvolveriam novas habilidades e poderiam aprimorar seu funcionamento, se tornando mais úteis para os humanos e para as empresas.

E na sua indústria, como é percebido o Machine Learning? Ficou com alguma dúvida? Escreva nos comentários e até a próxima. 

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS