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Indústria 4.0 e o impacto positivo na economia do Brasil

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Descubra qual é o impacto positivo que a Indústria 4.0 pode causar na economia do Brasil nos próximos anos

A Indústria 4.0 traz, com a utilização de novas tecnologias e a transformação dos modelos tradicionais de organização e produção das indústrias, a possibilidade de redução de gastos e aumento de eficiência e produtividade. No entanto, esses benefícios não ficam limitados aos lucros e crescimento dentro das empresas: com o desenvolvimento da indústria, toda a economia nacional recebe os desdobramentos destes impactos positivos.

A professora de Marketing nos cursos de Administração e Gestão do Turismo da Universidade Federal de Santa Maria, Dalva Maria Righi Dotto, explica que “historicamente, as revoluções industriais são responsáveis por grandes transformações em todas as dimensões da economia e da sociedade, e com a Indústria 4.0 não é diferente, pois este novo modelo de organização industrial já vem demonstrando grande impacto econômico, refletindo no desempenho e na competitividade de organizações, regiões e países”.

Acompanhe, a seguir, qual o impacto esperado na economia do Brasil nos próximos anos por conta da Indústria 4.0.

Os impactos da Indústria 4.0 na economia brasileira

A utilização da Indústria 4.0 já vem demonstrando vários sinais da sua repercussão na economia brasileira. O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) anunciou que prevê um grande aumento no impacto da Indústria 4.0 no Produto Interno Bruto do Brasil até 2030. A previsão é de que a utilização das tecnologias atualmente está impactando em 5% nas indústrias brasileiras – podendo chegar a um resultado de em torno de 28% do PIB em 12 anos.

Além disso, a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), que participa do grupo de trabalho do MDIC, estima que a adoção de conceitos da Indústria 4.0 dentro das cadeias de produção brasileiras pode ser capaz de gerar uma economia de R$ 73 bilhões ao ano. Esta quantia é resultado da redução de R$ 35 bilhões em custos com reparos, economia de R$ 7 bilhões na utilização de energia, e mais R$ 31 bilhões de ganhos pela eficiência produtiva.

Os incentivos do governo para a Indústria 4.0

As vantagens e os benefícios que a Indústria 4.0 pode trazer não apenas para as indústrias, mas também para a economia nacional, não estão passando batido aos olhos do governo. Neste ano, já foi anunciado o lançamento de uma agenda nacional para a Indústria 4.0, que consiste na definição de iniciativas que visam estimular o setor privado e este novo modelo de indústria em ascensão.

Esses incentivos incluem a isenção de imposto de bens tecnológicos necessários para a modernização das empresas – os robôs colaborativos, por exemplo, tiveram seus impostos de importação reduzidos de 14% para 0%. Além disso, estão sendo oferecidas novas modalidades de financiamento, com taxas atrativas para investimento nas novas tecnologias dentro das indústrias: mais de 10 bilhões de reais para linhas de crédito já foram disponibilizados pelo BNDES, Finep e Banco da Amazônia.

“Sob esta perspectiva, as empresas brasileiras devem se adequar à esta nova dinâmica de atuação e de relação com outras organizações, o poder público, os consumidores, enfim, com todos os stakeholders que, de alguma forma, estão vinculados e presentes no mercado em que atuam. Destaca-se, também, a importância do apoio do poder público brasileiro no incentivo para que as empresas atinjam níveis de adequação e/ou atualização coerentes com a realidade mundial, incorporando as transformações contemporâneas para se tornarem competitivas e exitosas no mercado globalizado”, conclui a professora.

Como você enxerga o impacto da Indústria 4.0 na economia do Brasil? A sua empresa está preparada para todas essas mudanças? Deixe o seu comentário e até a próxima!

Como usar tecnologia para facilitar a segurança no chão de fábrica?

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As tecnologias trazidas pelo conceito da Manufatura Avançada (Indústria 4.0) são benéficas não só por ajudarem a reduzir custos e a aumentar a produtividade da indústria, mas também por contribuírem bastante quando o assunto é segurança.

Para se ter uma ideia, em 2016, o Brasil registrou mais de 500 mil casos de acidentes de trabalho, de acordo com o AEPS (Anuário Estatístico da Previdência Social). Por isso, adotar tecnologias que melhoram processos e automatizam a linha de produção também é importante para criar um ambiente de trabalho seguro.

Quer saber mais sobre o assunto? Acompanhe os detalhes a seguir.

Tecnologia a favor da segurança nas indústrias

“O atual cenário da indústria não se limita apenas à nossa prática e cultura. Nas últimas décadas, passamos a conviver com a influência e a absorção de tecnologias de outros continentes, que dispõem do desenvolvimento industrial num patamar mais elevado. Alguns segmentos industriais, inclusive, contam com essa vantagem de convivência tecnológica, adequando e implementando novos maquinários, métodos de produção e conceitos gerenciais de produção”, esclarece José Amauri Martins, coordenador de treinamento de segurança da Schmersal.

Para o profissional, o ideal é que a automação seja pensada desde o desenvolvimento dos projetos. Dessa forma, os conceitos de segurança se tornam mais acessíveis e são trabalhados juntamente com a automação das máquinas.

Nesse sentido, é preciso dividir o tema em duas partes: o conceito de automação e os sistemas de segurança do maquinário. “Os sistemas de automação geram informações e controlam os movimentos do equipamento. Já os de segurança promovem apenas a vigilância automática de seus movimentos ou a sua paralisação, quando ocorre o acesso a uma área de perigo”, ressalta Martins.

Por onde começar a implementação?

Infelizmente, o Brasil está caminhando a passos lentos em direção à Manufatura Avançada. Por isso, ainda não são todos os setores que conseguem aproveitar a oportunidade de melhorar sua produtividade e, de quebra, segurança.

“Muitas indústrias ainda operam com maquinários antigos, o que torna técnica e financeiramente mais difícil à adequação a um sistema de automação que poderia gerar melhor condição produtiva e de segurança. Essa realidade tem de ser vencida, pois, hoje, contamos com várias normas técnicas que podem contribuir para um bom diagnóstico em máquinas mais antigas, sem uma tecnologia relevante embarcada”, declara.

Nesse sentido, o especialista afirma que o primeiro passo é compreender a norma ABNT NBR ISO 12100 - Segurança de máquinas - Princípios gerais de projeto - Apreciação e redução de riscos, que indica os perigos e aponta os caminhos para eliminar ou reduzir riscos.

Com o diagnóstico de como tornar a máquina segura, os sistemas de segurança farão a vigilância dos movimentos perigosos. Dependendo das condições do equipamento, ele poderá sofrer algumas alterações em partes do comando ou de alguma condição responsável pela geração das movimentações, tais como sistemas hidráulicos, pneumáticos, etc.

Martins traz um exemplo prático de como a automação de máquinas pode colaborar para a segurança nas indústrias: “determinada máquina que operava no sistema manual com um trabalhador, dependendo do operador para abastecê-la, foi adequada a um novo método de processo produtivo. Os diagnósticos apontaram como  solução para a máquina operar de forma automática a zona de trabalho fechada e a alimentação automática controlada pela automação integrada com a segurança. Operando em automático, a velocidade de trabalho foi aumentada, tornando maior a produção e dispensando a presença do operador.”

Os benefícios da automação para a segurança

A adoção de tecnologias no chão de fábrica não colabora apenas com a segurança dos trabalhadores. Com a digitalização das fábricas, é possível monitorar todas as etapas produtivas. Assim, os processos e o uso das máquinas são mais eficazes.

Além disso, é possível identificar problemas com agilidade e reduzir gargalos de produção. Sem contar com o investimento mais inteligente de recursos , de modo a economizar insumos e atuar de maneira mais ativa na prevenção.

“Esse conjunto de atitudes promoverá atualizações nos conceitos de funcionamentos da máquina, tornando-a mais produtiva e reduzindo os riscos de acidentes ao operador. Ao aplicar esse conceito ao conjunto de máquinas de uma planta industrial, os resultados econômicos surgirão: elas se tornarão  mais produtivas, sem paralisações por manutenções ou por fiscalizações dos órgãos competentes”, completa Martins.

Em sua empresa, a tecnologia é utilizada para garantir a segurança no chão de fábrica? Conte pra gente no campo de  comentários abaixo e até a próxima.

Redução de custo na manutenção de máquina com a Indústria 4.0

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Descubra como a Indústria 4.0 impacta na redução dos custos de manutenção das máquinas de uma empresa

A Indústria 4.0 está transformando o modo de organizar e de produzir das indústrias, reduzindo perdas e custos, enquanto aumenta a produtividade e lucratividade das empresas – tudo isso com a utilização de novas tecnologias e gerenciamento de dados.

“Inovações de várias naturezas já estão acontecendo no ambiente industrial. Sistemas que usam inteligência artificial e computação em nuvem têm sido adaptados para as necessidades da manufatura”, diz o engenheiro Ricardo Caruso, instrutor do programa de Indústria 4.0 da Fundação Vanzolini.

Na área da manutenção das máquinas, isso não é diferente: a Indústria 4.0 é capaz de aumentar a eficiência e reduzir os custos necessários para manter as máquinas em bom estado de funcionamento – até mesmo aumentando a vida útil dos equipamentos.

Confira, a seguir, a importância deste campo na transição das empresas para este novo modelo industrial.

O impacto das manutenções na competitividade

Em um mercado cada vez mais competitivo, as indústrias devem estar sempre preparadas para não perder eficiência em relação às concorrentes, pois isso pode ser uma falha extremamente prejudicial ao crescimento da empresa. Um imprevisto que obrigue a indústria a realizar uma parada forçada na linha de produção gera gastos com substituição das peças e contratação de equipe para reparação com urgência, o que pode resultar em um custo de milhares de reais à empresa.

Por isso, é de extrema importância que as empresas visem otimizar a manutenção da sua linha de produção, garantindo o correto funcionamento e eficiência para manter seus padrões de qualidade e produtividade - e a Indústria 4.0 oferece grandes avanços tecnológicos para prevenir este tipo de problema.

As soluções da Indústria 4.0 para a manutenção das máquinas

Caruso afirma que o monitoramento dos equipamentos industriais para a antecipação de falhas – conhecida como manutenção preditiva - é uma área de aplicação já bastante madura.

O instrutor do programa de Indústria 4.0 explica o seu funcionamento: “sistemas de inteligência aprendem o comportamento normal dos equipamentos por meio de dados de seus sensores e identificam os primeiros sinais de deterioração de performance, permitindo à equipe de manutenção decidir o melhor momento de atuar no equipamento, reduzindo o impacto na produção e evitando custos com manutenções desnecessárias”.

Dessa forma, a manutenção preditiva é capaz de constatar a necessidade de intervenções previamente, o que diminui a quantidade de danos aos equipamentos e o tempo necessário para a inspeção e manutenção das máquinas.

Os sistemas possuem sensores capazes de analisar mudanças de vibração, pressão, temperatura e consumo, por exemplo, para, então, comunicar os responsáveis pela manutenção da necessidade de troca de peças antes que a máquina deixe de funcionar.

Assim, as tecnologias empregadas na Indústria 4.0 são capazes de fornecer diagnósticos precisos, maximizando a vida útil das máquinas e garantindo a disponibilidade dos equipamentos – além de evitar falhas e interrupções inesperadas na linha de produção.

Para as empresas, utilizar esse tipo de tecnologia é um ótimo negócio: significa maior segurança na sua linha de produção e diminuição de seus custos com manutenção, enquanto aumenta a lucratividade e a eficiência.

Você já conhecia o impacto da Indústria 4.0 na redução dos custos de manutenção de máquinas? Como você enxerga essa tendência dentro da sua empresa? Até a próxima!

Indústria 4.0: qual é o impacto no mercado de trabalho?

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Compreenda as mudanças que a Indústria 4.0 provoca no mercado de trabalho através da transformação e do surgimento de profissões

As transformações que a Indústria 4.0 traz para as empresas são inúmeras e, assim como as indústrias vão receber tecnologias que permitem um novo tipo de organização e produção, todos os processos relacionados também terão que se adequar a este novo modelo. Com o mercado de trabalho não é diferente: os profissionais deverão se preparar para as novas formas de trabalho com o auxílio da tecnologia da Indústria 4.0, pensando na adaptação desta transição.

“Assim como em outras revoluções, as profissões vão mudar. Sempre me pergunto quantas profissões existem hoje que não existiam há 20 anos, e quantas existirão daqui 20 anos. As tarefas mais operacionais tendem a sumir. Neste sentido, especialização, capacitação e estudo devem ser buscados pelos profissionais”, analisa o Prof. Dr. Douglas Rafael Veit, coordenador dos cursos de Gestão da Produção Industrial, Engenharia de Produção e do MBE em Manufatura Avançada da UNISINOS, além de pesquisador do Grupo de Pesquisa em Modelagem para Aprendizagem. 

Acompanhe, a seguir, mais informações sobre a mudança no mercado de trabalho causada pela Indústria 4.0.

Quais são as novas profissões que a Indústria 4.0 traz?

As profissões que a Indústria 4.0 apresenta são relacionadas às novas tecnologias empregadas em todas as áreas da indústria. Assim, em cada nicho, as profissões existentes deverão se adaptar às evoluções que a Indústria 4.0 traz para os seus produtos e processos.

Na área automotiva, por exemplo, vão ser valorizadas ocupações relacionadas às áreas de programação e mecânica dos controles eletrônicos, telemetria e informática veicular, por exemplo, além de mecânicos de veículos híbridos.

Na área de tecnologia da informação e comunicação, por sua vez, vão ser necessários especialistas em análise da Internet of Things e da Big Data, além de engenheiros de softwares de gestão e cibersegurança para as empresas.

Quanto ao setor de máquinas, vão haver profissionais preparados para manutenção da automação industrial e projetistas para as tecnologias 3D.

Da mesma forma, todos os outros setores terão que transformar sua forma de se relacionar com os novos produtos e tarefas que a Indústria 4.0 apresenta, desde os modos de produção até a gestão organizacional e comunicação interna da empresa.

Como os profissionais podem se preparar para a Indústria 4.0?

A Indústria 4.0 oferece uma variedade de inovações que podem ser aplicadas às mais diversas áreas. Os profissionais devem procurar sempre se informar das atualizações disponíveis no mercado e aprender sobre elas.

As empresas vão passar a trabalhar com equipes mais multidisciplinares, que sejam capazes de compreender o funcionamento da indústria como um todo – e não apenas de suas especialidades.

Por isso, é de grande importância que os profissionais e as empresas busquem a capacitação de seus funcionários quanto a este tipo de visão e o funcionamento das novas ferramentas de gestão e produção que a Indústria 4.0 traz, através de cursos, treinamentos e especializações. Desta forma, serão capazes de passar pela transição para este novo modelo de indústria e se adaptar às suas particularidades.

“Os profissionais devem estar atentos ao conjunto de tecnologias que estão aparecendo gradativamente e se adaptar a elas. Essa adaptação não deve ser somente deles, mas também dos currículos dos cursos profissionalizantes, cursos superiores, de extensão, etc. É um movimento que deve ser sistêmico e não isolado”, alerta o professor Veit.

Você já conseguiu identificar as principais mudanças causadas pela Indústria 4.0 no mercado de trabalho? Como a sua empresa está lidando com isso? Deixe o seu comentário e até a próxima!

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Veja os benefícios da manutenção preditiva para a sua indústria

Em tempos de Manufatura Avançada (Indústria 4.0), buscar alternativas para aumentar a produtividade das máquinas e gerar economia é fundamental para a longevidade das empresas. É nesse sentido que a manutenção preditiva vem ganhando cada vez mais destaque no setor industrial brasileiro. Quer saber mais? Confira os detalhes em nosso vídeo acima.

Compartilhar conhecimento é sinônimo de diferencial competitivo; entenda

compartilhar conhecimento é sinônimo de diferencial competitivo

Conforme já falamos em outra oportunidade por aqui, o conceito da Manufatura Avançada (Indústria 4.0) está trazendo para o debate a importância de as empresas do setor industrial brasileiro compartilharem cada vez mais conhecimento. Na opinião de Mariano Laplane, professor do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), “o tipo de transformação tecnológica que está ocorrendo combina com diversos tipos de conhecimento. Então, quando falamos em digitalização para uma empresa da indústria metalmecânica, com equipamentos e produtos inteligentes, ela precisa de competências de TI, de programadores, desenvolvedores, engenheiros de sistemas, etc.”, destaca.

E essa troca de informações se dá em três níveis:

  • Vertical: entre sistemas de manufatura em uma mesma linha de produção.
  • Horizontal: entre sistemas de manufatura em empresas diferentes.
  • Por meio da cadeia de engenharia de produto: troca de informações desde as etapas de projeto até as de fabricação e suporte técnico.

Renato Gavioli, pesquisador do Núcleo de Bionanomanufatura do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT),  destaca como esse processo deve acontecer na prática.

“Um determinado sistema de manufatura pode ser capaz, por exemplo, de ajustar seus parâmetros de processamento com base nas especificações e variações de um determinado lote de matéria-prima. Para tomar essa decisão de maneira autônoma, no entanto, esse sistema precisa ter acesso a essas informações técnicas de matéria-prima, lote a lote, que devem ser compartilhadas pelos fornecedores”, esclarece.

Papel das universidades na cultura do compartilhar conhecimento

Os especialistas destacam, ainda, o papel das universidades para que a cultura de compartilhar conhecimento seja implementada na indústria. “Hoje em dia, a engenharia mecânica, por exemplo, precisa ter disciplinas de engenharia de sistemas, elétrica e de programação”, salienta Laplane.

Essa interdisciplinaridade se faz necessária porque as novas tecnologias são complexas e envolvem áreas de conhecimento que até pouco tempo eram completamente independentes e, agora, não são mais, tornando comum o movimento das empresas do mundo digital em direção ao agronegócio como fornecedoras de sistemas inteligentes, auxiliando na gestão de equipamentos de colheita, assim como sistemas de gestão de sensores que indicam a temperatura para o produtor.

As universidades estão fazendo um trabalho para propor essa mudança de pensamento e levar para o mercado profissionais que já tenham essa filosofia. No entanto, esse é um esforço recente, por isso é necessário que os gestores já comecem a propor essa transformação.

“As empresas que não se adaptarem a isso vão se tornar menos competitivas. Elas precisam se acostumar a compartilhar, inclusive, em situações nas quais haja picos de demanda e capacidade produtiva insuficiente para atendê-la. O compartilhamento de informações em tempo real pode tornar possível direcionar parte dessa demanda para uma outra empresa, a fim de garantir o atendimento ao cliente. Essa outra empresa, antes concorrente, pode ser tratada como parceira”, afirma Laplane.

Sua indústria já está se adaptando à ideia de compartilhar conhecimento? Qual a sua opinião sobre isso? Deixe sua mensagem no campo de comentários abaixo e até a próxima. 

 

 

 

 

 

Névoa de óleo: solução para problemas causados na usinagem

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A névoa de óleo na usinagem do metal é uma questão muito séria em uma fábrica. A partir dela, uma série de problemas é desencadeada: desde o baixo desempenho de máquinas até a saúde dos colaboradores.

A seguir, entenda melhor os motivos que levam à geração de névoa de óleo na usinagem, suas consequências e soluções.

Como ocorre a névoa de óleo na usinagem?

A névoa de óleo nada mais é do que o aerossol que se forma quando o óleo é usado como lubrificação ou refrigeração no processo de usinagem de metais ou de componentes de plástico.

As névoas de óleo são o resultado da ação mecânica das elevadas rotações e pressões de bombeamento sobre o líquido, gerando partículas submicrônicas que ficam em suspensão e contaminam o ar. Assim, pode-se afirmar que todas as operações de usinagem a úmido geram névoas de óleo em maior ou menor intensidade.

Principais problemas

A névoa de óleo na usinagem causa uma série de problemas graves para a indústria. O primeiro ponto de atenção está no fato de placas de circuitos afetadas pela névoa de óleo sofrerem paradas não programadas na fábrica.

E como você bem sabe, toda máquina parada causa desperdício de tempo e dinheiro, além de atrasos e inconformidades de qualidade que podem ser decorrentes das interrupções. Sem contar com o fato de que a frequência de manutenção de máquinas precisa ser ampliada.

Outro ponto importante é que manusear equipamentos e peças sujas de óleo é uma prática que compromete a segurança do colaborador. Além disso, o óleo deixa o chão e as superfícies escorregadias, aumentando a incidência de acidentes.

Por fim, vale ressaltar que a exposição frequente e prolongada aos produtos de óleo é nociva para a saúde, além de deixar o ambiente impróprio para o trabalho.

Vantagens do uso de um filtro de névoa de óleo

Começar a verificar problemas decorrentes da névoa de óleo na usinagem é apenas uma questão de tempo. Dessa forma, investir em uma ferramenta de exaustão é uma questão de prevenção e de garantir a saúde e competitividade da indústria a longo prazo.

Tenha em mente que essa é uma questão séria de limpeza e segurança no ambiente fabril, e, por isso, não pode ser enxergada como custo ou deixada para depois.

Como solucionar a névoa de óleo na usinagem

Prestar atenção a um problema tão sério é fundamental para garantir a competitividade da indústria, aprimorar a produção e investir na segurança dos colaboradores. Afinal, uma fábrica que não busca alternativas para filtrar o óleo se torna um ambiente inseguro e nada eficaz.

A boa notícia é que é possível instalar filtros de névoa de óleo na usinagem. A solução pode ser acoplada em máquinas de qualquer idade, dessa forma, a captação do óleo é realizada na fonte, permitindo que ele possa ser reutilizado.

A consequência é uma indústria segura, limpa e que registra maiores níveis de economia, uma vez que o desempenho das máquinas é preservado, não há a necessidade de tantas manutenções ou interrupções e, ainda, o óleo captado pode ser reutilizado.

Como saber qual é a melhor solução para o seu problema?

A melhor maneira de escolher qual é a solução ideal para a sua indústria quando falamos de exaustão e filtragem de névoa de óleo é a partir da avaliação personalizada feita por um especialista.

Justamente esse benefício é oferecido pela Nederman, aqui no Brasil. Um engenheiro de aplicação pode visitar sua indústria e, com a ajuda de um instrumento, avaliar a concentração de névoa de óleo presente no ambiente. A partir desta medição, conseguimos indicar quais as melhores soluções.

Para ter uma ideia, as soluções da Nederman FibreDrain para filtragem de névoa de óleo são concebidas para operações contínuas em aplicações que requerem altas vazões de ar. A tecnologia aplicada assegura um desempenho superior da separação e uma duração maior do filtro, minimizando assim seus custos gerais e assegurando sua tranquilidade.  Com uma grande linha de filtros que cobrem a totalidade de aplicações: úmidas a semi- úmidas, e semi-seco a secos.

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de Nederman

Inteligência Artificial: redução de custos na indústria

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Descubra de que maneira a Inteligência Artificial é uma aliada da indústria na redução de custos

Inteligência Artificial é um termo muito utilizado no ambiente empresarial e desperta o interesse dos gestores que buscam potencializar os seus resultados internos na indústria.

Segundo Ricardo Caruso, engenheiro e instrutor do programa de Indústria 4.0, da Fundação Vanzolini, “a Inteligência Artificial é um conjunto de técnicas matemáticas e computacionais que consegue entender padrões e tomar decisões a partir deles, muitas vezes se assemelhando ao comportamento humano”.

Considerando esse conceito, é possível entender por que o uso deste tipo de tecnologia na indústria tem sido um tópico em alta: as vantagens produtivas e economia de custos que a Inteligência Artificial pode proporcionar faz com que ela venha sendo cada vez mais procurada por todas as empresas que buscam se manter competitivas em frente ao mercado.

Confira, a seguir, como a Inteligência Artificial pode ajudar a indústria na redução de custos e suas principais aplicações.

A Inteligência Artificial na redução de custos da indústria 

Uma das maiores inovações apresentadas pela Indústria 4.0, a Inteligência Artificial está se tornando um assunto cada vez mais popular por sua capacidade de reduzir os custos dos processos da empresa.

E com razão: estudos apontam que o uso Inteligência Artificial é capaz de gerar uma economia estimada entre 25 a 40%, em média – podendo chegar até 55% de redução em alguns nichos, como na área de tecnologia da informação.

As aplicações da Inteligência Artificial na indústria

Por ser uma tecnologia inovadora, novas aplicações ainda estão sendo estudadas antes de ser integradas na prática às indústrias. Quanto a isso, o engenheiro Caruso explica:

“Muitas das suas aplicações industriais ainda estão em estágios iniciais de desenvolvimento, mas têm potencial para ser aplicadas em qualquer caso em que existam dados disponíveis e eles possam ser usados para a tomada de decisões. Um exemplo é o cenário em que o grande volume de dados tornaria a análise por um ser humano impossível, como decidir o melhor produto a ser fabricado com base em todos os posts em rede social sobre o assunto. Outro é quando a atuação humana seria economicamente inviável, como a inspeção visual de 100% dos produtos de uma linha de produção.”

No entanto, a utilização de Inteligência Artificial já vem sendo realizada nas indústrias em vários setores, auxiliando na redução de custos. Como uma de suas principais aplicações, essa tecnologia pode ser usada na predição de demandas, diminuindo os custos com manutenção de estoques e fornecimento de matérias-primas.

A Inteligência Artificial também pode utilizar o monitoramento do tempo dos ciclos, quantidade de material utilizado, erros e outras informações relevantes - como fundamentação para reorganizar a linha de produção da forma mais eficiente possível.

Além disso, a relação com os clientes pode ser reformulada com análises detalhadas das críticas dos compradores, e demandas de novos artigos servem como base para mudanças e inovações no catálogo de produtos, além de permitir uma manufatura personalizada de forma mais fácil e prática.

“Um campo de aplicação que já está bastante maduro é o monitoramento de equipamentos industriais para antecipação de falhas, chamada de manutenção preditiva. Nela, sistemas de inteligência ‘aprendem’ o comportamento normal dos equipamentos por meio de dados de seus sensores e identificam os primeiros sinais de deterioração de performance, permitindo à equipe de manutenção decidir o melhor momento de atuar no equipamento, reduzindo o impacto na produção e evitando custos com manutenções desnecessárias.”, conclui Caruso.

Você enxerga a Inteligência Artificial como uma ferramenta para redução de custos na indústria? Deixe o seu comentário e até a próxima. 

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Tecnologias 4.0 que vão exigir mais da indústria; confira

Neste vídeo exclusivo, separamos as principais tecnologias relacionadas ao conceito da Manufatura Avançada (Indústria 4.0), que já estão revolucionando os processos produtivos das empresas no Brasil.

Como é a aplicação da Inteligência Artificial na indústria?

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Veja como a Inteligência Artificial, um dos pilares da Indústria 4.0, colabora para tornar as empresas mais produtivas e lucrativas

A Inteligência Artificial permite que os robôs aprendam com as atividades realizadas e, assim, aprimorem as suas habilidades. Essa é uma das bases fundamentais da Indústria 4.0, afinal, vai colaborar para tornar as fábricas mais autônomas e produtivas.

Quer entender melhor como a Inteligência Artificial pode ser usada a favor dos negócios? Então, veja como essa tecnologia está revolucionando a indústria!

Entenda como funciona a Inteligência Artificial

"A Inteligência Artificial é a combinação de várias tecnologias, que permitem que as máquinas percebam, compreendam, atuem e aprendam por conta própria ou complementem as atividades humanas", explica Tiago Pereira, CEO da Data Science Academy.

Por meio da Inteligência Artificial, a produção industrial tem se tornado mais rápida e mais eficaz em comparação ao trabalho humano. Além disso, é possível que esses robôs realizem tarefas que uma pessoa não conseguiria, como é o caso de matérias-primas perigosas ou componentes microscópicos.

"Mas devemos estar atentos, pois, muitos desses robôs não são tão inteligentes assim. Eles até podem realizar tarefas de forma mais habilidosa, mas são programados de forma limitada. Se você precisar de algo mais, é necessário reprogramar. Portanto, não espere que o robô te surpreenda com algo inusitado", alerta Tiago.

De acordo com o especialista, o uso dessa tecnologia está aumentando com a Indústria 4.0, e, à medida que a Inteligência Artificial evolui, seus custos diminuem.

"A implementação de algoritmos mais complexos de IA vem permitindo, também, às Indústrias avaliarem a aquisição de novas tecnologias, que permitem solucionar problemas e realizar a tomada de decisão de forma mais complexa e segura", complementa.

Como a Inteligência Artificial colabora para a indústria?

De acordo com Jones Granatyr, IA Expert, a Inteligência Artificial traz 3 grandes vantagens para a indústria. "A primeira delas é a redução de erros, pois depois de treinados, algoritmos inteligentes conseguem desempenhar muito bem tarefas que são suscetíveis a erros em processos executados por humanos. Como algoritmos não são suscetíveis a fatores externos, dificilmente eles sofrerão consequências desses fatores".

A segunda vantagem, de acordo com o especialista, está na redução de custos. "Várias lojas de comércio eletrônico ou bancos usam robôs para iniciar um atendimento com o cliente, sendo que o atendente humano só é chamado caso seja um problema mais complexo. Com isso, as empresas podem reduzir custos com funcionários ou, então, alocar os funcionários em áreas mais estratégicas, que possam aumentar o lucro e focar melhor no negócio da empresa".

Com isso, chegamos à terceira grande vantagem da Inteligência Artificial na Indústria 4.0: o aumento de lucro. "Com menos erros e funcionários focados em processos mais importantes, a empresa terá mais tempo para pensar no negócio e deixar outras tarefas a cargo da IA", acrescenta Granatyr.

Em quais áreas e processos a Inteligência Artificial pode ser aplicada?

Não se engane ao achar que a Inteligência Artificial está sendo adotada apenas em linhas de produção. Empresas dos mais diversos setores e portes já estão adotando tecnologias inteligentes que permitem automatizar e melhorar processos.

"Na agricultura, existem alguns protótipos de máquinas autônomas que conseguem fazer todo o processo de colheita sem intervenção humana, ou, ainda, sistemas automáticos para diagnóstico de doenças ou pragas em determinados tipos de plantações. A tendência é que aplicações nesse setor cresçam cada vez mais", prevê Granatyr.

Pereira destaca, ainda, o uso da Inteligência Artificial no transporte. "Nos casos de estimativa de tempo de trânsito no trajeto ou sugestões de meios de transporte mais eficientes, com rotas alternativas, identificação de placas de trânsito, veículos autodirigíveis e com sensores".

O especialista também chama atenção para a chamada "manufatura inteligente" (IoT industrial e IA), que está projetada para crescer visivelmente nos próximos 3 a 5 anos, de acordo com a TrendForce. "A empresa estima que o mercado global de manufatura inteligente superará US$ 200 bilhões este ano e aumentará para mais de US$ 320 bilhões até 2020. Da mesma forma, a Federação Internacional de Robótica estimou, até 2019, que o número de robôs industriais operacionais instalados nas fábricas crescerá para 2,6 milhões, do total de 1,6 milhão em 2015".

No entanto, vale dizer que todas essas mudanças e benefícios não acontecerão da noite para o dia. Assim como toda a Indústria 4.0, esse é um processo contínuo e que está se aprimorando.

Inteligência Artificial na prática

Mesmo que o país ainda esteja começando nessa transição, já é possível ter acesso à Inteligência Artificial com tecnologias de ponta. Um exemplo disso é a solução da TOTVS, chamada de Carol, acessível para indústrias de todos os portes.

A Inteligência Artificial pode ser contratada por um plano de assinatura mensal, e funciona como um motor de análise de dados que capta o histórico de vendas da empresa num período de 10 anos. Com base nas informações, ela traça um perfil específico dos clientes e, assim, gera insights valiosos para aumentar o faturamento.

Com a Carol, o gestor consegue definir ações direcionadas para aumentar as vendas e evitar perdas. Para você ter uma ideia, em um caso real, essa Inteligência Artificial acertou 70% na indicação dos clientes que estavam em risco de evasão.

Ficou curioso e quer saber mais sobre como a solução ajudaria nos resultados da sua indústria? Então, acesse o nosso site e entre em contato! 

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS