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Articles from 2019 In September


Inovação, otimização e branding: caminhos para vencer a crise

Caminhos para vencer a crise na indústria

De acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a produção industrial cresceu em agosto de 2019. O índice de evolução da produção registrou 51,4 pontos, mantendo-se acima da linha divisória de 50 pontos. Cabe ressaltar que esse crescimento, embora seja comum para o mês, é inferior ao registrado no mesmo período dos últimos anos, mostrando um leve declínio em relação ao ano passado. Esse cenário mostra que a total recuperação do setor industrial ainda não foi alcançada. Ou seja: a instabilidade ainda existe e é preciso buscar caminhos para vencer a crise.

“Questões macroeconômicas têm impedido os avanços e, apesar dos sinais de melhoria, a confiança da classe empresarial é baixa. Nesse ambiente, garantir o crescimento é uma posição delicada, e como ocorre com tudo que é delicado, redobrar a atenção mostra-se crucial”, relata o diretor executivo da ECR Consultoria, Everton Carsten da Rosa.

A inovação como estratégia para vencer a crise

Nesse contexto, para não ficar no vermelho e ter diferenciais que façam com que o negócio se destaque, mesmo em um cenário não ideal, é preciso buscar novos caminhos. Pensar "fora da caixa" e inovar, por exemplo, são possibilidades importantes..

A Mazurky, empresa de embalagens de papelão ondulado, localizada em São Bernardo do Campo (SP), por exemplo, vem desempenhando ações cujos resultados estão na contramão das estatísticas. A empresa tem feito investimentos em novas tecnologias, capacitado colaboradores de modo a fazer mais com menos e melhorar sua produtividade.

O exemplo da empresa paulista também é seguido pela gaúcha Tramontina. Um plano voltado à inovação, tecnologia e automação foi previsto para o parque industrial em Carlos Barbosa, na serra do Rio Grande do Sul, local em que está sediado o parque fabril da marca. Além da inovação, a empresa aposta na transparência com o consumidor, um valor cada vez mais demandado e valorizado pelo mercado, por investidores e pela sociedade.

Identificar gargalos também ajuda a encontrar formas de vencer a crise

Alinhada à estratégia de inovação está a tarefa de detectar eventuais gargalos e, com isso, reduzir custos e ter mais eficiência operacional. Um maquinário antigo, por exemplo, que demande constantes paradas para manutenção, pode ser um gargalo que está comprometendo os resultados do negócio e, até mesmo, ocasionando a insatisfação e perda de clientes - o que é bastante grave quando se está tentando vencer a crise.

Se, por um lado, investir em um equipamento novo pode parecer arriscado em momento de instabilidade, por outro, pode ser uma ação estratégica para garantir maior produtividade, redução de desperdício e de refações por falta de uniformidade entre as peças manufaturadas. Se detectado esse tipo de problema, é preciso avaliar o capital de giro do negócio e traçar a melhor ação para que o investimento seja suportado adequadamente no orçamento da indústria.

Branding: sua marca pode ajudar a vencer a crise

"As possibilidades de um negócio crescer em um mercado ou momento favorável são, naturalmente, maiores do que em um cenário de crise. Com a crise, a competição entre empresas tende a se tornar ainda mais acirrada. Isso leva o cliente a tornar-se mais seletivo, dando preferência a marcas de empresas conhecidas e que suscitem confiança", lembra Antonio Lima, professor de marketing da Unisinos.

Desse modo, em cenários instáveis, é fundamental que o investimento em branding (gestão de marca), não seja pausado. Ele ajudará a consolidar sua marca, fortalecendo-a. Isso auxiliará seu negócio ou produto a ser lembrado e preferido pelo público de interesse inclusive quando ele não estiver propenso a correr riscos - como nas crises.

E então, agora que você já conhece alguns caminhos possíveis para vencer a crise, que tal descobrir mais sobre como tornar a sua indústria mais inovadora? Baixe gratuitamente o e-book que preparamos para ajudá-lo nesse desafio

Tratamento térmico por indução reduz custos na indústria; saiba como

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A indução é um método de aquecimento que não depende da transferência de calor para o material. Por meio dela, o aquecimento é gerado na superfície da peça pelo fluxo da corrente. Depois, o aquecimento da superfície é transferido para o núcleo por meio da condução térmica. 

É importante dizer que alguns metais precisam ser termicamente tratados ou aquecidos para que as suas propriedades físicas e metalúrgicas sejam aprimoradas.

O tratamento térmico por indução é usado em peças de ferro fundido ou aço que necessitam de alta rigidez em suas superfícies. Portanto, são peças que precisam que apenas as regiões do contorno de sua geometria sejam endurecidas.

Quer entender melhor como funciona o tratamento térmico por indução estacionário e a sua importância? Então, siga com a leitura deste artigo!

Como funciona o tratamento térmico por indução

O tratamento térmico por indução ocorre quando a energia é inserida apenas na parte em que ela é necessária. Com isso, o processo é realizado em um curto período e de maneira altamente eficiente. Afinal, o tratamento permite melhor produtividade e redução da distorção da peça.

No processo as peças passam por várias etapas para que as suas resistências mecânicas aumentem. Além disso, o tratamento térmico por indução também permite aumentar a abrasão e o desgaste superficial da peça.

Como resultado é possível conquistar melhores características do material e realizar as suas aplicações com maior eficiência.

Vale dizer, no entanto, que o tratamento térmico por indução requer equipamentos adequados para que seja realizado com segurança e eficiência. Além disso, empresas confiáveis desenvolvem seus serviços em laboratórios com certificação ISO 9001-2008 e equipamentos detentores dos requisitos de qualidade conforme estipulado pela CQI-9 3ª edição, setor automotivo, e API-6A 20ª edição.

É o conjunto dessas características e requisitos que darão a segurança de que a empresa é séria e fornece serviços de excelência e com a máxima segurança para realizar o tratamento térmico por indução.

A importância do tratamento térmico

A indústria metalmecânica demanda o uso de aços com propriedades mecânicas e tribológicas mais exigentes. Ou seja, é preciso combinar um custo baixo com um desempenho alto para que as aplicações sejam realizadas de forma adequada e com qualidade.

Para que isso aconteça, o primeiro passo é saber escolher o tipo correto de aço na qualidade adequada. Assim, é possível obter os resultados esperados. Depois, também é fundamental alcançar o máximo de rendimento e de vida útil das ferramentas, afinal, é essa atitude que permitirá reduzir custos sem afetar a qualidade.

Para que as ferramentas sejam usadas corretamente, é preciso cuidar de seu manuseio, da produtividade da operação e do tratamento térmico adequado. Sendo que é o tratamento térmico que permitirá ajustar as propriedades mecânicas dos materiais, garantindo mais qualidade e, consequentemente, prolongando a vida útil dos equipamentos e ferramentas.

Conheça a tecnologia SHARP-C™

A Inductotherm Group Brasil oferece uma gama de soluções e alternativas em tratamento térmico por indução para atender às necessidades da sua empresa.

Os sistemas de aquecimento por indução utilizam a patente de tecnologia de têmpera SHarP-C™ (Stationary Hardening Process for Camshafts), que elimina a rotação da peça durante o processo de tratamento térmico por indução.

Com a tecnologia, a sua empresa ganha diversos benefícios, entre eles, um custo de manutenção drasticamente reduzido, uma operação mais simplificada e maior vida útil de ferramentais. Além disso, a qualidade de tratamento térmico e redução de distorção é melhorada.

 

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Para conhecer melhor a tecnologia, acesse o link de Tratamento Térmico por Indução Estacionário para Virabrequins e o de Tratamento Térmico por Indução Estacionário para Eixos de Comando de Válvulas da Inductotherm Group Brasil.

 

 

 

Sua empresa já utiliza este tipo de técnica e tecnologia? Deixe seu comentário abaixo.

 

*Este é um Publieditorial sob responsabilidade de Inductotherm.

Gestão do chão de fábrica: quando vale a pena investir em um software?

Gestão no chão de fábrica

Fazer a gestão do chão de fábrica é uma das ações mais estratégicas desse tipo de negócio. Afinal, o chão de fábrica é o coração de uma operação industrial. No entanto, muitas vezes essa peça fundamental para o bom funcionamento de uma fábrica não é tratada como deveria. Essa é a atitude que pode acarretar grandes problemas, conforme destaca o líder comercial da Nomus, Thiago Leão.

“Sabendo a importância do chão de fábrica no contexto fabril e comparando-o com um atleta que cuida de todo o corpo, mas não cuida do seu coração, pode-se fazer uma analogia. Se o coração for negligenciado por muito tempo, o atleta pode ter sérios problemas ou até um infarto durante uma competição. Trazendo esse exemplo para a indústria, pode-se afirmar que o infarto, no caso do contexto fabril, é quando, por falta de gestão do chão de fábrica, o negócio apresenta sintomas de falência, podendo levar dias, meses ou anos para acontecer”, ilustra.

Problemas de uma gestão do chão de fábrica ineficaz

De fato, a falta de uma eficiente gestão do chão de fábrica pode levar à perda de produtividade de operadores e máquinas. Além disso, pode levar também a problemas de localização de ordens de produção, falta de controle e previsibilidade da produção diária e, por consequência, não mensuração de custos e tempo.

Por isso, pode-se dizer que a falta de dedicação necessária no controle e na gestão do chão de fábrica mostra que uma indústria não alcançou sua maturidade. Isso pode representar sérios riscos para a empresa como um todo. 

Benefícios trazidos pela utilização de softwares para gestão do chão de fábrica

Uma das formas para lidar com esse cenário é a utilização da tecnologia. Hoje, ela é uma das melhores aliadas em um mundo competitivo e globalizado.

“Um software específico para indústrias possibilita ter informações e dados para a melhor tomada de decisões. Saber quais recursos estão sobrecarregados ou com problemas de performance no instante que isso acontece só é possível se houver um sistema de apontamento da produção”, enfatiza Leão.

Com um software de gestão é possível ainda:

1. Avaliar os recursos sobrecarregados e ociosos da fábrica

O software ajuda na avaliação dos recursos mais sobrecarregados e ociosos do parque fabril para que se possa utilizar da melhor forma aqueles recursos que vão levar ao lucro e a uma produção mais custo-eficiente.

Essa avaliação possibilita inúmeras melhorias no sistema de trabalho, além de prevenir a paralisação não programada de máquinas que possam parar de funcionar repentinamente por sobrecarga.

2. Planejar a otimização do chão de fábrica

O software ajuda a planejar e otimizar a operação e produção. Ele é capaz de verificar gargalos e fazer com que haja o aumento da produtividade. Seus relatórios e a consolidação de dados gerados fazem dele uma importante fonte de insights para melhorias contínuas.

3. Acompanhar facilmente o andamento da produção

O sistema de gestão do chão de fábrica possibilita o acompanhamento das ordens de trabalho e a agilização do cumprimento dos prazos de entrega da produção, evitando dessa forma surpresas indesejadas e que clientes fiquem insatisfeitos por não terem a sua demanda atendida no prazo combinado.

4. Monitorar os recursos da fábrica em tempo real

Ao implementar um software na gestão do chão de fábrica, é possível monitorar os recursos da empresa em tempo real. Com isso, pode-se tomar iniciativas no curto prazo, identificando gargalos no que diz respeito ao funcionamento das máquinas e demais recursos de modo a otimizar o seu uso ou até mesmo desacelerar processos de produção que estejam ocorrendo de modo mais rápido do que o recomendado.

Então, quando vale a pena investir em um software?

A resposta é simples: o software, aliado a análises frequentes de indicadores, relatórios e métricas gerados por ele, é fundamental para qualquer indústria. Otimizar essa relação por meio de tecnologia é sempre uma opção válida para quem precisa tornar mais precisa e custo-eficiente sua operação. 

Hoje, há opções no mercado que atendem bem as necessidades de manufaturas de todos os portes. Para quem tem um orçamento enxuto, mas já identificou um gargalo importante que está afetando a produtividade e o sucesso do negócio, soluções modulares podem ser um bom início e gerar resultados que valerão o investimento. Indústrias de maior porte e nível de transformação digital podem apostar em opções customizadas e mais robustas, que se integrem a um parque 4.0. 

Você utiliza algum software na gestão do chão de fábrica? Como esse tipo de solução ajuda seu negócio? Compartilhe sua experiência nos comentários.

O que é NPS e como ele pode ajudar sua indústria

Você sabe o que é NPS? Esse tipo de pesquisa de satisfação pode ser um termômetro útil e valioso para entender como os seus clientes percebem o seu trabalho. Confira como aplicar na sua indústria!

3 formas de melhorar a comunicação interna na sua indústria

Como melhorar a comunicação interna da sua empresa

A comunicação interna, simplificadamente, é o processo de trocas que acontece dentro da empresa. Ela é responsável por fazer a informação organizacional circular entre os funcionários de todos os níveis hierárquicos. 

No entanto, por motivos diversos, hoje a comunicação interna é um dos grandes desafios de gestão das indústrias. 

A seguir, compreenda porque é importante melhorar a comunicação interna na sua industria e veja dicas para promover essa melhoria.

Benefícios da comunicação interna

De modo geral, quanto mais os colaboradores sentem-se valorizados e estão munidos de informações importantes, maior tende a ser seu envolvimento com a indústria e seus objetivos de mercado.

Ainda, um bom fluxo comunicacional ajuda a:

  • Evitar a nociva "rádio corredor".
  • Propiciar condições para que as equipes sejam mais motivadas e engajadas.
  • Reduzir a rotatividade de funcionários.
  • Alcançar maior alinhamento entre metas e comportamentos esperados.
  • Obter mais eficiência e padronização no desempenho.
  • Melhorar o clima organizacional.

3 boas práticas para melhorar a comunicação interna em sua indústria

Para tornar a comunicação interna mais eficiente em sua empresa, é importante:

1.  Criar um sistema de informação para os colaboradores

Informações descentralizadas, dúbias e conflitantes: esses são gatilhos para que ruídos organizacionais, desmotivação e queda na produtividade ganhem espaço.

Para que todos trabalhem engajados e alinhados, é preciso informação atualizada. Ficar sabendo sobre um novo programa de inovação ou de enxugamento de quadro via imprensa ou outros canais é algo altamente nocivo para o clima organizacional e para a retenção de seus melhores talentos - eles precisam sentir-se parte valorizada e, para isso, ter a informação correta, no timing adequado é fundamental.

Por esse motivo, uma das ações balizares para melhorar a comunicação interna nas empresas é criar um sistema formal de fluxo informacional. Para isso, canais como murais, newsletter, revistas internas, entre outros podem ser utilizados e atualizados com frequência. Nesses canais, resultados de mercado, metas setoriais, eventos internos, aniversariantes, mudanças operacionais, entre outras informações podem ser divulgadas. 

Ainda, lembre-se de incluir canais online e offline, para fazer a inclusão de todos os perfis de colaboradores de sua empresa. A comunicação face a face entre líderes e funcionários também deve ser estimulada. 

2.  Manter canais de comunicação aberta com o RH e a gestão

"Uma das ações mais simples e eficientes - ainda que sem custos - para que o colaborador se sinta valorizado e engaje-se em suas metas é ouvi-lo. Ele precisa sentir que a empresa está aberta às suas sugestões, ideias de melhorias e mesmo para sanar suas dúvidas", afirma Patricia Santos, consultora de Gestão de Pessoas e coaching empresarial.

Para isso, é recomendado que haja mais de um canal disponível para o funcionário manifestar-se - sendo importante haver opção de manifestar-se sem identificação. Alternativas possíveis para isso são caixas de sugestões, formulários na intranet, reuniões com o RH ou com os líderes, entre outras. 

3. Realizar treinamentos de comunicação com os gestores

"Hoje, já está claro que a produtividade e a eficiência das equipes dependem em boa parte da comunicação", resume Patricia.

Nas empresas de alta performance, compreende-se que as relações laborais não podem ser meramente mecânicas. A inovação e a excelência são alcançadas por meio da troca entre pessoas e isso somente é prolífero em ambientes nos quais a comunicação interna é funcional. 

No entanto, alguns líderes ainda não compreendem totalmente essa realidade. Por isso, realizar treinamentos de atualização e de comunicação é uma ação crucial. Por meio dessas formações continuadas, os gestores poderão aprimorar suas habilidades de comunicação e relacionamento interpessoal, aprender a gerenciar conflitos e a estimular a criatividade e a colaboração de sua equipe. 

"Os gestores devem compreender que eles são responsáveis diretos por inspirar e motivar suas equipes e também por guiá-las de modo estratégico, comunicando valores, disseminando comportamentos e ações desejadas, alinhando objetivos e metas", afirma a consultora de Gestão de Pessoas.

Nesse sentido, um dos tipos de treinamento mais utilizados atualmente para esses fins é o baseado em coaching de liderança. Essa modalidade tem a proposta de desenvolver habilidades comportamentais e emocionais dos gestores, instrumentalizando-os para vencerem suas dificuldades e orientarem suas equipes para a melhor forma de atingirem as metas propostas.

E na sua empresa, como ocorre a comunicação interna? Ela é uma aliada de suas metas organizacionais e de capital humano? Deixe sua mensagem nos comentários.

Dicas para melhorar o Índice de Produtividade Tecnológica da sua indústria

Índice de Produtividade Tecnológica

A Indústria 4.0 traz para o setor industrial novos conceitos a serem trabalhados. Além disso, abrem-se novas possibilidades de desenvolvimento. Trata-se de um trabalho onde a agilidade e o bom aproveitamento da tecnologia são as grandes bases. Exemplo disso é a coleta de dados, que é o primeiro ponto para uma melhoria de todo o processo de produtividade em um mercado altamente competitivo e no qual, cada vez mais, só sobreviverá quem tem uma gestão de produção ágil e eficaz. Embora a aplicação desses conceitos seja fundamental para quem busca o crescimento, pesquisa desenvolvida pela TOTVS e realizada pela H2R Pesquisas Avançadas, chamado de Índice de Produtividade Tecnológica (IPT), mostrou que as empresas brasileiras estão pouco preparadas para esse novo cenário.

As indústrias que participaram da pesquisa, em uma escala de 0 a 1, obtiveram 0,52 pontos. Isso demonstra que o desafio está na utilização correta de ferramentas já implementadas.

O estudo de Índice de Produtividade Tecnológica demonstra que, apesar das constantes mudanças do mercado e informações disponíveis, o Brasil está aquém da quarta Revolução Industrial, tendo que enfrentar alguns desafios para manter-se competitivo no cenário global.

“Mais cedo ou mais tarde, todos serão inseridos na Indústria 4.0, seja para obter resultados diretos com a adoção das novas tecnologias ou para se manter relevantes na cadeia de valor da qual a empresa faz parte. Para alguns setores, as tecnologias estão mudando o modelo de negócio que era praticado há anos, mantendo-se alinhado aos novos comportamentos e exigências do mundo atual”, destaca a diretora de manufatura, logística e agroindústria da TOTVS, Angela Gheller.

Para complementar a análise feita sobre esse novo momento, a diretora traz ainda dados que deixam mais claro esse cenário.

“Se analisarmos cerca de dez anos atrás, as indústrias representavam 20% do PIB do Brasil. Hoje, representam em torno de 11%. A aplicação das tecnologias direcionadas à Indústria 4.0, permite às empresas uma grande evolução em produtividade, personalização e redução de custo para melhorarem seus indicadores e desempenho”, enfatiza.

Dicas para melhorar o Índice de Produtividade Tecnológica da indústria

O primeiro passo para melhorar o Índice de Produtividade Tecnológica é entender qual é o nível de maturidade da empresa. A partir do entendimento do seu estágio atual, será possível definir a melhor estratégia para evolução do processo como um todo.

Naturalmente, a mudança não virá de uma hora para outra, é necessário estruturar um plano que deve começar explorando as ferramentas já implementadas, buscando extrair o máximo delas, utilizando a inteligência dos dados para tomada de decisões e, a partir disso, implementar novas soluções integradas às existentes, sempre alinhadas ao que faz sentido ao modelo de negócio da organização.

“Esses são pilares-chave para o sucesso de um projeto de Indústria 4.0 bem-sucedido no contexto da indústria brasileira”, comenta Gheller.

Dentre essas demandas trazidas e estimuladas pela indústria 4.0 para melhorar o Índice de Produtividade Tecnológica, cabe destacar que investimento em capacitação dos envolvidos em busca da melhoria do uso das ferramentas e criação de um ambiente propício para evolução da cultura de transformação digital é crucial.

“Se, por um lado, temos a necessidade de explorar os recursos disponíveis, por outro, as empresas precisam se adaptar a clientes cada vez mais exigentes, aumentando, com isso, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos. Esses aspectos obrigam as empresas a terem um alto nível de flexibilidade. No entanto, sem o benefício das novas tecnologias, seu modelo de negócio estará obsoleto e não conseguirá alcançar níveis de produtividade necessários”, resume..

Você conhece o Índice de Produtividade Tecnológica de sua indústria? O que achou dos resultados trazidos por essa pesquisa? Deixe sua mensagem nos comentários.

Aumento da produtividade: uma questão de sobrevivência para a indústria no Brasil

Produtividade na indústria

Por: João C Visetti ​​​​​​*​

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Nota-se, no estudo, que a produtividade brasileira, percentualmente, está no mesmo patamar que a indústria norte-americana apresentava na década de 1950. Houve um aumento durante a década de 1980, e caímos novamente.  Ao mesmo tempo, a produtividade coreana, que era muito mais baixa, hoje é o dobro da nossa.  É um cenário preocupante, visto que a produtividade é fundamental para garantir a competitividade de uma indústria, de um setor ou de uma atividade econômica.

O que aconteceu de diferente entre Coreia do Sul e o Brasil?
Não é muito difícil de entender. Enquanto que no Brasil e em outros países da América do Sul os conceitos de produção são baseados em mão de obra abundante e barata, países mais desenvolvidos focaram na educação, no desenvolvimento da mão de obra e na automação de tarefas mais simples.

Hoje, a automação está evoluindo do ambiente industrial para a parte dos processos e serviços. Essa tendência já é bastante frequente aqui no Brasil, por exemplo, quando você aluga um carro ou procura o atendimento da sua operadora de internet. Nesses casos, dificilmente o primeiro atendimento será feito por uma pessoa real. Estamos sempre falando com máquinas que, dentro das opções dadas, conseguem resolver o nosso problema ou direcioná-lo a uma solução.  Com a evolução do machine learning e da inteligência artificial esses sistemas estarão aptos a aprender, apresentado soluções mais completas para qualquer problema.  Se não abrirmos os olhos e não investirmos em produtividade, dificilmente a nossa indústria vai sobreviver a esse novo momento da economia global.

Outro ponto importante é a invasão, na indústria brasileira, de fornecedores de equipamentos baratos, com baixa tecnologia e pouca produtividade. Isso acontece porque, em seus mercados de origem, a indústria já está demandando soluções completas, escaláveis e conectáveis, visando ao constante aumento da produtividade. Com isso, a aposta de escoamento desses produtos são países onde a produtividade ainda não está no centro das atenções. 

A existência de mão de obra barata não pode nem deve ser argumento para a falta de investimentos em tecnologia e melhoria dos processos.  A própria China, que teve essa premissa como uma das bases do seu crescimento econômico das ultimas décadas, investe agora em automação e inovação nas suas linhas de produção.

O Brasil precisa ficar atento aos investimentos que estamos fazendo hoje, pois ele terá impacto nos próximos dez anos, pelo menos. Por isso, é fundamental que os investimentos, projetos e ações estejam alinhados com a quarta revolução industrial e com os avanços da inteligência artificial. Do contrário, estaremos ameaçando a existência do nosso setor industrial.

Com certeza, investimentos corretos vão melhorar – e muito – a competitividade da porta para dentro. Mas, para tanto, os nossos congressistas precisam fazer a “lição de casa” e acelerar as reformas que precisam ser feitas nos campos econômico e político, ao mesmo tempo em que o Governo federal precisa viabilizar os investimentos em infraestrutura, tarefas essas fundamentais para o nosso crescimento.


*João C Visetti é engenheiro, CEO da TRUMPF Brasil e especialista em sistemas e soluções orientados à Indústria 4.0

Por que apostar na digitalização de máquinas-ferramentas

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A digitalização para máquinas-ferramentas é um caminho sem volta na indústria. Afinal, as tecnologias empregadas permitem o ganho de competitividade, uma vez que colaboram para reduzir os custos e aumentar a eficiência. Além disso, os processos estão cada vez mais automatizados e otimizados.

Dessa forma, a concorrência no mercado se torna ainda mais acirrada, exigindo que a digitalização de máquinas-ferramentas se torne uma premissa para indústrias de variados segmentos e portes.

Ainda que no Brasil o processo esteja ocorrendo de forma gradual, não há mais como olhar para trás. Portanto, as indústrias que não se adequarem irão ver outras empresas evoluindo e crescendo, enquanto a sua estagnação poderá custar muito caro. Acompanhe este artigo e descubra o que pode ser feito para acompanhar esse movimento de mercado.

Cenário atual da digitalização na indústria brasileira

Em 2016, 48% das indústrias já usavam ao menos uma tecnologia digital, de acordo com pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria).  Entre as tecnologias, estão a automação digital sem sensores, a impressão 3D e a utilização de sistemas em nuvem.

Para a indústria, os grandes benefícios da digitalização para máquinas-ferramentas é a redução de custos (54%) e o aumento da produtividade (50%). Ainda, muitos apontam a melhoria da qualidade dos produtos (38%) entre as vantagens do processo.

De acordo com um estudo da PwC, a expectativa é que a digitalização cresça no Brasil saindo do patamar de 9% para 72% das empresas em 2020, número próximo da média global. O investimento na área também deve aumentar, levando as empresas a aplicarem até 21% de sua receita na digitalização.

Como adotar um plano de digitalização para máquinas-ferramentas

A digitalização é um processo, portanto, precisa partir de um planejamento e de priorizações para que gere os resultados esperados.

O primeiro passo é o levantamento de necessidades e oportunidadespara aplicar a tecnologia na indústria. Assim, é possível considerar o estágio de maturidade do negócio para realizar os investimentos mais adequados.

Após o diagnóstico, deve ser realizada uma priorização para a adoção e a difusão das novas tecnologias. Aqui, vale ressaltar que é fundamental que a cultura do negócio esteja pronta para receber e usar as ferramentas de maneira adequada. Além de, claro, capacitar os colaboradores.

Depois, após a implantação da digitalização para máquinas-ferramentas, é necessário que haja um acompanhamento e um monitoramento dos dados gerados por essas tecnologias. Com isso, será possível mensurar os resultados e identificar novas oportunidades ao longo do processo, incluindo até mesmo a criação de novos modelos de negócios

Pense à frente da digitalização industrial

Mesmo com os benefícios de maior produtividades e custos reduzidos, o futuro da indústria pode maximizar ainda mais o seu potencial. Afinal, as tecnologias de ponta criarão oportunidades para que os negócios consigam atender às demandas personalizadas.

As soluções Siemens permitem que indústrias de todos os tamanhos implementem soluções de digitalização para máquinas-ferramentas para atender às demandas atuais e futuras. Dessa forma, é possível aproveitar todo o potencial da Indústria 4.0 e já se preparar para os próximos passos da transformação digital.

O portfolio de Digital Enterprise da Siemens compreende  soluções que permitem escalar a produção e processos para que a indústria evolua ainda mais e digitalize toda a sua cadeia produtiva.

Pense à frente da digitalização industrial e ganhe mais velocidade, flexibilidade, segurança e eficiência. Clique aqui e conheça as soluções Siemens

Pré-usinagem acelera a produtividade da indústria

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Aprimorar o processo produtivo colabora diretamente para reduzir os custos na indústria. Para se ter uma ideia, de 35% a 45% dos custos em operação são gerados no momento da usinagem. Portanto, atentar-se à pré-usinagem colabora para preparar as máquinas e ferramentas de maneira correta e, assim, evitar perdas por ociosidade ou por paradas.

Otimizar a pré-usinagem requer trabalhar 3 pontos-chave: a fixação da peça, a preparação da ferramenta e a fixação da mesma. Ao ganhar mais produtividade nesse momento, a usinagem também será melhor planejada e poderá se tornar até 40% mais produtiva.

Siga com a leitura e veja o que pode ser feito para otimizar cada um destes 3 pontos a seguir.

1. Fixação da peça

A fixações precisam ter mais rigidez para que possam estar adequadas às ferramentas de cortes moderna. Normalmente, a peça é fixada por meio de morsas, porém, neste processo há um tempo elevado de setup.

Atualmente, é possível contar com tecnologias de fixação que permitem reduzir os custos de produção, diminuindo o tempo de setup. O bloco e a mesa de fixação magnéticas, por exemplo, podem ser uma boa opção para a fixação da peça em CNC ou máquinas convencionais. Com eles, a precisão geométrica e dimensional aumenta, garantindo repetibilidade nos processos na usinagem, sem a necessidade de eletricidade.

Outra opção são os blocos modulares de fixação, também conhecidos como zero point. Apesar de ainda serem uma novidade, a tecnologia permite a montagem como peças de Lego, facilitando encontrar a posição ideal para encaixar a peça em ângulos diferenciados.

2. Preparação da ferramenta