A Voz da Indústria faz parte da divisão Informa Markets da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Sitemap


Articles from 2020 In September


Caminho até a Indústria 4.0: os destaques das revoluções industriais

caminhos para a implantação da indústria 4.0.png

Entender as revoluções industriais pelas quais a sociedade passou ao longo do últimos séculos é indispensável para compreender o caminho que trilhamos até o 4.0. O conceito de Indústria 4.0 representa a grande revolução industrial que estamos vivenciando. A utilização de dados digitais para a reorganização da indústria, através da Nuvem e da Internet das Coisas, está transformando o funcionamento das empresas e as relações das equipes com as máquinas.

O engenheiro Ricardo Caruso, instrutor do programa de Indústria 4.0 da Fundação Vanzolini, explica. “Com o amplo uso de conectividade, a 4ª Revolução traz um nível de integração que não era possível anteriormente. Essa integração já está impactando profundamente a relação entre consumidores e fornecedores, entre as diversas empresas das cadeias de suprimentos e entre diferentes áreas da mesma empresa”, comenta. 

No entanto, o que esta revolução tem de novo, quando comparada às passadas? Como a indústria está se desenvolvendo? Saiba mais a seguir!

1ª Revolução Industrial

primeira revolução industrial.png

A primeira revolução industrial, ocorrida nos meados de 1765 e iniciada na Inglaterra, teve como marco a mecanização dos processos - ou seja, a invenção de máquinas para acelerar e substituir o trabalho humano.

Fundamentados na extração de carvão como nova fonte de energia, foram iniciados os modos de produção em larga escala, com a utilização de máquinas a vapor e invenção de novos sistemas de transporte, como locomotivas – também movidas a vapor.

2ª Revolução Industrial

segunda revolução industrial.png

Após a primeira revolução industrial, a tecnologia começou a se desenvolver em um ritmo acelerado. Com o surgimento da eletricidade e petróleo como novas formas de energia, a partir de meados de 1870, iniciou a segunda revolução industrial. A utilização destas novas energias e o desenvolvimento das indústrias químicas e do aço resultou na evolução e criação de novos inventos, como automóveis, telefones e rádios.

Todos estes avanços foram possíveis graças ao desenvolvimento da indústria, baseado em grandes fábricas que recebiam apoio financeiro e político para seu avanço, além dos modelos de organização e produção industrial elaborados por Taylor e Ford.

3ª Revolução Industrial

terceira revolução industrial.png

Com o fim da segunda guerra mundial, os avanços tecnológicos levaram à descoberta de um novo tipo de energia com potencial ainda maior do que os anteriores: a nuclear. Assim, em torno de 1969, começou a terceira revolução industrial – marcada pelo surgimento dos equipamentos eletrônicos, telecomunicação e computadores.

Estes novos tipos de tecnologia possibilitaram, também, a exploração espacial e pesquisas na área da biotecnologia. Na área industrial, a terceira revolução trouxe a invenção dos robôs e autômatos, ou máquinas que operam de forma automática, além do modo de produção chamado de Toyotismo (também conhecido como sistema flexível).

4ª Revolução Industrial: a Indústria 4.0

quarta revolução industrial.png

A revolução que vivemos agora, conhecida como Indústria 4.0, tem como principal característica a interconexão de todas as etapas da produção. Baseada em um novo fenômeno tecnológico – a digitalização das informações e a utilização dos dados para tornar a indústria mais eficiente –, esta nova revolução visa reduzir falhas, aumentar a sustentabilidade da indústria e a lucratividade.

Nesse sentido, um dos maiores progressos da Indústria 4.0 pode ser a superação das fontes não-renováveis de energia, que foram a base das outras revoluções industriais. A economia de energia e recursos provida pelas novas tecnologias, além da utilização de fontes de energia alternativas, como eólica, solar, e geotermal, pode fazer com que mais um grande passo em direção a um futuro sustentável seja tomado.

O fato é que toda a forma de organização e funcionamento da indústria tradicional está se transformando – desde a cadeia produtiva até a relação dos funcionários.

“As equipes estão tendo que aprender a trabalhar com a maior transparência dos dados de suas operações, e entender o grande volume de informações que é disponibilizado pelas outras áreas. Dessa forma, os impactos não serão só tecnológicos, mas humanos - exigindo novas capacitações e organizações para gestão do trabalho”, conclui Caruso.

Você já conhecia as principais diferenças entre as revoluções industriais até a Indústria 4.0? Deixe o seu comentário e até a próxima. 

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Aproveite para baixar o e-book "Especial Revoluções Industriais: passado, presente e futuro da indústria"

especial revoluções industriais.png

Faça o download gratuito do material clicando no botão abaixo: 

 

Registre-se para fazer download desse recurso

Registrar-se como membro de A Voz da Industria lhe dá acesso a conteúdo premium incluindo revistas digitais, webinars, whitepapers e muito mais.

Os desafios do marketing para a indústria

Marketing digital para indústrias

Em meu primeiro texto aqui no canal A Voz da Indústria, gostaria de compartilhar os desafios enfrentados diretamente pelos profissionais de marketing para a indústria, nos diversos setores industriais.

Se você é um profissional de vendas ou marketing da indústria e seu produto final tem foco totalmente direcionado a outras indústrias, como no caso de Máquinas & Equipamentos, você sabe que a concretização da venda é longa, trabalhosa e bastante individualizada.

Abaixo eu listo o que eu considero os três principais desafios que equipes de marketing para a indústria enfrentam e aponto algumas sugestões de ações que ajudam em suas estratégias:

1. Ciclo de Vendas Longo

O ciclo de vendas pode ser bem longo, chegando a até 18 meses em casos como os de sistema de engenharia personalizados. Durante todo este período, é importante se manter ativo na lembrança do seu cliente. Um dos caminhos é criar uma estratégia com base no funil de vendas e ir alimentando este prospect com conteúdos que possam ser de seu interesse ao longo de sua jornada. Marketing de conteúdo puro.

2. Os decisores invisíveis

Este é um desafio duplo: primeiro porque os consumidores começam sua jornada online, pesquisam, se informam, formam opinião e, só então procurem seu time de vendas. Uma pesquisa da Sirius Decision apontou que mais de 67% da jornada de compra B2B já é feita de maneira digital e individual.

O segundo motivo é que, na grande maioria das vezes, as decisões de compras de grandes equipamentos são realizadas por um comitê. O contato da empresa é um profissional de compras, mas existe um time de especialistas por trás analisando informações, pesquisando e ajudando na tomada de decisão.

O desafio com os clientes invisíveis é que não sabemos quem são, não temos os contatos deles para inclui-los em nosso funil de vendas e nem sempre o que eles pedem chega até você de maneira clara. Como lidar com esse desafio? Tenha certeza de que seus canais digitais estão atualizados e possuem todas as informações necessárias para auxiliar na tomada de decisão. Isso pode incluir manuais técnicos, vídeos explicativos e cases de sucesso. Influenciadores internos que não conhecemos e, talvez, nunca tenhamos contato, têm um grande poder de influenciar na decisão e devem ter à mão informações relevantes sempre que pesquisar sobre o seu produto.

3. Ter uma marca reconhecida

Seu produto não será demandado frequentemente por cada cliente. Mas, diversos clientes do mercado precisarão do seu produto ao longo do ano. Desta forma, posicionar-se como um especialista no assunto e investir em estratégias de fortalecimento e lembrança de marca irão expandir sua visibilidade e ajudarão a ter sua marca na lista das preferidas no momento da compra. Expandir sua presença e influência online, estar presente como fonte em veículos especializados e participar de feiras de negócios do setor, farão a diferença no seu posicionamento. Procure também marketplaces voltados para a sua área de atuação e aproveite todas as oportunidades de aumentar sua presença nas mídias diversas.

Para encerrar, deixo aqui uma frase que eu gosto muito e diz bastante sobre a relação B2B:

“Fale com os desejos dos seus clientes, não apenas das funcionalidades dos seus produtos. Ao falar com o desejo de um engenheiro para ser eficiente, você vai engajar suas emoções. Se ele acredita que seu produto irá ajudá-lo a atingir este objetivo, ele vai descobrir como o seu produto trabalha para o cenário dele ao invés de tentar provar que o seu produto não é uma boa escolha” - Joseph Lewin, Product Marketing Manager na CADENA PARTSolutions

Indústria: por que devemos reavaliar as apurações de PIS e COFINS?

PIS COFINS INDUSTRIA

Um dos temas mais controversos sobre o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) está relacionado a quais custos e despesas são qualificáveis como insumo e são passíveis de créditos nas apurações não-cumulativas destas contribuições.

Esta sistemática está atrelada à receita gerada. Ou seja, como regra geral, trata-se de evento vinculado à formação da Receita Operacional e não ao Lucro propriamente dito.

Esta apuração se resume em:

PIS/COFINS a Pagar = [(Soma das Receitas x Alíquotas) – (Soma dos Itens de Despesas/Créditos x Alíquotas)]

O Fisco Federal, em algumas decisões, vem ampliando o conceito ultrapassado relacionado a insumos previsto na legislação do IPI. Podemos ter como base o Acórdão nº 3202-00-226, de dezembro de 2010, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), dispondo que “o conceito de insumo dentro da sistemática de apuração de créditos pela não cumulatividade de PIS e COFINS deve ser entendido como todo e qualquer custo ou despesa necessária à atividade da empresa, nos termos da legislação do IRPJ, não devendo ser utilizado o conceito trazido pela legislação do IPI”.

Notadamente, as decisões administrativas e judiciais, tem trazido aos contribuintes possibilidades de reavaliar os ultrapassados conceitos de insumos mencionados acima, o que limitava e muito, as possibilidades de redução da carga tributária imposta às empresas que apuram o PIS e a COFINS pelo regime Não-Cumulativo, as quais também estão sujeitas ao Regime do Lucro Real.

Sob essa perspectiva, em abril de 2018, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no REsp 1.221.170/PR, conceituou como insumo, qualquer despesa que seja considerada relevante e essencial à atividade econômica desenvolvida pela pessoa jurídica.

Tendo em vista as dificuldades econômicas enfrentadas pelos empresários, temos a necessidade de alertá-los sobre esta possibilidade imediata de melhoria no fluxo de caixa, revendo de forma criteriosa as apurações atuais, visando uma maior abrangência nas tomadas de créditos de PIS e COFINS, e otimizar a apuração dos referidos tributos como um todo.


Rogério Lara TAG Brazil.pngRogério Lara é Sócio-Diretor da TAG Brazil. Formado em Direito, atuando nas áreas de consultoria tributária, financeira, incluindo reestruturação societárias, revisões fiscais, levantamentos de créditos fiscais, especializando-se na área de impostos indiretos (PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS), em diversas empresas dos mais diversos segmentos do mercado, nacionais e multinacionais.

Inteligência Artificial para pequenas indústrias: ponte para a inovação

inteligência artificial para pequenas indústrias

Por conta da pandemia, muitos negócios foram seriamente afetados. Empresas pequenas sentiram ainda mais esse impacto, perdendo capital e paralisando produções. Mas você sabia que o uso da inteligência artificial para pequenas indústrias pode alavancar o setor, acelerando a recuperação?

Com a atual crise, a Inteligência Artificial pode ser a ponte para a inovação de PMEs, contribuindo tanto na esfera administrativa quanto na produtiva.

Veja mais sobre a inteligência artificial para pequenas indústrias e saiba como ela pode ajudar o setor a se superar diante desse momento altamente desafiador.

Conceito de Inteligência Artificial: máquinas aprendem a tomar decisões

A Inteligência Artificial (IA), ou AI, de artificial intelligence, permite que sistemas simulem uma inteligência similar à humana.

“Com a IA, os sistemas não partem da premissa de que são pré-programados a seguir um determinado passo de instruções, mas sim, de que adquirem uma inteligência e uma capacidade própria de tomar decisões”, explica Cleverson Orlando Cachoeira, Data Scientist da Logcomex.

Essas decisões são baseadas em duas características:

  • Autonomia, que é a propriedade de executar tarefas em ambientes complexos, sem orientação constante de um usuário

  • Adaptabilidade, ou capacidade de melhorar seu desempenho aprendendo com a experiência

Tomando como base esse conceito, pequenas indústrias ainda são muito carentes de novas tecnologias, mas podem ser auxiliadas pela Inteligência Artificial.

“A IA pode ajudar tanto na esfera administrativa, como por exemplo em processos de compras, financeiro, estoque, atendimento a clientes, quanto na área produtiva”, explica.

Como é o uso da Inteligência Artificial para pequenas indústrias?

Tomando como base o conceito de IA, os benefícios da Inteligência Artificial para pequenas indústrias são muitos. Neste cenário, Fábio Ieger, CEO e fundador da Certus, explica que pequenas indústrias ainda são muito carentes de novas tecnologias, mas podem ter o auxílio da Inteligência Artificial e evoluir em variados aspectos.

Dessa forma, as aplicações da Inteligência Artificial para pequenas indústrias são infinitas, e cada empresa pode demandar uma ou mais soluções. Não existem fórmulas prontas para a implantação de IA: tudo depende de qual o problema a empresa busca resolver e qual a solução oferecerá isso.

inteligência artificial para pequenas indústrias

A empresa busca um relacionamento rápido e automatizado com clientes? Um chatbot bem estruturado pode ser a solução, mas, também, um problema a mais - principalmente se não houver uma interface amigável que melhore o relacionamento homem/máquina.

A empresa busca informações estratégicas para os tomadores de decisão? A solução pode ser uma estrutura de Big Data, porém, também é preciso ter atenção. “A big data pode auxiliar apontando tendências e insights. Mas pode gerar mais incertezas por uma quantidade enorme de dados desorganizados”, cita Cachoeira.

Passo a passo para pequenas indústrias adotarem a Inteligência Artificial

A IA tem, como principal objetivo, atuar em atividades manuais em que há incidência de erro humano, visando melhorarias de todo o processo e permitindo às pessoas atuarem em atividades mais nobres, nas quais a IA ainda não se aplica.

Mas como acertar no investimento da inteligência artificial para pequenas indústrias?

A adoção da IA depende muito de cada indústria, no seu enfoque, nos seus processos, e nos seus executivos e tomadores de decisão. Por isso, o primeiro passo para a adoção da inteligência artificial para pequenas indústrias é responder à pergunta central, e que motiva essac mudança: qual é o problema da sua indústria?

“Sem definição exata do problema, quaisquer soluções serão ineficazes”, explica Cachoeira.

Tendo o problema definido, o passo seguinte é definir se a indústria possui os dados suficientes para “ensinar” as máquinas. “Muitos dos sistemas carecem de uma enorme quantidade de dados históricos relevantes que possam ser utilizados para gerar o aprendizado necessário aos computadores, para que cheguem a uma resposta”, complementa.

Com o problema definindo, e com dados relevantes e pertinentes, é necessário partir para o terceiro passo, que é a busca por profissionais capacitados em IA.

Neste momento, a indústria deve dispor de, no mínimo, um profissional especializado na área de Inteligência Artificial ou, dependendo da solução, de uma equipe mais abrangente, que englobe Cientistas de Dados, Engenheiro de Dados, Engenheiro de Machine Learning, Engenheiro de Inteligência Artificial, entre outros.

“Este profissional - ou time de profissionais - irá efetuar todas as inferências nos dados, efetuar a limpeza e transformação dos mesmos, de modo a ter uma base que sirva de input para a criação de um modelo de IA”, complementa o Data Scientist da Logcomex.

A partir de um modelo treinado, há a necessidade de fazer a avaliação do sistema utilizado, se o mesmo atende ao requisito do problema, e qual sua acuracidade e precisão.

Por fim, a implantação do modelo em produção. Essa fase vai demandar uma constante análise, afinal, com o decorrer do tempo os dados podem mudar e influenciar no modelo implantando, gerando a necessidade de ajustes - e, muitas vezes, de revisão de todo o ciclo.

Há a necessidade de alto investimento em IA?

Uma preocupação bastante comum de gestores de indústrias com pouco capital é: quanto custa investir em IA?

Pensando em uma tecnologia própria, envolvendo mão de obra especializada, servidores, infraestrutura, mudança nos processos e na visão dos tomadores de decisão, o investimento em IA nunca será baixo, o que inviabilizaria sua adoção por pequenas indústrias.

Porém, atualmente, muitas empresas já criaram soluções prontas de Inteligência Artificial, e a um preço acessível. “Estas podem sim, ser adotadas, e ajudar a alavancar os resultados de pequenas e médias empresas num médio a longo prazo”, acredita Cachoeira.

Este é o caso da LogComex. “Além de dados, fornece informação estratégica para empresas que muitas vezes não teriam condições próprias de gerarem suas próprias soluções”, diz Cachoeira.

A antecipação de recebíveis com juros mais baixos para o pequeno empresário também é um caminho para a adoção da IA: “Com auxílio da inteligência artificial que compara diversos fatores, conseguimos buscas diversos fundos que realizam esse empréstimo e também realizamos uma análise de crédito do título a ser antecipado”, finaliza Ieger.

IMTS Network e IMTS Spark: conexão e educação para a tecnologia de manufatura

IMTS Network

Em setembro, o IMTS (The International Manufacturing Technology Show) lança o preview do IMTS Network e IMTS Spark. Tratam-se de duas novas plataformas digitais para conectar e educar o mercado de tecnologia de manufatura, em um momento em que viagens e aglomerações estão suspensas. 

Reunindo conteúdo e informação, o IMTS Network será um broadcast ao vivo, entre os dias 14 e 18 de setembro. A plataforma será um canal direto, com programação original – mais de uma dúzia de exposições – mostrando ideias inovadoras relacionadas à produtividade, além de histórias inspiradoras de homens e mulheres que contribuem para o futuro da manufatura. Após a conclusão da semana de eventos, a programação permanecerá disponível on-demand via IMTS.com/network.

Já o IMTS Spark, apresentado em conjunto com a Gardner Business Media, promove um mix de demonstrações ao vivo, entrevistas, updates diários e sessões de pergunta e respostas. A plataforma será lançada em 21 de setembro e segue até 25 de março de 2021. O conteúdo disponível para visitantes registrados inclui relatórios da IMTS Conference e AMT in Depth, o fórum de investimentos da IMTS, Parts Cleaning Series, Shop Talk, Manufatura Sustentável e conferências de Forecast.

“A programação destas iniciativas alia o poder de aprendizado to TED Talks, o entretenimento informativo do Discovery Channel e o interesse e energia humanos dos programas de TC”, diz Peter R. Eelman, Vice-Presidente e CXO da AMT (The Association for Manufacturing Technology), proprietária e produtora da IMTS. “Todo o conteúdo será arquivado para futura disponibilidade no IMTS Network, que se tornará o principal canal de informação da indústria”, comenta. 

O IMTS Spark também promove conexões entre as pessoas. Os visitantes cadastrados podem organizar coffee chats, lunch and learns e happy hours para confraternizar com outros players do setor industrial, sejam colegas, especialistas, investidores, mídia ou mesmo outros apaixonados por tecnologia de manufatura.

“O ano de 2020 mostrou o papel crítico desempenhado pelo segmento de tecnologia no cenário de manufatura”, adiciona Rick Kline Jr, Presidente da Gardner Business Media. “Aqueles interessados na transformação digital, diminuição da cadeia de suprimentos e em se preparar para o futuro não podem perder as demonstrações e programação do IMTS Spark e IMTS Network”.

O IMTS Spark irá promover também a conferência anual "Top Shop", da revista Modern Machine Shop, onde players da indústria, gestores e especialistas podem se encontrar para discutir as melhores práticas para o setor. “Os visitantes cadastrados no IMTS Spark ficarão surpresos com a conectividade das máquinas e a eficiência de produção que terão acesso”, completa Eelman. “O Centro de Tecnologia Emergentes e o Start Up Showcase irão mostrar os avanços em inteligência artificial e aprendizado de máquina aplicados a inspeção visual, assim como toda a cobertura dos projetos em Desenvolvimento no Oak Ridge National Laboratory no que diz respeito à tecnologia de transformação”, finaliza.

IMTS - Serviço

O cadastro para participar do IMTS Spark é gratuito e simples. Basta criar sua conta no MySpark Planner

Visite as plataformas IMTS Network e IMTS Spark em IMTS.com/network e IMTS.com/spark e inscreva-se no canal da IMTS no Youtube para saber mais. 

QR Code para indústrias: conheça benefícios e aplicações

QR Code para indústrias

Em um setor altamente competitivo, como o industrial, a exigência por agilidade e assertividade é crescente. Neste cenário, a adoção de QR Code para indústrias vem contribuindo com o gestor para a solução de variadas necessidades.

Popular em muitos setores, o QR Code vem garantindo praticidade, rapidez e segurança. Com essa popularização, o QR Code também vem trazendo vantagens ao setor industrial, facilitando a manutenção, melhorando a comunicação e ajudando sistemas que atestam a qualidade de produtos.

Para saber mais o que é essa tecnologia e os benefícios do QR Code para indústrias, conversamos com Winicius Soares da Silva, promotor técnico da Reymaster Materiais Elétricos. Confira!

QR Code: como funciona essa tecnologia?

Código de resposta rápida: esse é o nome completo do QR Code (Quick Response Code).

Considerado a evolução do código de barras — que existe desde 1970, e revolucionou a identificação de produtos – o QR Code tem o diferencial de ser apresentado em um gráfico 2D – vertical e horizontal, que pode ser lido pelas câmeras dos smartphones.

Dessa forma, o QR Code é um tipo de protocolo de código de barra com função bidimensional. “Esse código foi desenvolvido no Japão em 1994 pela Denso Wave (empresa do grupo Toyota), com intuito de rastrear as peças produzidas pela companhia”, explica Winicius Silva.

A Denso-Wave, quando criou esse código, o fez para facilitar a classificação de peças de carros. Mais recentemente, ele passou a ser útil em outros segmentos, como o industrial em um sentido muito mais amplo.

QR Code para indústrias: aplicações e benefícios

No setor industrial, as aplicações do código bidimensional são variadas. Segundo o promotor técnico da Reymaster, as aplicações do QR Code para indústrias vão desde uma simples busca de arquivo na nuvem até a liberação de acesso na portaria para colaboradores e visitantes.

Winicius Silva explica ainda que o QR Code pode ser usado em todos os setores dentro de uma indústria: “esse sistema é muito usado em almoxarifado, motores e máquinas no geral, seja para simples classificação ou manutenção”.

Quanto aos benefícios principais, Winicius cita a agilidade e a rastreabilidade como os mais importantes. Para entender isso, imagine que, ao apresentar não conformidade de uma esteira na linha produção, para acionar a equipe de manutenção e suprimentos o operador precise abrir um chamado por e-mail, descrevendo o problema.

Quanto tempo levaria para esse chamado ser atendido?

Agora, imagine abrir esse chamado em tempo real, com apenas uma leitura do QR Code, realizado por qualquer smartphone: muito mais ágil e rápido.

“Com o QR Code para indústrias, todos os envolvidos poderão visualizar essa não conformidade ao mesmo tempo, gerando dashboard e permitindo que as decisões sejam mais precisas e baseadas em dados”, explica Winicius.

Portanto, o principal benefício do QR Code para indústria é, sem dúvida, a maior velocidade da informação.

Como adotar o QR Code para indústrias corretamente?

Por se tratar de um código aberto, as possibilidades em QR Code para indústrias são vastas e baratas, sendo possível utilizar sites dedicados ou até mesmo organizar as informações por meio de uma simples planilha de dados.

Mas, para saber onde usar o QR Code dentro da indústria de uma melhor forma, Winicius indica que é preciso considerar quais são os objetivos:

“Tudo depende quais são os objetivos da indústria. Uma indústria que pretende se adequar aos meios de comunicação ou a exigência de rastreabilidade atuais por exemplo, pode aplicar o QR Code como start para essa nova realidade chamada IOT (INTERNET DAS COISAS)”.

Vale ressaltar que o maior investimento não ocorrerá com a implementação do QR Code para indústrias em si, mas com um sistema que seja capaz de gerir todo tipo de informação e arquivos.

O promotor técnico da Reymaster Materiais Elétricos também acha fundamental adotar boas impressoras para etiquetas mais resistentes. “O QR Code para indústrias é um pouco diferente, pois exige performance e resistência”.

Por isso, a Reymaster, em parceria com a Brother Brasil, tem realizado um trabalho de campo nas principais indústrias do Paraná e Santa Catarina, levando essa solução através de etiquetadoras/rotuladoras industriais, com as quais é possível gerar etiquetas com QR Code inserindo as principais informações e link para acesso ao equipamento.

Custo e investimento: como diferenciá-los na sua indústria

Custo e investimento na indústria

Reduzir as despesas, diminuir os custos e realizar o investimento certo costumam ser árduas tarefas para uma indústria durante crises econômicas, como esta pela qual estamos passando. Para reduzir riscos, é preciso que o gestor da indústria saiba a diferença de custo e investimento, de forma a tomar decisões mais assertivas.

Seja por desconhecimento ou falta de experiência, investimentos em tecnologia ou em maquinários são encarados como gastos extras, principalmente por indústrias menores, que não conseguem diferenciar custo e investimento.

Mas é preciso que esse gestor saiba exatamente que a relação “custo vs. investimento” tem algumas diferenças bastante importantes, e que ajudam a empresa a crescer de uma forma mais sustentável.

Saiba como diferenciar custo e investimento e entenda por que investir certo na crise pode lhe ajudar a ter um crescimento na sua indústria.

Custo e investimento: entenda as diferenças

A correta diferenciação entre os custos e investimento de qualquer empresa se faz extremamente necessária para o bom andamento e para a saúde de um negócio.

Primeiramente, é preciso entender a definição de gastos, visto que esse é um conceito mais amplo. Por definição, bens e serviços adquiridos por uma empresa são considerados como “gastos” em algum momento de sua existência.

Porém, existem gastos com a compra de matérias-primas, mão de obra, insumos, que, no decorrer do processo, se transformarão em custos, despesas ou investimentos - e que apresentam algumas diferenças, como explica Fábio Alves, Sócio-Diretor da KIMIA Consultoria.

“Custo é um gasto relacionado à aquisição ou produção de um bem ou serviço”, indica. Alguns exemplos de custos são matéria-prima, mão de obra, energia elétrica, embalagem, manutenção, gastos gerais de fabricação.

Já o investimento significa aplicar um recurso (dinheiro, tempo, conhecimento) para conquistar um benefício futuro. Em geral, o investimento está associado à aplicação de um dinheiro para se ter um rendimento em forma de lucro.

Custos e investimentos devem estar bem alinhados dentro da indústria

Para muitos gestores, cortar custos e fazer investimentos é uma necessidade recorrente para o crescimento da indústria, mas não é bem assim que a gestão deve acontecer.

O sócio-diretor da Kimia Consultoria explica que tanto os investimentos quanto os custos devem ser planejados e muito bem gerenciados na indústria.

“Fazer bons investimentos é essencial para o crescimento da indústria e para a competitividade frente aos concorrentes. Quanto aos custos, o problema não é tê-los, dado que eles são inerentes aos processos industriais, mas sim não ter visibilidade, controle e iniciativas de redução dos custos em excesso”.

Por isso, a boa capacidade da indústria em fazer bons investimentos - e colher os seus resultados benéficos - deve estar acompanhada por uma gestão mais disciplinada dos custos, pois o seu descontrole pode corroer os lucros conquistados.

Custo e investimento na indústria

Invista certo hoje e tenha menos custos amanhã

No ramo industrial, o investimento certo resulta em ganhos futuros interessantes que, inclusive, podem reduzir os custos, sendo esse mais um ponto de diferenciação entre custo e investimento.

Para entender melhor, imagine a seguinte situação: sua indústria tem uma máquina ultrapassada que cumpre seu papel relativamente bem, porém, ela consome muita energia e apresenta quebras frequentes, elevando os custos.

Diante disso, você, como gestor industrial, pensa em investir em uma máquina que consuma menos energia e não exija tantos reparos. Porém, é necessário um investimento inicial bastante grande. Será que vale a pena?

Possivelmente a resposta será sim, afinal, investir em uma nova máquina será mais vantajoso, pois os custos extras serão evitados em comparação com uma máquina que tem reparos frequentes e consumo ineficiente.

Porém, para não errar nesse investimento, o gestor deve saber escolher, dentre as tecnologias presentes, aquelas que tenham um maior potencial de retorno ao longo prazo. Para isso, é fundamental testar e medir o sucesso de sua aplicação.

É necessário estabelecer parcerias com instituições de pesquisa e Universidades, assim como melhorar a cultura de transformação das pessoas que fazem parte do negócio para minimizar os custos na adoção dessas tecnologias.

Pense em investimentos sempre no longo prazo

Com o tempo, processos bons e até então eficientes se tornam obsoletos, a ponto de gerar problemas de desempenho capazes de colocar em risco a sobrevivência do negócio. “Investir certo nesse momento é essencial, principalmente pensando em um horizonte de tempo mais longo”, complementa Alves.

Para isso, alguns critérios devem ser considerados para a indústria projetar seus investimentos:

  • Custo da operação ao longo do tempo;

  • Maior exigência de qualidade pelo consumidor que pode requerer uma tecnologia mais atualizada;

  • Gestão aprimorada pela melhor manipulação de dados;

  • Saber lidar com um volume crescente de informação;

  • Adequação às normas ambientais e de segurança do trabalho. “Estas normas têm mudado com frequência”, diz Alves.

A relação de custo e investimento apresenta diferenças, mas é preciso entender que um termo é dependente do outro, o que ajuda a reconhecer qual será o impacto sistêmico gerado por cada investimento nos custos ao longo prazo.