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Descarbonização da siderurgia brasileira: viabilidade da utilização de hidrogênio na cadeia ironmaking

Article-Descarbonização da siderurgia brasileira: viabilidade da utilização de hidrogênio na cadeia ironmaking

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Conheça detalhes sobre a discussão da indústria nacional acerca do tema

Em um cenário global onde a sustentabilidade se tornou uma prioridade, a descarbonização do setor siderúrgico se apresenta como um dos grandes desafios e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para inovação e crescimento. Em votação simbólica no dia 12 de junho, a Comissão Especial do Hidrogênio Verde do Senado aprovou o projeto de lei que estabelece o marco legal para a exploração de hidrogênio de baixa emissão de carbono no Brasil.

A mudança é necessária e, embora as emissões do setor mínero-metalúrgico corresponda a apenas 3,4% do total da emissão de gases com efeito estufa no Brasil, segundo estudo feito pela Accenture, empresas de mineração e siderurgia trabalham para reduzir esse número, buscando ocupar espaços de debate, inovação e parcerias como forma de se alinhar à expectativa da sociedade em contribuir para os processos de descarbonização em diferentes escalas.

A busca por métodos de produção mais limpos e eficientes não é apenas uma resposta às pressões regulatórias e ambientais, mas também uma estratégia essencial para garantir a competitividade da indústria no longo prazo. Ainda de acordo com estudo da Accenture, acionistas, investidores e consumidores estão começando a reconhecer o setor minero-metalúrgico e siderúrgico não apenas como o primeiro emissor na cadeia de valor, mas também como um segmento que tem o potencial de representar o papel de guardião de matérias-primas sustentáveis para o mundo. 

Para contribuir com esse cenário de inovação na siderurgia, a ABM - Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração trará para seu principal evento anual, a ABM Week, um painel e uma mesa redonda sobre o tema que envolve a descarbonização na indústria siderúrgica.

Intitulado “Viabilidade do hidrogênio para a descarbonização da cadeia de ironmaking no Brasil”, o painel será realizado no dia 05 de setembro e contará com a participação de executivos, profissionais, estudantes e pesquisadores interessados em conhecer e debater soluções para reduzir a pegada de carbono na Indústria de Base do país.

“O hidrogênio desempenhará um papel fundamental no caminho para uma indústria descarbonizada, conforme avaliação de experts globais. Não será apenas um importante redutor de CO2 nos processos de produção de ferro e aço, mas o hidrogênio renovável também será necessário para diversos outros setores. O debate proposto pelo painel da ABM com especialistas nesse assunto ocorre em um momento muito oportuno, por isso esperamos um excelente encontro”, fala o consultor Helênio Silva, da Paul Wurth/SMS Group, que coordena o painel junto aos consultores Vânia Lúcia de Lima Andrade e José Murilo Mourão.

Organizado pelas Comissões Técnicas de Mineração, Redução e Aglomeração da ABM, o painel terá quatro palestrantes que darão um panorama sobre a descarbonização no Brasil e no mundo. Líder das ofertas integradas para clima, sustentabilidade & equidade da Deloitte, Maria Emilia Peres irá discorrer sobre o uso de hidrogênio para descarbonização da cadeia siderúrgica brasileira. Vinculado ao departamento de Engenharia de Inovação da Universidade de Salento, na Itália, o professor doutor Pasquale Daniele Cavaliere irá falar sobre a redução direta de hidrogênio em pellets de alta qualidade. Gerente técnico sênior de vendas da Paul Wurth/SMS Group, Thiago Campos irá palestrar sobre competitividade da rota redução direta por H2 + forno elétrico a arco para siderurgia no Brasil. Mario Feltrin, membro da rede mundial de engenharia e equipamentos para aplicação de equipamentos, da Air Liquide deverá abordar a competitividade do hidrogênio para a siderurgia brasileira e alternativas para descarbonização.

“A nível mundial, o hidrogênio tem surgido como o combustível e redutor mais promissor para substituir os elementos fósseis. Como é sabido, apresenta-se como uma solução, pois, em processamentos de combustão e redução do minério de ferro, é gerado apenas vapor de água, sem degradação do meio ambiente. Muitos estudos e empreendimentos estão em curso no momento, no sentido de vencer barreiras tecnológicas e viabilizar o uso do hidrogênio nas atividades da cadeia siderúrgica. Como cada região geográfica tem suas particularidades, a ABM antecipou-se em promover um amplo debate sobre o hidrogênio e sua viabilidade para a substituição dos combustíveis fósseis. Espera-se que, dos debates no painel, surjam esclarecimentos e sugestões que possam orientar as entidades privadas e governamentais nas ações de descarbonização e definição da futura matriz de combustíveis e redutores para a cadeia siderúrgica brasileira”, acredita Mourão, que exercerá também o papel de moderador. Para saber mais, acesse a página oficial.

A mesa-redonda “O uso dos biocombustíveis na descarbonização da siderurgia brasileira” será realizada no mesmo dia, 05 de setembro, no período da tarde, e será um espaço onde as siderúrgicas irão compartilhar e discutir suas respectivas estratégias, oportunidades, cases já implementados e dificuldades regulatórias relacionadas à utilização dos biocombustíveis (biomassa, Biometano/biogás e óleo vegetal) para redução das emissões da siderurgia brasileiras.

Organizada pela Comissão Técnica de Energia e Utilidades, a mesa-redonda terá como palestrantes Roberto Luis Prosdocimi Maia, diretor corporativo de sustentabilidade da Usiminas; Marcos Prudente, gerente de energia e gás natural da Gerdau; André Frias, especialista de planejamento de energia & utilidades da Ternium; Marcos Meyer, gerente de projetos descarbonização e novos negócios da ArcelorMittal Brasil; e André Dezanet, gerente geral da Vallourec Florestal.

“A busca da descarbonização na siderurgia brasileira encontra diversos caminhos e o uso de biocombustíveis merece uma atenção especial de nossos especialistas. Nesta ABM Week 2024 contaremos com representantes de siderúrgicas abordando este tema e mostrando alternativas para mitigar estas emissões nocivas”, atesta o consultor Carlos Sadao Shiratsu, que coordena a mesa-redonda ao lado do gerente técnico de energia da Gerdau, Eder Quental. A moderação fica a cargo do professor Paulo Santos Assis, da UFOP. Para saber mais, acesse: https://www.abmbrasil.com.br/por/evento/abm-week-8-edicao/mesa-redonda-o-uso-dos-biocombustiveis-na-descarbonizacao-da-siderurgia-brasileira.

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