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Manufatura aditiva e a sustentabilidade

Manufatura aditiva e impressão 3d.png
A manufatura aditiva (ou impressão 3D) se mostra como uma opção cada vez mais viável para alinhar a produção industrial e a sustentabilidade

Por: Júlia Bertazzi*

As inovações tecnológicas estão acontecendo a pleno vapor nos últimos anos. A chegada da Indústria 4.0 abriu novos horizontes de gestão e produção para as empresas e, com esse novo cenário, todos os setores são influenciados pelas novas tecnologias desenvolvidas.

Em um cenário de tecnologias disruptivas como o atual, que revolucionam o setor industrial, as práticas inovadoras impulsionam a concepção de novos produtos e serviços, que agregam inúmeros benefícios e podem impactar, positivamente, múltiplos níveis da sociedade.

Dentre as tecnologias resultantes dessas atualizações ocorridas nas empresas, está a Manufatura Aditiva. Trata-se de um processo de manufatura que consiste na produção de peças de diferentes materiais (polímeros a metais) por meio da utilização de impressoras 3D, sendo que a peça a ser criada deve ter um modelo digital 3D que represente a estrutura e parâmetros do produto a ser manufaturado.

Ela se opõe aos métodos convencionais de manufatura formativa, que conta com moldes e matrizes, e subtrativa, em que são removidos materiais com o uso de ferramentas adequadas. No entanto, o objetivo não é a substituição completa desses métodos, mas sim fornecer mais uma alternativa de método de produção.

Esse foi tema central de uma visita virtual ao Centro de Manufatura Aditiva da Siemens, na Alemanha, durante o primeiro dia da 13ª edição do Dia da Engenharia Brasil-Alemanha, que teve como tema central Engenharia Sustentável.

No evento ressaltou-se a importância da Manufatura Aditiva para a indústria e sustentabilidade. De acordo com Gerson Silva, Especialista de Aplicação na Siemens Brasil, as principais vantagens desse procedimento são a grande flexibilidade de produção sustentável no processo e a ausência de preocupações com processos ferramentais e de moldes.

Dentre os benefícios, cita-se a geração de geometrias complexas em camadas que não são possíveis de construir com métodos convencionais, possibilidade de produção em pequenos lotes de produtos personalizados, a capacidade de produção sem ferramentas ou moldes e o compartilhamento de projetos em formato digital. Além da redução de estoque de peças e economia de matéria prima, os quais resultam em um processo de produção muito mais sustentável.

De acordo com Martin Gehringer, Gerente de Desenvolvimento de Negócios e Manufatura Aditiva da Siemens na Alemanha, “a sustentabilidade é vista como um dos principais impulsionadores para a transição da fabricação de aditivos para a produção em massa. Esse método possui notáveis ganhos sustentáveis, como a descarbonização, redução de peso (até 55% menos), redução da matéria prima utilizada (até 90%), motores e cabines em plástico e metal. Além da simplificação e eficácia do processo na prototipagem rápida, redução do tempo de lançamentos no mercado, e o fato de que componentes com geometrias complexas consomem menos matéria prima, produzem menos resíduos e reduzem o consumo de energia”.

Discussões inovadoras e tendências atuais do mundo da engenheira, como a abordada neste artigo, são comumente discutidas na VDI-Brasil, Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha, reconhecida como a maior associação técnico cientifica da Europa. Entre em contato e saiba mais: [email protected]


*Júlia de Andrade Bertazzi é engenheira e Gerente de Projetos na Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha. 

TAG: Inovação
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