O título da palestra de Marcelo de Campos Ricci, engenheiro mecânico e especialista em soldagem, no Palco EXPOMAFE 2025 foi: “Qualificação e treinamento: o caminho para a produtividade e lucro na soldagem”. O especialista pontuou tópicos importantes para quem atua ou deseja ingressar no ramo.
Entre eles, a importância da soldagem para a indústria, os problemas mais recorrentes e seus impactos, além de retrabalhos e custos.
Segundo Marcelo, “é preciso transformar desafios em lucros”. Outro tema abordado por ele foi com relação às soluções práticas da soldagem. Para que o público compreendesse ainda melhor, apresentou diversos cases e tendências de mercado.
Você confere um resumo dessa apresentação agora!
Soldagem, custos e lucro
De acordo com Marcelo, a diferença entre uma solda que custa caro e uma que gera lucro está na qualificação do profissional que ficará a cargo de executar o processo. “É aí que começa a transformação da empresa”, ressaltou o engenheiro, que fez questão de falar ao público da feira sobre a importância da soldagem para a indústria em geral.
Ele apresentou dados e os interessados tiveram a oportunidade de compará-los aos demais processos industriais, de modo a compreender quão fundamental é a solda em todas as suas vertentes.
Conforme detalhou o palestrante, a soldagem é responsável por cerca de 30% do PIB industrial, sendo capaz de movimentar no Brasil mais de R$ 15 bilhões por ano. Além disso, a nível mundial, o segmento gira em torno de R$ 180 bilhões por ano.
“Mais de 30 mil vagas para soldadores qualificados ficam abertas anualmente”, disse Marcelo. E ele completou: “no Brasil, há 500 mil profissionais de soldagem”.
Os pilares da soldagem
Os visitantes da EXPOMAFE 2025 puderam conferir na palestra em questão os pilares da soldagem, que foram apresentados um a um por Marcelo. São eles: “segurança, qualidade, produtividade, custo e lucratividade”.
Segurança
O processo de soldagem não pode ser bem sucedido se comprometer a segurança, uma vez que compreende altas temperaturas, radiação, gases e risco elétrico. Por isso, é fundamental investir na utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e procedimentos normatizados. Além disso, a segurança abrange, além do soldador, a integridade das instalações e a confiabilidade da solda.
Qualidade
A qualidade da solda é o que assegura resistência mecânica, durabilidade e desempenho do produto final. Ela depende de fatores como o tipo de material, o processo de soldagem escolhido, a preparação da junta, os parâmetros de corrente e tensão e, claro, a qualificação do soldador.
Produtividade
A busca por produtividade na soldagem vai além da velocidade. É sobre fazer mais, com menos desperdício e com controle. Conforme explicou o apresentador, isso inclui o uso de equipamentos automatizados, robôs de soldagem, processos de alimentação contínua e fontes com controle digital, que aumentam o rendimento e reduzem paradas.
Custo
O custo da soldagem é influenciado por uma série de variáveis, entre as quais, consumo de energia, gás, arame, retrabalho, mão de obra e manutenção. Monitorar cada uma delas permite identificar gargalos e implementar melhorias contínuas.
Lucratividade
A lucratividade é a consequência natural de processos seguros, padronizados e eficientes.
O público da feira pôde entender que quando segurança, qualidade, produtividade e custos estão sob controle, a empresa colhe resultados financeiros sustentáveis. Além disso, o domínio técnico e o investimento em inovação tornam a soldagem um diferencial competitivo, capaz de gerar valor agregado aos produtos e fortalecer a marca no mercado.
Consequências da soldagem não eficiente
Além dos pilares que contribuem para o sucesso da soldagem na indústria, Marcelo frisou as consequências que uma soldagem ineficiente pode gerar. Ou melhor, o que provavelmente ela deverá gerar. “Entre as principais estão os acidentes de trabalho”, citou.
As demais, conforme o especialista, são: retrabalho elevado, alto consumo de materiais, desperdícios e aumento de custos na produção, bem como perda de prazos, multas e a minimização da competitividade.
Especificamente com relação aos acidentes de trabalho, ele mencionou que elas geram diversos outros gargalos. Entre eles, danos à vida humana e ao meio ambiente, prejuízos e negatividade para a imagem da empresa. Já sobre o retrabalho, apresentou que o custo médio em soldagem é de 5% a 20% do total do projeto. “Mas isso depende da complexidade e da fase em que o problema é identificado”, acrescentou.
Para Marcelo, “em casos críticos, o retrabalho pode chegar a custar até 10 vezes mais do que o custo da solda feita corretamente na primeira vez”.
Ainda segundo o especialista, a boa notícia vem com a possibilidade de transformar todos os desafios abordados em produtividade e lucro.
Aproveite para conhecer mais das discussões e soluções para a indústria que marcaram a última edição da EXPOMAFE:
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