“Bons líderes não são natos, todos são desenvolvidos”, é a observação feita pela professora Lina Nakata, da FIA Business School, sobre a liderança nos ambientes industriais.
Ela ressalta que alguns possuem uma predisposição maior para liderar, portanto, mais facilidade para esse tipo de cargo. Mas que todo profissional pode passar pelo processo de desenvolvimento, de modo a entregar os resultados esperados.
O portal A Voz da Indústria conversou com a professora e colheu informações fundamentais para quem almeja ser um líder industrial.
Continue a leitura e confira.
A liderança exige desenvolvimento contínuo
Todo líder deve se submeter a um processo contínuo de desenvolvimento, com diferentes atividades e estratégias. Segundo Lina, é preciso combinar treinamentos formais com experiências práticas. “Autorreflexão e mentoria também contribuem muito para esse desenvolvimento”, explica.
Hoje em dia, existem diversos recursos de fácil acesso que podem ser aproveitados pelos profissionais interessados. A ideia de despertar as respectivas habilidades é desenvolver conhecimento e uni-lo com a capacitação obtida fora e dentro das empresas. “Ou seja, adicionar tudo à bagagem do dia-a-dia”.
Para a professora, esse repertório todo desenvolve a liderança, porém é necessário que todo líder esteja disposto a se adaptar a possíveis mudanças ou necessidade de novos comportamentos.
Liderança na indústria
A indústria apresenta um ambiente de alta pressão por resultados. Geralmente, o foco está na segurança e na produtividade. Isso significa que os maiores desafios da liderança no setor compreendem os conflitos geracionais, que são as diferenças entre as áreas administrativa e de produção.
Conforme explica Lina, o cenário industrial também pode apresentar um ambiente complexo e de risco, de modo que as pessoas deixem de ser prioridade. “Os líderes devem estar atentos às necessidades das equipes, enquanto correspondem às metas da empresa”.
Como estimular os colaboradores para o cargo na indústria?
Líderes industriais mais preparados fazem a diferença nas empresas. Sendo assim, eles devem ser estimulados por uma cultura forte que sinalize um ambiente colaborativo e de resultado.
A especialista conta que é preciso conectar o trabalho cotidiano com práticas voltadas às pessoas. Ela lista da seguinte forma:
1. Reconhecimento
“É essencial valorizar os colaboradores por seus esforços e competências pelos resultados obtidos”, detalha Lina. Para ela, esse reconhecimento pode ser financeiro ou não.
2. Autonomia
É preciso dar espaço para que as pessoas deem sugestões e coloquem a sua voz no dia a dia da empresa. As decisões devem acontecer de maneira cooperativa. “Quando todos são responsáveis, o time trabalha com mais eficiência”.
3. Desenvolvimento
Outro ponto importante é saber mostrar novos caminhos para o próximo passo da carreira, de modo a apoiar por meio de programas de educação. “Os desafios do mercado demandam novas habilidades”.
A indústria precisa (indiscutivelmente) de líderes?
Lina Nakata diz que sim. Isso porque trata-se de um setor, cuja dependência não está somente nas máquinas e tecnologias, mas também no ser humano. “As pessoas podem ser um fator crítico de sucesso”, completa. Isso, principalmente, em momentos de incertezas.
Os líderes são fundamentais para a condução das estratégias, bem como a execução do trabalho com eficiência. Ou seja, esse profissional traduzirá a mensagem da empresa para as equipes.
“Sem uma boa liderança, é muito provável que o turnover aumente, que haja desperdícios e perdas na produção e na qualidade, além dos riscos de maneira geral”. Ainda de acordo com a professora, um bom líder na indústria pode gerar resultados melhores e ainda criar um clima organizacional mais agradável e produtivo.
No entanto, ela destaca que se não houver investimento na capacitação e no desenvolvimento dos líderes industriais, a empresa dependerá de um milagre. “E isso não vai acontecer”.
Ou seja, o investimento nos treinamentos é essencial para que a liderança se comporte adequadamente, de modo a poder gerenciar e conduzir as equipes com efetividade.
“Líderes precisam aprender a ser empáticos, humanizados, inspiradores, inovadores e sustentáveis. E isso é um grande desafio”, finaliza.
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