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Segundo dia de Indústria Xperience traz como tema a inovação.

Segundo dia de Indústria Xperience traz como tema a inovação2.jpg
Os desafios da indústria em construir uma cultura inovadora foram o norte dos debates do dia 17 de novembro, neste evento digital da plataforma Indústria Xperience

O segundo dia da terceira edição do evento virtual Indústria Xperience, promovido pela Informa Markets e pela ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), trouxe em suas duas primeiras palestras da manhã cases de players do mercado. 

O encontro gratuito, que teve início ontem, dia 16, e encerra nesta quinta, dia 18, trouxe, como debate de abertura, o tema “Gestão e Cultura para Inovação”. Bibiana Sasso - Gerente de RH Américas da Hyva Brasil, umas das palestrantes, foi taxativa: “Inovação é o CPF, são as pessoas que fazem. Encontrem essas pessoas dentro das empresas e tragam o RH junto”. 

Os demais participantes do painel seguiram com a mesma linha de raciocínio, indicando os pontos importantes no processo de cultura para a inovação. “Não se constrói e se acha resultado em curto prazo. Não adianta ser ansioso em resultado rápido, é uma construção. Esse entendimento de que isso é uma jornada é fundamental para ter a longevidade da inovação dentro das empresas”, salientou Danielle Zeitune Totti - Head de Planejamento Estratégico Global e Inovação da Votorantim Cimentos.  

Wallison Coutinho, gerente de Negócios do Centro de Inovação CESAR foi quem conduziu o debate, que ainda contou com a participação de Cíntia Dal Vesco - Gerente de Marketing da Stara. Cíntia, por sua vez, fez questão de frisar que a inovação está no slogan da indústria de marcas agrícolas. “Já está presente na cultura da empresa. Logo, é uma base importante no nosso negócio”. 

A segunda palestra da manhã deu destaque para “Open Innovation”. Beny Fard - CEO da Spin Capital foi o mediador e comentou que “A estratégia é o centro de tudo com aderência ao que a empresa precisa”. 

Fernando Matsunaga - Head de Inovação Aberta da Bosch, recomendou que as empresas devem falar e seguir modelos de pares. “Se conecte com as pessoas que estão fazendo. Não espere grande verba, tenha um time engajado”, disse. “Inovação tem várias palavras bonitas, mas se faz de forma simples, na necessidade de que precisa mudar”, completou. 

Bruno Erlinger - Head de Inovação e Negócios da STATE, comentou que inovar não dá trabalho, mas precisa ser pensada. “Não tem atalho para ninguém. Há diferentes níveis de maturidade de inovação e, por isso, precisa ser e fazer de forma correta”. 

Já Verônica Bersani - Gerente de Negócios do Centro de Inovação CESAR e última a se apresentar no painel, completou sobre a necessidade de investir em inovação, mas sem esquecer que a política da empresa deve estar atrelada ao negócio, seja empresa de grande ou pequeno porte. “Vamos entender para onde a empresa quer ir e, assim desenhar um planejamento para ela. O pequeno precisa trabalhar em rede”, disse. 

Inovações são importantes porque permitem às empresas alcançar novos mercados, aumentar a receita, realizar novas parcerias, aprender novos conhecimentos e aumentar o valor de suas marcas. “Mudanças vão sempre acontecer mesmo com adversidades”, comentou Carlos Magno. “O risco de não inovar tem de ser muito calculado pelas empresas. Não inovar pode decretar um problema gigantesco ao negócio”, completou Raphael Galdino, ambos professores de engenharia do Insper, palestrantes do tema: Como as indústrias em crescimento podem inovar diariamente.  

Modernização 

A indústria 4.0 reestruturou os métodos tradicionais por meio da integração de ferramentas digitais conectadas em rede. A possibilidade de integração de ferramentas digitais com o cérebro abre uma nova perspectiva de soluções baseadas em interface cérebro-máquina o que favorece a produção industrial. O coordenador de Pesquisas do Instituto Santos Dumont Edgard Morya falou sobre os atuais avançados sistemas cibernéticos na indústria. 

Com exemplos práticos como a mecanização de membros amputados, a melhora nos movimentos de uma pessoa com Parkinson, Morya explicou que até o estado emocional ou atencionais podem alterar o trabalho futuramente. 

“O corpo incorpora a ferramenta. É como se fizesse parte de você. É parecido como quando um pianista não precisa olhar para as teclas para tocar, um atleta que sabe onde a raquete esta, e assim por diante. A mesma coisa acontece nas fábricas e nas indústrias, quando se incorpora um equipamento que facilita a interação com outras máquinas”, disse o especialista, que completou afirmando que com desenvolvimento de novas tecnologias as pessoas poderão permanecer mais tempo no ambiente laboral. 

O tema: Evolução de interfaces de Equipamentos de Soldagem Manual, seguiu o andamento das palestras vespertinas desta quarta. Humberto Pacelle - Gerente de Produtos da América do Sul da empresa ESAB, fez uma apresentação da evolução dos equipamentos de soldagem. “Esses equipamentos começam a ser uma ferramenta elétrica doméstica. A máquina de solda não é exclusiva dos soldadores experientes de uma grande indústria, mas passa a ser uma ferramenta a ter em ambiente doméstico para pequenos reparos”, disse Pacelle. 

Energia Renovável 

Um debate sobre energia renovável com Maximilian Valvassoura - Especialista de novos negócios da Siemens Gamesa; Fernando Barros - Diretor Comercial da BlueSol e Alexandre Caliari - Gerente Comercial da LACTEC, encerrou os painéis do dia 17 de novembro na Indústria Xperience. O painel abordou o panorama de inovação no ambiente das fontes renováveis, enumerando as oportunidades, novas tecnologias e desafios enfrentados pelo setor.  O mediador foi Pedro Teixeira, repórter do Portal Canal Energia. 

Último Dia 

Quinta-feira 18 de novembro será o último dia do evento digital com importantes temas sobre Gestão Corporativa. 

Alguns dos temas darão destaque para diversidade e inclusão, o mercado de máquinas-ferramenta no pós-pandemia, além da palestra tão esperada Inovação: conceito, atitude e identidade, com Clóvis de Barros Filho - Doutor e livre-docente pela Escola de Comunicações e Artes da USP, palestrante há mais de dez anos no mundo corporativo, consultor e autor de diversos livros, e que vem nos lembrar que para inovar é preciso se conhecer, conhecer o mundo, as virtudes e as dificuldades das nossas atividades. Sobretudo, para inovar é preciso confiança e coragem. 

A qualquer momento é possível se inscrever no evento acessando o site www.industriaxperience.com.br. A Industria Xperience é uma plataforma digital das feiras FEIMEC e EXPOMAFE, cujos conteúdos ficam disponíveis para acessos, e de forma gratuita, o ano todo. 

TAG: Inovação
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