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EXPOMAFE traz Estande Temático como grande destaque. Feira acontece em 2017 no São Paulo Expo

Expomafe traz estande temático como destaque

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Expomafe traz estande temático como destaque

O Estande Temático é um evento paralelo às exposições que são coordenadas pela Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura (CSMF) da ABIMAQ. A partir de 2017, ele passará a ser uma atração na EXPOMAFE.

“O Estande Temático nasceu da ideia de mostrar aos visitantes, especialistas ou não da área da manufatura, a importância das Máquinas-Ferramenta e que sem elas não existiria o mundo de hoje, com tudo que nos cerca, desde um simples lápis a veículos, ensino, saúde, qualidade de vida, aparelhos digitais, máquinas e implementos agrícolas, submarinos, robôs e espaçonaves, pois tudo, tudo realmente, em alguma fase de sua produção, dependeu de uma ou mais Máquinas-Ferramenta”, assevera o Engº Hiçao Misawa, membro do Conselho CONIMAQ da ABIMAQ, idealizador e coordenador dos Estandes Temáticos.

O evento tem como objetivo escolher um determinado segmento da indústria e convidar empresas parceiras, para desenvolver, junto com a CSMF, o conteúdo do estande, com a finalidade de demonstrar a capacidade e a importância das Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura para produzir peças utilizadas nos produtos que compõe o segmento da indústria escolhido. Nos diversos eventos já realizados, foram apresentadas peças tais como moldes de injeção, próteses ortopédicas, implantes dentários, rotores, motor e peças de automóveis, componentes para a indústria aeronáutica, eixos de máquinas, carcaças, e até peças torneadas de jogo de xadrez, entre outras. Tudo apresentado através de painéis, vídeos, demonstrações de usinagens em máquinas-ferramenta, robôs e impressoras 3D em ambientes cibernéticos.

O primeiro evento ocorreu em 2001 e, até hoje, foram realizados treze vezes a cada dois anos, com os seguintes temas:

• 2001 - “Máquinas-Ferramenta e sua importância”

Como primeiro evento, foi exposta uma série de peças usinadas e estampadas, painéis e vídeos, cedidos por empresas associadas da CSMF.

• 2003 - “Evolução dos meios de transporte”

Parceira: Ford

• 2005 - “Tecnologia com Emoção”

Parceira: Instituto Ayrton Senna (IAS)

• 2007 - “Tecnologia nas Alturas”

Parceira: Embraer

• 2009 - “A Evolução Tecnológica Brasileira - Máquinas para o Desenvolvimento da

Qualidade de Vida”

Parceiras: Baumer, Braile Biomédica, Gnatus e Opto Eletrônica

• 2011 - “A Evolução Brasileira das Máquinas-Ferramenta e da Educação Profissional de 1942 a 2011”

Parceira: SENAI-SP

• 2013 - “A Excelência do Projeto ao Produto"

Parceira: SENAI-SP

• 2015 - “Manufatura Inteligente pela Produtividade”

Parceira: CCM - Centro de Competência pela Produtividade - do ITA - Instituto

Tecnológico de Aeronáutica.

2017 - A EXPOMAFE está preparando uma apresentação do Estande Temático que causará um enorme impacto para os visitantes, os expositores e as indústrias de um segmento de relevante importância para a população e a economia brasileira.

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O que o gestor deve estar atento antes de contratar funcionários com necessidades especiais

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A contratação de pessoas com necessidades especiais além de se tornar uma obrigação legal a empresas com mais de 100 funcionários gerou uma oportunidade de melhorar todo o processo produtivo da indústria, pois a inclusão pode qualificar as relações e estimular a inovação a partir da construção de um olhar diferente sobre um produto, serviço ou processo. Antes de abrir a vaga, contudo, é preciso ter atenção a alguns pontos que garantem a efetividade do trabalho.

Em primeiro lugar, é preciso estudar a acessibilidade do ambiente e estabelecer alguns pontos já obrigatórios por lei como rampas de acesso, banheiros adaptados e reserva de vagas em estacionamento próximas aos acessos de circulação de pedestres.

Feito isso, chega o momento de partir para a definição do escopo de trabalho. Nesse ponto, Marco Ornellas, consultor e diretor da Ornellas – Consultoria Empresarial em RH e Escola de Recursos Humanos, faz um importante alerta: nem todos os funcionários estão livres de preconceitos. É preciso, então, que o gestor faça um estudo detalhado para entender onde o novo funcionário se adaptará melhor. “Sabemos que existe uma questão legal, mas ainda hoje vejo empresas que não aceitam bem. A questão de acessibilidade não é somente das estruturas, mas também das pessoas”, analisa.

Essa própria definição, inclusive, pode ser uma das mais importantes na fase da contratação. Recomenda-se gerar uma discussão interna, em que seja possível entender o comportamento dos funcionários, dos setores, e definir: onde a pessoa entrará melhor, qual a área mais fácil para ela se adaptar? Ao entender a dinâmica da empresa e possível ver onde o funcionário com necessidades especiais vai cooperar melhor e também vai absorver mais conhecimento para seu crescimento profissional.

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Robotista: a profissão da Robótica na Indústria 4.0 que ainda não foi reconhecida no Brasil

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A Indústria 4.0 irá transformar toda a cadeia produtiva: projeto, fabricação, operação e serviços de produtos e sistemas de produção estão em um novo momento de ruptura (revolução). A conectividade e a interação entre as máquinas e os seres humanos tornarão os sistemas de produção 30% mais rápido e 25% mais eficientes, possibilitando a customização em massa. A produção será transformada, existirão instalações que se comunicam para aumentar a flexibilidade, velocidade, produtividade e qualidade dos produtos e processos. Na Alemanha, a Indústria 4.0 provocará ganhos de produtividade de 5 a 8% de produção ao longo de dez anos. Embora a mudança completa em direção a Indústria 4.0 possa levar 20 anos para se concretizar, nos próximos 5 a 10 anos serão estabelecidos avanços importantes e novos vencedores e perdedores irão surgir.

O uso de robôs industriais cresceu em todo o mundo. Em 2015, foram vendidos 248 mil unidades, o que representa uma expansão de 12% em comparação com 2014, quando foram comercializadas 221 mil unidades de acordo com a Federação Internacional de Robótica (IFR). O volume quadruplicou desde o período de 2009 até 2015. Em 2018, serão cerca 2,3 milhões de unidades nas fábricas de todo o mundo. A Ásia permanece como o principal mercado mundial. Na região foram vendidas em 2015 aproximadamente 156 mil unidades, um crescimento de 16%. Só na China, foram vendidas cerca de 70 mil unidades em 2015, mais que o volume de vendas verificado em toda a Europa. Os três principais mercados individuais da Europa são: Alemanha (20 mil unidades), Itália (6,7 mil unidades) e Espanha (3,8 mil unidades). Nas Américas o mercado tem se mostrado ainda mais dinâmico com expansão de 15%. No primeiro semestre de 2016 foram vendidos 14.583 robôs no mercado norte-americano de acordo com a Association for Advancing Automation. O recorde de vendas de robôs somaram U$ 817 milhões nos EUA, superando em 2% o total de robôs comercializados no mesmo período de 2015. Um país que dá um enorme salto em direção à automatização é o México. Lá, as vendas de robôs industriais mais que dobraram em 1 ano, totalizando cerca de 5,5 mil unidades em 2015. O motivo para isso está nos investimentos da indústria automobilística, que utiliza o país como plataforma de exportação para os EUA e também para a América do Sul, incluindo o Brasil onde as vendas foram baixíssimas por conta da crise.

As perceptivas para o Brasil não são boas, mas caso nós consigamos ao menos quebrar as barreiras entre universidade-empresa no Brasil, já daremos um passo histórico para pensar em resolver os problemas mais complexos juntos. Ou seja, professores, empresários, consultores e por que não alunos inseridos nesse cenário? Seria extremamente motivador para as aulas de Cálculo Diferencial e Integral nos cursos de engenharia do Brasil que existissem aplicações desses conceitos na indústria. Por exemplo, quando o graduando visualiza que o conceito de “catenária” (cosseno hiperbólico de X) teve a real possibilidade de uma aplicação para solucionar um problema de “máxima resistência” em uma consultoria na qual o seu professor está envolvido, nós constataremos uma aplicação real na indústria. Isso é teoria fecundada com a prática, que resulta em uma palavrinha interessante chamada inovação. O nosso problema é que o mundo inteiro já faz isso há mais de 200 anos e nós ainda não conseguimos sair do papel. Serão criados novos postos de trabalho em longo prazo. Nós mesmos não sabemos ao certo como serão essas novas profissões, mas sabemos que mudarão a vida e a relação de convivência entre os funcionários, permitindo maiores salários, mais qualidade de vida e o mais importante: estar livre para usar e resgatar o que Deus deu de mais importante para o ser humano, a nossa inteligência.

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Torneamento avançado de peças com geometrias complexas

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A produção de peças cilíndricas com geometrias complexas é realizada de maneira econômica através dos Centros de Torneamento de alto rendimento dotados de diversos eixos, lineares e circulares, controlados numericamente, também, conhecidos como Máquinas Multitarefa pela diversidade de operações que podem ser realizadas, com o objetivo de se usinar peças por completo em um único ciclo de trabalho.

Em face da rápida evolução das tecnologias aplicadas nas máquinas-ferramenta digitais, existem hoje vários conceitos de Centros de Torneamento, tipo Multitarefa, aplicados nos mais diversos tipos e tamanhos de peças de elevada complexidade e precisão a serem produzidas.

Até então, peças complexas ainda são produzidas passando por diversas operações em máquinas convencionais, como tornos universais, fresadoras, furadeiras, retificadoras e outras, sendo as tolerâncias das peças de trabalho afetadas pelas diversas mudanças na posição de fixação das mesmas. A qualidade superficial do produto final também fica prejudicada. Como consequência, os custos de produção ficam exorbitantes.  Atualmente, aplicando-se máquinas tipo multitarefa de alto rendimento, obtêm-se peças com maior qualidade e melhor rentabilidade.

Essas modernas máquinas permitem usinar peças a partir de barras ou de peças pré-formadas (Blanks), como forjados, fundidos, sinterizados ou pedaços de barras pré-cortadas.  No caso de usinagens a partir de barras, para determinar o trabalho contínuo, são aplicados os magazines automáticos, que possibilitam a guia, a alimentação e a troca automática das barras, configurando uma célula de trabalho. Já no caso da produção a partir de Blanks, em função do tamanho e da geometria das peças a serem usinadas, são aplicados robôs articulados, manipuladores cartesianos ou automatizações dedicadas, para a realização da carga e descarga automática das peças.

Em face da elevada complexidade das peças a serem produzidas, softwares avançados de programação são aplicados para o projeto do produto, para a elaboração do programa CNC e para o controle da produção, caracterizando a base para a manufatura avançada.

Os Centros de Torneamento, tipo multitarefa, classificam-se quanto à construção do cabeçote principal como:

•    Cabeçote fixo em que a peça de trabalho permanece girando fixa no seu meio de fixação e as ferramentas de corte se movimentam longitudinalmente contra ela. Neste caso, as peças são usinadas em balanço ou utilizando acessórios como contra ponta, contra fuso e lunetas para garantir a estabilidade da usinagem da peça.

•    Cabeçote móvel em que a peça a ser produzida é feita sempre a partir de barras, cujos diâmetros vão de 1 mm. até 38 mm., configurando trabalhos de microusinagem. A barra, que fica fixada numa pinça montada no cabeçote móvel, avança contra a ferramenta de corte que está posicionada a cerca de meio milímetro de uma bucha que serve de guia da barra. Neste caso não ocorre o efeito de flexão da peça de trabalho provocado pelo esforço de corte, garantindo uma perfeita estabilidade de usinagem e, por conseguinte, tolerâncias milesimais bastante apertadas. Os tornos automáticos CNC de cabeçote móvel, também conhecidos como tornos tipo Suíço, são equipamentos multitarefa indispensáveis na microusinagem de peças cilíndricas de alta complexidade e elevada precisão.

Os modernos centros de torneamento, tipo multitarefa, em função do conceito construtivo, chegam a ter até cerca de uma dezena de eixos, lineares e circulares, controlados numericamente, com diversos deles operando simultaneamente, para um trabalho eficiente em um único ciclo de operação.

O Brasil necessita, com urgência, modernizar o seu parque de máquinas, cuja idade média está por volta de vinte anos.

Os principais conjuntos construtivos dos Centros de Torneamento de alto rendimento e multitarefa são:

•    Fuso principal - está montado no cabeçote fixo ou móvel e é acionado por um motor de corrente alternada de frequência variável (Spindle motor), através de transmissão ou integrado no fuso (Built-in motor), que possibilita a programação das velocidades com variação contínua, além do posicionamento angular e de movimentos de avanço de usinagem. Altas rotações do fuso são fundamentais para a usinagem dos mais diferentes tipos de geometrias e de materiais, inclusive de aços endurecidos.

•    Contra-fuso  - executa um movimento longitudinal, concêntrico com o fuso principal, que possibilita o agarre e fixação da peça usinada em primeira operação para executar as operações no lado posterior da peça de trabalho, eliminando operações secundárias. O acionamento e suas funções de trabalho são as mesmas do fuso principal.

•    Torre porta-ferramenta indexável - acomoda as ferramentas de corte através de porta-ferramentas fixos ou com acionamento. Existem máquinas que contam com até três torres, cuja operações podem ser realizadas simultaneamente. Estas torres porta-ferramentas estão montados em mesas que são acionadas nos sentidos radial X e longitudinal Z, através de servomotores de corrente contínua e eixos de esferas recirculantes, deslizando sobre guias lineares de esferas ou de rolos, para as máquinas que exigem maiores esforços de corte.

•    Carros porta-ferramentas lineares são utilizados em tornos CNC de cabeçote móvel nos trabalhos de microusinagem. Alguns desses tornos, dependendo de sua construção e aplicação, utilizam carros lineares em conjunto com torres porta-ferramentas indexáveis.

•    Ferramentas acionadas - possibilitam usinagens de furações e fresamentos transversais e longitudinais fora do centro da peça de trabalho, torneamentos helicoidais, entre outras operações, através da programação do posicionamento ou de avanço de usinagem do fuso principal ou do contra fuso, pela aplicação de porta-ferramentas dedicados à determinada operação.

•    Eixo C - eixo circular que executa o controle do posicionamento angular da peça de trabalho e dos movimentos de avanço circular do fuso ou do contra fuso.

•    Eixo Y - terceiro eixo linear, ortogonal aos eixos radial X e longitudinal Z, que possibilita realizar fresamentos transversais e furações transversais fora do centro da peça.

•    Eixo B - eixo circular que possibilita o movimento angular da ferramenta de corte com o objetivo de executar furações e fresamentos angulares.

Ao se projetar ou escolher Centros de Torneamento de alto rendimento para as aplicações necessárias, os seguintes pontos devem ser considerados:

•    Construção rígida para se usinar os mais diversos tipos de materiais, inclusive os de difícil usinabilidade, que exigem elevados esforços de corte.

•    Atendimento às normas reguladoras de segurança.

•    Aplicação de ferramentas de corte, standard ou especiais, de alto rendimento.

•    Confiabilidade no equipamento e garantia de elevada precisão ao longo de sua vida útil, trabalhando em regimes severos de até três turnos.

•    Versatilidade, possibilitando operações simultâneas.

•    Rápida preparação, proporcionado flexibilidade no trabalho.

•    Pacote eletrônico de alto rendimento e com baixo índice de manutenção.

•    Comando numérico computadorizado avançado com elevada capacidade de armazenamento de dados e interfaces para comunicação com equipamentos em células flexíveis de trabalho.

•    Potência suficiente para garantir a usinagem de materiais de difícil usinabilidade.

•    Altas rotações no fuso, contra fuso e nas ferramentas acionadas, a fim de usinar os mais diferentes tipos de materiais.

•    Lubrificação automática das guias dos carros porta-ferramentas.

•    Projeto ergonômico, tanto para os trabalhos de preparação da máquina, como os de manutenção.

•    Equipamento compacto com ampla área de trabalho para facilitar a acomodação e retirada dos cavacos.

•    Sistemas de troca rápida dos conjuntos porta-ferramentas.

•    Proteção ecológica, para evitar respingos do fluido refrigerante, vazamentos de óleos, assim como emissão de névoas de óleo e fumaças, para fora da máquina.

•    Baixos índices de ruído, de acordo com as normas reguladoras.

•    Aplicação dos mais modernos tipos de sistemas automáticos de carga e descarga de peças quer seja a partir de barras ou de peças pré-formadas.

•    Conexão da máquina em células flexíveis de manufatura avançada, num ambiente ciberfísico.

O Brasil necessita, com urgência, modernizar o seu parque de máquinas, cuja idade média está por volta de vinte anos. Os investimentos deverão ser feitos com base em modernas tecnologias pelas indústrias de manufatura, como a aplicação de Centros de Torneamento, tipo multitarefa, tanto na produção como na ferramentaria, que serão decisivos para tornar o país mais produtivo e competitivo em suas exportações.

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Entenda como a inovação da indústria de máquinas tem ajudado a desenvolver o setor agrícola

Máquinas agricolas

A indústria de máquinas e equipamentos está sempre de olho na inovação para otimizar as clássicas funcionalidades exigidas pelas operações no campo agrícola como plantio, adubação, pulverização e colheita, defende Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos)

Para se ter uma ideia da importância desse mercado, Bastos aponta que ele movimenta cerca de R$ 13 bilhões/ano. E, para atendê-lo, a indústria precisa estar sempre atenta às tendências. “As inovações vêm em ondas. Nos anos de 2006 a 2012, as grandes novidades eram as máquinas com GPS, piloto automático, corte de seções automáticas de pulverização, mapas de produtividade e fertilidade do solo que propiciaram a chamada agricultura de precisão. Tudo isso como produto da eletrônica embarcada.”

Já nos últimos anos as máquinas ganharam capacidade de gerar um grande volume de dados georreferenciados da operação agrícola e do meio ambiente, como velocidade do equipamento, temperatura do motor, consumo de combustível, possível dano na máquina e dados como litros/hectare pulverizado, quantidade colhida e adubada, entre outras informações.

As tecnologias caminham na direção de máquinas autônomas que funcionem futuramente sem operadores

A conectividade das máquinas à internet é outra inovação fundamental. “Todos os dados gerados são transmitidos via internet para as nuvens, formando um grande banco de dados das operações e do meio ambiente, criando o big data”, ressalta Bastos. Dessa maneira, é possível interferir na operação no momento em que está sendo realizada, em casos de desvio do planejado. Os dados gerados são analisados e podem propiciar operações mais eficientes nas futuras safras.

Mas, vale frisar, uma dificuldade acaba sendo imposta pelo novo sistema: a necessidade de educar os agricultores. A começar pelo gestor da fazenda, que deve ter conhecimento das inovações, passando pelos operadores de máquinas e pelos técnicos das ciências agronômicas. Ainda assim, conforme aponta Bastos, as “tecnologias caminham na direção de máquinas autônomas que funcionem sem operadores.”

É possível, por fim, apostar na maior utilização de técnicas de processamento de imagens. “Elas poderão ser captadas por instrumentos móveis como smartphones, por meio de drones, satélites ou de visão computacional, quando a própria máquina tem mecanismos para enxergar padrões, eventos e objetos. As imagens e os dados captados através de sensores serão processados em tempo real e as máquinas irão responder imediatamente nas operações em andamento”, projeta o especialista.

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Qual é o perfil profissional ideal para a indústria 4.0?

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Mais de 13 milhões de profissionais devem ser qualificados até 2020 em ocupações industriais no Brasil segundo pesquisa recentemente divulgada pelo SENAI.

Essa demanda traz à tona uma importante questão: como se tornar um profissional qualificado na indústria em tempos de implementação crescente da indústria 4.0?

A Manufatura Avançada também chamada de Indústria 4.0 tem significa a incorporação de inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, impressão 3D e internet das coisas em todos os processos produtivos.

A tendência de que, funções repetitivas sejam realizadas por robôs não significa necessariamente que os funcionários serão eliminados das linhas de produção. Eles poderão ficar concentrados em tarefas estratégicas e no controle de projetos, especialmente os que envolvem personalização.

Este novo formato de indústria exige um novo perfil profissional. Além das habilidades técnicas para operar toda a tecnologia implantada, são esperadas atitudes especiais para gerenciar os processos das fábricas inteligentes.

“O chão de fábrica vai mudar muito a partir dessa interação proporcionada pela tecnologia. Os profissionais precisam se adaptar afirma Osvaldo Maia, gerente de inovação e de tecnologia do Senai-SP, durante o workshop Indústria 4.0 em São Paulo – SP.

Conheça as características necessárias para este novo profissional, fazendo o download do Infográfico abaixo:

Manufatura avançada - como ser um profissional mais competitivo

E-book Inovação Tecnológica