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Articles from 2018 In December


Top 5: confira os conteúdos mais acessados no canal em 2018

Top 5: confira os conteúdos mais acessados no canal em 2018

Há poucos dias do final de 2018, a expectativa é de que a economia brasileira se restabeleça como um todo em 2019, acelerando o ritmo de crescimento da indústria.

Ao longo desses últimos 12 meses, produzimos diversos materiais para ajudá-lo a construir um futuro melhor para a sua empresa, a partir das inovações tecnológicas proporcionadas pela Manufatura Avançada (Indústria 4.0) nos processos produtivos e de boas práticas de gestão. Por isso, separamos, a seguir,  os cinco conteúdos mais acessados neste ano em nosso canal. Boa leitura!

1. Entenda o que é Indústria 4.0 e quais são os seus impactos

Apesar de recente, a Indústria 4.0 já propõe modificações na realidade operacional das indústrias. Saiba mais sobre elas nesta matéria especial.

2. Lista dos 30 termos mais utilizados sobre Indústria 4.0 

Como as transformações proporcionadas pela Indústria 4.0 já estão acontecendo, começar a se acostumar com termos como Internet das Coisas e Big Data é fundamental. Clique aqui e confira o glossário especial que preparamos.

3. 5 exemplos de aplicação da Indústria 4.0

Quer saber como o conceito da Indústria 4.0 é aplicado na prática e como as empresas estão utilizando as tecnologias para melhorar seus processos internos? Confira, agora, os nossos exemplos.

4. Checklist da manutenção preventiva industrial; confira

O desenvolvimento de um plano para colocar em prática ações preventivas é, muitas vezes, uma das maiores fontes de dúvidas dos gestores técnicos da indústria. Clique aqui e saiba mais!

5. Como fica o mercado de trabalho com a Indústria 4.0?

Explicamos o impacto da Indústria 4.0 no mercado de trabalho e quais são as suas oportunidades. Confira!

Engenharia Robótica: por que investir em profissionais dessa área na indústria?

Engenharia Robótica: por que investir em profissionais dessa área para a indústria?

As tecnologias envolvidas na Manufatura Avançada (Indústria 4.0) farão cada vez mais parte do cotidiano das empresas, sendo premissas para o sucesso dos negócios na esfera industrial.

E para um futuro bem próximo, uma grande tendência é o uso da robótica na realização de atividades cada vez mais sofisticadas, ágeis, qualificadas e abrangentes. Nesse contexto, a Engenharia Robótica e os profissionais dessa área ganham destaque.

Mas o que é Engenharia Robótica?

A Robótica é uma área interdisciplinar que engloba disciplinas como Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e Engenharia da Computação. Já a Engenharia Robótica, especificamente, é responsável pelo design, desenvolvimento, operação e programação de robôs.

Por meio dela, acrescentam-se elementos cognitivos nos sistemas industriais, de forma que eles aprendam cada vez mais a ponto de apresentarem  reações conforme a melhor opção disponível.

A importância da Engenharia Robótica nas indústrias brasileiras

Atualmente, o uso de robôs é mais evidente em atividades ou ambientes que ofereçam riscos ou que demandem alto nível de precisão, resistência, força ou rapidez. No entanto, suas possíveis aplicações vão muito além disso.

“Nas indústrias, a Engenharia Robótica deve ser cada vez mais aplicada para aumentar a segurança das operações, a qualidade dos produtos e de seus processos, assim como a produtividade das empresas. Suas aplicações podem se dar em áreas como fundição, pintura, soldagem, montagem, movimentação de objetos, entre outras”, destaca Rodrigo Schimitt, professor do Centro Universitário ENIAC.

De acordo com um estudo realizado pelo Boston Consulting Group, até 2025, os robôs deverão ajudar a gerar um aumento de 30% na produtividade global da indústria e uma redução de 16% em seus custos totais.

Além disso, devem representar um diferencial competitivo expressivo perante a necessidade das indústrias de ter processos ágeis e precisos, assim como de reduzir os custos produtivos sem prejudicar a escalabilidade do negócio. O uso da Engenharia Robótica também deve ser uma premissa para a competição mais equiparada do Brasil no mercado internacional.

Na Coreia do Sul, por exemplo, já há 437 robôs para cada 10 mil trabalhadores. No Brasil, contudo, o uso desse recurso ainda é incipiente. De acordo com dados da IFR (International Federation of Robotics - Federação Internacional de Robótica), há, por aqui, 10 robôs instalados para cada 10 mil trabalhadores, número bem abaixo da média mundial (de 65 robôs).

Formação e atuação do profissional de Engenharia Robótica nas indústrias

O profissional de Engenharia Robótica, também conhecido como “robotista”, se envolve em processos relacionados à mecatrônica, programação, manutenção e operação de robôs.

Ele pode atuar, por exemplo, na programação de robôs não servos (geralmente utilizados para operações de transporte), servos (que podem realizar diversas tarefas por terem mais possibilidades de movimentos), programáveis (que podem repetir uma tarefa em determinado número de vezes e ser controlados remotamente por computador) e os colaborativos (que atuam em parceria com os trabalhadores humanos, assumindo, sobretudo, tarefas repetitivas).

Por tudo isso,  diante da perspectiva de um nível de automação crescente na indústria nacional, a demanda por profissionais dessa área tende a crescer.

Entretanto, atualmente, há poucos profissionais especializados nessa área no Brasil, justamente por ser um campo mais recente. Mas isso deve mudar, pois já há alguns cursos específicos de Engenharia Robótica para a qualificação de mão de obra, inclusive, na modalidade de pós-graduação, para formação de profissionais com foco de atuação na indústria de base metalmecânica e em outros segmentos que fazem uso de manipuladores robóticos. No exterior, já há, inclusive, mestrados em Engenharia Robótica voltados à atuação internacional na área.

“Hoje, quem atua na área vem, geralmente, da Mecatrônica Industrial, da Mecânica, da Computação ou da Automação Industrial”, esclarece Schimitt.

O que você acha dos avanços da Engenharia Robótica nas indústrias brasileiras?  Deixe sua mensagem no campo de comentários abaixo e continue acompanhando o nosso canal de conteúdo. 

 

Como se planejar para investir em Indústria 4.0 em 2019?

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O mundo inteiro está vivendo uma transição para a Indústria 4.0. Isso significa que as mudanças já estão acontecendo - portanto, ficar de fora não é uma opção.

Ao mesmo tempo, o cenário para "virar a chave" e adotar a Indústria 4.0 aqui no Brasil não é tão simples assim. Os entraves e os desafios são maiores, especialmente para as indústrias de pequeno porte, que não contam com um poder de investimento tão grande.

Como fazer, então, para implementar essas novas tecnologias e, ao mesmo tempo, gerar retorno para o negócio? Siga com a leitura deste artigo e comece a se preparar o quanto antes.

Planejamento e priorização

A Indústria 4.0 demanda a adoção de tecnologias e sistemas que permitam tornar a indústria mais autônoma por meio da coleta de dados. Com isso, é possível monitorar os processos, tomar decisões ágeis e certeiras e atuar de forma mais consistente na manutenção preditiva.

No entanto, isso não significa que todo o parque industrial precisa ser desconsiderado e, portanto, não há a necessidade de começar do zero.

"O ciclo de implementação e testes deve ser realizado com problemas pequenos e bem definidos, sendo ampliados gradativamente. Encontrar equipe com experiência ajuda muito no processo", recomenda Douglas Vieira, CEO da Enacom.

Com isso, o primeiro passo para iniciar a transação está em levantar os principais gargalos do negócio. A partir daí, é possível elencar as prioridades e direcionar os investimentos, assim, o próprio retorno obtido com as primeiras mudanças poderá financiar os próximos passos em direção à Indústria 4.0.

As máquinas não precisam ser trocadas

Outro ponto que costuma causar bastante confusão quando o assunto é a Indústria 4.0 está na crença de que todas as máquinas precisarão ser trocadas.

Tenha em mente que a automação não é algo novo na indústria, portanto, esse momento é o de dar um passo além neste tipo de tecnologia.

Nesse sentido, muitas das máquinas podem ser adaptadas ou aprimoradas por meio da instalação de sensores e sistemas. Com isso, é possível tornar a comunicação mais integrada e garantir um fluxo rápido de dados - e essa já é uma mudança bastante significativa para as pequenas empresas que precisam adotar a Indústria 4.0.

Foco na coleta e no uso de dados

Vale ressaltar que a Indústria 4.0 não se trata pura e simplesmente do uso de tecnologia. Pelo contrário, essas ferramentas são um meio para que seja possível coletar, organizar e transformar dados em inteligência e vantagem competitiva.

Imagine que, nessa nova era, quem conseguir deter a informação e usá-la a favor do negócio conseguirá se destacar no mercado. Portanto, é fundamental ter em mente que o processo precisa ser pautado de forma a suportar a tomada de decisões.

"As primeiras ferramentas podem ser focadas no suporte à decisão, de forma a ajudar o decisor em situações complexas de grande valor agregado", complementa Vieira.

Assim, muito mais do que investir em tecnologia apenas pela tecnologia, direcione os esforços de acordo com o benefício e uso que aquela ferramenta específica trará.

Considere, também, os Recursos Humanos na Indústria 4.0

Por fim, não poderíamos deixar de fora outra grande confusão gerada pela transformação para a Indústria 4.0: a ocorrência ou não das demissões em massa.

Assim como em outros momentos da história, vamos passar por mudanças de forma gradativa, e isso significa que há tempo hábil para adaptação. Ao mesmo tempo, algumas funções, principalmente as mais operacionais, deixarão de existir e migrarão para outras atividades, que exigirão habilidades mais analíticas.

Tudo isso significa que, provavelmente, viveremos um momento de escassez de mão de obra qualificada, e, principalmente para as indústrias pequenas, contratar esses profissionais no mercado pode exigir investimentos altos.

Nesse sentido, incluir a capacitação dos colaboradores no projeto de adoção da Indústria 4.0 faz toda a diferença. Por isso, tenha em mente que, muito mais do que equipamentos modernos, a transição exige planejamento e alocação de recursos nos locais certos!

E você, já está preparando o seu negócio para a Indústria 4.0? Ficou com alguma dúvida? Escreva pra gente pelos comentários e até a próxima!

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Como fazer o monitoramento do chão de fábrica em 5 passos

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Monitorar o chão de fábrica permite um controle maior da produção, assim, é possível identificar gargalos no processo, bem como possíveis falhas de segurança. Como resultado, a fábrica se torna mais produtiva e aumenta o seu potencial de qualidade e entrega.

Mas como fazer o monitoramento do chão de fábrica de forma eficaz? Siga com a leitura e veja algumas dicas valiosas para essa importante atividade!

A importância de monitorar o chão de fábrica

"A constante busca pela competitividade das indústrias tem alterado o modo como operam e produzem. Desde o processo de criação à relação entre operadores e máquinas, que se tornará cada vez mais uma relação de monitoramento ao invés de operação." É o que ressaltam Carlos Alberto Fadul, diretor executivo da Fundação CERTI, e Jefferson Luiz Ramos Melo, coordenador de sistemas fabris inteligentes da Fundação CERTI.

O monitoramento do chão de fábrica colabora para aumentar a capacidade de integração da produção com outras áreas. Assim, é possível organizar os dados e usá-los na tomada de decisões.

Além disso, os sistemas de monitoramento do chão de fábrica colaboram para uma agilidade maior nos processos de preparação, rastreabilidade, qualidade e geração de indicadores.

"Uma solução de set-up automático da estação de trabalho, por exemplo, tem como intuito possibilitar o rearranjo de células ou linhas de forma simplificada, adequando o layout à demanda dos projetos."

Assim, com a variação de quantidade do lote ou, até mesmo, do sequenciamento de processos do produto, é possível rearranjar o layout de forma a melhor atender esta produção, quando o mesmo for necessário. 

"Desta forma, é possível agregar as vantagens de diversos tipos de layouts para a produção, como a flexibilidade do layout por processo e a velocidade do processo em linha", complementam os especialistas.

Esse tipo de funcionalidade está dentro do conceito de Indústria 4.0. Afinal, o monitoramento do chão de fábrica pode informar aos operadores o que precisa ser feito de forma automática e autônoma, permitindo ajustar a produção de acordo com a demanda.

Passo a passo do monitoramento do chão de fábrica

1 - É preciso haver intercomunicação entre os sistemas 

"Nos ambientes fabris mais inovadores, a presença de sistemas de monitoramento com capacidade de intercomunicação é imprescindível. O alto grau de automação da produção leva a um baixíssimo índice de defeitos nos produtos, e o aumento dos indicadores de produtividade é sempre um desafio a ser perseguido."

O investimento em tecnologias que propiciem este ciclo de inovação e melhoria dos processos produtivos será fator decisivo para o aumento da competitividade, ressaltam Fadul e Melo.

Em outras palavras, de nada adianta monitorar o chão de fábrica se os dados não fluírem por todos os níveis de produção. Tenha em mente que o importante é coletar informações para tornar a produção mais eficaz, e isso só pode ser alcançado com tecnologias integradas e ágeis.

"A possibilidade de traduzir praticamente qualquer informação para meios digitais permite uma comunicação muito mais integrada entre todas as entidades existentes em um processo produtivo. Com o auxílio da internet, tudo pode se conectar e intercambiar informações e diretamente", destacam os especialistas.

2 - O tempo real é essencial para o processo

Outro ponto importante de um sistema de monitoramento do chão de fábrica é a capacidade de coletar e disponibilizar os dados em tempo real. Afinal, é só assim que os gestores conseguirão tomar decisões rápidas e evitar imprevistos.

O desenvolvimento de tecnologias de informação para criação dos Sistemas do tipo Gêmeo Digital (Digital Twin) é parte fundamental para consolidação deste novo modelo industrial. Sistemas de monitoramento da produção em tempo real, por exemplo, são indispensáveis para manter o controle da produção, e também auxiliam na tomada de decisão pelos gestores da fábrica. Sistemas de Monitoramento Automáticos de indicadores da qualidade também serão extremamente úteis para garantir um nível baixo de defeitos, reduzindo custos de produção.

3 - O monitoramento não deve se limitar à linha de produção

O monitoramento do chão de fábrica, normalmente, fica restrito à linha de produção da indústria. No entanto, com a chegada da Indústria 4.0, é preciso começar a expandir a atividade para todas as etapas da manufatura. Chegando, principalmente, ao consumidor.

"O monitoramento não deve ser utilizado apenas para controle de fatores produtivos, mas, também, para garantir a qualidade e procedência do item para o comprador, garantindo os meios ideais de produção, ecologicamente corretos e socialmente legais (trabalho justo e organizado)", complementam Fadul e Melo.

4 - Tecnologia é a base do processo

Não podemos falar de Indústria 4.0, coleta de dados e monitoramento de chão de fábrica sem mencionar a tecnologia. Afinal, são os sistemas modernos que vão permitir um acompanhamento adequado da produção e a possibilidade de transformar dados em inteligência competitiva.

De acordo com os especialistas, os avanços em tecnologia eletrônica facilitam a obtenção e a utilização de computadores otimizados para processos industriais.

"Uma das tecnologias utilizadas, a RFID, já é amplamente utilizada em diversos setores e em múltiplas aplicações. Desde simples rastreabilidade onde os chips são constantemente lidos durante a linha de produção para gerar indicadores de produtividade, como também em sensoriamento inteligente, onde os chips RFID mantêm um constante monitoramento de alguma variável (temperatura, por exemplo), para garantir que um determinado produto nunca ultrapasse certa temperatura durante seu transporte".

Os especialistas ainda citam as tecnologias de Internet das Coisas Industrial (IIoT), que permitem rastrear produtos a partir de portais ou leitores. Assim, é possível controlar e calcular custos automaticamente, além de registrar a entrada e saída da produção automaticamente no sistema.

5 - Histórico para facilitar análises e previsões

Por fim, vale ressaltar que o monitoramento do chão de fábrica permite conhecer a fundo os itens produzidos ao longo de todas as etapas do processo. Com isso, a atividade fornece um histórico altamente confiável para a tomada de decisões. E, na Indústria 4.0, quem deter e souber usar a informação sairá a frente.

"O principal objetivo deste acompanhamento é o controle, principalmente na visão da qualidade. Dentro dos processos produtivos, a rastreabilidade auxilia no acompanhamento da produção em auxílio aos sistemas de controle, podendo dar posicionamento específico, abertura ou apontamento de atividade pela movimentação do material, isto tudo de forma automatizada, de acordo com o nível de automação da empresa", finalizam os especialistas.

A sua indústria já realiza alguma iniciativa para monitorar o chão de fábrica? Como os resultados têm se apresentado? Conte pra gente pelos comentários e até a próxima.

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Conheça novas tecnologias para operações de torneamento

Conheça novas tecnologias para operações de torneamento

Ao contrário do que pode parecer, a tarefa de tornear uma peça pode trazer uma série de inovações para os industriais brasileiros. Isso porque o avanço tecnológico dos tornos com controles digitais e das ferramentas de corte de altíssimo rendimento, por exemplo, vem contribuindo para que novas tecnologias de torneamento surjam no mercado, ajudando a indústria a aumentar sua eficiência produtiva.

Separamos, a seguir, as principais tecnologias disponíveis nesse sentido. Saiba mais:

1. Microusinagem pela aplicação de tornos CNC de cabeçote móvel (tipo Suíço)

A microusinagem é uma das tecnologias de torneamento que possibilita a construção de moldes de tamanhos na ordem de 2 ou 3 milímetros, que são usados na fabricação de peças de 1 milímetro, exigindo máquinas, ferramentas e ligas especiais, além de profissionais altamente qualificados.

Nesse contexto, os equipamentos tornam-se cada vez menores e mais leves, com vantagens competitivas para setores como eletroeletrônica e medicina.

2. Torneamento de materiais endurecidos (hard turning)

Ocorre pela aplicação de ferramentas de corte à base de cerâmica e acabamento em peças de aço com dureza acima de 45HRc, dispensando a operação de retificação, em um ambiente limpo e seco.

Esta é uma das tecnologias de torneamento que está sendo aplicada cada vez mais na produção seriada, para fabricação de eixos de aço pré-usinados e tratados termicamente, empregando-se tornos CNC de alto rendimento, de forma autônoma ou como célula flexível, dotados de equipamentos automáticos para carga e descarga das peças, como manipuladores cartesianos, tipo pórtico, conhecidos como Gantry Loader, ou por robôs articulados.

3. Usinagens completas de peças complexas

Se dão pela aplicação de Centros de Torneamento e tornos multitarefas, tanto de cabeçote fixo quanto móvel, que, além das operações de torneamento, possibilitam a realização de operações de fresamentos axiais e transversais, furações transversais e fora de centro, entre outras.

4. Conexão de tornos CNC em células flexíveis de Manufatura Avançada

Esta tecnologia de torneamento segue os preceitos da Manufatura Avançada (ou Indústria 4.0) e, por isso, seu sucesso depende desse novo momento tecnológico. Trata-se de uma solução que quebra paradigmas, gerando um novo código CNC que permite aumentar a produtividade da máquina para atingir um melhor custo-benefício.

Benefícios das novas tecnologias de torneamento

Alfredo Ferrari,  vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramentas e Sistemas Integrados de Manufatura da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), ressalta os diversos benefícios desse novo momento da tecnologia de torneamento.

“Além de acelerar a produção, essas tecnologias tornam o processo de usinagem mais flexível, garantindo mais qualidade e maior precisão das peças usinadas. Comparando-se com o torneamento realizado em tornos convencionais, temos um aumento de produtividade, mais precisão e redução de custos.”

E isso acontece devido à  escolha correta do equipamento aplicado, após uma detalhada e criteriosa análise dos processos de usinagem das peças em questão.

Cabe ressaltar, também, que, mesmo com o surgimento dessas novas tecnologias, em alguns casos, ainda podemos encontrar o uso do torneamento convencional, porém, nos trabalhos de produção seriada ou nos de ferramentaria de precisão, é recomendado utilizar as novas tecnologias voltadas ao torneamento, o que, segundo Ferrari, é extremamente positivo.“O avanço tecnológico é inexorável para o crescimento das indústrias de manufatura”, resume o especialista.

Você já está colocando em prática as tecnologias de torneamento citadas? Compartilhe sua experiência conosco no campo de comentários abaixo.

Indústria 4.0 abre as portas para criação de novos produtos

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A Indústria 4.0 deixa os processos industriais mais automatizados e inteligentes. Tudo isso por meio do uso de dados, sistemas conectados, ferramentas e softwares modernos.

Dessa forma, além de aumentar a produtividade e reduzir os custos de produção, é possível desenvolver produtos com maior inteligência, ou seja, adequá-los à demanda do mercado e, inclusive, aumentar os níveis de personalização.

Continue com a leitura e entenda melhor como a Indústria 4.0 está levando ao desenvolvimento de produtos para outro nível.

Indústria 4.0 e o desenvolvimento de produtos

O desenvolvimento de produtos da Indústria 4.0 tem como base os componentes tecnológicos. Assim, o Big Data e a Internet das Coisas (IoT), por exemplo, geram informações valiosas para a manufatura.

A partir daí é possível entender a fundo a demanda do mercado e adaptar a produção de forma rápida, gerando muito mais valor e exclusividade aos clientes.

"A diminuição exponencial do custo da eletrônica tem viabilizado a adoção de recursos de processamento, sensores e comunicação em rede em produtos cada vez mais baratos. Com isso, produtos antes 'estáticos', passam a gerar dados, interagir com bases de dados pela internet e oferecer novos serviços e comportamentos personalizados", explica o professor Ricardo Caruso, professor do curso sobre Indústria 4.0 da Fundação Vanzolini.

De acordo com o especialista, as possibilidades geradas pela Indústria 4.0 estão impactando diretamente no cenário competitivo da indústria. Assim, mercados pouco inovadores estão sendo forçados a buscar novas capacitações e investir mais no desenvolvimento.

Impactos diretos da tecnologia

Um dos exemplos mais discutidos dos impactos da tecnologia no desenvolvimento de produtos está na área da saúde. As impressoras 3D, por exemplo, permitem criar próteses customizadas de acordo com a necessidade de cada indivíduo - tudo isso a um custo muito menor do que antes.

Mas não é apenas na criação de novos produtos que a Indústria 4.0 tem valor a agregar. Com ela, é possível transformar itens já existentes, agregando novas funções e valores a eles.

Imagine que é possível adicionar sensores e conectividade aos produtos para melhorar sua performance ou segurança. Com isso, o usuário teria uma experiência muito melhor e totalmente personalizada para as suas necessidades.

O enorme volume de dados gerados pela Indústria 4.0, por si só, também é uma nova "categoria" de produtos que está começando a surgir.

Oferecer o acesso a esses dados tem o poder de melhorar a experiência e a performance de produtos e serviços. E isso vale tanto para empresas, quanto para o consumidor final.

Aqui, ainda vale ressaltar que a Indústria 4.0 também colabora para a venda destes produtos mais inteligentes. Afinal, se torna possível acompanhar de perto as movimentações do mercado e os desejos dos clientes.

Com isso, é possível desenvolver campanhas direcionadas e, consequentemente, muito mais efetivas.

As possibilidades dos produtos inteligentes

As possibilidades geradas pela Indústria 4.0 para o desenvolvimento de produtos são diversas.

"Diariamente, surgem novos produtos que se aproveitam desses recursos de forma diferente. Autonomia e personalização já podem ser vistos em automóveis que se ajustam ao estilo de direção do motorista, ou sistemas de som que se equalizam automaticamente com base no som captado por microfones".

O professor ainda ressalta a comunicação de dados de sensores em rede, que permite que redes autorizadas ofereçam serviços de manutenção quando o produto dá as primeiras evidências de falha. 

"Os mesmos dados podem ser usados para estudos de desempenho do produto, permitindo melhorias de qualidade, ou ainda para a adoção de políticas de reciclagem".

As aplicações da Indústria 4.0 para o desenvolvimento de produtos são muitas. Agora, o grande desafio está em aplicá-las de maneira eficaz e, assim, gerar mais valor para o negócio.

E você, como enxerga esse processo de criação de novos produtos? Conte pra gente pelos comentários e até a próxima. 

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

6 problemas que só softwares de gestão industrial e engenharia resolvem

softwares de gestão industrial e engenharia

Contar com o apoio de softwares de gestão industrial e engenharia é fundamental para a tomada de decisões. Afinal, é esse tipo de ferramenta que permite coletar, organizar e analisar dados que interferem diretamente na redução de custos e no aumento da competitividade do negócio. Com eles, é possível ter uma visão muito mais realista e identificar gargalos e oportunidades no mercado.

Quer entender melhor como softwares de gestão industrial e engenharia podem ajudá-lo a superar desafios? Acompanhe!

Software de gestão industrial

O software de gestão industrial ajuda a empresa a trabalhar de forma global, uma vez que proporciona informações com clareza, confiança e consistência. Assim, é possível padronizar processos, além de integrar a equipe e todas as áreas do negócio.

Por isso, um bom software de gestão industrial resolve problemas como:

1 - Classificação e proteção de dados

GOVERNANÇA 3DEXPERIENCE - TECMES1Com a chegada da Indústria 4.0, a verdadeira vantagem competitiva estará cada vez mais centrada nas informações. Por isso, a capacidade de organizar e proteger os dados internos deve ser uma das prioridades dos negócios.

Tendo um software de gestão industrial, fica mais fácil classificar e reutilizar a documentação de produtos. Dessa forma, o custo é menor para validar dados que já passaram por esse processo, sem contar com o fato de que é possível aumentar os níveis de colaboração entre a equipe, uma vez que todos os usuários podem encontrar e adicionar informações ao produto.

O software também ajuda a proteger a propriedade intelectual da empresa sem comprometer a facilidade na troca de informações. Quando há uma única plataforma gerenciando os dados, é possível compartilhar, analisar e acrescentar informações de forma segura e garantindo a organização criada.

2 - Relacionamento estratégico com clientes e fornecedores

Aumentar a satisfação e os níveis de fidelidade dos clientes requer oferecer experiências de alta qualidade. Para isso, é fundamental armazenar o histórico de interações para que seja possível conhecer os clientes a fundo.

Nesse sentido, o software de gestão colabora para manter todos os dados relevantes em um só lugar, além de disponibilizá-los de forma rápida e fácil para os interessados dentro da empresa. Com isso, o processo de vendas e atendimento se torna menos complexo e mais eficaz.

O mesmo acontece com os fornecedores, uma vez que é possível gerenciá-los de um só lugar, otimizando os custos e minimizando os riscos envolvidos nesse tipo de relacionamento.

3 - Integração com outras ferramentas

Engana-se quem acredita que um software de gestão industrial precisa trabalhar em um ambiente isolado, e, por isso, acabará acarretando em custos extras de capacitação de equipe e de cruzamento de informações.

Com a solução de governança da TECMES, por exemplo, é possível integrar o software com os demais programas utilizados pela sua empresa, bem como capacitar as equipes técnicas de forma rápida.

Software de engenharia

A complexidade dos produtos aumenta cada vez mais, já que o mercado demanda itens personalizados e de alta qualidade. Ao mesmo tempo, a exigência para um tempo de desenvolvimento rápido e uma produção com custos baixos é maior.

Nesse cenário, um bom software de engenharia consegue ajudá-lo da seguinte forma:

1 - Maior qualidade e menor tempo de desenvolvimento

O software de engenharia permite visualizar o produto virtual por completo. Desde os componentes mecânicos até os sistemas elétricos.

Assim, fica mais rápido e fácil projetar os desenvolvimentos e, dessa forma, garantir o padrão de qualidade da empresa. Tudo isso de forma rápida e conectada com as demais áreas, reduzindo o tempo de lançamento dos produtos.

2 - Aumento da capacidade de inovação

As ferramentas de engenharia da TECMES são totalmente colaborativas, completas e integradas. Dessa forma, é possível aumentar a sinergia de trabalho entre a equipe, criando um ambiente em que as informações fluem rapidamente.

Esse é um cenário altamente vantajoso para as empresas que buscam inovar constantemente. Afinal, a troca de informações e a quantidade de dados gerados pelas ferramentas permitem identificar oportunidades e implementar mudanças com agilidade.

3 - Tecnologia com padrão de grandes indústrias

Por fim, vale dizer que esse tipo de tecnologia, que costuma ser tão comum em grandes indústrias, também pode ser adotado por negócios menores, e, consequentemente, beneficiar a sua empresa na mesma proporção.

Conheça melhor as opções de software de gestão industrial e engenharia da TECMES e aumente as capacidades da sua empresa.

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TECMES

Mulheres na liderança da transformação digital

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A transformação digital já está acontecendo e faz parte de nossas vidas, por isso, é cada vez mais importante que acompanhemos de perto essa mudança na indústria e na sociedade.

A presença feminina na migração para a Indústria 4.0 é um destes pontos que valem a pena ser acompanhados de perto. Afinal, esta é uma área em que ainda há um desiquilíbrio entre o número de homens e mulheres - e essa está longe de ser uma questão de qualificação.

"Quando falamos em transformação digital, muitos partem da perspectiva relacionada as mudanças tecnológicas, mas estamos falando aqui de uma mudança muito maior, uma mudança de cultura. A cultura da organização no contexto em que vivemos busca sair do estereótipo do autoritarismo para um ambiente auto organizado, com diversidade de perspectiva. A partir daí, não é preciso ressaltar a importância do papel da mulher e da diversidade de gêneros nesta construção", afirma Fabiana Mello, coach na Clínica Tobias em São Paulo.

O mercado de tecnologia para as mulheres

Para você ter uma ideia, a taxa global de participação das mulheres na força de trabalho ficou em 48,5% em 2018, de acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Quando trazemos o comparativo para a área de tecnologia, vital para a transformação digital, temos como referência a participação de apenas 20% de mulheres na lista dos CIOs da Forbes Fortune.

Na maioria das vezes, a falta da presença feminina vem de pouco incentivo ou de um mercado já estigmado como masculinizado, o que acaba afastando ainda mais o interesse das mulheres pela área.

Os desafios enfrentados pelas mulheres

Apenas o fato de o mercado ser majoritariamente masculino já faz com que as mulheres precisem quebrar grandes barreiras para alavancar a Indústria 4.0.

Em conjunto, todas essas situações acabam criando barreiras para as mulheres no mercado. E, muitas vezes, a tentativa deixa de ser considerada justamente por as dificuldades serem maiores.

Transformação digital feminina

Vale a pena dizer, no entanto, que a perspectiva é que o mercado também comece a se transformar neste sentido.

No projeto CNI, cujo objetivo é impulsionar a adesão da Indústria 4.0 pelo Brasil, a meta já é trazer mais mulheres para a área. Para eles, incluir a presença de mulheres na área de tecnologia é sinônimo de ampliar o conteúdo intelectual e, assim, aumentar a competitividade feminina.

Para os profissionais que estão à frente do projeto, a Indústria 4.0 precisa de pessoas que unam habilidades pessoais com cognitivas. Afinal, muito mais do que entender da parte técnica, é fundamental que os profissionais sejam multitarefas, saibam trabalhar em equipe e tragam uma boa bagagem profissional.

Competências diversas agregam conhecimentos variados

Para os empresários do setor, é importante ter em mente o quão valiosa uma equipe multidisciplinar pode ser. E isso envolve tanto os conhecimentos técnicos e as experiências anteriores, quanto mesclar pessoas de diferentes sexos e faixas etárias.

"A automação de tarefas e aplicação de inteligência artificial neste contexto, faz com que o profissional tenha que colocar a disposição muito mais capacidade cognitiva. Nossa atitude e comportamentos são os diferenciais neste contexto, e neste sentido, acredito que características como Empatia, Comunicação, Respeito as diferenças, Flexibilidade entre outras serão essenciais", comenta a coach.

Para as mulheres, é importante começar a derrubar essas barreiras. O mercado não deixará de ser majoritariamente masculino enquanto não houver maior entrada de mulheres nele.

É importante quebrar preconceitos e mostrar que a mulher pode, sim, ter um papel vital na transformação digital. Para isso, basta seguir com o excelente trabalho que já é desenvolvido pelo público feminino e perder o receio de, inclusive, empreender na área.

E na sua empresa, como está a proporção de contratações de homens em relação à de mulheres? Que tal começar a voltar os olhares para essa importante questão e, assim, agregar mais valor ao negócio?

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Mudança de TI para TIC é cada vez mais necessária na nova indústria; entenda

mudança de TI para TIC é cada vez mais necessária na nova indústria; entenda

A internet tornou-se um recurso fundamental na sociedade moderna. Portanto, não é surpresa que o seu uso estratégico tenha aumentado rapidamente, inclusive na indústria. Hoje, a Tecnologia da Informação & Comunicação (TIC) tem gerado inúmeros benefícios para os negócios, tornando-os muito mais competitivos em um mercado altamente mutável e exigente.

“As últimas tecnologias podem gerar novas atividades produtivas, além de aprimorar os sistemas de manufatura existentes. E a Tecnologia da Informação & Comunicação (TIC) oferece a possibilidade de se adquirir informações de negócios e se conectar com máquinas, fornecedores e clientes a uma velocidade sem precedentes na história da indústria”, afirma Carlos Renato Azevedo, Doutor em Engenharia de Computação.

TI versus TIC

A Tecnologia da Informação (TI) evoluiu muito nas últimas décadas. A natureza interligada dos dispositivos e sistemas, acompanhada da dependência da sociedade moderna em relação às tecnologias e aos serviços conectados, tem gerado não apenas desafios, como também oportunidades para o crescimento da indústria.

A tradicional TI tinha o objetivo de utilizar computadores para armazenar, estudar, recuperar, transmitir e manipular dados ou informações, muitas vezes no contexto de uma ou de outra empresa.

Por sua vez, a Tecnologia da Informação & Comunicação (TIC) é um termo estendido da TI, que enfatiza o papel das comunicações unificadas e a integração de telecomunicações (linhas telefônicas e sinais sem fio), computadores, softwares empresariais e sistemas de armazenamento. Além disso, sistemas inteligentes já podem acessar, armazenar, transmitir e manipular informações de forma autônoma.

Para as indústrias sem acesso à informação, a lacuna de conhecimento e de recursos pode crescer exponencialmente devido, sobretudo, à falta de investimentos, podendo resultar em baixa produtividade e competitividade, redução da qualidade e perda de tempo na linha produtiva.

O impacto da Tecnologia da Informação & Comunicação (TIC)

Hoje, o desenvolvimento tecnológico de ponta que envolve computadores, softwares, fibras óticas, redes e inteligência artificial exerce um impacto enorme nas tecnologias da informação.

Hardwares poderosos, sistemas avançados e comunicações rápidas e confiáveis representam as tecnologias básicas necessárias para um sistema de informações moderno.

“Os ingredientes de tal sistema serão a coexistência, a conectividade, o interfuncionamento e os padrões de voz, dados, texto e imagem, com total confiabilidade, disponibilidade, facilidade de manutenção e, acima de tudo, uso facilitado”, resume Azevedo.

Entre as diversas aplicações das tecnologias da informação, três são de particular importância: a telefonia tradicional, a telefonia celular, além do processamento e a comunicação de dados. Por isso, as tecnologias da informação afetam muitas indústrias e a sociedade como um todo. No entanto, ainda há muito a ser feito em termos de infraestrutura, antes que as necessidades sejam atendidas.

Isso ocorre porque todo desenvolvimento também gera novos desafios, como a necessidade da análise de dados, ao lidar com a crescente quantidade de informações que estarão disponíveis em bases de dados distribuídas. Dessa forma, serão necessárias, por exemplo, novas maneiras de descrever dados e classificar relacionamentos entre eles, além de encontrar e recuperar informações armazenadas em bancos de dados.

A importância do investimento na manufatura hiperconectada

Tradicionalmente, os sistemas de informação têm sido usados para reduzir os custos administrativos. Entretanto, nos últimos anos, esse papel vem mudando à medida em que as empresas passam a adotar novas estratégias a partir da utilização deles como componentes centrais.

Não à toa, a TIC tem se tornado um fator impulsionador para a inovação e a produtividade para as indústrias de manufatura, por permitir o processamento mais rápido de informações e da comunicação, a melhora da tomada de decisões e a redução das falhas no chão de fábrica.

No entanto, muitas das micro, pequenas e médias indústrias brasileiras ainda estão atrasadas, em termos de níveis de acesso e sofisticação, no que diz respeito ao uso dessas tecnologias, sobretudo quando comparadas a grandes empresas.

O ritmo de mudança nos sistemas de informação está aumentando em todas as áreas, principalmente na indústria. Dessa forma, as tendências significativas, como a expansão da orientação às necessidades dos clientes, a proliferação de estações de trabalho e a globalização do ambiente de negócios, apontam para a necessidade de mais investimentos em Tecnologia da Informação & Comunicação (TIC).

Qual a sua opinião sobre os desafios de implementar a Tecnologia da Informação & Comunicação (TIC) nas indústrias? Deixe sua mensagem no campo de comentários abaixo e até a próxima!

O que fazer com máquinas antigas na transição para a Indústria 4.0?

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A Indústria 4.0 parte do princípio de modernizar a fábrica. Assim, as tecnologias se tornam importantes aliadas para aumentar a produtividade, reduzir custos e melhorar a competitividade do negócio.

No entanto, um dos principais receios das pequenas e médias indústrias em realizar esta transição está nos custos envolvidos. Afinal, ainda há muitas dúvidas a respeito da necessidade de trocar todo o maquinário para adotar a Indústria 4.0.

Se essa é uma de suas dúvidas, acompanhe e entenda melhor como implementar a Indústria 4.0 sem que seja preciso começar do zero.

Os princípios da Indústria 4.0

Antes de qualquer coisa, é importante entender o que a Indústria 4.0 representa.

"A Indústria 4.0 tem o potencial de conectar digitalmente fornecedores, equipamentos, fábricas e organizações, de forma a criar uma cadeia de valor competitiva, aumentando a eficiência dos sistemas produtivos (Ling,2017). Essa nova revolução permite às fábricas coletarem dados, realizar aprendizado sobre o funcionamento dos sistemas e tomar decisões, tudo isso em tempo real", explicam o professor Jorge Muniz e o aluno Luis Nascimento, da Faculdade de Engenharia da Unesp, em Guaratinguetá.

Em outras palavras, a Indústria 4.0 torna a fábrica mais autônoma e permite adequar a produção à demanda. Assim, a longo prazo, os custos são menores e a lucratividade é aumentada.

Máquinas readequadas para a nova realidade

A automação industrial não é algo novo neste mercado. Com a Indústria 4.0, no entanto, é hora de dar um passo com a inclusão de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial (IA) e a Internet das Coisas (IoT).

Isso significa que, para se enquadrar nesta nova realidade, não é preciso trocar todas as máquinas para equipamentos específicos da Indústria 4.0. Ao contrário, realizar algumas alterações nestas máquinas antigas já pode ser suficiente.

O primeiro passo, então, é entender quais das máquinas atuais podem ser adaptadas com softwares que permitam torná-las automatizadas. Assim, não haverá mais a necessidade de um profissional que as monitore.

Outro ponto importante é, também, agregar ferramentas que permitam realizar simulações virtuais. Assim, a indústria consegue analisar e controlar variáveis com maior precisão e tomar decisões mais ágeis.

Encare a tarefa como um projeto minucioso

É importante ressaltar que o processo de atualização das máquinas para a Indústria 4.0 deve partir de um planejamento. Afinal, estamos falando de identificar as necessidades da empresa, entender o que pode ser modernizado e orçar os custos.

Para isso, é vital montar um projeto e elencar uma equipe de responsáveis. Assim, você consegue garantir uma migração segura, rápida e com impactos mínimos para a produção.

"Com o Sistema 4.0 implementado, toda a produção terá capacidade de atuar em tempo real à diferentes contextos da produção, se tornando ágil e flexível em cenários em que as mudanças ocorrem", explica Muniz.

O professor ainda ressalta que capacitar os colaboradores também é importante na migração da Indústria 4.0, afinal, eles precisam estar aptos a realizar manutenções nas máquinas e a atuar em um ambiente mais complexo de resolução de problemas. "Assim, a Indústria 4.0 passa a ser o meio e não o fim do aumento da competitividade e produtividade na Manufatura".

E então, pensa em mudar as suas concepções sobre fazer a transição para a Indústria 4.0? Ficou com alguma dúvida sobre o que fazer com as máquinas antigas? Conte nos comentários e até a próxima.

*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS