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Máquinas-ferramenta: um segmento estratégico

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Poucos sabem, mas a máquina-ferramenta é o início da produção de tudo, realmente tudo, que existe no

mundo. Desde um simples lápis a uma aeronave, dos alimentos a vestimentas, entre tantos outros exemplos. Arrancando cavacos, formando, dobrando, erodindo, gravando ou criando peças por adição de material, todos os produtos utilizados ou consumidos no mundo, em uma ou em mais fases de sua produção, tiveram a aplicação de máquinas-ferramenta.

Setores essenciais como a saúde, a agricultura, o transporte, o ensino e a segurança são privilegiados pelos equipamentos, acessórios e peças produzidos pelas máquinas-ferramenta. Os produtos industriais manufaturados pela aplicação de máquinas-ferramenta são fundamentais para a economia de um país, agregando valores e fortalecendo os índices econômicos. A produção nacional de bens duráveis, além de incrementar a riqueza de um país, garante empregos à sua população e incrementa as exportações.

A indústria nacional de máquinas-ferramenta é um segmento estratégico para o país pelos seguintes motivos:

• Não fica na dependência de importações, que estão sujeitas a políticas cambiais indesejadas ou a crises internacionais;

• Garante a evolução tecnológica, criando, inovando, produzindo e aumentando índices de produtividade;

• Estimula a educação básica e o ensino técnico;

• Promove o crescimento dos setores de commodities, tanto extrativos como agrícolas.

As máquinas-ferramenta vêm evoluindo de forma célere e admirável nas últimas décadas, graças à revolução digital e tecnológica, contribuindo fortemente com o desenvolvimento da indústria de manufatura, reduzindo custos de produção e melhorando a qualidade dos produtos. Esta evolução poderá ser vista na EXPOMAFE, de 9 a 13 de maio de 2017 no Pavilhão SÃO PAULO EXPO e, em particular, nos eventos âncoras: ESTANDE TEMÁTICO e MANUFATURA AVANÇADA, que estarão demonstrando a importância das máquinas-ferramenta e sistemas integrados de manufatura para todas as indústrias.

Concluindo, a máquina-ferramenta faz parte da nossa vida e do mundo que nos cerca.

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Como montar uma boa equipe de trabalho para o chão de fábrica?

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Hoje, o capital humano é um dos ativos mais valiosos para gerar diferenciais competitivos para as empresas. De acordo com o especialista em recursos humanos Idalberto Chiavenato, a base da excelência organizacional passou a ser o elemento humano.

Em mercados tão competitivos e exigentes, como é o da indústria de máquinas e ferramentas, a seleção e a gestão da equipe de trabalho para o chão de fábrica é fator-chave para o bom desempenho e a conquista de bons resultados.

Leia, a seguir, mais informações para ajudar a selecionar o profissional da indústria metalmecânica e como estruturar sua equipe de trabalho para o chão de fábrica. Confira!

Perfil do profissional da indústria metalmecânica

A recrutadora Carolina Maciel, da Consultoria Captar RH, explica que a equipe de trabalho do chão de fábrica precisa, acima de tudo, de profissionais capacitados para as tarefas, independentemente de seu grau de escolaridade.

No entanto, segundo a especialista, é recomendável buscar por profissionais mistos para a indústria de máquina e ferramentas, e que conheçam as funções desempenhadas. “Na teoria, se o profissional da indústria tiver graduação, melhor, pois, em tese, ele possui mais conhecimento sobre a indústria de máquinas e ferramentas, seus procedimentos e maquinários. Entretanto, a diretoria e a gerência precisam estar cientes de que o salário deste funcionário possivelmente será maior e, muitas vezes, a pessoa contratada tem muito mais conhecimento teórico do que prático que possa contribuir para o desenvolvimento da empresa”, ressalta.

A consultora de RH, Fabiane Nascimento, avalia que é importante priorizar, no momento de contratação, o profissional que tenha realizado cursos específicos voltados à indústria de máquinas e ferramentas, que tenha conhecimento de informática, experiência na área e bom relacionamento interpessoal.

Fabiane afirma ainda que “o chão de fábrica, hoje, é um segmento altamente estratégico para a indústria, que tem registrado níveis de competição e de concorrência altíssimos, levando as empresas a buscarem, cada vez mais, atualização e inovação em seus processos produtivos." O profissional da indústria precisa acompanhar esse ritmo qualificando-se para lidar com alta tecnologia, resolução de problemas e desenvolvendo habilidades comportamentais, como trabalhar bem em grupo. "Uma equipe de trabalho para o chão de fábrica não pode ser composta por funcionários que apenas desempenhem de modo automático e mecânico suas funções. Os gestores e recrutadores devem buscar profissionais que tenham capacidade analítica, vontade de aprender, flexibilidade, abertura à inovação e bom conhecimento técnico”, conclui.

A avaliação da profissional vai ao encontro dos resultados de uma pesquisa realizada pela consultoria Roland Berger, que concluiu que a inovação tecnológica e a automação nos processos estão gerando demanda por um novo perfil de profissionais. A partir dessas previsões, o profissional da indústria de máquinas e ferramentas cada vez menos deverá exercer funções repetitivas, mas sim assumir tarefas mais estratégicas na linha produtiva e no controle de projetos.

Recrutamento interno: alternativa para montar uma equipe de trabalho para o chão de fábrica

Ainda conforme o estudo da Roland Berger, nos próximos 20 anos deverá haver escassez de mais de 200 milhões de trabalhadores em todo o mundo. Muitas empresas já sentem esse impacto e têm buscado novas opções para montar sua equipe de trabalho para o chão de fábrica.

Uma dessas alternativas é o recrutamento interno, isso é, identificar bons talentos entre os profissionais que já atuam na empresa e que tenham perfil e interesse de se desenvolver para ocupar outras funções.

Além de ser uma estratégia viável para montar e melhorar a qualidade das equipes, essa prática contribui para a motivação e a retenção dos bons profissionais. Caroline Maciel ressalta que, em muitos casos, a possibilidade de crescimento e os desafios apresentados acabam motivando mais os funcionários do que se fosse oferecido apenas um percentual de aumento salarial.

Essa opção pode ajudar, ainda, a reduzir os índices de rotatividade, um problema recorrente na indústria de máquinas e ferramentas e na equipe de trabalho para o chão de fábrica – um estudo vincula o baixo turnover a empresas que adotaram a política do recrutamento interno.

A expressão “chão de fábrica” tem origem no termo japonês “GEMBA”, que significa algo como "lugar onde as coisas acontecem", "local em que é gerado valor", demonstrando o papel estratégico que essas equipes desempenham na indústria de máquinas e ferramentas.

Montar uma equipe produtiva, motivada e que gere bons resultados e melhoria contínua é um desafio para as empresas do setor, mas que deve ser encarado como prioridade, uma vez que, cada vez mais, os resultados de qualquer organização são obtidos, sobretudo, por meio de pessoas.

Para continuar aprendendo sobre o tema, confira o infográfico que mostra como a tecnologia e a inovação estão impactando no perfil do profissional do chão de fábrica e quais são as características desse chamado “profissional 4.0”.

Avanços Recentes em Robótica Guiada por Visão

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Man and machine

A utilização de câmeras de vídeo para a realimentação de sinais em sistemas robóticos tem despertado enorme interesse de pesquisadores e engenheiros desde a década de 70. Muito antes disso, porém, filósofos e cientistas, de Aristóteles a Kepler e Helmholtz, já eram fascinados pela visão humana. Provavelmente, esses interesses tenham surgido pela constatação da presença, em todo ser vivo, de algum tipo de mecanismo de percepção baseado em informação luminosa.

Câmeras possuem diversas características que as distinguem das outras modalidades sensoriais, tornando-as mais apropriadas em inúmeras aplicações. Mais pragmaticamente, o fato delas constituírem dispositivos simples, em estado sólido, passivos e de não contato, bastante confiáveis, com abrangência multiespectral, amplo campo de cobertura e custo reduzido por bit de dado, fornece fortes argumentos para sua utilização. Muito embora possuam diversas vantagens, câmeras de vídeo têm sido relativamente pouco exploradas como um tipo de sensor em aplicações reais de controle automático. De fato, apenas recentemente a comunidade de controle tem observado que as dificuldades relacionadas com sensores de visão são bastante diferentes das encontradas quando se utiliza outros sensores.

Sistemas robóticos guiados por visão requerem a capacidade de extrair informações relevantes das imagens e a implementação de algoritmos simples o suficiente para operarem em tempo real, mas capazes de tratar os inevitáveis ruídos de medição e os erros de modelamento. A crescente disponibilidade de recursos computacionais de alto desempenho, aliada aos resultados de muitos projetos de pesquisa em visão computacional e teoria de controle, permite-nos considerar a inclusão destes sensores em malhas fechadas de controle efetivas.

Aplicações atuais concretas de robôs guiados por visão podem ser encontradas em automação industrial, inspeção robótica, intervenções cirúrgicas, veículos autônomos, monitoramento ambiental, aplicações militares, dentre várias outras áreas da robótica. Em grande medida, o sucesso e a aceitação definitivos desses sistemas robóticos devem-se aos avanços científicos mais recentes. Com efeito, a utilização da visão computacional em robótica tem sido uma área de pesquisa e desenvolvimento proeminente.

Certamente, um dos avanços recentes de maior impacto prático na área consiste no nível de tolerância a variações de luminosidade que os novos sistemas conseguem atingir. Antes, eram necessários aparatos especiais e/ou algoritmos dedicados para cada condição específica de operação dos robôs guiados por visão. Em verdade, pesquisas recentes demonstram que é possível atingir robustez a variações arbitrárias de iluminação. Isto significa que os algoritmos atuais podem operar independentemente das mudanças de intensidade, cor, número e tipo das fontes de luz, bem como das propriedades de refletância e do formato dos objetos observados. Portanto, um dos maiores entraves à aplicação extensiva desses sistemas, ou seja, a variação de iluminação, é atualmente considerado como problema solucionado.

Outro avanço recente relevante para os sistemas guiados por visão consiste no nível de tolerância a erros de calibração de câmera que os novos sistemas conseguem atingir. No passado, esses sistemas exigiam câmeras precisamente calibradas, seja do ponto de vista dos seus parâmetros intrínsecos (distância focal e ponto principal, por exemplo) bem como dos parâmetros extrínsecos (deslocamento relativo entre a câmera e partes do sistema). Atualmente, os sistemas baseados em visão apresentam excepcional robustez a ambos erros de calibração de câmera. Essa nova característica resulta em muito menos intervenções e paradas do sistema robótico, com um aumento substancial em sua produtividade e versatilidade.

Aliado aos supracitados avanços recentes de pesquisa, os sistemas robóticos baseados em visão têm atingido níveis inimagináveis de precisão, ou mais tecnicamente, de repetibilidade. Atualmente, esses níveis são equiparados, isto é, dependentes, aos próprios níveis de repetibilidade do robô. Por exemplo, robôs industriais de seis eixos com uma webcam convencional montada na extremidade deles conseguem atingir posicionamentos com repetibilidade submilimétrica e de subminuto de arco, isto é, os próprios níveis desses robôs. Ressalta-se, ainda, que estes níveis são hoje atingidos em altíssima velocidade e aceleração. A robótica guiada por visão é uma realidade, e veio para ficar.

 

Este artigo foi escrito por Geraldo Silveira, doutor em visão computacional e controle de robôs pela École Nationale Supérieure des Mines de Paris. Parceiro da Stäubli, Geraldo é da Divisão de Robótica e Visão Computacional do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer.

Não está por dentro da Manufatura Avançada? Entenda agora a importância para a indústria

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O conceito de Manufatura Avançada foi criado recentemente (meados de 2010) e descreve um período em que, com o avanço da capacidade de computadores e a quantidade colossal de informações e estratégias diferenciadas de produção, a indústria começa a utilizar a inovação tecnológica como aliada em sua competitividade e na busca por redução de custos. Ele se refere, ainda, à integração digital das etapas da cadeia de valor dos produtos industriais, englobando todos os seus estágios, desde o desenvolvimento do item até seu uso.

Leia, a seguir, mais informações sobre a chamada 4ª Revolução Industrial -  também conhecida Indústria 4.0 -, conheça seu cenário atual, seus desafios e os benefícios que podem ser gerados para a indústria de máquinas e equipamentos.

Origem

Em entrevista concedida ao portal CNI, Jefferson Gomes, diretor regional do Senai/SC e professor do ITA, explicou a origem do termo Manufatura Avançada.

 “A alcunha Indústria 4.0 é germânica. Os alemães usam o termo em função das três revoluções industriais já existentes. Esta atual, a quarta, é a fase em que as indústrias de máquinas e equipamentos, baseadas em sistemas ciber-físicos, começam a tomar decisões de quando ligar, desligar ou de quando acelerar ou reduzir a produção no ambiente da manufatura. Já os norte-americanos, preferem o termo Manufatura Avançada.”

Benefícios da Manufatura Avançada

Ações como automação de processos, utilização da tecnologia da informação e outras soluções aplicadas diretamente nos recursos de manufatura melhoram os processos da indústria de máquinas e equipamentos de tal forma que o próprio setor considera essa onda de inovação como a quarta parte da Revolução Industrial.

A Manufatura Avançada propõe uma transformação das fábricas em “fábricas inteligentes”, capazes de utilizar a tecnologia para aumentar a produtividade, a eficiência e o poder de customização, gerar retornos crescentes em escala e a melhoria de processos em diversos setores do segmento industrial, além de reduzir o prazo para lançamento de novos produtos no mercado.

Nessas “fábricas inteligentes”, as máquinas e os insumos “conversam” ao longo dos processos industriais que ocorrem de modo relativamente autônomo e integrado. Equipamentos localizados em diferentes unidades da indústria também podem trocar informações em tempo real quanto a compras e estoques, por exemplo, gerando uma otimização logística e estabelecendo maior integração entre as partes componentes da cadeia produtiva.

A Consultoria McKinsey prevê que, até 2025, processos relativos à Manufatura Avançada poderão diminuir custos de manutenção de equipamentos em até 40%, reduzir o consumo de energia em até 20% e, ainda, aumentar a eficiência do trabalho na indústria em até 25%.

Panorama da Manufatura Avançada no Brasil

Em maio de 2016, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) concluiu a primeira pesquisa nacional sobre a era da Manufatura Avançada. O estudo foi realizado com 2.225 empresas de todos os portes, e, por meio dele, foi possível identificar a adoção de dez tipos de tecnologias digitais pelas empresas:

  1. Automação digital sem sensores.
  2. Automação digital com sensores para controle de processo.
  3. Monitoramento e controle remoto da produção com sistemas do tipo MES e SCADA.
  4. Automação digital com sensores com identificação de produtos e condições operacionais, linhas flexíveis.
  5. Sistemas integrados de engenharia para desenvolvimento de produtos e manufatura de produtos.
  6. Manufatura aditiva, prototipagem rápida ou impressão 3D.
  7. Simulações/análise de modelos virtuais (Elementos Finitos, Fluidodinâmica Computacional, etc.) para projeto e comissionamento.
  8. Coleta, processamento e análise de grandes quantidades de dados (big data).
  9. Utilização de serviços em nuvem associados ao produto.
  10. Incorporação de serviços digitais nos produtos (“Internet das Coisas” ou Product Service Systems).

A maior parte dos esforços feitos pela indústria de máquinas e equipamentos no Brasil está na fase dos processos industriais. De acordo com a pesquisa, 73% das empresas disseram usar, ao menos, uma tecnologia digital nesses processos, 47% afirmaram que utilizam no estágio de desenvolvimento da cadeia produtiva e somente 33% das entrevistadas adotam em novos produtos ou negócios.

Os resultados da pesquisa apontam que a indústria de máquinas e equipamentos brasileira segue um caminho natural de otimização dos processos, para só depois realizar aplicações voltadas ao desenvolvimento, aos produtos e novos modelos de negócio. “Considerando que a indústria brasileira precisa competir globalmente e que se encontra atrás nessa corrida, é preciso saltar etapas. O esforço de digitalização precisa ser realizado, simultaneamente, em todas as dimensões”, afirma o gerente de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

Recentemente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) criaram o Grupo de Trabalho de Indústria 4.0, visando desenvolver um plano de ação para a manufatura avançada no Brasil.

Desafios da 4ª Revolução Industrial

A Manufatura Avançada é composta por duas vertentes: processos integrados que garantem a produção customizada e produtos inovadores. Sendo assim, investir em inovação e em educação é uma das principais formas de reverter o cenário brasileiro, até mesmo para aumentar a compreensão do que é digitalização.

Para competir globalmente, a indústria nacional deve aumentar sua produtividade e investir em equipamentos que incorporem essas tecnologias. Outro desafio é aumentar a familiarização do segmento com a digitalização de processos, gerando entendimento de como essa ação pode impactar a indústria.

A adesão da digitalização ao trabalho industrial gerou a manufatura avançada, qualificada pela integração e pelo controle da produção a partir de equipamentos interligados em rede e da combinação do mundo real com o virtual.

A incorporação das novas tecnologias relacionadas à manufatura avançada em uma estratégia para o desenvolvimento da indústria de máquinas e equipamentos brasileira será fundamental, inclusive, para a competitividade do país diante do mercado externo e para garantir maior participação nas cadeias globais de valor.

Sua empresa está se adaptando à manufatura avançada? Já utiliza alguma das suas tecnologias? Compartilhe sua experiência nas redes sociais!

COBOTS: Robôs Colaborativos Industriais

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Histórico

A nova geração de robôs de vários fabricantes ficará registrada no cenário da automação industrial brasileira como aquela em que os robôs colaborativos “desembarcaram” em definitivo no país no ano de 2014, ou seja, os COBOTS. Esta nova categoria de robô industrial chega revolucionando o mercado por criar inúmeras novas oportunidades de aplicação devido a suas características inovadoras.

Robôs Colaborativos, chamados de “COBOTS”, foram desenvolvidos para trabalhar lado a lado com humanos de forma segura. Com isso, sua instalação nas fábricas se dá de uma forma muito mais simples e rápida do que no caso de robôs industriais convencionais, que precisam ser completamente isolados do convívio com humanos por meio de um aparato enorme de normas e dispositivos de segurança; o que torna a instalação mais complexa e cara, além de requerer mais espaço físico no chão de fábrica, muitas vezes indisponível.

A expectativa é de que o uso de robôs colaborativos cresça de forma exponencial nos próximos anos, em todos os segmentos industriais e em fábricas de todos os portes. O início é muito promissor, com interesse elevado da indústria neste tipo de tecnologia em um momento em que precisamos aumentar de forma radical a produtividade de nossa manufatura e a competitividade das empresas brasileiras para garantir a inserção do Brasil na Indústria 4.0. Entre os principais fabricantes de COBOTS se destacam: ABB (Suíça), KUKA (Alemanha), FANUC (Japão), MOTOMAN (Japão), COMAU (Itália) e a líder no mercado UNIVERSAL ROBOTS (Dinamarca), que foi comprada em 2015 pela norte-americana TERADYNE por 285 milhões de dólares.

Projeto e Conceito

COBOTS: São robôs desenvolvidos para interação direta com humanos dentro de uma área de trabalho colaborativa definida.

ÁREA DE TRABALHO COLABORAIVA: É um espaço seguro, onde o robô e um humano desenvolvem tarefas isoladas e conjuntas simultâneas, durante o ciclo produtivo.

OPERAÇÃO CALABORATIVA: Evento nos quais robôs propositadamente desenvolvidos para trabalhar em direta cooperação/interação com humanos dentro de uma área de trabalho definida.

O mercado global de COBOTS deve crescer ante os 116 milhões de dólares do ano passado de 2016, para 11,5 bilhões de dólares até 2025, estimam analistas de bens de capital do Barclays. Isto seria, aproximadamente, o equivalente ao tamanho de todo o setor robótico hoje. "Até 2020, isso será um divisor de águas", disse o líder da divisão de produtos robóticos da alemã KUKA, Stefen Lampa, durante um painel de discussões organizado pela Federação Internacional de Robótica (IFR, em inglês), na feira Automática 2016, em Munique.

 

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5 motivos explicam sucesso do setor de equipamentos e máquinas agrícolas

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De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira 2016/2017 de grãos deve chegar a 215,3 milhões de toneladas. Este volume é 15,3% maior do que o da colheita anterior e corresponde a um acréscimo de 28,6 milhões de toneladas, segundo a estatal. A soja é um dos carros-chefes dessa projeção positiva, que é benéfica para o mercado agrícola, para a economia brasileira e também para outros setores que dependem da agricultura, como o de máquinas agrícolas.

Neste último ano, o segmento teve um resultado positivo, mas, com a economia brasileira em crise, como se justifica o sucesso de equipamentos e máquinas agrícolas? Leia, a seguir, cinco fenômenos que levam para esses resultados. Confira!

1. Capitalização da agricultura

O setor de máquinas agrícolas, ao perceber que a agricultura está capitalizada, já prenuncia, também, um ano positivo em suas vendas, com uma previsão de aumento de 15% no faturamento, considerado para o setor um volume normal depois de um período de queda, como explica o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão Bastos de Oliveira. “Os anos de 2014 e 2015 foram muito ruins, somente no segundo semestre de 2016, quando acabou o impeachment, é que o setor voltou a ter investimento. Conseguimos fechar o ano 12% acima de 2015, com um faturamento em torno de R$ 11 bilhões”, diz.

2. Maior produtividade para o agricultor

Com o aumento da área plantada no Brasil de 2,5% ao ano, o setor de máquinas agrícolas é muito beneficiado. O agricultor precisa delas para realizar todos os processos, desde adubar e plantar até colher. Tratores e colheitadeiras trabalham em operações de preparo do solo, semeadura, plantio, tratos culturais e colheita, transporte, elevação, manuseio e para o processamento. As máquinas direcionadas para culturas, como soja, milho e cana, representam 70% das vendas e são elas que ajudam, também, a alavancar o setor.

Com as máquinas agrícolas, o produtor ganha em tempo e em custo x benefício, obtendo bons resultados com as safras recordes que são observadas nos últimos anos.

3. Busca por máquinas agrícolas mais modernas

De acordo com o presidente da Câmara, a vida útil desses equipamentos varia entre 7 a 10 anos e como com o bom momento da agricultura, os agricultores estão capitalizados e precisando investir em recursos de qualidade para efetivamente colher uma boa safra, a movimentação do setor é inevitável.

“As máquinas se desgastam, então é obrigatória a troca. No Centro-Oeste se usam mais as máquinas, pois as propriedades são maiores, logo, o tempo de vida útil é de sete anos. Já no Sul são menos hectares, as propriedades são menores e, por isso, aumenta para 10 anos o período para a troca dos equipamentos”, comenta Oliveira.

Por esse motivo, é importante que as empresas do setor de máquinas agrícolas continuem investindo, já que, apesar da crise, o maquinário continua sendo demandado.

4. Incentivos do governo

No Plano Safra, lançado pelo Governo Federal anualmente, está prevista uma verba para financiamento de maquinário. O orçamento 2016/2017 previa para o ano R$ 5 bilhões, que em seis meses já foram completamente utilizados. Então, o governo está realocando, dentro do plano, outros R$ 2,5 bilhões, mas não se descarta que o valor para financiamentos até junho de 2017 possa chegar a R$ 10 bilhões. O governo disponibiliza, ainda, o Moderfrota, linha de financiamento voltada ao crédito para a compra de máquinas agrícolas.

5. Importância das máquinas para o trabalho do agricultor

As máquinas agrícolas se tornaram essenciais na vida do produtor, tendo em vista que tratores estão mais precisos, e as colheitadeiras, além da precisão, ganham em produtividade.

A evolução da mecanização veio da necessidade do aumento da capacidade de trabalho no campo. Para Oliveira, o setor precisa continuar investindo, pois as máquinas são participantes diretas desse processo de bons resultados agrícolas. “Se não tiver um bom plantio, não terá um bom trabalho”, conclui.

O setor de máquinas agrícolas é um segmento que permanece estável, mesmo diante de crise, e faz parte dos influenciadores que levam o agronegócio a responder por 23% do PIB brasileiro. Há incentivos do governo, demanda por modernização do maquinário e melhorias no processo produtivo que favorecem a sustentabilidade do setor.

Quer saber mais sobre o setor industrial e a importância das máquinas e equipamentos agrícolas? Acompanhe nosso canal de conteúdo e fique por dentro das novidades do setor.