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Tecnologia a serviço do agricultor

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A EXPOMAFE, a mais importante feira de Máquinas-Ferramenta da América Latina, estará apresentando de 09 a 13 de maio, no São Paulo Expo, o que há de mais moderno em máquinas, equipamentos e sistemas integrados de manufatura, através de seus expositores, seminários e eventos paralelos. Um dos principais destaques deste importante encontro é o Estande Temático, que neste ano está dedicado ao setor de máquinas e implementos agrícolas, cujo objetivo é demonstrar a importância das máquinas-ferramenta para o desenvolvimento da agricultura.

O parceiro escolhido é a empresa JACTO S.A., da cidade de Pompeia, no estado de São Paulo, fabricante de máquinas e equipamentos agrícolas, assim como de modernas tecnologias voltadas para a agricultura de precisão e para as melhores condições de trabalho no campo, atividades estas resumidas pelo slogan “Tecnologia a serviço do agricultor”.

José Tonon Junior, gerente de comunicação da Jacto, informa: “O Estande Temático da EXPOMAFE preenche o seu principal objetivo que é o de demonstrar ao público geral que estará visitando a feira a importância das máquinas-ferramenta na produção de todo e qualquer tipo de bens manufaturados e poder trocar ideias com os especialistas da área da usinagem e do controle da produção presentes no evento.

A Jacto estará apresentando uma linha do tempo composta por painéis e recursos visuais, como vídeos dos processos de fabricação e montagem, além da exposição de peças fundidas e usinadas na própria empresa, incluindo as cortadas no laser 3D que, juntas, ilustrarão as várias fases da organização. Será apresentada, também, a evolução dos produtos da Jacto, junto com a sua cultura, jeito de ser e de trabalhar. Estarão ainda expostos seus tradicionais pulverizadores costais e equipamentos modernos de pulverização responsáveis pela evolução da agricultura de precisão.

“Será um momento de mostrar para um seleto grupo uma parte da contribuição da Jacto para uma agricultura cada vez mais competitiva e tecnificada”, completa Tonon.

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Análise preditiva de dados: entenda o que é e como utilizá-la na indústria metalmecânica

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Para o empresário do setor metalmecânico, não há nada mais precioso do que prever falhas em máquinas e equipamentos, desperdícios de energia e matéria-prima, falta de qualidade do produto final, entre outros fatores de risco ligados à manufatura industrial.

A partir da mineração de dados (processo de explorar grandes quantidades de dados à procura de padrões consistente) de uma linha produtiva, a análise preditiva de dados surge como uma nova forma de descobrir padrões e avaliar a probabilidade de acontecimentos futuros, sejam eles positivos ou negativos para a indústria metalmecânica. O resultado dessa tecnologia é a simplificação da tomada de decisões e a geração de novos insights que levam a melhores ações e processos produtivos.

Isso porque os modelos preditivos ajudam na análise de cenários específicos e na identificação de tendências e mudanças capazes de afetar as estratégias comerciais e os processos industriais, por meio do uso de ferramentas do Big Data Analytics

Qualquer setor produtivo de uma indústria possui um grande volume de informações importantes que, constantemente, são negligenciadas pelo empresário e podem servir, certamente, como levantamento estatístico para prever, por exemplo, a produção do dia, da semana ou do mês em tempo real.

Mas para que serve a análise preditiva?

Para Paulo Sandres, consultor de serviços tecnológicos do Instituto SENAI de Tecnologia Automação e Simulação, uma das maiores vantagens da análise preditiva na indústria metalmecânica é a possibilidade de o empresário planejar com antecedência a manutenção de uma máquina, sem grandes prejuízos para a sua produção.

“Diferentemente da manutenção preventiva de um equipamento, quando são realizadas manutenções periódicas com base em previsões estatísticas do fabricante, a análise preditiva ocorre quando um operador analisa os dados antigos e os atuais de uma máquina e verifica a informação de que alguma coisa não está funcionando como deveria. A partir desse dado, o operador pode começar a identificar um possível problema futuro e a planejar com antecedência a manutenção, antes que a máquina pare por falha ou quebra”, afirma.

A tecnologia é importante, inclusive, quando o operador planeja parar uma máquina. Afinal, a partir da análise preditiva é possível prever quanto tempo ela vai ficar parada, quando ela voltará a produzir e como será a produção dela antes e depois da manutenção.

“Agora, se você espera a máquina quebrar para depois fazer a manutenção corretiva, pode ser pego de surpresa no meio de um grande pedido e depender da sorte para ter a peça em estoque ou no fornecedor. Dependendo da peça, sua produção pode ficar parada por até uma semana”, alerta o consultor.

Como colocar a análise preditiva em prática?

O uso do Big Data ainda é pouco utilizado pela indústria brasileira. De acordo com estudo da CNI, apenas 9% das indústrias coletam, processam e analisam grandes quantidades de dados.

Apesar disso, vale a pena ressaltar que, em um mercado cada vez mais competitivo, as indústrias do setor metalmecânico que mais se destacam são aquelas que apostam nas tecnologias da Manufatura Avançada.

Confira, a seguir, quais são os primeiros passos a serem dados para a adoção da análise preditiva na sua indústria.

#1 Identificar o problema

O primeiro passo é decidir o que se espera conseguir com a análise preditiva de dados. Prever manutenção de máquinas? Reduzir falhas de produção? Aumentar a qualidade de produtos? Antever tendências do mercado?

#2 Minerar dados

Com os objetivos definidos, é hora de reunir todos os dados possíveis que tenham valor e relevância para o seu negócio, tanto de fontes internas (padrões operacionais, memória dos funcionários, etc.) quanto externas (pesquisas de mercado, de associações industriais, etc.).

Será necessário alguém com experiência para minerar, gerenciar e analisar esses dados. A preparação deles é um dos aspectos mais demorados da implantação da análise preditiva.

#3 Implantar os modelos

Será necessário um software e um analista de dados para a implantação de modelos preditivos a fim de que se alcance o melhor desempenho. A modelagem preditiva exige uma abordagem em equipe e que todos entendam do problema industrial a ser resolvido.

A análise preditiva de dados é um recurso que pode favorecer uma otimização da performance de seus funcionários e de seu maquinário e a geração de vantagem competitiva para o seu negócio.

Você já conhecia as vantagens da análise preditiva de dados na indústria? Continue acompanhando nosso canal de conteúdo para conferir as tendências do setor industrial e até a próxima!

De inteligência social a priorização: as características que o profissional da Manufatura Avançada precisa ter

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Na era da Manufatura Avançada várias tecnologias inovadoras têm sido desenvolvidas e implementadas nos chãos de fábrica para aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos produtos oferecidos e reduzir os custos de fabricação. Contudo, para operar e extrair o melhor das novas linhas de produção, o perfil dos profissionais tende a passar por uma grande transformação. Isso significa que quem quiser trabalhar em fábricas inteligentes terá de ser um profissional multidisciplinar, pois será necessário entender tudo o que acontece ao seu redor.

Com a proposta de as máquinas da 4ª Revolução Industrial trabalharem de forma autônoma e comandadas a partir de sistemas mobile, os operadores precisarão se adaptar a um novo jeito de lidar com os equipamentos. “Está chegando ao fim a era do técnico que só aperta botões. Os profissionais precisarão aprender a lidar com máquinas e robôs inteligentes”, aponta Osvaldo Lahoz Maia, gerente de Inovação de Tecnologia no SENAI São Paulo.

Renovação do conhecimento

No campo comportamental, precisarão ser mais críticos, flexíveis e dispostos a aprender sempre. Isso porque, de acordo com o especialista, estima-se que, dentro de cinco anos, 35% de todo o conhecimento assimilado seja descartável. Além de conceitos comuns aos cursos de engenharia, passarão a fazer parte do dia a dia das empresas do setor metalomecânico, a inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, impressão 3D e biotecnologia.

Características na era da digitalização

O Institute for the Future, organização não governamental que estuda tendências em inovação, listou as características que serão indispensáveis aos profissionais da era da digitalização. Acompanhe!

Senso crítico: com computadores e robôs assumindo os trabalhos mecânicos, haverá mais demanda por profissionais capazes de ter ideias inovadoras, tomar decisões e avaliar riscos.

Inteligência social: em ambientes digitalizados, trabalhar em equipe e relacionar-se bem com funcionários de áreas e hierarquias diferentes serão características cada vez mais valorizadas.

Flexibilidade: a capacidade de se adaptar a situações diferentes é essencial em ambientes de trabalho em constante processo de mudança.

Capacidade de abstração: na era da Big Data, compreender e traduzir conceitos e dados será um diferencial valorizado pelas empresas.

Competência cross-cultural: o profissional do futuro deve se relacionar e trabalhar com pessoas de diferentes países e culturas de maneira eficiente.

Interdisciplinaridade: à medida que as equipes se tornam multidisciplinares e globais, essa competência será cada vez mais valorizada. Um engenheiro que desenvolve peças de automóveis, por exemplo, poderá pensar em adaptações no design que levem à redução do tempo ou custo de fabricação.

Colaboração a distância: não basta ser capaz de trabalhar com equipes multidisciplinares e multiculturais. É preciso conseguir criar conexões, tanto presencial quanto virtualmente, sem perder o foco nos resultados.

Priorização: com um número de informações sempre maior e disponível a qualquer hora e em qualquer lugar, terão destaque os profissionais que forem capazes de filtrar, reter e aproveitar apenas o que é importante.

Você está preparado para este novo momento do mercado? Compartilhe a informação com seus amigos nas redes sociais!

Pequena indústria pode investir em Manufatura Avançada, mas deve assumir um novo modelo

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A Manufatura Avançada está deixando de ser apenas uma tendência para se tornar realidade nas empresas, inclusive nas de pequeno e médio porte. Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), realizado com 2.225 empresas de todos os portes, mapeou a adoção de tecnologias digitais relacionadas à Manufatura Avançada. Segundo a pesquisa, 73% das companhias afirmaram usar, ao menos, uma tecnologia digital na etapa de processos. Além disso, 47% utilizam na etapa de desenvolvimento e 33% em novos produtos e novos negócios.

Porém, vale lembrar que a Manufatura Avançada não é uma nova tecnologia, mas um novo conceito de utilização da tecnologia industrial de ponta atualmente existente. E embora companhias pequenas e médias já adotem o Big Data Analytics para verificar detalhadamente os números de sua cadeia produtiva, o diretor de tecnologia da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), João Alfredo Delgado, declara que “para tudo existe um processo natural de implementação que deve ser lento, porque depende do investimento macro.”

Ainda de acordo com Delgado, esta é “uma mudança cultural, pois o modelo de negócio muda bastante, assim como o conceito com o qual as empresas trabalham. E esse processo vai mudar muito, tanto na Alemanha quanto aqui. E essa revolução já está acontecendo.” A mudança cultural é, portanto, na avaliação do especialista, um dos primeiros passos para empresas pequenas e médias se adequarem ao conceito.

Para o consultor e especialista em Manufatura Avançada, Paulo Roberto dos Santos, implementar a Manufatura Avançada é provocar uma profunda reflexão sobre o posicionamento da empresa no mercado e os caminhos que ela utilizará para adicionar valor ao negócio. Os desafios tecnológicos estão relativamente equacionados e são facilmente solucionados com equipamentos, sistemas e softwares já disponíveis

Uma vez atingido esse nível de consciência, o passo seguinte será o entendimento do papel que a empresa desempenhará nesse novo cenário, revisando seu planejamento estratégico e alinhando esse novo papel”, complementa Santos. “A partir do novo plano estratégico, será possível estabelecer as prioridades de revisão de processos e investimentos e iniciar a implementação propriamente dita. ”

Padronizar o processo produtivo aumenta a produtividade na pequena indústria

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A padronização é a base para estruturar uma política de qualidade. É a capacidade de fazer sempre o melhor produto final, sem desperdício de tempo ou de recursos. Para tal, é fundamental a garantia da segurança de todos os trabalhadores envolvidos na linha produtiva e a criação de uma cultura de qualidade dentro da organização.

Quando a indústria adota a padronização, ela busca organizar suas rotinas produtivas a fim de aumentar a competitividade, a produtividade e sua lucratividade. Isso requer do pequeno empresário o planejamento, a criatividade e a flexibilidade para abandonar processos obsoletos e propor novas formas mais produtivas de trabalho.

Para Paulo Sandres, consultor do SENAI, é fundamental que as empresas comecem a registrar todos os procedimentos da sua linha de produção. "Em empresas pequenas, principalmente, como dificilmente existe algum processo documentado, quando aquele operador muito experiente é removido ou transferido, elas ficam órfãs de todo o conhecimento que este operador tinha e que foi adquirido ao longo dos anos”, alerta Paulo.

Dessa forma, a documentação de procedimentos ou processos produtivos se torna uma importante forma de manter todo esse conhecimento com a empresa. Esse é um dos grandes benefícios da padronização do processo produtivo. Confira, a seguir, outras vantagens que essa iniciativa pode trazer para a sua indústria.

Como o sistema pode ser aplicado de modo benéfico para a empresa?

O gerenciamento da rotina de trabalho e a elaboração de processos formalizados é a base para a sistematização da indústria e da sua linha produtiva. Saiba, a seguir, as fases para implementação de uma boa gestão e padronização de processos:

  1. Planejamento

Nesta fase inicial, busca-se fazer um levantamento de toda a documentação disponível na organização, identificar os processos (primários, de gestão e de apoio) e definir indicadores de desempenho.

  1. Análise

Análise detalhada da documentação e de como os processos estão sendo executados na linha produtiva para, a partir daí, fazer uma avaliação do que poderia ou precisa ser melhorado.

  1. Desempenho

É a fase da decisão. Ciente das falhas, este é o momento para alinhar os processos com os objetivos estratégicos da empresa e fazer simulações de cenários, incluindo as melhorias necessárias.

  1. Implantação

Colocar em ação os processos definidos na forma de um fluxo de trabalho. Para essa fase, algumas indústrias utilizam tecnologias e softwares específicos para documentar essa implantação e auxiliar nas etapas seguintes.

  1. Monitoramento

Neste momento, é importante acompanhar se os processos estão, realmente, atingindo os objetivos estabelecidos. Os indicadores mais comuns para esse monitoramento são: custo, tempo, produtividade e qualidade.

  1. Refinamento

Pequenos ajustes sempre serão necessários e é a partir desse refinamento que a indústria pratica a melhoria contínua. O foco deve estar sempre no aumento do desempenho, da competitividade e no atendimento das necessidades dos clientes.

Os benefícios da padronização do processo produtivo

Existem vários benefícios oferecidos pela padronização para a pequena indústria. Dentre eles, podemos citar:

Controle do processo

Os colaboradores podem receber treinamentos padronizados para a condução dos processos de uma linha produtiva. Nas eventuais trocas de funcionários, a expertise do processo não se perde. “Essa documentação serve como uma espécie de método para todo novo funcionário que entrar na indústria. É claro que isso não é uma garantia, mas a organização consegue ter um manual de boas práticas para novos operadores que ainda não estão acostumados com os procedimentos de sua linha produtiva”, afirma o consultor do SENAI.

Aumento da produtividade

A padronização permite prever problemas, reduzir perdas e estabilizar processos. Com o aperfeiçoamento das técnicas de produção ocorre, gradativamente, o aumento da produtividade da indústria.

Qualidade dos produtos

Com processos organizados e padronizados, fica mais fácil garantir um aumento da qualidade no produto final, atendendo às expectativas do cliente da melhor forma possível.

A padronização de processos produtivos fundamenta-se na elaboração de rotinas produtivas formalizadas quanto às atividades executadas em uma unidade industrial. Ela favorece uma redução nas taxas de erros e refação de trabalhos, por meio da implementação de uma cultura de "acerte já na primeira vez", o que garante um incremento de produtividade e da qualidade no processo produtivo.

Quer ficar por dentro de outras novidades e dicas de gestão industrial? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo para conferir outras informações sobre o segmento. 

Benefícios da gestão visual do chão de fábrica

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O conceito de Manufatura Avançada, chamada por muitos de a 4ª Revolução Industrial, está cada vez mais presente na rotina das indústrias com o objetivo de criar fábricas inteligentes utilizando recursos como Internet das Coisas, Big Data, sistemas cyber-físicos, entre outros.

Para a implantação desse conceito, é altamente necessária a integração da informação por meio de sistemas inteligentes, com os quais as máquinas possam se comunicar. E é neste contexto que é percebida a importância da gestão visual do chão de fábrica, também conhecida por visual shop floor.

Ela é fundamental para o gerenciamento operacional do dia a dia dos processos produtivos. “Por intermédio dessa gestão, temos a possibilidade de acompanhar em tempo real o status das atividades e operações utilizando gráficos, imagens e esquemáticos que representam e virtualizam o processo produtivo”, explica Jefferson Melo, coordenador de projetos do Centro de Produção Cooperada da Fundação CERTI.

Essas informações, em geral, são dispostas em dashboards ou telões, visualmente acessíveis a todos os colaboradores para que eventuais desvios em relação ao planejamento sejam rapidamente identificados e minimizados.

A seguir, conheça mais sobre os benefícios e aplicação da gestão visual do chão de fábrica.

A aplicação da gestão visual do chão de fábrica na indústria

A gestão do chão de fábrica permite uma maior capacidade de acompanhamento da produção por parte de líderes e gerentes que, por sua vez, têm um acesso imediato ao status de cada linha.

No entanto, para isso acontecer, é necessário que existam sistemas de informação que possibilitem a coleta de dados dos processos. Esses aparelhos podem utilizar sensorialmente soluções de Internet das Coisas, comunicação máquina-máquina, além da integração da informação gerada durante a rastreabilidade dos processos. “O Sistema de Gerenciamento da Informação Fabril - PIMS (Plant Information Management System) desenvolvido pela Fundação CERTI, por exemplo, permite este tipo de integração com diferentes sistemas e equipamentos, atuando como um agregador de todos os dados gerados durante a operação da fábrica. Estes dados, então, podem ser organizados e tratados de maneira inteligente para a geração dos dashboards de gestão visual”, enfatiza Melo.

Benefícios da gestão visual do chão de fábrica

Cabe ressaltar, também, nesse processo de chão de fábrica que o constante monitoramento auxilia na redução do desperdício, uma vez que alarmes podem impedir a continuidade da produção de produtos com defeitos, o que minimiza o erro e melhora a qualidade do produto que é entregue ao consumidor posteriormente. Esses indicadores podem ser controlados mediante painel digital ou via internet.

Outro ponto importante desse processo está relacionado à eficiência, já que esse tipo de gestão auxilia na redução do tempo das paradas e acelera o setup das máquinas e das linhas. Isso permite que elas permaneçam por mais tempo em operação e fornecendo informações confiáveis, dando maior rapidez a reações que precisam ser mais ágeis e, portanto, favorecendo um processo de tomada de decisões mais assertivo.

A gestão visual do chão de fábrica é uma ferramenta que pode trazer diversos benefícios para a indústria fabril. Trata-se de um recurso que torna problemas mais visíveis e o trabalho e a padronização de processos mais facilmente executáveis, o que pode contribuir para manter a competitividade de sua indústria, sobretudo em momento de instabilidade e recuperação do mercado.

Você quer obter mais dicas de gestão do chão de fábrica? Então continue acompanhando o nosso canal de conteúdo! 

Robôs autônomos: Manufatura Avançada gera novos modelos de negócios

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O conceito da Manufatura Avançada - também conhecida como Indústria 4.0, Indústria do Futuro e Fábrica Inteligente - começa a se popularizar e ganhar força em todo o mundo como um novo modelo de negócio, caracterizado pela integração e pelo controle remotos da produção das indústrias, a partir de sensores e equipamentos conectados em rede (sistemas de automação associados a sistemas cyber-físicos) que trocam informações em tempo real com pouquíssima intervenção humana, de forma a garantir mais agilidade, flexibilidade, redução de custos, otimização de recursos, fim de desperdícios e personalização de produtos ao consumidor.

Diante desse cenário, os robôs autônomos tendem a assumir, cada vez mais, a execução de tarefas padronizadas e, até mesmo, trabalhos mais complicados. “Eles vão passar a executar o mais difícil, enquanto o funcionário apenas atuará para complementar a atividade. Os robôs podem, inclusive, aprender como calcular o melhor trajeto entre um ponto e outro, pois têm um grau de autonomia capaz de ajustá-los a qualquer realidade. Mas vale a pena ressaltar que esse trabalho conjunto não pode ser feito por um robô qualquer, mas, sim, por um autônomo, que não expõe o ser humano a riscos. Quando ele percebe que o profissional vai interagir, ele age de uma maneira, e quando entende que o ser humano se afastou, passa a atuar de outro jeito”, explica Paulo Roberto dos Santos, consultor especialista em Indústria 4.0.   

Não à toa, a utilização de robôs autônomos cresceu em todo o mundo nos últimos anos. Em 2015, foram vendidos 248 mil unidades, o que representa uma expansão de 12% em comparação com 2014, quando foram comercializadas 221 mil robôs, de acordo com a Federação Internacional de Robótica (IFR). O volume quadruplicou desde o período de 2009 até 2015.

Em 2018, serão cerca 2,3 milhões de unidades nas fábricas de todo o planeta. A Ásia permanece como o principal mercado mundial. Na região foram vendidas em 2015 aproximadamente 156 mil unidades, um crescimento de 16%. Já na Europa, os três principais mercados individuais da Europa são: Alemanha (20 mil unidades), Itália (6,7 mil unidades) e Espanha (3,8 mil unidades).  Nas Américas, o mercado tem se mostrado ainda mais dinâmico com expansão de 15%. Para se ter uma ideia, no primeiro semestre de 2016, foram vendidos 14.583 robôs no mercado norte-americano, de acordo com a Association for Advancing Automation. As montadoras são as que mais investem nessa tecnologia, na busca pela redução do tempo de processamento, de custos e falhas.