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Roadmap de projetos: por que implementar na indústria 4.0?

roadmap de projetos para a indústria 4.0

Você já utilizou ou ouviu falar no termo Roadmap de Projetos? Um roadmap de projetos (tradução literal do inglês para “mapa da estrada”) apresenta o caminho para sua empresa sair de um ponto A (sem o produto ou o projeto) até o ponto B (com aquele produto ou projeto já pronto).

Neste amplo contexto, o roadmap pode ser adotado na implantação das tecnologias alinhadas à Indústria 4.0, tais como na automaçãootimização do layout industrial.

Por isso, a adoção do roadmap de projetos se mostra uma estratégia de fundamental importância para aquelas empresas em processo de implantação dos projetos relacionados à era 4.0 da indústria.

Roadmap de projetos: qual sua importância?

Se você não souber quais os caminhos precisa percorrer, dificilmente terá o sucesso esperado no seu destino final, concorda?

Tomando isso como base, o termo Roadmap, como o próprio nome sugere, é uma espécie de mapa visual e descritivo, que aponta como será o produto ou projeto a cada período de sua evolução.

O objetivo deste mapa é alinhar diferentes visões para responder, de forma muito mais coordenada, a 3 perguntas relacionadas à evolução da organização ou do negócio:

  •  Onde estamos?
  •  Onde queremos chegar?
  •  Como chegaremos?

Anderson Aoca, gerente do Laboratório de Indústria 4.0 e Automação na Engineering do Brasil dá uma explicação bastante simples do conceito de roadmap de projetos no setor industrial: “no setor industrial, um Roadmap de Projetos é caracterizado como um plano de execução de projetos priorizados em alinhamento com o Planejamento Estratégico de uma Companhia”.

Pensando no conceito de estratégia, temos: 

  1. Planejamento Estratégico – Este plano será elaborado pela alta administração e situado no âmbito estratégico de cada companhia;
  2. Planejamento Tático – Elaborado pelas gerências através dos desdobramentos das metas criadas no plano estratégico. “O Roadmap de Projetos está situado no âmbito Tático das Companhias”, complementa Aoca;
  3. Planejamento Operacional – Elaborado pelas unidades para executar os projetos elencados nos Roadmaps, para assim atingir as metas desdobradas dos planos Estratégico e Tático.

Neste contexto, Aoca indica que é importante ter uma abordagem consultiva para a criação desses Roadmaps: “a consultoria é o caminho que proporciona o perfeito alinhamento das soluções técnicas com os objetivos estratégicos das companhias produzindo planos táticos consistentes e com resultados mensuráveis”.

Roadmap de projetos na Indústria 4.0: vantagens para a empresa

No âmbito de todas as tecnologias inerentes à Indústria 4.0, o Roadmap de projetos se torna uma estratégia mais do que essencial.

Isso porque um dos focos do roadmap na implantação de novos processos é ajudar as corporações a digitalizarem seus processos e implementar novas tecnologias, possibilitando que obtenham excelência operacional e estratégica.

Essa estratégia é ser essencial para que os objetivos estratégicos da companhia sejam atingidos e as tecnologias mais aderentes sejam aplicadas de forma mais assertiva. “Esses objetivos devem ser locais e específicos para cada unidade, além disso, devem estar alinhados com a Estratégia de cada Companhia”, complementa Aoca.

Neste contexto, são inúmeras as vantagens da adoção da Roadmap de projetos na implantação daqueles relacionados à Indústria 4.0. Dentre elas:

  • Otimização de Custos, bastante importante dentro do conceito de indústria 4.0;
  • Realização de Investimentos de forma muito mais inteligente, a ponto de trazer resultados práticos percentualmente consideráveis;
  • Aumento da eficiência das plantas dentro da indústria através do empoderamento dos colaboradores na execução de seus respectivos trabalhos.

Para Aoca, a maior vantagem do roadmap de projetos é o alinhamento entre a estratégia do Business (Negócio) das companhias com os níveis Tático e Operacional das mesmas: "na prática, este alinhamento cria Diretrizes Sólidas para a Gestão Industrial trabalhar, e permite a aplicação das tecnologias mais aderentes à Indústria 4.0, garantindo que os resultados de seu trabalho sejam consideráveis e mensuráveis”, finaliza.

Digitalização do processo de PCP: vantagens e aplicações

Digitalização do processo de PCP

Assim como grande parte do mundo, o Brasil já caminha para a era da Indústria 4.0, implantando aos poucos o avanço tecnológico. Uma das marcas desse cenário é a digitalização do processo de PCP (Planejamento e Controle de Produção), já adotado por muitas indústrias.

O PCP é um processo que permite ajudar e facilitar todo o gerenciamento das atividades ligadas à produção industrial, contribuindo com o aumento da produtividade e da eficiência dentro das indústrias.

Contudo, assim como todos os processos industrias, a evolução precisa ser sempre constante. Por isso, a digitalização de máquinas-ferramentas e de processos PCP representam inovações no atual contexto industrial bastante importantes.

As principais etapas de PCP  

Basicamente, o PCP trata de um processo adotado por indústrias que visa ajudar no gerenciamento das atividades de produção. Denilson Carvalho, sócio e CEO da TECMARAN Consultoria e Planejamento explica que será por meio do PCP que todos os recursos operacionais serão melhores definidos: “é um processo que permite às indústrias se preparar e se organizar para melhor atender à demanda do mercado para seus produtos”.

O CEO da Tecmaran explica que o PCP é o principal elo de ligação com fornecedores e clientes, e, também, entre os diferentes setores da empresa - sempre em busca de melhores resultados, sejam eles específicos ou globais.

O PCP tem como objetivos principais:

  • Definir a quantidade de matéria-prima e insumo a ser comprada e/ou produzida internamente;
  • Estimar e arregimentar a mão de obra necessária à produção;
  • Fazer o melhor uso da capacidade de produção instalada;
  • Estabelecer as datas de entregas confiáveis dos pedidos;
  • Criar referências para controlar a execução da produção.

Denilson Carvalho explica que, tipicamente, o PCP é baseado nas seguintes etapas:

  • Planejar a necessidade de materiais (matéria prima e outros insumos) ao longo do tempo;
  • Planejar a necessidade de capacidade da indústria (mão de obra, máquinas e equipamentos);
  • Programar e sequenciar as ordens de produção que vão atender à demanda, definindo onde, quando, em que quantidade e em que sequência cada produto será produzido;
  • Controlar a execução da produção para avaliar desvios, eficiência e eficácia, produtividade, e tomar decisões corretivas imediatas e futuras;
  • Simular impactos de alterações nas condições de produção, de demanda e de suprimento.

Digitalização do processo de PCP: avanços no processo de gestão industrial

De modo geral, o termo digitalização engloba a aplicação de tecnologias de integração entre diversas áreas em que o compartilhamento de dados é parte essencial para o sucesso.

No caso industrial, Carvalho explica que a digitalização do processo de PCP permitirá aos gestores dispor e acessar, de forma muito mais rápida, dados e informações essenciais para tomada de decisões mais assertivas sobre a operação da manufatura.

Rapidez e precisão são fundamentais para conquistar e manter a competitividade das empresas. Afinal, uma decisão errada ou demorada pode comprometer todo um plano de marketing e de vendas, e abalar a saúde financeira de uma empresa industrial”, complementa o CEO.

Além disso, a digitalização do processo de PCP induzirá a digitalização de outros processos empresariais, visto que ele se relaciona com os de manutenção, engenharia, financeiros, vendas etc.

O PCP se configura como um decisivo e importante passo na jornada de transformação digital da empresa rumo à Indústria 4.0. Portanto, esse é um processo que não pode ser esquecido ou negligenciado.

A digitalização da PCP pode ser adotada por todo tipo de indústria

Diante do rápido avanço da Indústria 4.0, empresas de todos os tamanhos e segmentos industriais podem adotar e se beneficiar da digitalização do processo de PCP.

Está comprovado que as indústrias que atuam em mercados mais competitivos e com grandes variações na demanda, e aquelas que tenham restrições operacionais e tecnológicas, tendem a obter resultados mais expressivos. Ou, pelo menos, resultados mais imediatos”, salienta Carvalho.

Nestes processos industriais, a digitalização do processo de PCP proporciona:

  • Agilidade e assertividade na tomada de decisões sobre a operação de manufatura;
  • Respostas rápidas e precisas frente às variações da demanda;
  • Melhor utilização da capacidade de produção;
  • Redução do desperdício de tempo, materiais e de capacidade produtiva;
  • Aumento de produtividade e, consequentemente, da lucratividade e competitividade.

Dessa forma, os próximos anos serão vitais para a digitalização do processo de PCP nas indústrias, resultando em significativas mudanças na cadeia fabril. Por isso, os fabricantes devem aproveitar o máximo potencial da PCP digital, se planejar corretamente e implementar essa tecnologia.

Engajamento de equipes e transformação digital na indústria

engajamento de equipes na indústria

Manter o engajamento de equipes no setor industrial representa um desafio constante por parte de muitos gestores, requerendo um olhar sempre estratégico para a gestão de pessoas na indústria.

Esse processo de engajamento de equipes vem se tornando ainda mais importante em um ambiente onde as indústrias estão, cada vez mais, vivenciando a transformação digital, representada por uma evolução estrutural, capaz de automatizar metodologias e técnicas facilitadoras do dia a dia da indústria.

Porém, não são raros os casos em que mesmo os melhores processos de transformação digital utilizados na indústria acabam falhando. Isso ocorre, dentre outros motivos, por falta de engajamento das equipes.

Assim, para realmente dar certo, a transformação digital exige que os colaboradores sejam parceiros da indústria, afinal serão eles os responsáveis por colocar em prática as novas tecnologias que contribuam com a transformação da indústria.

Falhas no engajamento: influência direta na transformação digital

Todas as inovações relacionadas à transformação digital têm, por característica, impactar diretamente a atuação e rotina de todo tipo de processo industrial.

Na indústria, o processo de transformação digital se traduz pelo uso de ‘Sistemas Ciber-Físicos’ na produção industrial, ou seja, utiliza-se um conjunto de softwares e aplicações que interagem com as pessoas e com todos os processos da indústria.

Todo esse movimento também influencia diretamente sobre o potencial de qualificação de profissionais aptos para atuar na “Indústria 4.0”.

Porém, para que essa transformação atinja os resultados desejados, é exigido constante engajamento de toda a equipe de trabalho. Entretanto, não é sempre isso que acontece, visto que a falta de engajamento dos colaboradores é extremamente crítica em processos em que se pretende implementar processos de transformação digital.

No setor industrial, ou em qualquer setor, não se trata engajamento simplesmente com tecnologia ou com processos, e sim com pessoas”, diz Bill Moraes, VP da FranklinCovey.

Assim, o líder tem o papel importantíssimo de criar um ambiente em que as pessoas se sintam valorizadas e parte de uma equipe que entrega resultados, contribuindo para algo que tem significado.

Engajamento de equipes: compromisso para com a indústria

Toda equipe que seja engajada com os propósitos da empresa precisa necessariamente ter compromisso com os valores do negócio, além de determinação e colaboração mútua.

Diante desse proposto, no caso das indústrias, o engajamento da equipe pode ser traduzido diretamente em contribuições voluntárias para um melhor plano e execução da estratégia - ou seja, quando a contribuição é feita sem necessariamente o controle do líder.

Neste contexto, para melhorar o funcionamento global da atividade, os responsáveis pela gestão de pessoas na indústria precisam estar em busca constante por colaboradores pró-ativos, que sejam mais produtivos e que tenham características de liderança.

Certamente, essas qualidades são potencializadas quando o indivíduo está engajado com a missão da indústria, principalmente diante de processos de transformação digital. Para Moraes, todo esse engajamento, inclusive, contribui para aumentar o retorno dos acionistas.

Segundo uma pesquisa da FranklinCovey feita com mais de 2000 líderes no mundo todo, o retorno aos acionistas quando os níveis de engajamento e confiança são mais altos é até três vezes maior”, diz.

4 dicas para melhorar o engajamento de equipes na indústria

Para que a gestão de pessoas na indústria seja a melhor possível, e o engajamento de equipes diante da transformação digital atinja os efeitos esperados, o VP da FranklinCovey indica 4 dicas bastante importantes.

  1. Estabelecimento de um ambiente baseado em muita confiança. “Com isso, as pessoas criam transparência, confrontam a realidade e esclarecem expectativas”;
  2. É preciso que a indústria tenha um propósito ou visão mais envolventes. “Cada pessoa/profissional precisa conseguir ver a si mesmo contribuindo para uma visão compartilhada da indústria";
  3. Execução de estratégias baseadas no foco, engajamento, novos comportamentos e prestação de contas.
  4. Desenvolvimento do potencial inexplorado de cada colaborador. “O líder e a equipe devem realizar perguntas para que cada pessoa crie independência em alcançar os resultados, sejam eles pessoais ou de toda a equipe”, completa.

Por fim, é importante salientar que, ao aumentar o engajamento de equipes, os colaboradores se sentirão mais motivados e focados, levando a atividade a atingir melhores resultados globais, principalmente diante do processo de transformação digital, que está em curso nas indústrias.

3 maiores desafios do gestor industrial e como vencê-los

Desafios do gestor industrial

Os líderes nas indústrias têm, hoje, um papel complexo e diversificado, sendo elementos-chave para o sucesso organizacional. Nesse contexto, há diversos desafios do gestor industrial que precisam ser identificados e trabalhados para que a empresa consiga atingir seus propósitos, alcançar a produtividade esperada e a geração de valor e diferenciais competitivos necessários para atuar com mais segurança em um mercado cada vez mais dinâmico, global e competitivo.

De fato, o gestor industrial se encontra em uma posição estratégica para influenciar e liderar as mudanças necessárias para modernizar, profissionalizar e instrumentalizar as empresas. Veja, a seguir, algumas dicas de como lidar com três dos grandes desafios do gestor industrial.

1. Atrair e reter talentos é um dos grandes desafios do gestor industrial

Hoje fala-se de uma crise de escassez de talentos - ou "apagão de talentos" - em vários setores produtivos, incluindo o industrial. De fato, conforme um estudo conduzido pela empresa de recursos humanos Korn Ferr, essa deve ser uma das principais áreas no país afetadas pelo gap entre postos vagos e contratações de talentos ideais para elas.

"Hoje, o deficit de mão de obra na indústria é alavancado, por exemplo, pela saída do mercado de profissionais da geração Baby Boomer, que estão se aposentando. Isso colabora para que a indústria de transformação enfrente uma escassez de mão de obra iminente", destaca Carolina Maciel, consultora em RH e especialista em Gestão de Pessoas.

Uma pesquisa realizada pela Deloitte prevê que teremos entre 2 e 3,5 milhões de empregos industriais não preenchidos até 2025. E outro fator que ajuda a elevar esses números é a transformação digital e tecnológica pela qual passa a indústria. Encontrar e reter talentos que realmente estejam preparados para lidar com essa transformação, as novas metodologias e maquinários é um dos grandes desafios do gestor industrial, que precisa contar com colaboradores que tenham um conjunto de habilidades especializadas.

E isso pode afetar a indústria por meio de uma alta rotatividade de profissionais não preparados para as posições, uma queda produtiva e, até mesmo, de custos por avarias provocadas pelo uso incorreto de equipamentos.

Para ajudar a lidar com o problema, Carolina sugere que se "fomente no mercado uma imagem de boa empregadora, utilizando employer branding. Ele ajudará a manter a empresa atrativa para os melhores talentos, por meio de uma imagem forte no mercado e de reconhecimento aos seus programas voltados à retenção de funcionários".

Além disso, outra possibilidade levantada por ela é a de "identificar no mercado candidatos com alto potencial, mesmo que ainda não tenham os conhecimentos técnicos no nível esperado. Depois de contratados, esses profissionais de potencial podem ser treinados internamente pela empresa, que, além de suprir sua demanda para o posto, estará desenvolvendo uma ação de valorização do profissional, o que será fundamental para reter esse talento e mantê-lo engajado", ressalta.

Essa ação, hoje, é facilitada por tecnologia de realidade aumentada e virtual, que podem ser utilizadas para reduzir custos de treinamento e promover formações internas qualificadas. 

Outra abordagem a ser considerada é a de recrutamento interno. Para cargos especializados, a força de trabalho existente pode servir como uma valiosa fonte de novos talentos em potencial. E essa iniciativa, ainda, contribui para reduzir as taxas de turnover da empresa - um estudo relaciona o baixo índice de rotatividade de pessoal a empresas que implementaram a política do recrutamento interno.

Além disso, se torna possível acelerar o processo de recrutamento e seleção e reduzir a queda de produtividade ocasionada pela espera no preenchimento do posto de trabalho. Por tudo isso, o recrutamento interno é apontado como uma das grandes tendências em Gestão de Pessoas para 2020 no mais recente relatório sobre Tendências Globais de Talento do LinkedIn.

2. Aumentar a eficiência operacional e a produtividade

"Um dos maiores desafios do gestor industrial é aumentar a eficiência operacional da empresa e reduzir o tempo de inatividade não programado", resume Marcelo de Paula, engenheiro especialista nas áreas de computação e automação industrial. 

Para enfrentar isso, de Paula recomenda a "implantação de programas de gerenciamento de manutenção que equilibrem adequadamente as opções preventivas, preditivas, corretivas e de substituição. O equilíbrio dessas opções é necessário para maximizar o desempenho e, consequentemente, a produtividade"

Isso demanda que o gestor tenha um profundo conhecimento dos maquinários e das instalações sob seus cuidados, do ambiente operacional e da carga sobre esses ativos, recomendações do fabricante, garantias, entre outros pontos. E tudo isso deverá ser traduzido em estratégias de manutenção eficazes e planos de tarefas detalhados, que permitam o planejamento futuro de atividades como limpeza, lubrificação, inspeção, revisão, etc.

3. Modernizar a empresa em termos de tecnologia

A Indústria 4.0 não é mais uma tendência, é uma realidade de mercado que precisa ser compreendida e assimilada para modernizar as organizações e torná-las mais custo-eficientes e competitivas em um cenário global. No entanto, os desafios do gestor industrial nesse ponto vão além de apenas selecionar e adotar novos equipamentos, conforme indica Marcelo de Paula.

"Embora algumas organizações possam já contar com máquinas inteligentes instaladas, muitas não possuem os sistemas necessários para extrair e analisar os dados capturados. Nesse sentido, as empresas estão perdendo uma oportunidade crítica: alavancar dados em tempo real sobre tempos de ciclo, rendimentos de qualidade por máquinas, produção, utilização e outras métricas. Com isso, um dos grandes desafios do gestor industrial é melhorar a capacidade de mineração de dados da empresa para poder tomar decisões mais rápidas e melhores, em tempo real", destaca.

Nesse contexto, a implementação de uma solução de IoT (Internet das Coisas) projetada para ajudar a gerenciar a manutenção preditiva e as análises, bem como o monitoramento remoto, pode ajudar as indústrias a monitorar e analisar seus dados em tempo real, prevendo quando a manutenção de um ativo será necessária.

Como resultado, o gestor deixa de ser um "apagador de incêndios", que precisa lidar diariamente com problemas inesperados, para ser um parceiro mais estratégico do negócio, atuando de modo preditivo e evitando cenários que prejudiquem a produtividade e os bons resultados da empresa.

E na sua organização, você tem enfrentado esses desafios do gestor industrial? Para saber mais sobre como lidar com esses e outros pontos importantes na rotina do negócio, confira o nosso guia para o novo gestor industrial.

Discussão teuto-japonesa traz visão conjunta entre indústria 4.0 e sociedade 5.0

VDI - indústria 4.0 e sociedade 5.0

A globalização e as revoluções na indústria foram fatores decisivos para o processo industrial. Como efeito dessas ações, houve uma grande onda de imigração no mundo todo. Neste contexto, a Alemanha e o Japão receberam muitos desses imigrantes, que se tornaram a base para o rápido crescimento econômico nos dois países.

Quando a proporção de crianças (0 a 14 anos) na população total é inferior a 30% e a de idosos (65 anos ou mais) é inferior a 15%, espera-se que a economia cresça drasticamente. Esse período de potencial de crescimento é chamado de janela demográfica de oportunidade.

De acordo com Conselho Nacional de Inteligência (2012), a janela da Alemanha começou antes de 1950 e terminou em 1990; no Japão, esse período foi de 1965 a 1995; nos Estados Unidos de 1970 a 2015; e na China, de 1990 a 2025. Esses números mostram que países desenvolvidos como Alemanha e Japão estão, atualmente, posicionados em uma fase pós-janela.

Porém, é necessário um iniciador de crescimento econômico. Dentro da realidade, essas sociedades enfrentam problemas que podem causar desafios sociais associados a uma força de trabalho madura e a máquinas e infraestrutura envelhecidas.

Além disso, declínios de produtividade podem ser esperados em uma população mais idosa devido a diminuição da visão, força física e capacidade reativa. No Japão, por exemplo, os acidentes ocorrem, cada vez mais, como resultado de erro do operador e/ou deterioração da máquina. Esses problemas estão sendo tratados com a implementação de ações de indústria 4.0.

Na sociedade, esses países estão se voltando para as tecnologias digitais, como, por exemplo, sistemas Ciber-Físicos (CPS), Inteligência Artificial (IA) e a própria robótica. Esses mecanismos de crescimento da próxima geração estão sendo apoiados por iniciativas como a indústria 4.0 na Alemanha e a sociedade 5.0 no Japão. Ambas as iniciativas visam resolver problemas sociais e estimular o crescimento econômico com o objetivo final de criar uma sociedade centrada no homem, que integre o espaço cibernético e físico para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (ONU). Esse processo de mudança é acelerado ainda mais pela IA e pelo Machine Learning (ML) em particular.

A tecnologia de robôs equipados com IA está sendo, cada vez mais, introduzida em sistemas de manufatura para obter alto desempenho e produzir produtos de alta qualidade a baixo custo. Mas até que ponto a tecnologia de robôs de IA influenciará os seres humanos a longo prazo?

Seguir o caminho mais fácil para introduzir essa tecnologia pode ter efeito negativo na proficiência humana. Isso pode ocorrer porque os humanos podem se acostumar a uma situação em que não precisam empregar nenhuma habilidade no processo de fabricação. Precisamos considerar a possibilidade dessa evolução na tecnologia de robôs de IA e um declínio correspondente nas habilidades humanas, para, assim, trabalhar no desenvolvimento de soluções para essa questão.

Uma possibilidade é construir um sistema de gerenciamento para implementar uma harmonização sistemática que possa arbitrar os dois lados. Além disso, também é necessário o aprimoramento das habilidades dos trabalhadores por meio de treinamentos.

Espera-se que as novas ferramentas tecnológicas ajudem a resolver esses desafios sociais. Aplicando essas tecnologias haverá um impacto e uma transformação social, uma vez que executam tarefas cognitivas de rotina que antes eram de domínio dos seres humanos.

A transformação digital pode permitir uma cooperação, um sistema de manufatura centrado no homem, no qual os humanos se concentram na melhoria das habilidades e criam, continuamente, trabalho de alto valor agregado. Revitalizando, assim, a interação homem-máquina, e permitindo que ambos possam desempenhar seu papel na sociedade digital.

Por fim, devemos trabalhar para fortalecer o interesse público na sociedade digital, compartilhar conhecimentos adquiridos a partir das interações entre humanos e máquinas, e estabelecer uma sociedade sustentável que concentra-se no bem-estar humano.

Essas discussões envolvendo países que são potências em determinadas áreas podem servir como um aprendizado importante para estimular o progresso tecnológico, econômico e social no Brasil, pois assim é possível adquirir conhecimento advindos de análises realizadas em cooperação internacional de duas potências mundiais e aplicar as melhores práticas na indústria nacional.

O que a indústria pode aprender com a Covid-19?

O que a indústria pode aprender com o COVID-19

A pandemia de COVID-19, doença causada pelo coronavírus (SARS-CoV-2), vem provocando transformações em todo o mundo. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), esse será o maior desafio desde a 2ª Guerra Mundial “a exigir uma ação política coordenada, decisiva, inclusiva e inovadora das principais economias do mundo”, segundo relatório divulgado pelo organismo. Para as empresas, a mudança já começou, e vai sair-se melhor quem estiver mais bem preparado para ela.

No Grupo TRUMPF temos uma ação mundial coordenada, que visa a preservar a saúde dos funcionários e a minimizar qualquer tipo de desconforto e problemas para os nossos clientes. Para isso, desde que o Governo do Estado decretou o afastamento social como forma de frear o avanço do coronavírus, estamos trabalhando em três frentes de suprimentos (Europa, EUA e China), pois, caso haja interrupção brusca no fluxo de uma delas, alternamos para outra. Além disso, fizemos um aumento significativo de estoques. Estamos preocupados em evitar que qualquer tipo de problema chegue ao cliente, de modo a assegurar que ele continue trabalhando, e essas medidas, sem dúvida, colaboram para isso.

Também estamos disponibilizando todas as ferramentas possíveis para atendimento à distância. Afinal de contas, sendo uma empresa pioneira em soluções para a Indústria 4.0, não poderíamos deixar de usar as nossas próprias tecnologias para dar continuidade às atividades diárias, com segurança para os nossos colaboradores e clientes.

Durante esse período, estamos virtualizando tudo o que é possível. Para treinar os operadores a utilizarem as máquinas novas em todo o seu potencial, adaptamos um sistema que já utilizávamos para pequenas manutenções por via remota para realizar treinamentos on-line.  Um técnico trabalha desde sua casa, conectado ao cliente, que recebeu uma infraestrutura multimídia perto da máquina. Remotamente, o técnico faz demonstrações, compartilha dados, ajusta funções e pode, inclusive, fazer pequenas manutenções na máquina, com resultado 100% positivo. Isso somente é possível porque há muito tempo a TRUMPF investe em soluções de monitoramento, atendimento e supervisão remota.

Porém, não podemos esquecer que, em momentos de crise, investimentos voltam para a gaveta. As empresas precisam lidar com isso e se preparar o melhor possível para esse desafio que virá. Na TRUMPF, estamos preparados para os ups and downs da economia. Por isso, nossos contratos de trabalho preveem a flexibilização de horários para os tempos de crise. Reduzimos  jornadas de trabalho ou usamos o banco de horas acumulados durante os picos que vivemos nos últimos dois anos e, com isso, garantimos o emprego dos colaboradores, a sobrevivência da empresa e evitamos qualquer tipo de problema sério, como o desemprego de bons funcionários ou a falta de mão de obra qualificada.

No Brasil, esse é um modelo que segue em prática há muito tempo. A TRUMPF tem uma relação muito transparente com associações de trabalhadores e funcionários justamente para dar conta das crises que possam surgir, algo nem sempre previsível, como no caso atual. Graças a essa política, no pior momento da crise pela qual passou o Brasil, em meados de 2016, não demitimos nenhum funcionário das áreas de assistência técnica, aplicação e engenharia e fizemos todo o possível para que o impacto sobre eles fosse mínimo.

As outras filiais do grupo nos ajudaram possibilitando a nossos técnicos trabalhar em outros países, conhecer novas culturas e adquirir experiência com novos equipamentos e novas tecnologias que seriam introduzidos no mercado nacional - como foram, logo que a economia se recuperou -  garantindo o emprego num momento crítico. Foi uma parceria muito bem-sucedida entre a empresa/funcionário/sindicato e foi vista por todo o Grupo como um caso de sucesso a ser replicado quando houver necessidade.

Na atual conjuntura, quando o mundo tem que repensar seu modo de conviver e trabalhar, devido à necessidade de distanciamento social para conter a pandemia, acredito que virão inovações.  A gravidade da doença tem exposto a fragilidade de nosso sistema de saúde publica e, consequentemente, a necessidade de maior investimento na melhoria da capacidade e atendimento, para que toda a população tenha ao seu dispor atendimento de qualidade, não somente num caso de emergência, como também no seu dia a dia.

Sobre a questão do trabalho, certamente o home office fará parte do cotidiano de muitas empresas e colaboradores, a partir de agora. Há grandes benefícios para ambos, pois o trabalhador terá maior qualidade de vida, desperdiçada no trajeto à empresa, e vai melhorar sua capacidade produtiva, além de diminuir a dependência de escritórios.

Obviamente, as ferramentas de interconexão estão sendo testadas nos seus limites. Existem várias inciativas de expansão de rede e todos os provedores de acesso estão correndo para melhorar sua oferta de serviços e desempenho para ajudar outros setores a atravessar a crise temporária que estamos vivendo.  

O surgimento do coronavírus transformou o mundo e nada mais será como antes.  Cabe a cada gestor analisar bem a sua empresa e implementar a melhor solução para a continuidade do seu negócio, minimizando as perdas.

Saiba mais sobre registro de marcas e patentes na indústria

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O empresário que pretende formalizar seu negócio deve adotar uma série de práticas burocráticas. É a melhor forma de profissionalizar a gestão desde o início. E uma medida que não é obrigatória, mas fundamental, é o registro de marca.

Imagine que você tenha pensado em um nome atraente. Ele pode ser uma marca de grande diferencial no mercado, por isso, o registro é muito importante. O mesmo acontece com o registro de patentes de produtos: sua invenção pode mudar o mercado, e você se tornar um grande fornecedor.

Esses bens (marca e produto) precisam de proteção jurídica, e é aqui que entra o registro de marca e patente. 

O que é o registro de marca e patente e qual sua importância?

Antes de explicar o conceito e a importância do registro de marca e de patentes, precisamos dizer que os termos utilizados não estão tecnicamente corretos, apesar de populares. Veja por quê:

  • Marca: sinal aplicado a produtos e serviços. É registrada. Destinada a identificar e distinguir um produto ou serviço de outros iguais ou semelhantes. 

  • Patente: é o documento que confere e reconhece o direito de uso exclusivo e de propriedade de um modelo de utilidade ou de uma invenção, protegendo de possíveis cópias de concorrentes. O correto, portanto, é dizer patentear uma invenção ou modelo de utilidade.  

Feita a distinção técnica, continuamos com a linguagem popular para explicar que o registro de marca e patentes é uma forma de proteção da propriedade intelectual. A medida é fundamental nos tempos atuais, pois existem muitos bens intangíveis que são tão ou mais valiosos que os materiais.

Quer um exemplo simples? O nome “McDonald’s” tem um valor de mercado muito maior (US$ 130,4 bilhões) do que a junção de vários imóveis que abrigam as filiais - e isso se deve a seu nome.

Emília Campos, advogada especialista em propriedade intelectual, do escritório Malgueiro Campos Advocacia, destaca que o registro “pode ser fonte de receita para as empresas, como acontece no caso de licenciamento de marcas e patentes”.

Cesar Peduti Filho, sócio da Peduti Advogados, especialista em propriedade intelectual, explica para que serve o registro: “é medida preventiva obrigatória na formalização de um negócio. Somente com o registro junto ao INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial, a empresa terá garantido o uso exclusivo do sinal em todo o território nacional, bem como terá certeza de que a utilização da marca não acarretará em violação de registro de marca de terceiro concorrente”. 

Como funciona o registro do nome da indústria?

O registro do nome da indústria é um registro de marca. Ele deve ser feito perante o INPI. De forma resumida, segue os seguintes passos:

  1. Defina o nome que deseja registrar na indústria;

  2. Antes do registro de marca, deve ser feita uma pesquisa para confirmar se ela está disponível no guia de buscas;

  3. Caso esteja, pense se o nome da sua indústria será acompanhado por algo. A marca por ser nominativa (verbal, constituída só por palavras), figurativa (figura, desenho, símbolo, imagem etc.), mista (nomes com figuras) ou tridimensional (distinguível por forma plástica);

  4. O registro só se inicia com o pagamento da GRU – Guia de Recolhimento da União, conforme a tabela de taxas do INPI;

  5. Após o pagamento, você deve apresentar os documentos e formulários necessários para cada caso, bem como o comprovante de pagamento da GRU;

  6. Protocole o pedido e acompanhe as etapas seguintes.

A advogada especialista destaca a importância da pesquisa prévia: “o uso de marca registrada de terceiro pode acarretar diversos problemas, como indenizações e até mesmo apreensão de produtos”.

E o registro de patente de produtos exclusivos?

O registro de patentes (ou, na linguagem técnica, a patente de uma invenção ou modelo de utilidade) segue os mesmos passos do registro de marca. A indústria deve apenas entender se seu caso é uma invenção ou modelo de utilidade.

Invenção pode ser um produto ou atividade industrial que se configura como uma solução inédita para um problema já existente. O modelo de utilidade é a criação de um objeto suscetível de aplicação industrial, de uso prático, que tem nova forma ou disposição para melhorar seu uso ou sua fabricação.

Peduti destaca que a proteção garantida pela patente é bem diferente daquela que é pela marca, apesar de também ser concedida pelo INPI, devido à aplicação à invenção e modelo de utilidade. Ele completa que “a utilização do instituto da patente é altamente recomendável, haja vista que ao titular é conferido o direito de exploração exclusiva por 15 ou 20 anos, dependendo do tipo de patente”.

O registro de marca e de patentes na indústria são medidas importantes para os negócios. O fruto da atividade econômica pode trazer bons resultados, e é importante que eles estejam protegidos juridicamente. Fique atento!

Manufatura ágil: o que é e como ela ajuda sua indústria?

manufatura ágil agile manufacturing

Desde os anos 90, os processos de manufatura têm passado por mudanças bastante aceleradas, por isso, a velocidade de resposta a requisitos de mercado está se tornando essencial para todas as outras empresas. Um dos resultados dessas mudanças é o conceito de manufatura ágil (agile manufactuing, em inglês).

Este conceito é relativamente novo, e pode ser associado à Indústria 4.0, sendo aplicado à manufatura para atender a um mercado consumidor também novo. Com ele, as indústrias tendem a se manter competitivas e com custos mais reduzidos, otimizando todos os recursos envolvidos no processo produtivo.

Dessa forma, na atualidade, a manufatura ágil vem sendo uma nova forma de gerenciar e enfrentar desafios, principalmente diante do atual cenário, caracterizado pela crise da pandemia do Coronavírus que assola todo o mundo.

O que é manufatura ágil?

A partir da década de 90, com o surgimento de modelos de negócios em formato de startups, deu-se início à uma nova dinâmica de gestão dentro das organizações, caracterizada por ser mais moderna, monitorada e ágil.

Segundo Carlos Eloi Barbosa Dias, Plant Manager na Marelli Indústria e Comércio Ltda, este cenário fez com que muitas empresas mudassem o princípio de desenvolvimento de produtos e serviços, do formato tradicional para uma abordagem muito mais ágil.

Com a manufatura ágil, evita-se longos ciclos de desenvolvimento com elevadas perdas financeiras, migrando para um modelo de geração de “valor percebido ao cliente”, explica.

Carlos Eloi salienta, ainda, que este movimento foi responsável pelo sucesso de diversas empresas inovadoras, caso da Microsoft, Google, Spotify e Amazon: “tomando como base estas empresas, muitos modelos tradicionais buscaram entender o que elas têm de diferente, iniciando-se o modelo de gestão ágil utilizado por estas organizações”.

Mais do que um conceito de sistemas de montagem ágil, o que caracteriza algo mais emblemático e talvez até um pouco futurístico, a manufatura ágil não exclui a manufatura enxuta, mas se enquadra como uma gestão das metodologias existentes através de um framework ágil, garantindo engajamento para realizar ações que geram valor ao negócio.

Alguns exemplos de conceitos ágeis citados e que podem ser utilizados pelas indústrias são: Scrum, Kanban, Squad e OKR.

Princípios fundamentais da manufatura ágil nas Indústrias

A manufatura ágil tem algumas características bastante específicas, favorecendo a integração em tempo real dos sistemas de produção e demais áreas da empresa, tais como financeiro, compras, vendas etc.

Ela engloba, também, um conjunto de habilidades para encontrar vasta variedade de requisitos do cliente em termos de preço, especificação, qualidade, quantidade e entrega.

A agilidade pode ser expressa por quatro princípios fundamentais:

  • Entregar valor ao cliente;
  • Estar pronta para mudança;
  • Valorizar conhecimento humano e habilidades;
  • Formar parcerias virtuais.

Nesta conjuntura, a grande característica de uma manufatura ágil é o engajamento dos times de trabalho através da conexão de suas atividades à uma visão de propósito da organização. “Este engajamento estará direcionando cada profissional a fazer o que, de fato, gera valor incremental ao negócio”, complementa Eloi.

Vantagens da adoção da manufatura ágil

Scott Maxwell, engenheiro americano e pioneiro no uso de conceitos ágeis em empresas de investimento, afirma: “enquanto você não estiver gerando até 3 vezes o resultado na metade do tempo, você ainda não estará usando corretamente o conceito Ágil SCRUM”.

Segundo Carlos Eloi, esta é a grande vantagem para empresas de pequenos, médios e grande porte. “Devemos potencializar a capacidade de entregar resultados, independente do ramo de atividade/seguimento que nossa empresa tem atuação”, complementa. 

Além disso, com o novo cenário apresentado pela “Crise mundial do Coronavírus”, fica claro que todas as organizações terão que se reinventar para sobreviver diante deste período.

Os gestores terão que gerar valor ao negócio, implementar novos projetos em menor tempo, reduzir custos, otimizar quadro de funcionários”, opina Eloi.

Ainda segundo ele, após a crise, os recursos ficarão mais escassos, e o fator de sobrevivência se dará pela capacidade de a empresa agir rápido e de forma assertiva, fatores esses que serão oferecidos pela manufatura ágil.

Não existe nada melhor do que os conceitos ágeis para trazer engajamento das pessoas, contribuindo para gerar resultados capazes de garantir a competitividade do negócio”, finaliza o executivo.