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Saiba mais sobre o uso de câmaras ultrassônicas para evitar vazamentos industriais

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Sistemas de ar comprimido, gás e vácuo são grandes aliados dos processos industriais, e sua aplicabilidade vai desde produções metalúrgicas até sistemas de refrigeração. Porém, com o tempo, o desgaste pode fazer com que os vazamentos industriais se tornem problemas frequentes - e eles precisam ser evitados.

O grande problema é que esses vazamentos podem estar em qualquer ponto do maquinário – em lugares visíveis ou não –, e isso pode comprometer o diagnóstico. Para ajudar a resolver essa questão, as câmeras ultrassônicas são de grande importância.

Ainda há muitas dúvidas sobre o funcionamento das câmeras ultrassônicas e a real importância delas para indústrias que precisam reduzir desperdícios e aumentar a eficiência de trabalho. Confira mais a seguir. 

Vazamentos industriais e descargas parciais: custos imprevistos e baixa eficiência

Na maioria dos processos industriais, a necessidade de sistemas de ar comprimido, de vácuo e descargas parciais em sistemas elétricos de alta tensão são recorrentes. Porém, defeitos de vazamentos industriais podem prejudicar a eficiência. Por se tratar de problemas muito pequenos e de difícil localização, é comum que a indústria conviva com os vazamentos, aceitando seus custos.

Para Marcio Goes, Latin America Sales Manager da FLIR SYSTEMS, é importante detectar vazamentos e ineficiências nos equipamentos o quanto antes, para que possam ser corrigidos imediatamente:

Não apenas os vazamentos de ar comprimido e as descargas parciais em sistemas elétricos de alta tensão, mas também os vazamentos no sistema de vácuo, são problemas que têm um custo elevado para as indústrias, e obrigam as empresas a arcar com custos imprevistos e possíveis problemas ou paralisações na produção”.

No entanto, não é fácil encontrar vazamentos de ar usando métodos de inspeção tradicionais, como o teste de bolhas de sabão. Estes não são tão eficientes e demoram muito tempo. Assim, as câmeras ultrassônicas surgem como importantes aliadas da eficiência industrial, como veremos a seguir.

Detecção ultrassônica com uma câmera acústica: grande aliada das indústrias

Gerar imagens por detecção ultrassônica com uma câmera acústica é, atualmente, a maneira mais eficaz de detectar problemas com vazamentos industriais, com esse processo devendo fazer parte de um plano completo de gerenciamento de ativos.

Câmeras ultrassônicas apresentam tecnologia para conseguir distinguir as frequências sonoras, permitindo uma varredura do local em busca de vazamentos. A imagem acústica é sobreposta, em tempo real, sobre uma imagem de câmera digital, facilitando a visualização do vazamento.

Dessa forma, a imagem acústica, ou a capacidade de ver o som ultrassônico, surge como um método eficaz para as organizações de manufatura e serviços localizarem vazamentos industriais de ar comprimido ou a existência de descarga parcial (PD - Partial Discharge).

As câmeras ultrassônicas permitem que os profissionais realizem rotinas de manutenção preditiva mais frequentes, oferecendo um primeiro aviso de falha elétrica/mecânica iminente que possa levar à perda de energia ou, pior ainda, à paralização de sistemas críticos.

O aumento da eficiência de localização dos vazamentos é outro fator positivo deste equipamento. “Essa tecnologia permite que os profissionais realizem suas inspeções 10 vezes mais rápido, em comparação com os métodos tradicionais”, completa Goes.

Método de funcionamento de uma câmera ultrassônica

Marcio Goes explica que a maioria dos vazamentos industriais cria turbulência, o que, por sua vez, cria ruído ultrassônico.

Cabe à câmera de imagens acústicas identificar a origem desse ruído e sobrepor esse "foco” a uma imagem da câmera visual em tempo real. “Com a obtenção de imagens da origem do ruído, pode-se reduzir o tempo de inspeção com ultrassom em aproximadamente 90%”, diz Goes.

O gerente de vendas explica, também, que os inspetores podem fazer a varredura de grandes áreas rapidamente com a câmera a uma distância segura, sem tocar no maquinário ou desativar a linha de produção.

Ao ouvir, reconhecer, analisar sons ultrassônicos e, por fim, compreender o que cada som significa, um gerador de imagens acústicas permite que os operadores localizem de forma instantânea e precisa a origem de um vazamento de ar ou uma descarga parcial”, complementa.

Características principais de uma boa câmera ultrassônica

Uma imagem combinada (visual e sonora) pode ser visualizada ao vivo na tela, para ajudar os usuários a localizarem problemas na fonte de som. “Isso ajuda a equipe a identificar problemas mais rapidamente do que os métodos tradicionais de inspeção em sistemas comuns mecânicos, elétricos, de vácuo e compressores”, indica Goes.

Além disso, uma câmera ultrassônica deve possuir mais de uma centena de microfones e uma câmera de luz visível de alta definição, alimentada por bateria, para que possa detectar problemas potenciais a até 100 metros de distância, mesmo em ambientes industriais ruidosos, por até sete horas de uso contínuo.

Finalmente, uma característica muito importante é o armazenamento e processamento em nuvem, pelo qual as capturas de imagens são carregadas rapidamente por WiFi para a nuvem e, em seguida, analisadas imediatamente, fornecendo ao usuário informações detalhadas, como o tamanho e o custo de energia de vazamentos industriais de ar comprimido ou a classificação da descarga parcial, juntamente com o padrão da falha elétrica.

5 dicas melhoram o desempenho da equipe de vendas na indústria

equipe de vendas

Um novo ciclo se aproxima da indústria metalmecânica. Pelo menos é o que indicam alguns dados positivos relacionados ao setor. Mas como aproveitar essa fase positiva na produção, transformando a aparente recuperação em resultados para a indústria?

De acordo com Licio Melo, CCO da Citycorp e especialista em vendas industriais, responsável por capacitar cerca de 15 mil profissionais, o perfil de vendas no setor é diferente do registrado no comércio. “No âmbito industrial, você não vende, mas conquista uma compra, pois está apresentando um projeto para o cliente - e para que isso aconteça, é muito importante ter uma fundamentação técnica”, explica.

Por esse motivo, confira, a seguir, cinco dicas para melhorar o desempenho da sua equipe de vendas e conseguir manter-se bem no mercado.

1. Ter fundamentação técnica

Para conseguir realizar uma venda na indústria metalmecânica, o primeiro passo é ter uma fundamentação técnica. É preciso ter uma metodologia especial para o mercado em que se está atuando. “Eu tenho que saber o que estou vendendo, ser um expert nesse mercado, pois, na indústria, as vendas são altas. Vendemos caldeira, não uma peça de roupa, por exemplo. Isso é mais complexo”, enfatiza Mello.

2. Poder de adaptação ao ambiente industrial

Como citamos anteriormente, o perfil de vendas nesse segmento é diferente do encontrado em outras áreas. Para obter um bom resultado, o vendedor tem de estar preparado para se moldar ao mercado, criando técnicas específicas e não esquecendo que a venda da indústria acontece indo a campo. Em meio à crise financeira do país, o vendedor deve conseguir ser criativo e se reinventar, adaptando sua argumentação de vendas a esse novo cenário.

3. Fazer um estudo de mercado

Em qualquer setor, mas em especial na indústria, para gerar vendas qualificadas, é preciso fazer um estudo de mercado, observando territórios de vendas e comparando a base de clientes aos leads (clientes em potencial) ainda não captados.

É necessário conhecer não apenas o produto, mas a necessidade do mercado em relação ao que você está vendendo, assim como o local onde estão concentrados os melhores compradores, de modo a encontrar a técnica ideal e ter êxito em sua abordagem de venda. Nesses casos, uma análise de geomarketing ajudará a enxergar se ainda existem muitos ou poucos prospects com os quais negociar. Cabe destacar, também, a importância de checar, nesse estudo de mercado, os fatores de sucesso presentes nas áreas analisadas e que são fundamentais para a qualificação dos prospects.

4. Fazer a prospecção industrial onde está o potencial do mercado

Para obter um bom resultado, o vendedor, primeiramente, precisa estar nos territórios onde se concentram os seus maiores potenciais de vendas, mas sem esquecer daquelas regiões com pouca ou nenhuma cobertura comercial, que têm potencial para ser explorado. Eles são pontos parecidos com aqueles já conhecidos, com maior movimentação, porém, não foram descobertos ainda pelos seus concorrentes.

E para que a prospecção industrial seja feita de forma positiva, é recomendado conhecer quem está no seu time de vendas e distribuí-lo de acordo com suas potencialidades.

5. Ter proatividade

A proatividade é um ponto crucial para equipe de vendas de uma indústria, ainda mais se levarmos em consideração o momento atual do mercado. “A indústria tem muita estrutura e, por isso, acredita que os negócios precisam ir até ela. Por essa razão, o vendedor fica, por vezes, sentado em uma sala, esperando o cliente ligar. Acontece que essa postura é ultrapassada. E se não for mudada, a empresa vai falir”, enfatiza Licio.

Diferentemente do varejo, em que o cliente vai até uma loja, por exemplo, na indústria, a venda deve ser feita mediante visitas, apresentações e técnicas clássicas utilizadas no bom e velho “olho no olho”. Por isso, é tão importante a proatividade no profissional. Ele vende o projeto, o valor agregado, por isso, tem de se diferenciar dos demais, buscando as vendas e não esperando que elas cheguem até ele.

Ter uma equipe de vendas de alta performance é fundamental para o sucesso e para a recuperação do setor industrial. É preciso investir em ações de captação e retenção de talentos e garantir que seu time tenha motivação e conhecimento técnico, comportamental e de mercado para adequar sua abordagem comercial e conquistar oportunidades - seja em um cenário positivo ou de instabilidade.

Quer saber mais sobre como melhorar o desempenho da sua equipe de vendas no setor industrial? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo.

5 habilidades do bom profissional de vendas da indústria

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Já faz certo tempo que especialistas em vendas afirmam que a chave do sucesso para este tipo de profissional envolve o desenvolvimento de habilidades comportamentais, também conhecidas como soft skills. Para um bom profissional de vendas da indústria, o sucesso depende das mesmas habilidades.

Para Rômulo Abdalla, CEO da Qualifica, edtech do grupo MLean, o profissional de vendas da indústria precisou se atualizar. “Se antes as vendas de produtos da indústria eram feitas por meio de grandes lojas de departamentos, hoje tem sido mais comum que a indústria assuma as vendas de seus itens em seu próprio market place, além das negociações realizadas com empresas que fornecerão os produtos”.

Por isso, é cada vez mais importante que essas companhias tenham profissionais devidamente preparados para mostrar o diferencial de seus produtos, a importância de uma venda consultiva e a apresentação da real vantagem do consumidor ao escolher essas empresas na hora de comprar.

Algumas habilidades serão essenciais para todo profissional de vendas da indústria

Por muito tempo, ter habilidades técnicas era uma exigência para profissionais de vendas de indústrias, porém, no atual contexto, isso não é mais suficiente, afinal “o mercado e os consumidores estão cada vez mais exigentes”, diz Abdalla.

Por essa razão é fundamental que indústrias apostem em treinamentos capazes de preparar seus colaboradores para desafios ainda maiores. Gestão de pessoas, mais tomada de decisões, pensamento crítico, entre outras habilidades serão, na concepção de Rômulo Abdalla, essenciais para profissionais de vendas da indústria.

As soft skills podem ser a diferença entre fechar ou não um negócio, elas serão fundamentais para o crescimento e a entrega de resultados das equipes, e, por isso, tornaram-se tão valiosas para o mercado”, diz o especialista.

Dessa forma, cabe ao profissional de vendas da indústria entender que suas ações refletem a marca que representa, com esse relacionamento com o cliente possibilitando acesso a informações valiosas para o negócio industrial sobre o que o comprador procura e precisa encontrar.

Principais habilidades de um bom profissional de vendas da indústria

De acordo com o especialista em profissionais de vendas, algumas são as competências centrais que permitam formar bons profissionais de venda da indústria. Dentre elas, Abdalla destaca:

  • Comunicação

Uma boa comunicação, assertiva, objetiva e baseada em bons argumentos faz com que o cliente de determinada indústria sinta segurança no discurso do profissional que o aborda.

Dessa forma, para Rômulo Abdalla, a comunicação precisa ser feita de forma inteligente e com consistência. Para ele, os discursos devem estar alinhados com as ações deste profissional. “Isso quer dizer que ele deverá se preocupar em comunicar de forma clara, assertiva, objetiva e, principalmente, eficaz”, diz.

  • Marketing pessoal

Assim como ocorre com o marketing industrial, trabalhar com marketing pessoal é fundamental para bons profissionais de vendas. Isso significa passar uma imagem idônea a quem se busca convencer, a quem se busca vender. Isso inclui cuidados com a aparência física e comportamento frente ao consumidor/cliente.

O profissional que investe em seu marketing pessoal sabe quais estratégias adotar para que ele possa destacar suas principais habilidades, vender seu perfil e aplicá-las nas atividades de forma mais eficiente”, opina Abdalla.

  • Coerência e flexibilidade

A coerência e a flexibilidade são duas outras habilidades essenciais que todo bom profissional de vendas da indústria deve priorizar. A coerência nas ações e na comunicação de um profissional com esse propósito está relativamente associada ao nível de confiança que o profissional receberá de seus clientes, parceiros e líderes.

Já a flexibilidade atualmente tem sido uma característica bastante valiosa na opinião de Abdalla. “As mudanças no mercado têm demandado adaptabilidade dos profissionais, ou seja, ser flexível é imprescindível”, diz.

Além disso, o especialista da Qualifica ressalta que tais habilidades ajudam os profissionais de vendas na resolução de variados problemas, inclusive os mais complexos.

  • Domínio de estratégias

A ideia principal dessa habilidade é colocar o consumidor no centro dos negócios, oferecendo um atendimento personalizado que resolva as necessidades específicas de cada um dos clientes.

Dessa forma, o domínio das estratégias vai contribuir para que a empresa cresça, use da melhor forma seus recursos, criem oportunidades e resolvam seus problemas de maneira mais ágil e eficaz.

Por meio do domínio de estratégias, o profissional de vendas da indústria consegue conquistar e fidelizar mais clientes, além de permitir que ele antecipe soluções e, assim, garanta que cada cliente receba a devida atenção.

  • Compreensão das necessidades do cliente

O cliente sempre foi o centro do processo e das decisões empresariais. Por isso, voltar a visão para compreender as reais necessidades dos clientes é, segundo Rômulo Abdalla, a melhor forma de atender às suas expectativas.

Não há uma fórmula mágica para isso, sendo preciso entender de fato os problemas e necessidades dos clientes, realizar pesquisas, conversar com os clientes, conhecê-los de perto, para oferecer soluções cabíveis e eficientes”, sugere.

Por fim, vale lembrar que nem sempre os clientes sabem descrever exatamente o que querem, mas um profissional de vendas devidamente capacitado está apto a reconhecer as necessidades de seus clientes.

Indústria 4.0: Tecnologias disruptivas e as habilidades necessárias ou desejáveis para novos engenheiros

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A quarta revolução industrial sem dúvida nenhuma abriu as portas para uma infinidade de tecnologias que são utilizadas na produção de bens e de serviços. Estas tecnologias são as denominadas disruptivas, pois elas têm a capacidade de romper paradigmas, formas de atuar, projetar e de pensar. Um estudo recente identificou na literatura científica as tecnologias mais citadas relacionadas ao termo Indústria 4.0 e eu as utilizei como base de alguns estudos que desenvolvo com o intuito de desenvolver habilidades nos futuros engenheiros.

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Nuvem de palavras: quanto maior o número de citações, maior o tamanho da letra.

Mas quais seriam as habilidades necessárias para o profissional, seja ele engenheiro ou não, que trabalhará no contexto da indústria 4.0? Como podemos propiciar uma educação que forneça estas habilidades? Podemos identificar 3 tipos de habilidades, as técnicas (esperadas por qualquer profissional formado por uma boa instituição de ensino) e as não técnicas, que são divididas entre as empreendedoras e as leves. As não técnicas são procuradas por profissionais de seleção nas entrevistas de emprego, são exemplos a liderança, a inovação e a tomada decisão.

Quanto a primeira pergunta, eu aposto nas atividades desafiadoras e que propiciem o trabalho em grupo entre instituições diferentes e multiculturais. Normalmente estas atividades induzem o aluno a procurar soluções “fora da caixa”. Mas as universidades têm que apostar em laboratórios que possibilitem ao aluno inovar e empreender, espaços onde os alunos tenham contato com as tecnologias disruptivas. Mais que isso, os professores devem incentivar atividades que necessitem contato com o meio externo, uma espécie de antecipação do que acontecerá quando estes alunos estiverem formados. Como será auxiliar equipes a programar um robô em um outro país e a distância? Como conseguir ultrapassar os aspectos temporais e culturais para a obtenção de um objetivo em comum?

Creio que não há uma receita de bolo, mas com certeza as atividades que fazíamos no passado (não apenas elas) não irão formar os profissionais que o mercado global espera. Dedico atualmente a minha pesquisa a estes tipos de ambiente e de tecnologias, falando de quarta revolução industrial vejo os FabLabs e os laboratórios 4.0 como ingredientes fundamentais da receita. Em breve apresentaremos um laboratório 4.0 com a chamada fábrica de aprendizagem, onde os alunos poderão desenvolver protótipos de produtos, manipulando e programando as tecnologias disruptivas, em uma espécie de minifábrica super tecnológica. Que tal caminharmos juntos? Acompanhe esta coluna, em breve apresentarei novidades.

Customer Success na indústria: o que é e para que serve?

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O objetivo de todo tipo de empresa é crescer, obter sucesso e oferecer um produto ou serviço que atenda às necessidades do cliente. Para alcançar isso e reter esse cliente, existe uma prática que vem sendo cada vez mais utilizada em variados setores: o Customer Success (CS), ou, em tradução livre, Sucesso do Cliente.

Devido à sua importância para o atual momento, o Customer Success deixou de ser apenas um diferencial, passando a ser um fator importantíssimo para que empresas cresçam, tenham sucesso e fidelizem clientes.

Mas, qual é o objetivo principal do Customer Success? A resposta é simples: manter os clientes por mais tempo na base e, dessa forma, melhorar os resultados da própria empresa.

Já no setor industrial, essa ideologia vai além de uma área específica da empresa. Também não é apenas um mero termo ou ideologia para definir um setor. O Customer Success na indústria representa uma filosofia que deve acompanhar e ajudar a conduzir a empresa, visando alcançar os seus objetivos e cumprir tarefas com esse foco.

“Custumer Success é quando seus clientes alcançam os resultados desejados através das interações com a sua empresa” Lincoln Murphy

Por isso, cabe à indústria entregar sucesso para o seu cliente, fazendo-o ter os resultados esperados que, por consequência, garantir que ele volte a contar com a empresa com frequência e confiança.

Baixe o e-book clicando no botão abaixo e veja como aplicar o Customer Success na sua indústria! 

 

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Entenda porque a análise de dados é essencial para a indústria

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Investir na qualidade da coleta e análise de dados na indústria não é novidade para nenhum gestor nos dias atuais. Principalmente com o avanço da Indústria 4.0, hoje temos sistemas de banco de dados cada vez mais complexos e que permitem consultar, inserir e alterá-los para que se transformem em informações para uma boa gestão.

O resultado prático deste conceito é que, hoje em dia, existe uma massa gigantesca de dados, com diversas origens e significados (grandezas físicas, registros de transações bancárias, e-mails, imagens, vídeos, etc.) espalhados por aplicações industriais em todo o mundo.

Porém, dados coletados e armazenados nada dizem para o gestor: é preciso transformar a análise de dados na indústria em informação para que melhores decisões sejam tomadas. Por isso, te convidados a acompanhar qual é a importância da análise de dados na indústria, assim como a estratégias para realizar esse processo da melhor forma.

Análise de dados na indústria e sua importância para o setor

Na Indústria 4.0, os dados ganham uma importância ainda mais significativa, permitindo que outros pilares existam e tenham suas funções específicas também. Afinal, hoje em dia, a maioria dos equipamentos de escala industrial é equipada com sensores, displays ou alguma tecnologia de conexão que permite um melhor controle e manuseio dos processos de produção.

"Do ponto de vista de gestão da empresa, sabemos que existe pressão por eficiência em todos os setores, e no setor industrial não é diferente", comenta Paulo Narciso Filho, CEO da HarboR.  Ele aponta que todas as indústrias precisam reduzir custos, prazos de entrega, defeitos e impactos ambientais - áreas em que a análise de dados pode fazer toda a diferença. "A análise de dados permite que se estude racionalmente as perdas registradas, se entenda as causas dos desperdícios, e defina quais as que podem ser atacadas com custo-benefício positivo. Olhando sob o aspecto de gestão de processos industriais, a análise de dados dos processos pode mostrar as causas de problemas de qualidade, encontrar potenciais problemas de segurança, e descobrir desvios de consumo de energia ou insumos, por exemplo", completa. 

Dessa forma, estruturar uma boa análise de dados garante à indústria a possibilidade de tomar decisões muito mais assertivas e fundamentadas em informações confiáveis, que representam o verdadeiro cenário, por exemplo, das atividades de manufatura. Para Paulo Sentieiro, vice-presidente de Vendas & Marketing da Dürr Brasil, a capacidade de prever, mesmo que parcialmente, o comportamento do consumidor é muito apreciada. Da mesma forma, ele explica que a análise de dados na indústria permite vislumbrar o comportamento do mercado, usando como base padrões previamente projetados.

A análise de dados a cada dia vem sendo uma ferramenta poderosa que permite as indústrias serem mais eficientes tanto no processo produtivo. Isso aumenta o poder competitivo no mercado”, complementa Sentieiro.

Impactos da análise de dados na indústria

A análise de dados é o ato de transformar dados em informação de qualidade. "Não ter ou não usar dados para tomar decisões e medir resultados das ações deixa a gestão 'no escuro', sem saber se está acertando ou errando na sua condução das operações, tendo que se basear exclusivamente na intuição ou experiência passada para conduzir seu trabalho", defende o CEO da HarboR. Por isso, a análise de dados na indústria tem seus impactos positivos divididos em algumas áreas:

No chão de fábrica:

  1. Analisar o tempo de máquinas rodando, o que permite antecipar a manutenção, evitando tempo de máquina parada e reduzindo custos de manutenção;
  2. Análise de processo. "Hoje temos sensores que enviam informações em tempo real e com a ajuda de algoritmos inteligentes, com isso é permitido que sejam feitos ajustes durante a produção para garantir a qualidade do produto", diz Sentieiro;

 Na área comercial:

  1. A análise de dados permite avaliar quais produtos têm melhor aceitação no mercado e quais devem ter sua estratégia alterada;
  2. Permite avaliar o público-alvo da indústria e, com isso, alterar estratégias de marketing para ampliar e reter este público, beneficiando principalmente a equipe de vendas;

Porém, apesar de todos estes impactos positivos, ainda há indústrias que não se preocupam com a análise de seus dados gerados, e, com isso os impactos negativos passam, primeiramente, pelo não conhecimento do mercado.

A falta de análise de dados faz com que a indústria não perceba mudanças de tendências no mercado e isso certamente pode prejudicar sua competitividade”, diz o vice-presidente de Vendas & Marketing da Dürr Brasil.

Outro item importante é a perda do potencial de produtividade e qualidade nos produtos.

Assim, os impactos negativos sem análise de dados implicam em:

  1. Perda de produtividade devido a processos inadequados e tempo de manutenção;
  2. Perda de clientes, principalmente devido à falta de inovação e não acompanhamento das tendências mundiais de sustentabilidade e qualidade.

Integração de sistemas: essencial para a análise de dados na indústria

Hoje, com a disseminação da tecnologia e da alta disponibilidade de dados, fica claro que a grande massa de dados disponível supera a capacidade humana de análise.

Por isso, para que os dados estejam disponíveis para análise, as indústrias, há alguns anos, vêm trabalhando forte na integração dos sistemas produtivos de chão de fábrica com o IT corporativo, pois quando falamos em indústria 4.0, também temos que pensar em sustentabilidade, ergonomia, produtividade e coleta de dados.

 “Hoje os fornecedores de produtos de automação têm focado em dar suporte para as indústrias com oferta de produtos de alta tecnologia, que permitem fácil interação entre si”, complementa Sentieiro.

Além disso, os profissionais formados na área têm visão de integração e aquisição de dados, então este conjunto de fatores promove a criação de uma base de dados, sendo possível que ela seja analisada de forma estratégica.

Confiabilidade dos dados é indispensável  

Tão importante quanto obter os dados é garantir que esses dados sejam condizentes com a realidade. Segundo o Narciso Filho, asseguar que os dados usados para a análise estejam acurados e recentes é um dos primeiros passos para o uso estratégico dessas informações. "Tomar decisão sem ter ou olhar dados é arriscado, mas tomar decisão com base em informações erradas é muito pior. É preciso ter certeza que os dados são confiáveis", defende.

Para o CEO da HarboR, o melhor jeito de conseguir isso é automatizar a coleta dos dados. "A automação da coleta e do processamento dos dados também permite que as informações estejam atualizadas para tomar decisões. Os dados de ontem não refletem a realidade de hoje", completa. 

Outro ponto importante defendido pelo especialista é a necessidade de trabalhar com ferramentas que permitam entender o problema e investigar sua causa. Ou seja, quando um indicador mostrar que existe um problema (uma linha perdeu 5 horas de produção por parada hoje), tem que ser fácil entender o que aconteceu (quantas paradas foram? quais os motivos? em que horário? fazendo qual produto?). "É preciso ter acesso aos dados do passado, para encontrar os erros que se repetem, os que têm maiores impactos, e direcionar os recursos de melhoria dos processos para eliminar suas causas, aumentando a eficiência das ações", finaliza. 

3 erros de eficiência energética para corrigir na sua fábrica

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Você sabia que as mais de 573 mil indústrias brasileiras consomem cerca de 41% de toda a energia elétrica gerada no país, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI)? Por isso, priorizar a eficiência energética da fábrica é uma necessidade recorrente dentro do setor.

Além disso, a relação entre eletricidade e produção industrial é estreita, afinal 50% dos custos é proveniente da energia elétrica. Assim, é preciso que a indústria identifique quais são os erros que mais prejudicam a eficiência energética da indústria para, então, ponderar ações para resolvê-los.

Por isso, vale conhecer os três principais erros que prejudicam a eficiência energética da indústria, assim como as soluções para resolver esses problemas. Acompanhe.  

Erros dificultam a eficiência energética da indústria e a saúde financeira da fábrica

Não é novidade que a energia elétrica da fábrica representa um insumo essencial para o setor. No entanto, todo esse consumo não é, necessariamente, um fator positivo. Afinal, ainda existe uma lacuna em programas de eficiência energética da indústria, principalmente devido a uma série de fatores e erros cometidos.

Para Flávio de Souza, Diretor Comercial da CPFL Soluções, a falta de eficiência energética traz, direta e indiretamente, consequências desagradáveis à indústria. “A principal deficiência é a dificuldade em reduzir custos e melhorar o desempenho dos equipamentos, sem comprometer o conforto e a qualidade do ambiente de trabalho”.

Nesse cenário, o alto consumo de energia elétrica acaba por gerar baixa produtividade. “Somadas, essas consequências podem afetar significativamente a saúde financeira das fábricas”, complementa.

As 3 falhas que mais comprometem a eficiência energética da fábrica

A falta de eficiência energética da indústria costuma ser motivada por uma série de falhas:

  1. Parques fabris muito antigos

Em muitas indústrias, parte da energia consumida é utilizada para operar motores. No entanto, aparelhos e equipamentos antigos, geralmente com mais de 25 anos, gastam mais energia do que seus modelos mais novos.

Este problema vale para monitores de computador, refrigeradores, ar-condicionado e tantas outras máquinas comumente usadas em parques fabris”, indica Souza.

  1. Manutenções não realizadas ou atrasadas

Empresas que subestimam a necessidade de manutenção do seu setor fabril estão colocando em risco a produção, seus funcionários e, claro, seu caixa.

Deixar para depois qualquer tipo de conserto, substituição de peça, readequação de carga elétrica e modernizações de sistemas traz consequências que, muitas vezes, acabam interferindo na estratégia do negócio e até mesmo em sua competitividade”, complementa o diretor. 

  1. Falta de conhecimento e erro quanto à gestão sobre a capacidade de produção

A falta de conhecimento sobre o uso de maquinário pode causar um mau aproveitamento do seu potencial. Esse erro resulta em manutenções e, até mesmo, outros custos desnecessários.

Além disso, investir em aparelhos fora do nível de necessidade de entrega de produção gera queda da eficiência energética da fábrica, resultando em fatura mais cara no final do mês, desgaste desnecessário do maquinário e tempo ocioso do equipamento e operadores.

Soluções para otimizar a eficiência energética da fábrica

Como vimos, os problemas no consumo de energia afetam seriamente a eficiência energética da fábrica. No entanto, há diversas soluções no mercado capazes de corrigir esses erros e conduzir um programa de eficiência energética da indústria.

A simples substituição de lâmpadas fluorescentes por modelos de LED pode impactar positivamente na eficiência energética da fábrica. Mas, além da iluminação, outras medidas podem ser adotadas, tais como:

  • Gestão de Energia e Telemetria: com a consultoria, além de ter acesso aos relatórios automatizados, é possível também fazer análises que podem contribuir para tomada de decisões com um diagnóstico mais preciso dos pontos que requer adequações.
  • Modernização de equipamentos: é fundamental modernizar aparelhos para buscar o máximo desempenho sem que isso represente aumento de custos. Para Souza, a simples “substituição de equipamentos antigos por mais atuais representa um ótimo custo-benefício no longo prazo”.
  • Manutenções periódicas: atingir novos mercados e conservar os já conquistados exige conciliar produtividade e qualidade. Nesse cenário, a manutenção dos equipamentos adquire um papel estratégico bastante importante.

Quando há uma política de manutenção alinhada com os objetivos organizacionais, os resultados são evidentes: antecipação e solução de falha, alto grau de funcionalidade e otimização do custo global”, ressalta Flávio de Souza.

  • Instalar sensores de presença: mesmos simples, esses equipamentos são ótimos aliados das empresas na busca por máxima economia. Com eles, as luzes dos ambientes somente estarão acesas quando realmente alguém estiver no local, evitando desperdício de energia.
  • Orientar e conscientizar pessoas: envolver os funcionários no desafio de otimizar a eficiência energética da fábrica também é importante. Por isso, envolver todos os colaboradores e dar dicas de bons hábitos de consumo e economia de energia durante o trabalho pode ser uma boa estratégia para a tão desejada eficiência energética da indústria.
  • Investir em novas tecnologias:  o investimento em equipamentos que vão economizar energia através de fontes renováveis é mais do que importante hoje em dia. No longo prazo, os investimentos vão gerar redução na conta de luz e ainda podem ser uma fonte de renda, com a entrada no negócio do mercado livre de energia.

Por fim, fica claro que a otimização da eficiência energética da indústria é uma necessidade recorrente. Cabe ao setor corrigir os erros para promover máxima redução de custos no uso deste insumo.

Big Data: aumento de produtividade com uso de dados confiáveis na indústria 4.0

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No contexto de transformação tecnológica da indústria brasileira já não é mais preciso anotar em papel o tempo que uma máquina ficou parada. Ou a quantidade de peças com defeitos que uma mesma máquina produziu durante um mês. A maioria das empresas do setor industrial já têm essas informações em grande quantidade no formato digital. Boa parte das indústrias também já definiu quais são os seus principais indicadores, os KPIs (Key Performance Indicator) de produtividade, qualidade e custos de produção.  

Mas o mau uso destes dados, que nem sempre são confiáveis pela forma como foram coletados no chão de fábrica ou na visualização imprecisa e vagarosa destas informações, pode complicar, ao final de um longo processo, a implantação da indústria 4.0. 

Os dados do setor industrial mostram o quanto é relevante dominar o processo de produção com soluções tecnológicas. Segundo levantamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a redução de custos na indústria brasileira com a migração da indústria para este conceito 4.0 poderá ser de, no mínimo, R$ 73 bilhões por ano. Dentro deste total, a diminuição com reparos pode chegar a R$ 35 bilhões. Já os ganhos de eficiência produtiva podem ser de R$ 31 bilhões e os outros R$ 7 bilhões estão relacionados com a redução do gasto com energia.

No artigo anterior, detalhamos as etapas mais importantes antes da implantação de um projeto de transformação digital: diagnóstico fabril, roadmap e implantação de pilotos e MVPs.  Agora, neste artigo, definimos outras três etapas para aumentar a produtividade com o uso de Big Data na Indústria 4.0. 

Fase 1 – Arquitetura da informação 

Informações são abundantes e podem ser extraídas de máquinas, computadores ou planilhas. Mas estes dados muitas vezes estão segmentados e dispersos em diversos locais. Estão fora de uma base única ou não estão integrados, além de não permitirem a pesquisa ou filtragem por algum tipo de indicador específico. 

Para conseguir uma aplicação inicial e melhorar a produção, a primeira ação é definir quais são os dados mais relevantes e quais são os objetivos da empresa com o uso destas informações. 

Com a definição dos dados que devem ser coletados neste planejamento, é necessário decidir a forma e o meio como eles devem ser apurados, desde a linha de produção até o sensor instalado e as máquinas, para assim chegarem em uma base de dados bem estruturada.  

Por isso, nesta fase é criada a arquitetura da informação, a organização das partes de um mesmo sistema para que ele seja compreensível. Essa ação irá evitar uma “colcha de retalhos” e criar um padrão de dados, com uma linguagem única para integrar as informações e as suas trocas entre todos os setores da indústria. 

As ações de planejar, arquitetar e definir onde a empresa quer chegar com os dados vão otimizar o uso do Big Data. Um dos exemplos é quando a indústria aposta em protocolos de comunicação de baixo consumo de energia associados à internet das coisas (IoT) ou de protocolos abertos de comunicação entre máquinas (Modbus ou OPCs) - ferramentas que potencializam a integração dos equipamentos e, consequentemente, dos dados.

Atualmente também é possível instalar sensores magnéticos ou de presença, por exemplo,em processos ou equipamentos que não possuem uma forma própria de contabilização da produção. Como no caso de uma indústria metal mecânica, em que os processos de soldagem não possuíam mecanismos de contagem de peças produzidas e sensores magnéticos foram utilizados para fazer a detecção e contagem automaticamente. Outra possibilidade é usar os dados das máquinas, que muitas vezes já têm algum tipo de contador.  Com estas questões bem alinhadas, a empresa vai ter segurança e clareza sobre as análises dos dados que serão executadas na fase seguinte. 

Fase 2 -  Visualização de disseminação dos dados 

Após a definição da arquitetura de obtenção e armazenamento, é hora de pensar na disseminação e formas de apresentação destes dados.  

Um dos desafios é fazer com que a informação chegue às pessoas certas e no momento correto para a tomada de decisão mais assertiva.  As empresas costumam utilizar alguns modelos mais tradicionais como telões ou dashboards para a disposição desses dados, que podem estar associados a alarmes ou avisos de alertas para a equipe. 

Outro ponto que deve ser definido é o tempo que os dados vão ser consolidados. Uma possibilidade é coletá-los em períodos maiores, e não somente visualizá-los em tempo real, consolidando estes dados em semanas ou meses. Desta forma, é possível verificar a produtividade ao longo de um período para avaliar os problemas e propor soluções para otimizar a produção. 

Nesta fase é importante disseminar os dados a quem vai agir dentro da empresa e parar a produção quando um defeito crítico for identificado antes de causar prejuízos com o retrabalho ou de uso de matéria prima. Ou determinar uma revisão em todo o processo produtivo, após uma análise do conjunto de dados em um período mais longo e alinhado com os KPIs da indústria. 

Nos dois exemplos citados, os benefícios em redução de custos e aumento de produtividade vão ficar mais claros, evidentes e visíveis para que seja executada a próxima etapa do processo.

Fase 3 – Utilização dos dados para geração de cenários e tomada de decisão

Nesta última fase, após uma extração correta dos dados que foram visualizados de forma clara e disseminados nas duas fases anteriores, é possível fazer simulações estratégicas antes da intervenção na produção. 

A utilização de dados reais em simulações permite a implantação do conceito de digital twin na indústria. Essas simulações podem fornecer os melhores parâmetros e condições para uma produção confiável e eficiente. 

As simulações podem fazer uso de tecnologias como data analytics, business intelligence ou mesmo inteligência artificial para analisar dados históricos, evidenciando tendências, padrões ou correlação entre os dados. O principal objetivo com o uso destas inovações é direcionar o capital humano para situações mais estratégicas e colocar a máquina em ações operacionais. 

Por isso, depois destas simulações os dados poderão ser utilizados para tomadas de decisões mais assertivas e com baixo risco, evitando desperdícios de energia ou necessidade de um novo processo de produção. 

A partir deste momento serão estabelecidas as ações necessárias para aumentar a produtividade e a qualidade do produto. Serão verificados com alto grau de certeza se estes KPIs estão mesmo dentro dos limites aceitáveis e estão atualizados da maneira correta. 

É possível fazer uma análise correta dos indicadores, uma das bases para se chegar com resultados sólidos ao fim de uma longa jornada de implantação da indústria 4.0. Para chegar neste ponto, porém, é preciso ter acumulado o conhecimento reunidos nas três etapas do projeto de implantação. 

A coleta certeira dos dados e arquitetura da informação afinados com o planejamento e os objetivos da indústria. O monitoramento dos dados com visualização clara e disseminada para as pessoas corretas. E, por fim, a tomada das decisões com intervenções seguras na produção, depois de simulações que eliminam custos e garantem que a empresa consiga os benefícios do uso inteligente e correto dos dados em uma verdadeira indústria 4.0.